Ellen Oléria

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Ellen Oléria
Informação geral
Nome completo Ellen Gomes de Oléria
Também conhecido(a) como Oléria
Nascimento 12 de novembro de 1982 (33 anos)
Origem Brasília, DF
País Brasil Brasil
Gênero(s) MPB, samba, soul, bossa nova, hip-hop
Instrumento(s) Vocal, percussão, violão, guitarra
Extensão vocal soprano dramática
Período em atividade 2000 - presente
Outras ocupações Compositora, Atriz
Gravadora(s) Carne Dura Produções
Independente[1]
Página oficial http://www.ellenoleria.com.br

Ellen Gomes de Oléria (Brasília, 12 de novembro de 1982)[2] é uma cantora, musicista, compositora e atriz brasileira.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Ellen nasceu em Brasília e foi criada em Taguatinga.[3] Iniciou a carreira de cantora aos 16 anos cantando em bares e casas de show em Taguatinga[2] . Ellen Oléria é atriz formada pela UnB.[3] Atua desde o ano 2000 no circuito cultural como cantora, compositora e instrumentista autodidata. Ganhou vários festivais em sua cidade natal. Com um repertório que atinge grande diversidade de público, Ellen Oléria é reconhecida pela crítica midiática, músicos e musicistas e pelo público brasileiro desde o jazz ao samba, do samba ao pop, do pop ao hip hop e do hip hop às manifestações do regionalismo brasileiro como o congado, os afoxés e o carimbó. [4]

Em 2009 a cantora lança seu primeiro álbum solo, intitulado Peça produzido por Rodrigo Bezerra. Com a música Testando ela chega além da capital do Brasil propulsionada pela internet. Em 2010 ainda integrando a banda Soatá, a cantora participa da gravação do disco da banda que mistura ritmos amazônicos com rock’n roll. Em 2011 a cantora grava seu DVD com a banda Pret.utu, Ao Vivo no Garagem, com as participações de Hamilton de Holanda e o rapper Emicida. No ano de 2012, além de gravar um documentário pelos interiores do Estado do Pará com a banda Soatá e mestres do carimbó, a cantora ganha notória visibilidade ao ganhar o título de a voz do Brasil no reality show The Voice Brasil exibido pela TV Globo[1] Em 2013, Ellen Oléria grava seu segundo disco solo pela Gravadora Universal Music do Brasil, Ellen Oléria o disco conta com a participação de Carlinhos Brown. O disco foi dirigido por Alexandre Castilho. Com a turnê desse álbum homônimo, Ellen Oléria alcançou cidades de norte a sul do Brasil e também o público de Espanha, França, Angola e Estados Unidos. [5]

Em ano de 2015, depois de alguns meses em estúdio preparando o terceiro disco solo, a cantora viaja em turnê nacional e internacionalmente para apresentar as novas canções. Além de já ter tocado nos interiores e na capital do estado de São Paulo, foi convidada também ao Usabda Internacional Jazz Festival, na Rússia, e faz sua primeira turnê no Japão, onde tocou no conhecido Blue Note em Tóquio. Ellen Oléria também levou sua voz à Taiwan nesse mesmo ano.

Ellen Oléria completa mais 15 anos de carreira acumulando prêmios em festivais e celebrando o lançamento do terceiro álbum solo Afrofuturista onde a artista combina ritmos brasileiros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu aos timbres e arranjos plásticos que apontam para um encontro urbano de identidades. O disco, que tem produção da própria Ellen Oléria e do pianista Felipe Viegas, tem uma faixa bônus produzida pelo DJ Nave Beats, participações da cantora cubana Yusa. Também participam do álbum a diretora, slammer e atriz-MC Roberta Estrela D'Alva, o percussionista baiano Gabi Guedes, o guitarrista Pedro Martins e o grupo Seu Estrelo e o Fuá do Terreiro.

Da poética das ruas, pela linguagem do hip-hop às performances jazzísticas da banda em cena, o ambiente acústico converge modernidade e ancestralidade em arranjos elaborados que trazem oxigênio para a Música Popular Brasileira. No repertório Ellen Oléria encanta com canções autorais e emociona ao atualizar obras de outros compositores da MPB, como Milton Nascimento e Fernando Brant, e convida o público a revisitar lugares da memória e pertencimento.

