HMHS Britannic

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HMHS Britannic
HMHS Britannic.jpg
Carreira  Reino Unido
Proprietário White Star flag NEW.svg White Star Line
Operador Naval Ensign of the United Kingdom.svg Marinha Real Britânica
Fabricante Harland and Wolff, Belfast
Batimento de quilha 30 de novembro de 1911
Lançamento 26 de fevereiro de 1914
Comissionamento 12 de dezembro de 1915
Porto de registo Government Ensign of the United Kingdom.svg Liverpool, Inglaterra
Indicativo visual G.608
G.618
Número do casco 433
Estado Naufragado
Fatalidade Afundou no Mar Egeu em
21 de novembro de 1916
Outro(s) nome(s) Gigantic
Características gerais
Tipo de navio Transatlântico
Classe Olympic
Deslocamento 53.200 t
Tonelagem 48.158 t
Altura 53 m
Comprimento 269,06 m
Boca 28,7 m
Calado 10,5 m
Propulsão 29 caldeiras
2 motores de tripla-expansão
com quatro cilindros
1 turbina de baixa pressão
2 hélices triplas
1 hélice quádrupla
- 50 000 hp (37 300 kW)
Velocidade 21 nós (39 km/h)
Tripulação 860
Passageiros 2.579 (como navio de passageiros)
675 (como navio hospital)

O HMHS Britannic foi um navio britânico construído pelos estaleiros da Harland and Wolff em Belfast para a White Star Line. Originalmente chamado de Gigantic, foi o terceiro navio da Classe Olympic de transatlânticos depois do RMS Olympic e o RMS Titanic. Sua construção começou em novembro de 1911 e ele foi lançado em 26 de fevereiro de 1914. O Britannic foi pensado para ser o maior, o mais seguro e o mais luxuoso navio de sua classe, com seu desenho e projeto sendo alterados depois do naufrágio do Titanic em abril de 1912.

O Britannic foi requisitado pela Marinha Real Britânica em 1915 durante seu período de equipagem para servir como navio hospital na Primeira Guerra Mundial, viajando entre o Reino Unido e Dardanelos. O navio colidiu com uma mina aquática em 21 de novembro de 1916 no Mar Egeu durante sua sexta viagem, afundando em pouco menos de uma hora. Entretanto, as causas exatas de seu naufrágio permanecem desconhecidas até hoje. A imprensa britânica pensou que havia sido um ataque inimigo e aproveitou e evento para atacar a "barbárie alemã".

Ele foi substituído na frota da White Star Line depois da guerra pelo RMS Majestic. Seus destroços foram localizados em 1975 pelo explorador francês Jacques Cousteau. O Britannic é o maior navio naufragado do mundo, embora não tão famoso quanto seu irmão Titanic, atraindo mergulhadores e expedições de exploração.

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Joseph Bruce Ismay, presidente da companhia de navios White Star Line, e William Pirrie, presidente dos estaleiros navais da Harland and Wolff, decidiram em 1907 contruir três navios de proporções até então inigualáveis para competir com o RMS Lusitana e o RMS Mauretania da Cunard Line. Entretanto, o objetivo dos dois eram competir em termos de luxuosidade, não em velocidade.[1] O nome dos três navios foram posteriormente decididos e mostravam as intenções estilisticas em termos de tamanho: Olympic, Titanic e Gigantic (em referências a três raças da mitologia grega: olimpianos, titãs e gigantes). Os dois primeiros seriam construídos praticamente juntos, enquanto o terceiro teria sua construção iniciada depois do lançamento de seus irmãos.[2]

Os projetos dos três navios foram realizados pelos engenheiros navais Thomas Andrews e Alexander Carlisle, com a construção das duas primeiras embarcações começando respectivamente em 1908 e 1909.[3] Seus tamanhos eram tais que foi necessário antes construir pórticos especiais para abrigá-los. Apenas dois podiam ser construídos lado a lado.[4] Os três navios originalmente tinham 270 m de comprimento, uma arqueação bruta de aproximadamente 48 mil toneladas e seriam capazes de viajar em uma velocidade média de 22 nós, abaixo dos recordes de velocidade do Lusitania e Mauretania, mas mesmo assim o suficiente para completar uma viagem transatlântica em uma semana.[5]

Construção[editar | editar código-fonte]

O RMS Olympic foi lançado em outubro de 1910 e realizou sua viagem inaugural em junho de 1911, enquanto o RMS Titanic foi lançado em maio de 1911 e teve sua viagem inaugural em abril de 1912. A construção do Gigantic começou pouco depois com o batimento de sua quilha em 30 de novembro de 1911,[6] com seu comissionamento estando originalmente previsto para o início de 1914.[7] Os trabalhos se iniciaram em um bom ritmo, porém rapidamente foram ofuscados pelo naufrágio do Titanic em 15 de abril de 1912; a construção foi suspensa e os engenheiros decidiram esperar para ouvir o resultado das comissões de investigação e as recomendações para pensarem um modo de incorporá-las ao novo navio.[8]

O Britannic em construção, c. 1914.

