Ellen Oléria

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Ellen Oléria
Ellen na FIFA Fan Fest, Taguatinga, DF, 2014 (foto:André Borges/Comcopa)
Informação geral
Nome completo Ellen Gomes de Oléria
Nascimento 12 de novembro de 1982 (32 anos)
Origem Brasília, DF
País Brasil Brasil
Gênero(s) MPB, samba, soul, bossa nova, hip-hop, funk
Instrumento(s) Vocal, violão, guitarra
Extensão vocal soprano dramática
Período em atividade 2000- presente
Outras ocupações Compositora, Atriz
Gravadora(s) Carne Dura Produções
Universal Music Group[1]
Afiliação(ões) Banda Pret.utu, Banda Soatá
Poliana Martins (cônjuge)[2]
Página oficial http://www.ellenoleria.com.br

Ellen Gomes de Oléria (Brasília, 12 de novembro de 1982)[3] é uma cantora, musicista, compositora e atriz brasileira.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Ellen nasceu em Brasília e foi criada em Taguatinga.[4] Inicialmente interessada mais em instrumentos,[3] começou cantando em coros de igreja, por influência dos pais.[4] Iniciou a carreira de cantora aos 16 anos. Ellen Oléria é atriz formada pela UnB.[4] Atua desde o ano 2000 no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou inúmeras edições do Festival Universitário Finca (Festival Interno de Música Candanga) da UnB,[4] sendo a maior vencedora da história do Festival de Música Tom Jobim do SESC – DF, e também foi multipremiada no Festival de Música dos Correios.

Com um repertório que atinge grande diversidade de público, Ellen Oléria abre shows de artistas de vários segmentos, com aprovação da crítica midiática e do público desde o jazz ao samba, do samba ao pop, do pop ao hip hop e do hip hop às manifestações do regionalismo brasileiro como o congado, os afoxés e o carimbó. Em 2006 abre os shows de Lenine e do camaronês Richard Bona. Em 2007 participa da gravação do DVD comemorativo de 25 anos de carreira de GOG, grande referência do hip hop nacional, dividindo o palco com artistas como Lenine, Maria Rita e Paulo Diniz. Em agosto do mesmo ano, Ellen Oléria abre os shows de Geraldo Azevedo, Paulinho Moska e Monobloco. O início de 2008 é marcado pela abertura do show de Chico César. É aplaudida de pé pelo público que a assistiu ao lado do amigo e guitarrista Rodrigo Bezerra no Femusic em Maringá. Em seguida, Oléria abre o show de Guilherme Arantes, e recebe ao lado de GOG no Canecão (RJ) inúmeros prêmios Hutúz com o CD Aviso às Gerações, que marca o encontro da brasiliense com o rapper GOG, parceria que, em 2009, a leva para o Fórum Social Mundial (PA), onde canta ao lado do grupo argentino Actitud María Marta. Ainda em 2009, Ellen Oléria abre o show de Ney Matogrosso, Margareth Menezes, Milton Nascimento e Sandra de Sá. Realiza também um show em Salvador e outro em São Paulo. Neste mesmo ano, lança o disco independente Peça, produzido pelo parceiro e guitarrista Rodrigo Bezerra. Em 2010, Ellen Oléria abriu o show de Leci Brandão na Marcha Mundial de Mulheres em São Paulo e dividiu o palco com Hamilton de Holanda, Yamandú Costa, Diogo Nogueira, Móveis Coloniais de Acaju e no aniversário de 50 anos de Brasília Ellen Oléria recebeu em seu palco Sandra de Sá. Também em 2010 integrando a banda Soatá a cantora participa da gravação do primeiro disco da banda que mistura ritmos amazônicos com rock’n roll. Em 2011 a cantora grava seu DVD com a banda Pretutu, Ellen Oléria e Pret.utu - Ao Vivo no Garagem, com as participações de Hamilton de Holanda e o rapper Emicida. No ano de 2012, além de gravar um documentário pelos interiores do Estado do Pará com a banda Soatá e mestres do carimbó, a cantora ganha notória visibilidade ao ganhar o título de a voz do Brasil no reality show The Voice Brasil exibido pela TV Globo.[1] Em 2013, Ellen Oléria grava seu 4º disco pela Gravadora Universal Music do Brasil com participação de Carlinhos Brown. Com a turnê desse álbum homônimo, Ellen Oléria alcançou cidades de norte a sul do Brasil e também o público de Espanha, França, Angola e Estados Unidos.

