Delegado Francischini

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Fernando Francischini
Delegado Francischini
Deputado federal pelo Paraná
Período 1 de fevereiro de 2011
até a atualidade
Secretário de Segurança Pública do Paraná
Período 15 de dezembro de 2014
até 8 de maio de 2015
Dados pessoais
Nome completo Fernando Destito Francischini
Nascimento 26 de março de 1970 (48 anos)
Londrina, PR
Partido PSL
Profissão Delegado
Website Website oficial
linkWP:PPO#Brasil

Fernando Destito Francischini (Londrina, 26 de março de 1970) é um político brasileiro, filiado ao Partido Social Liberal (PSL).[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

É formado em Direito pela Associação de Ensino Unificado do Distrito Federal.[1] É cristão evangélico, sendo membro da Igreja Evangélica Assembleia de Deus.[2] É pai de Felipe Francischini, advogado e deputado estadual.[3]

Tornou-se delegado da Polícia Federal (PF) depois de ter sido oficial do Exército Brasileiro, no 5º Esquadrão de Cavalaria Mecanizada, em Curitiba; e oficial da Polícia Militar do Paraná, quando comandou a RONE e o COE – Batalhão de Operações Especiais (PMPR) (BOPE). É um dos poucos parlamentares a apoiar publicamente a Operação Lava Jato. É a favor da PEC 412/2009,[4] que segundo os defensores, da autonomia à PF.[5]

Política[editar | editar código-fonte]

Em 2010, foi eleito deputado federal pelo Paraná. Em 2012, trocou o PSDB pelo PEN e, depois, pelo recém-criado SD, do qual foi líder na Câmara dos Deputados.[6] Ingressou no Partido Social Liberal em 2018, para liderar a campanha de Jair Bolsonaro à presidência da República.[7]

Foi eleito deputado federal em 2014, para a 55.ª legislatura (2015-2019). Em dezembro de 2014, foi nomeado Secretário de Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná pelo governador Beto Richa.[8]

No dia 29 abril de 2015 coordenou a operação de contenção dos professores que protestavam em frente a Assembleia Legislativa do Paraná. Essa operação resultou em mais 200 pessoas feridas por balas de borracha e bombas de efeito moral. Em 08 de maio de 2015, foi destituído do cargo de Secretário da Segurança Pública e Administração Penitenciária do Paraná.[9]

Em 17 de abril de 2016, Francischini votou pela abertura do processo de impeachment de Dilma Rousseff.[10]. Votou a favor do Processo de impeachment de Dilma Rousseff.[11] Já durante o Governo Michel Temer, votou a favor da PEC do Teto dos Gastos Públicos.[11] Em abril de 2017 foi contrário à Reforma Trabalhista.

Em novembro de 2016, se posicionou contrário a anistia ao caixa 2[12], juntamente com o deputado Onyx Lorenzoni,[12] o deputado Alessandro Molon,[13][14] o deputado Vanderlei Macris,[15] o deputado Carlos Sampaio,[15] o deputado Jair Bolsonaro,[16] o deputado Joaquim Passarinho,[15] o Senador Álvaro Dias[17], e a Senadora Ana Amélia Lemos[18], atendendo as reivindicações da sociedade civil que assinaram pela aprovação das 10 Medidas contra a corrupção, e do Ministério Público Federal, autor do projeto de lei.[12]

Em agosto de 2017 votou a favor do processo em que se pedia abertura de investigação do então presidente Michel Temer.[11][19]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Em março de 2016, foi acusado pelo ex-senador do PT preso por obstrução da justiça Delcídio do Amaral, em uma delação premiada realizada no âmbito da Operação Lava Jato, de cobrar propina de empresários em troca de proteção legal "informal", barrando requerimentos de convocação para depor na CPI da Petrobras. O ex-senador petista estaria usando sua delação para vingar-se do deputado, de acordo com Francischini, pois este havia apresentado inúmeras convocações e denúncias contra ele.[20] Ainda em 2016, Francischini seria acusado de tráfico de influência junto ao governador do Paraná, Beto Richa, por supostamente ter indicado nomes para ocupar cargos de confiança na Receita Estadual, posteriormente envolvidos em um escândalo de corrupção. O advogado de Francischini, Gustavo Kfouri, negou as acusações e afirmou que processará o delator.[21]

