Rio Douro

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Douro
Duero
O Porto (visto da Ponte Dom Luis I).jpg

Percurso do rio Douro no Porto.

Rio douro.svg
Localização
Continente
País
Localização
Coordenadas
Dimensões
Comprimento
897 km
Hidrografia
Tipo
Bacia hidrográfica
Área da bacia
97 600 km²
Nascente
Altitude da nascente
2160 m
Afluentes
principais
Rio Águeda, Rio Távora, Rio Tormes, Rio Adaja, Rio Corgo, Rio Esla, Rio Pisuerga, Rio Tâmega, Rio Tua, Rio Arda, rio Bajoz (d), Rio Trabancos, Arandilla (en), Arroyo Jaramiel (d), Arroyo Valcorba (d), Bañuelos (d), Botijas River (d), Froya River (d), Q6115189, Q6115406, Rio Uces, Rio Cega, Rio Bestança, Q9071710, Rio Riaza, Rio Rituerto, Ribeiro de Carcavelos, Rio Cabrum, Rio Febros, Rio Frio (Porto), Rio Sousa, Rio Teixeira (Douro), Rio Torto (Douro), Rio Uíma, Rio Varosa, Guareña River (d), Rio Pinhão, Rio Golmayo (d), Q19858865, Ucero River (d), ribeira dos Moriegos (d), Rio Paiva, Rio Sabor, Rio Coa, Rio Zapardiel, Rio Duratón, Rio Valderaduey, Rio HuebraVisualizar e editar dados no Wikidata
Caudal médio
710 m³/s
Foz
O Douro em Zamora.
Cruzeiro no final do seu percurso em Barca d'Alva, no Parque Natural do Douro Internacional, junto à fronteira espanhola.
A região do Alto Douro Vinhateiro.
Rio Douro em Peso da Régua.
Rio Douro junto ao Porto.

O rio Douro (em castelhano: Duero) é um rio que nasce nos picos da Serra de Urbión, na província espanhola de Sória, a 2160 metros de altitude, e atravessa o norte de Portugal até a sua foz junto às cidades do Porto e Vila Nova de Gaia. É o terceiro rio mais extenso da península Ibérica. Possui 897 km de comprimento, 572 km em solo espanhol, 213 km navegáveis em território português e 112 km de caráter internacional, pois o seu curso faz de fronteira. Este último troço, em que o rio aperta-se e o seu leito se aprofunda, é conhecido como as arribas. As suas margens foram protegidas com a criação dos parques naturais do Douro Internacional em Portugal e de Arribas do Douro em Espanha.

A UNESCO incluiu, em 14 de Dezembro de 2001, a Região Vinhateira do Alto Douro (45°68' N, 5°93' W) na lista dos locais que são Património da Humanidade, na categoria de paisagem cultural.

As versões populares para a origem do seu nome são muitas. A mais provável aponta para o antigo celta dur ou dubr (água, rio)[1]. Outra diz que, nas encostas escarpadas, um rio banhava margens secas e inóspitas. Nele rolavam, noutros tempos, brilhantes pedrinhas que se descobriu serem de ouro. Daí o nome dado a este rio: Douro (de + ouro). Já outra versão diz que o nome do rio deriva do latim duris, ou seja, 'duro', atestando bem a dureza dos seus contornos tortuosos, e das paisagens que atravessa, nomeadamente as altas escarpas das Arribas do Douro, no trecho Internacional do rio, entre Miranda do Douro e Barca d'Alva (Figueira de Castelo Rodrigo). A derivação por via popular do seu nome sugere romanticamente uma ligação a "Rio de Ouro (D'ouro)", mas tal não tem qualquer aderência histórica. A forma escrita em latim: Durius, arabe: Duwiro, em castelhano: Duero e em português: Douro

Características[editar | editar código-fonte]

O Douro tem como bacia hidrográfica uma superfície de aproximadamente 18 643 km² em território português o que corresponde a cerca de 19,1% da sua área total que é de 97 603 km².

Perfil longitudinal do rio Douro (portugais).svg

Nasce na Espanha, nos picos da serra de Urbión, (Sória), a 2160 metros de altitude e tem a sua foz na costa atlântica, na cidade do Porto. O seu curso tem o comprimento total de 897 km. Desenvolve-se ao longo de 112 km de fronteira portuguesa e espanhola e de seguida 213 km em território nacional. A sua altitude média é de 700 metros. No início do seu curso é um rio largo e pouco caudaloso. De Zamora à sua foz, corre entre fraguedos em canais profundos. O forte declive do rio, as curvas apertadas, as rochas salientes, os caudais violentos, as múltiplas irregularidades, os rápidos e os inúmeros "saltos" ou "pontos" tornavam este rio indomável.