O ano de 2015 tem sido igualmente frutífero, e depois de alguns meses em estúdio preparando Afrofuturista, a cantora tem viajado em turnê nacional e internacionalmente para apresentar as novas canções. Além de já ter tocado nos interiores e na capital do estado de São Paulo, foi convidada também ao Usabda Internacional Jazz Festival, na Rússia, e se prepara para ir ao Japão no segundo semestre. É também no ano de 2015 que a compositora brasiliense Ellen Oléria completa 15 anos de carreira acumulando prêmios em festivais e celebrando o quinto lançamento: no álbum Afrofuturista, a artista combina com maestria ritmos brasileiros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu aos timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades. O disco, que tem produção da própria Ellen Oléria e do pianista Felipe Viegas, tem uma faixa bônus produzida pelo DJ Nave Beats, participações de Yusa, Roberta Estrela D'Alva, e como músicos convidados Gabi Guedes e o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro. Da poética das ruas, pela linguagem do hip-hop às performances jazzísticas da banda em cena, o ambiente acústico converge modernidade e ancestralidade em arranjos bem elaborados que trazem oxigênio para a Música Popular Brasileira. No repertório Ellen Oléria encanta com canções autorais e emociona ao atualizar obras de outros compositores da MPB, como Milton Nascimento e Fernando Brant, e convida o público a revisitar lugares da memória e pertencimento.

Cquote1.svg Canto o universo de uma negra, lésbica, criada na Chaparral, região entre Taguatinga e Ceilândia. Cquote2.svg
Ellen Oléria[4]
Cquote1.svg Vocês querem uma voz que cura? Está aí: Ellen Oléria! Cquote2.svg
Carlinhos Brown

Ativismo político[editar | editar código-fonte]

Além do ativismo político explicitado por suas participações em conferências nacionais de igualdade racial, de juventude, de saúde, de educação e de mulheres, fóruns como o Fórum Social Mundial, Marcha Mundial de Mulheres, Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Latinidades), Ellen Oléria é conhecida por tratar, em suas canções, o enfrentamento ao racismo, à lesbofobia, e diversas formas de discriminação. Projetando sua arte desde o lugar de fala de uma mulher negra periférica, lésbica, Ellen acredita que a música é um projeto estético e político que pode transformar realidades. Em suas mídias sociais, a cantora estabelece pontes dialógicas entre seu trabalho e movimentos sociais como os de luta por terra, justiça e equidade racial, contra o genocídio da população negra, e em defesa dos direitos dos animais.

Pret.utu[editar | editar código-fonte]

A banda Pret.utu, em sua primeira formação com Célio Maciel (bateria), Paula Zimbres (baixo) e Rodrigo Bezerra (guitarra) se une em outubro de 2005 já com o propósito de integrar o projeto autoral de Ellen Oléria. Desde o início, a banda segue uma estratégica mistura de swing brazuca e performance jazzística, o que redimensiona a produção da cantora. Em 2008 a presença de Felipe Viegas no piano/teclado traz ainda maior sensibilidade aos arranjos. E em 2010, com a saída de Rodrigo Bezerra, Pedro Martins, vindo de outros trabalhos com os já “pret.utudos”, passa a somar o som criativo da sua guitarra à Pret.utu. A banda contou com a participação do percussionista Léo Barbosa de 2010 até o fim dos trabalhos da banda, no ano de 2012.

Banda Soatá[editar | editar código-fonte]

Ellen Oléria participou também da Banda Soatá, uma banda de rock alternativo e carimbó criada em 2007, com integrantes do DF e do Pará provenientes da banda Epadu. Além de Ellen, conta com Jonas Santos (compositor e guitarrista), Riti Santiago (baterista), Dido Mariano (baixista) e Lieber Rodrigues (percussionista).[5] A banda atuou até 2013. A banda lançou o filme documentário "Amundiá Soatá" com direção de Douro Moura e produção de Margarete Marchine. O filme registra a banda Soatá em vários pontos do Pará em encontros com grandes mestres do carimbó. Em 2013 a banda gravou seu último trabalho: um dvd que aguarda lançamento oficial.