Cquote1.svg Canto o universo de uma negra, lésbica, criada na Chaparral, região entre Taguatinga e Ceilândia. Cquote2.svg
Ellen Oléria[3]
Cquote1.svg Vocês querem uma voz que cura? Está aí: Ellen Oléria! Cquote2.svg
Carlinhos Brown

Ativismo político[editar | editar código-fonte]

A luta pelos direitos civis sempre foram cantadas por Ellen Oléria. Além do ativismo político explicitado por suas participações em conferências nacionais de igualdade racial, de juventude, de saúde, de educação e de mulheres, fóruns como o Fórum Social Mundial, Festival da Mulher Afro-Latino-Americana e Caribenha (Latinidades), Ellen Oléria é conhecida por tratar, em suas canções, o enfrentamento ao racismo, à lesbofobia, e diversas formas de discriminação. Projetando sua arte desde o lugar de fala de uma mulher negra periférica, lésbica, Ellen acredita que a música é um projeto estético e político que pode transformar realidades. Em suas mídias sociais, a cantora estabelece pontes dialógicas entre seu trabalho e movimentos sociais como os de luta por terra, direitos civis da população LGBT, justiça e equidade racial, contra o genocídio da população negra, e em defesa dos direitos dos animais.

Bandas[editar | editar código-fonte]

A banda Pret.utu acompanhou o trabalho autoral de Ellen Oléria. Em 2005 sua primeira formação contou com Célio Maciel (bateria), Paula Zimbres (baixo) e Rodrigo Bezerra (guitarra). Em 2008 a presença de Felipe Viegas no piano/teclado. E em 2010, com a saída de Rodrigo Bezerra, Pedro Martins, passa a somar o som criativo da sua guitarra à banda que contou com a participação do percussionista Léo Barbosa de 2010 até o fim dos trabalhos da banda, no ano de 2012.[2]

Ellen Oléria integrou por seis anos a Banda Soatá, uma banda de rock alternativo e carimbó criada em 2007. Além de Ellen, a Soatá contou com Jonas Santos (compositor e guitarrista), Riti Santiago (baterista), Dido Mariano (baixista) e Lieber Rodrigues (percussionista).[6] A banda atuou até 2013 quando lançou o filme documentário Amundiá Soatá com direção de Douro Moura. O filme registra a banda Soatá em vários pontos do estado do Pará em encontros com grandes mestres do carimbó. Em 2013 a banda registrou seu último trabalho: o dvd Amundiá.

The Voice Brasil[editar | editar código-fonte]

A cantora foi a vencedora da 1ª temporada do reality show musical The Voice Brasil, da TV Globo. Na primeira prova cega, cantou a música "Zumbi" de Jorge Ben Jor. Foi aplaudida de pé pelos quatro jurados do programa e escolhida por todos, optando por integrar o time de Carlinhos Brown "por um vínculo poético e estético".[7] Ellen ganhou um prêmio de 500 mil reais, um contrato com a gravadora Universal Music, gerenciamento de carreira, um carro 0 km e um show no réveillon de Copacabana no Rio de Janeiro em 2012.[1]

Episódio Canção (Artista) Resultado Notas Ref
Audições às cegas, parte 1 Zumbi” (Jorge Ben Jor) Os quatro jurados viraram a cadeira Escolheu Carlinhos Brown como técnico [7]
Batalhas, parte 2 Canto das Três Raças” (Clara Nunes) Venceu a batalha Batalha contra Maria Christina (resgatada por Lulu Santos) [8]
Apresentações ao vivo, parte 1 Um Móbile no Furacão” (Paulinho Moska) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (46%) Disputa contra Mira Callado (salva pelo técnico) e Karla da Silva (eliminada) [9]
Apresentações ao vivo, parte 4 Maria, Maria” (Milton Nascimento) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (33%) Disputa contra Ludmillah Anjos (salva pelo técnico), Rafah e Dani Morais (eliminados) [10]
Apresentações ao vivo, Semifinais Jack Soul Brasileiro” (Lenine) Venceu a disputa: Mais votada pelo público (42%) Disputa contra Ludmillah Anjos (salva pelo técnico) e Mira Callado (eliminada) [11]
Apresentações ao vivo, Finais, parte 1 Anunciação” (Alceu Valença) Venceu a disputa: Escolhida pelo técnico Carlinhos Brown Disputa contra Ludmillah Anjos, que foi eliminada [12]
Apresentações ao vivo, Finais, parte 2 Taj Mahal” (Jorge Ben Jor) Venceu o programa com 39% dos votos Disputa contra Liah Soares, Maria Cristina e Ju Moraes, que foram eliminadas [1]