Em maio de 2016, após ser constatada a ausência de indícios do envolvimento de Francischini na cobrança de dinheiro de empresários, o procurador-geral da República Rodrigo Janot arquivou a investigação da acusação de Delcidio.[22]

Em maio de 2018, o UOL afirmou que Francischini teria destinado recursos públicos de sua quota parlamentar, num total de 24 mil reais, a uma empresa denominada Novo Brasil Empreendimentos Digitais, que era responsável por administrar uma rede de sites destinados a difundir "fake news". Entre os sites, consta a Folha Política. A assessoria do deputado afirmou não ter nenhuma relação com os sites da rede, quando questionada sobre o caso.[23]

Referências

  1. a b «Perfil de Fernando Francischini no portal da Câmara dos Deputados». Câmara dos Deputados. Consultado em 9 de maio de 2015. 
  2. Chico Marés (16 de setembro de 2012). «De olho no voto evangélico, candidatos brigam por pastores». Gazeta do Povo. Consultado em 11 de junho de 2018. 
  3. Taiana Bubniak (14 de outubro de 2014). «Felipe Francischini: "Tive que mostrar que tenho um histórico próprio de lutas"». Gazeta do Povo. Consultado em 11 de junho de 2018. 
  4. «PEC 412/2009 Inteiro teor». Câmara dos Deputados. Consultado em 25 de novembro de 2016. 
  5. «PEC 412». PEC da Autonomia. PEC DA PF. Consultado em 25 de novembro de 2016. 
  6. Iolando, Lourenço (9 de outubro de 2013). «Solidariedade escolhe Fernando Francischini para líder do partido na Câmara». UOL. Consultado em 18 de março de 2014. 
  7. «Bolsonaro e Francischini no PSL». Fabio Campana. Consultado em 7 de março de 2018. 
  8. «Richa dá posse a Fernando Francischini como secretário da Segurança Pública». Site do Governo de Estado. 15 de dezembro de 2014. Consultado em 14 de janeiro de 2015. 
  9. «Governo do Paraná anuncia saída de Fernando Francischini da Segurança». G1. 8 de maio de 2015. Consultado em 14 de maio de 2016. 
  10. «Deputados autorizam impeachment de Dilma, saiba quem votou a favor e contra». EBC. 17 de abril de 2016. Consultado em 5 de maio de 2016. 
  11. a b c G1 (2 de agosto de 2017). «Veja como deputados votaram no impeachment de Dilma, na PEC 241, na reforma trabalhista e na denúncia contra Temer». Consultado em 11 de outubro de 2017. 
  12. a b c «Presidente e relator de comissão anticorrupção repudiam anistia a caixa dois». Agencia Brasil. EBC. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  13. «"No Congresso parece existir fantasma", diz Molon sobre anistia ao caixa dois». Jovem Pan. Uol. Consultado em 25 de novembro de 2016. 
  14. «Molon: pressa em votar anistia a caixa 2 é por medo da delação da Odebrecht». Rede Sustentabilidade. 24 de novembro de 2016. Consultado em 25 de novembro de 2016. 
  15. a b c «Tentativa de votar proposta sobre caixa dois é alvo de críticas em comissão especial». Câmara dos Deputados. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  16. Marcella Fernandes. «A hashtag #AnistiaCaixa2NAO uniu MBL, Bolsonaro e PSOL». Brasil Post. Consultado em 26 de novembro de 2016. 
  17. «Alvaro Dias critica tentativa de anistia a quem fez "caixa dois"». Senado. 20 de setembro de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  18. «Senadora é contra tentativa de anistiar Caixa 2». Ana Amaleia Lemos. 14 de novembro de 2016. Consultado em 24 de novembro de 2016. 
  19. Carta Capital (3 de agosto de 2017). «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». Consultado em 18 de setembro de 2017. 
  20. «Deputado Francischini é citado por Delcídio em delação da Lava Jato». G1. Consultado em 9 de setembro de 2018. 
  21. «Após ser citado por Delcídio, Francischini teria indicado nomes a Richa em esquema corrupto na Receita do Paraná». HuffPost Brasil. Consultado em 9 de setembro de 2018. 
  22. «PGR pede arquivamento de processo para investigar Fernando Francischini». G1. Globo.com. Consultado em 10 de setembro de 2018. 
  23. «Dono de sites criticados por 'fake news' recebe dinheiro de deputado». UOL. Consultado em 9 de setembro de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]