The Voice Brasil[editar | editar código-fonte]

A cantora foi a vencedora da 1ª temporada do reality show musical The Voice Brasil, da TV Globo. Na primeira prova cega, cantou a música "Zumbi" de Jorge Ben Jor. Foi aplaudida de pé pelos quatro jurados do programa e escolhida por todos, optando por integrar o time de Carlinhos Brown "por um vínculo poético e estético".[6] Ellen ganhou um prêmio de 500 mil reais, um contrato com a gravadora Universal Music, gerenciamento de carreira, um carro 0 km e um show no réveillon de Copacabana no Rio de Janeiro em 2012.[1]

Episódio Canção (Artista) Resultado Notas Ref
Audições às cegas, parte 1 Zumbi” (Jorge Ben Jor) Os quatro jurados viraram a cadeira Escolheu Carlinhos Brown como técnico [6]
Batalhas, parte 2 Canto das Três Raças” (Clara Nunes) Venceu a batalha Batalha contra Maria Christina (resgatada por Lulu Santos) [7]
Apresentações ao vivo, parte 1 Um Móbile no Furacão” (Paulinho Moska) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (46%) Disputa contra Mira Callado (salva pelo técnico) e Karla da Silva (eliminada) [8]
Apresentações ao vivo, parte 4 Maria, Maria” (Milton Nascimento) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (33%) Disputa contra Ludmillah Anjos (salva pelo técnico), Rafah e Dani Morais (eliminados) [9]
Apresentações ao vivo, Semifinais Jack Soul Brasileiro” (Lenine) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (42%) Disputa contra Ludmillah Anjos (salva pelo técnico) e Mira Callado (eliminada) [10]
Apresentações ao vivo, Finais, parte 1 Anunciação” (Alceu Valença) Venceu a disputa: Escolhida pelo técnico Carlinhos Brown Disputa contra Ludmillah Anjos, que foi eliminada [11]
Apresentações ao vivo, Finais, parte 2 Taj Mahal” (Jorge Ben Jor) Venceu o programa com 39% dos votos Disputa contra Liah Soares, Maria Cristina e Ju Moraes, que foram eliminadas [1]

Afrofuturista[editar | editar código-fonte]

É o nome do novo show e também do novo disco. Em Ellen Oléria Afrofuturista, a artista combina com maestria ritmos brasileiros negros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades. As referências para o novo trabalho condensam-se numa pesquisa, como a exemplo da obra de Mateus Aleluia que diz: "ancestralidade... nós somos os ancestrais e nós somos os futuristas. é a verdadeira volta, é como se fosse a cobra picando a própria cauda. quando fala no ancestral, a gente fala também naquele que há de vir. uma coisa está totalmente ligada à outra. aquilo que é é aquilo que já foi. aquilo que vai ser é o que está sendo, que já foi também. a ancestralidade é realmente a nossa forma de estar na vida. tanto como representação; às vezes como se fôssemos passado, às vezes como se estivéssemos no presente, e às vezes a gente faz uma projeção para o futuro. essa é a nossa forma ancestral de existir."

A inspiração para o novo projeto vem sendo objeto de pesquisa há três anos: a obra cênico-musical de Sun Ra e Grace Jones, a ficção científica literária de Octávia Butler, a performance musicada de Itamar Assunção e a alquimia espacial de Jorge Ben Jor. Ou mesmo a nossa versão brasileira bem contemporânea de afro-futuro mais conhecida como os registros de Chico Science e a Nação Zumbi, Alceu Valença, ou as lendas amazônicas de encontros com extra-terrenos, e ainda o clássico filme assalto ao trem pagador, ou os espaço-acústicos super complexos de algumas faixas do clube da esquina remontam pra mim e creio que pra toda a minha geração novas possibilidades discursivas em canção”, afirma a cantora Ellen Oléria quando perguntada sobre os novos rumos de seu projeto. e continua: “a partir da consciência da elaboração do mundo dos sonhos, da ficção, e eu acredito que um texto poético cheio de metáforas nos aproxima da ficção, o afrofuturismo explora um novo futuro para negritude, focando produções já presentes no imaginário negro  no grafite, na arte gráfica, na música, principalmente eletrônica. mas não é essa música eletrônica como produto que me interessa, mas sim como poderemos utilizar os recursos tecnológicos de produção de som sem abandonar os elementos mais orgânicos da nossa música tradicional. Ao ressignificar esse som (timbres, interferir nos grooves…) ressignificamos o mundo.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio[editar | editar código-fonte]