Afrofuturista[editar | editar código-fonte]

É o nome do novo show e também do novo disco. Em Ellen Oléria Afrofuturista, a artista combina com maestria ritmos brasileiros negros como o samba, o forró, o carimbó, o afoxé, o maracatu com os timbres e arranjos contemporâneos que apontam para um encontro urbano de identidades. As referências para o novo trabalho condensam-se numa pesquisa, como a exemplo da obra de Mateus Aleluia que diz: "ancestralidade... nós somos os ancestrais e nós somos os futuristas. é a verdadeira volta, é como se fosse a cobra picando a própria cauda. quando fala no ancestral, a gente fala também naquele que há de vir. uma coisa está totalmente ligada à outra. aquilo que é é aquilo que já foi. aquilo que vai ser é o que está sendo, que já foi também. a ancestralidade é realmente a nossa forma de estar na vida. tanto como representação; às vezes como se fôssemos passado, às vezes como se estivéssemos no presente, e às vezes a gente faz uma projeção para o futuro. essa é a nossa forma ancestral de existir."

A inspiração para o novo projeto vem sendo objeto de pesquisa durante três anos: a obra cênico-musical de Sun Ra e Grace Jones, a ficção científica literária de Octávia Butler, a performance musicada de Carlinhos Brown e Itamar Assunção e a alquimia espacial de Jorge Ben Jor e Gilberto Gil. Ou mesmo a nossa versão brasileira bem contemporânea de afro-futuro mais conhecida como os registros de Chico Science e a Nação Zumbi, Alceu Valença, ou as lendas amazônicas de encontros com extra-terrenos, e ainda o clássico filme assalto ao trem pagador, ou os espaço-acústicos super complexos de algumas faixas do clube da esquina remontam pra mim e creio que pra toda a minha geração novas possibilidades discursivas em canção”, afirma a cantora Ellen Oléria quando perguntada sobre os novos rumos de seu projeto. e continua: “a partir da consciência da elaboração do mundo dos sonhos, da ficção, e eu acredito que um texto poético cheio de metáforas nos aproxima da ficção, o afrofuturismo explora um novo futuro para negritude, focando produções já presentes no imaginário negro  no grafite, na arte gráfica, na música, principalmente eletrônica. mas não é essa música eletrônica como produto que me interessa, mas sim como poderemos utilizar os recursos tecnológicos de produção de som sem abandonar os elementos mais orgânicos da nossa música tradicional. Ao ressignificar esse som (timbres, interferir nos grooves…) ressignificamos o mundo.

TV[editar | editar código-fonte]

A cantora e compositora Ellen Oléria, o jornalista Fernando Oliveira (Fefito) e a integrante da banda Uó, Mel Gonçalves apresentam na TV Brasil o programa histórico na TV aberta brasileira: O Estação Plural. O programa da A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) foi criado pela TV Brasil para tratar de pautas de comportamento e temas da atualidade. A atração conta com três participantes fixos, todos ligados ao universo de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. “É muitíssimo importante que tenhamos um programa desse tipo, debatendo todos os assuntos relacionados a direitos humanos, ou qualquer assunto, sem tabu. É impressionante, na verdade, que não tenhamos um programa desse na televisão aberta e que sejamos os primeiros. É exatamente o tipo de programa que a TV pública tem que fazer”, disse o presidente da EBC, Américo Martins. (LGBT). [13]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns solo[editar | editar código-fonte]

  • 2009: Peça (Independente). Produção: Rodrigo Bezerra
  • 2013: Ellen Oléria (Universal Music). Direção: Alexandre Castilho
  • 2016: Afrofuturista (independente). Produção: Ellen Oléria e Felipe Viegas

Bandas[editar | editar código-fonte]

  • 2010: Soatá (Independente). Produção: Riti Santiago, co-produção: Soatá
  • 2012: Ao Vivo no Garagem (Independente). Produção: Ellen Oléria, co-produção: Marcos Pagani e Pret.utu
  • 2013: Amundiá (Independente). Produção: Soatá