Aproveitando o elevado desnível, sobretudo na zona do Douro Internacional, onde o desnível médio é de 3m/km, a partir de 1961, foi levado a cabo o aproveitamento hidroeléctrico do Douro. Com a construção das barragens, criaram-se grandes albufeiras de águas tranquilas, que vieram incentivar a navegação turística e recreativa, assim como a pesca desportiva. Excluindo-se os períodos de grandes cheias, pode dizer-se que o rio ficou domado definitivamente.

No troço nacional do Douro, a instalação de eclusas em paralelo com as barragens hidroeléctricas permitiu a criação de um canal de navegação fluvio-marítima.

No seu curso, entre Bemposta e Picote, pode ser visto, nas suas águas espelhadas, tudo o que rodeia este ambiente: as nuvens, o sol, (que queima os olhos, reflectido na água), os montes, as fragas, as aves (patos, garças, águias, abutres, gaivotas). Nas fragas mais altas podem ser vistas aves de rapina, guardando os seus ninhos.

Por outro lado, no rio, espécies indígenas, como o escalo, a enguia e a truta, têm sido dizimadas ou pela pesca à rede descontrolada e/ou pela modificação das condições ambientais (parte do ano estão perto do limite de resistência de algumas espécies). Após a construção da barragem, foi feita a introdução da carpa que, podendo atingir acima dos 20 kg, tem a propriedade de se alimentar de tudo, fazendo a limpeza das barragens mesmo em condições precárias de oxigenação das águas. Mais recentemente, surgiram o achigã, a perca, o lúcio e o lagostim-vermelho. Pode ainda encontrar-se, com abundância, a boga e o barbo[desambiguação necessária] e até mexilhão (idêntico ao do mar).

Porém, passar junto a fragas gigantes, tingidas de várias tonalidades, pela separação de fragmentos de rocha, causadas por dilatações e contracções bruscas, motivadas pelo clima, é esmagador.

Viajando até junto do Douro, que serpenteia entre as arribas, pode ver-se onde vivem e/ou nidificam abutres, grifos, águias, pombos bravos, andorinhas, etc., e nas ladeiras do mesmo, a perdiz, a rola, o estorninho, o melro, o papa figo, etc.

Dentro das matas de zimbros, estevas, carvalhos, sobreiros e pinheiros e outras variedades de vegetação das encostas do Douro, podem ainda encontrar-se espécies cinegéticas, que são uma das maiores riquezas naturais da região: a corça, o javali, o coelho, a lebre, o lobo, a raposa, o texugo, a gineta, etc.

O rio Douro foi e é uma fonte de riqueza para a região e para a aldeia. Antigamente, fazia mover as azenhas que se espalhavam nas suas margens, tais como as azenhas do Sr. António Luís, dos Fróis, dos Melgos e dos Velhos, permitia a pesca, irrigava campos ou enchia os poços das melhores hortas de Bemposta, existentes perto deles, onde se cultivavam as novidades e as árvores de fruta, base de sustento das populações. Mais tarde, com o aproveitamento hidroeléctrico, Bemposta passa a contribuir para a riqueza nacional, distribuindo energia eléctrica ao país. Proporcionou também maior abundância de peixe, através das albufeiras, criando alguns postos de trabalho com a pesca profissional, a que se dedicaram algumas famílias.

Principais afluentes em território espanhol[editar | editar código-fonte]

Principais afluentes em território português[editar | editar código-fonte]

Barragens no rio Douro[editar | editar código-fonte]

Bacia hidrográfica do Douro

Localidades portuguesas na margem do rio Douro[editar | editar código-fonte]

Mapa O Douro portuguez e paiz adjacente contando do rio quanto se pode tornar navegavel em Espanha pelo Barão de Forrester.

Topónimos associados ao rio Douro[editar | editar código-fonte]

Margem direita:

Margem esquerda:

Turismo fluvial[editar | editar código-fonte]

A Via Navegável do Douro foi inaugurada em toda a sua extensão em 1990. São 210 quilómetros desde Barca d’Alva até ao Porto.

Em 2014 passaram pela via navegável 600 mil passageiros. Os cruzeiros na mesma albufeira representam 64% da totalidade de passageiros, movimentando cerca de 400 mil pessoas em 2014. Trata-se de viagens com duração variável, de meia ou uma hora, e que se concentram principalmente nas zonas do Porto-Gaia, e depois também, em menor escala, em Entre-os-Rios, Régua, Pinhão, Foz do Sabor e Pocinho.

O barco hotel alcançou 55 mil passageiros nos 13 barcos a operar.

Os cruzeiros de um dia ultrapassaram os 160 mil passageiros. Estes barcos navegam principalmente nos trajectos Porto-Régua-Porto, Régua-Pinhão-Régua e Régua-Barca d’Alva-Régua.[8]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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