  • 2009: Peça Gravação independente. Produção: Rodrigo Bezerra
  • 2011: Soatá Gravação independente. Produção: Riti Santiago, co-produção: Soatá
  • 2013: Ellen Oléria

Álbuns ao vivo[editar | editar código-fonte]

Singles e participações[editar | editar código-fonte]

  • 2006: Carta à mãe África GOG - Álbum: Aviso às Gerações. Produção: Só balanço.
  • 2006: Forró Rádio Casual - Álbum: Tomo um do oráculo universal das constantes inconstâncias pessoais do pessoal. Gravação independente.
  • 2007: Carta à mãe África GOG - Álbum: Cartão Postal Bomba!. Produção: Só balanço.
  • 2007: Tamborim com Aija Andrejeva. Gravação independente.
  • 2011: Nós por nós com GOG. Gravação independente.
  • 2011: Bênção Estrada com Paula Zimbres. Gravadora independente.
  • 2012: Marcas com Léo Campos - Álbum: Universo para Léo. Gravação independente.
  • 2012: Aqui onde estão com Opanijé. Gravação independente.
  • 2014: Te beijar com Alexandre Carlo (Natiruts). Sony Music.

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria
2003 Festival Interno de Música Candanga (FINCA) Melhor Intérprete: Senzala (A feira da Ceilândia)[nota 1]
2004 Festival e Música dos Correios Melhor Intérprete; Exceções
Melhor Canção: Exceções[nota 2]
2005 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Intérprete: Notícia brasileira
2006 Festival Interno de Música Candanga (FINCA) Melhor Música: Pedro - Falando com o reflexo[nota 3]
2006 Festival e Música dos Correios Melhor Intérprete: Presente mais-que-perfeito
Melhor música: Presente mais-que-perfeito
2006 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Música: Mandala
2008 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Música: Júri popular

Notas

  1. E 2ª Melhor Canção com a mesma música
  2. E 2ª Melhor Canção com Natural Luz
  3. 2º/2006; no 1º/2006, ficou com 2ª Melhor Música com Ato II

Referências

  1. a b c d Ellen Oléria é a grande vencedora do The Voice Brasil (html) The Voice Brasil - site oficial (16-12-2012). Visitado em 18-12-2012.
  2. Lima, Luciana (12/08/2013). Ellen Oléria se casa com Poliana Martins iGay - iG Brasília. Visitado em 12/0/2013.
  3. a b autobiografia Ellen Oléria oficial. Visitado em 01/02/2012.
  4. a b c d e Lima, Irlam Rocha (02/07/2009). Ellen Oléria solta a voz no show de lançamento do primeiro CD, em Taguatinga (shtml) Correio Braziliense. Visitado em 15/08/2010.
  5. Banda Soatá reúne jovens músicos em Brasília (html) Diário do Pará.com.br (18/04/2010). Visitado em 27/05/2012.
  6. a b Candidata de Brasília é aprovada e disputada pelos quatro técnicos (html) The Voice Brasil - site oficial (23/09/2012). Visitado em 23/09/2012.
  7. Ellen Oléria sobre Batalha: 'Tremi igual a vara verde' (html) The Voice Brasil - site oficial (29-10-2012). Visitado em 11-11-2012.
  8. Ellen Oléria é salva pelo público (html) The Voice Brasil - site oficial (11-11-2012). Visitado em 25-11-2012.
  9. Rafah e Dani Morais deixam o The Voice Brasil (html) The Voice Brasil - site oficial (02-12-2012). Visitado em 02-12-2012.
  10. Ellen Oléria e Ludmillah Anjos estão na final do The Voice Brasil (html) The Voice Brasil - site oficial (09-12-2012). Visitado em 09-12-2012.
  11. Última vaga na final do The Voice Brasil é de Ellen Oléria (html) The Voice Brasil - site oficial (16-12-2012). Visitado em 18-12-2012.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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