Singles e participações[editar | editar código-fonte]

  • 2006: Carta à mãe África com GOG. (Só balanço)
  • 2006: Forró com Rádio Casual. (Independente)
  • 2007: Carta à mãe África com GOG. (Só balanço).
  • 2007: Tamborim com Aija Andrejeva. (Independente).
  • 2011: Nós por nós com GOG. (Independente)
  • 2011: Haiti (single). (Independente)
  • 2011: Bênção Estrada com Paula Zimbres. (Independente)
  • 2012: Marcas com Léo Campos. (Independente)
  • 2012: Aqui onde estão com Opanijé. (Independente)
  • 2013: Mundo Virou (single). (Independente)
  • 2014: Te beijar com Alexandre Carlo (Natiruts). (Sony Music)
  • 2014: Tem uma pedra com Banda Jenipapo. (Independente)
  • 2015: 18 quilates de sorriso com Inquérito. (Independente)
  • 2015: Você é o lugar com Sacassaia. (Independente)

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Ano Prêmio Categoria
2003 Festival Interno de Música Candanga (FINCA) Melhor Intérprete: Senzala (A feira da Ceilândia)[nota 1]
2004 Festival e Música dos Correios Melhor Intérprete; Exceções
Melhor Canção: Exceções[nota 2]
2005 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Intérprete: Notícia brasileira
2006 Festival Interno de Música Candanga (FINCA) Melhor Música: Pedro - Falando com o reflexo[nota 3]
2006 Festival e Música dos Correios Melhor Intérprete: Presente mais-que-perfeito
Melhor música: Presente mais-que-perfeito
2006 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Música: Mandala
2008 Prêmio Sesc de Música Tom Jobim Melhor Música: Júri popular
2012 A Voz do Brasil Juri Popular
2013 Prêmio Rio Sem Preconceito Coordenadoria Especial da Diversidade Sexual
2014 11a. Prêmio Hangar de Música Prêmio especial - Revelação nacional

Notas

  1. E 2ª Melhor Canção com a mesma música
  2. E 2ª Melhor Canção com Natural Luz
  3. 2º/2006; no 1º/2006, ficou com 2ª Melhor Música com Ato II

Referências

  1. a b c d «Ellen Oléria é a grande vencedora do The Voice Brasil» (html). The Voice Brasil - site oficial. 16-12-2012. Consultado em 18-12-2012. 
  2. a b c «autobiografia». Ellen Oléria oficial. Consultado em 01/02/2012. 
  3. a b c Lima, Irlam Rocha (02/07/2009). «Ellen Oléria solta a voz no show de lançamento do primeiro CD, em Taguatinga» (shtml). Correio Braziliense. Consultado em 15/08/2010. 
  4. http://ellenoleria.com.br
  5. http://ellenoleria.com.br
  6. «Banda Soatá reúne jovens músicos em Brasília» (html). Diário do Pará.com.br. 18/04/2010. Consultado em 27/05/2012. 
  7. a b «Candidata de Brasília é aprovada e disputada pelos quatro técnicos» (html). The Voice Brasil - site oficial. 23/09/2012. Consultado em 23/09/2012. 
  8. «Ellen Oléria sobre Batalha: 'Tremi igual a vara verde'» (html). The Voice Brasil - site oficial. 29-10-2012. Consultado em 11-11-2012. 
  9. «Ellen Oléria é salva pelo público» (html). The Voice Brasil - site oficial. 11-11-2012. Consultado em 25-11-2012. 
  10. «Rafah e Dani Morais deixam o The Voice Brasil» (html). The Voice Brasil - site oficial. 02-12-2012. Consultado em 02-12-2012. 
  11. «Ellen Oléria e Ludmillah Anjos estão na final do The Voice Brasil» (html). The Voice Brasil - site oficial. 09-12-2012. Consultado em 09-12-2012. 
  12. «Última vaga na final do The Voice Brasil é de Ellen Oléria» (html). The Voice Brasil - site oficial. 16-12-2012. Consultado em 18-12-2012. 
  13. http://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2016-02/tv-brasil-lanca-programa-estacao-plural

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Ellen Oléria