As investigações acarretaram muitas mudanças, com a primeira sendo a respeito do próprio nome do navio. Considerado muito orgulhoso, especialmente após o naufrágio do irmão Titanic, o nome Gigantic foi alterado para Britannic, que já havia sido empregado anteriormente em 1874 pela White Star Line em outra embarcação.[9] A companhia sempre negou que sua intenção original era chamar o navio de Gigantic, porém é reconhecido que esse nome foi considerado, além de cartazes antigos e jornais da época apoiarem esse fato.[9] [10]

Os trabalhos de construção foram retomados e várias outras mudanças de projeto foram implementadas, principalmente nas partes relacionadas à segurança do navio. Um casco duplo foi adicionado, os compartimentos estanques centrais foram reforçados (com esta tendo sido uma falha que acelerou o naufrágio do Titanic) e foram adicionados botes salva vidas com capacidade para todos abordo. Os novos compartimentos estanques permitiam que o Britannic se mantivesse à tona com até seis compartimentos inundados.[11] Além disso, enormes turcos foram instalados a fim de permitir que os botes fossem abaixados com maior rapidez,[6] mesmo que o navio estivesse adernando para um dos lados. A White Star Line também publicou folhetos detalhando as melhorias de segunça do Britannic para combater a má publicidade gerada pelo Titanic.[11]

O Britannic foi lançado ao mar em 26 de fevereiro de 1914 sob o olhar de centenas de espectadores.[12] Foi um dia muito movimentado para a cidade de Belfast,[13] com a imprensa realizando várias entrevistas e um jantar especial sendo organizado em homenagem ao navio.[14] Inicia-se então o processo de equipagem para preencher o casco vazio com várias máquinas e as chaminés.[15] Esperava-se que a embarcação fosse concluída em setembro, porém em julho a White Star anunciou que seu comissionamento seria adiado até a primavera.[16] Na realidade a empresa passava por problemas financeiros e precisava se focar em seus navios já operantes. O Britannic foi levado para a doca seca em setembro, com suas três hélices sendo instaladas.[17]

A ideia do comissionamento na primavera foi interrompida pelo início da Primeira Guerra Mundial. A equipagem do navio foi paralisada e em 13 de novembro de 1915 o Britannic foi requisitado pelo Almirantado Britânico para transportar soldados e feridos como navio hospital.[18]

Conversão[editar | editar código-fonte]

Concepção artística do Britannic como um navio de passageiros.

O Britannic sofreu mais algumas mudanças para poder se tornar um navio hospital, principalmente mudanças visuais. Embora sua construção estivesse praticamente concluída, seu casco foi pintado totalmente de branco com uma listra verde e três cruzes vermelhas de cada lado iluminadas por lâmpadas.[18] Em seu interior, 3.309 camas foram instaladas. As áreas comuns dos convéses superiores foram transformadas em quartos para os feridos, as cabines do convés B foram adaptadas para alojar os médicos enquanto o salão de jantar e de recepção da primeira classe no convés D foram transformados em salas de operação. Os convéses mais baixos também ficaram direcionados para a acomodação de feridos.[19] Todos os equipamentos médicos foram instalados a partir de 12 de dezembro de 1915, quando o Britannic chegou em Liverpool.[18]

Essa tranformação improvisada e acelerada implicou um problema com os botes salva vidas: somente cinco dos oito turcos gigantes tiveram tempo de serem instalados. Os equipamentos do navio foram então complementados por turcos tipo Wellin (os mesmo utlizados no Olympic e no Titanic), capazes de descer dois barcos: um comum e um desmontável. Esses turcos foram instalados na parte central do convés dos botes, com dois deles também sendo colocados no convés da popa, totalizando 58 botes.[19]

Características[editar | editar código-fonte]

Como o terceiro e último navio da Classe Olympic, o Britannic se beneficiou das melhorias julgadas como necessárias depois do serviço de seus dois irmãos mais velhos, da mesma maneira como o Titanic havia recebido algumas alterações antes de seu comissionamento baseadas nas primeiras viagens do Olympic.[20] Apesar de terem sido visualmente quase idênticos, os construtores desde o início estavam cientes que existiriam muitas diferenças entre os três navios.[21] O naufrágio do Titanic e as medidas de segurança resultantes causaram mudanças ainda maiores, porém mudanças no pensamento dos clientes e da concorrência também tiveram um impacto sobre os aspectos de negócio do navio.[22] O custo inicial do Britannic foi estimado em 1,5 milhões de libras esterlinas, o mesmo de seus irmãos.[2] As alterações ocorridas durante sua construção e sua conversão a navio hospital acabaram aumentando os custos, com o valor total sendo estimado em 1,9 milhões de libras em valores da época.[23]

Plantas dos convéses do Britannic.

Aspectos técnicos[editar | editar código-fonte]

Trabalhadores montando as turbinas do Britannic, c. 1915.

As dimensões do Britannic permaneceram bastante semelhantes às de seus irmãos: tinha 28,7 m de largura por 58 m de altura e 269,06 m de comprimento, mesmo comprimento do Olympic e do Titanic. Possuia uma tonelagem de arqueação bruta de 48.158 t, ultrapassando em muito seus predecessores, porém isso não o fazia o maior navio de passageiros do mundo na época: o título pertencia ao alemão SS Vaterland.[8] A embarcação era impulsionada por um sistema misto como seus irmãos: dois motores a vapor de tripla expansão para movimentar duas hélices de três lâminas cada, enquanto uma turbina recuperava o excesso de vapor para movimentar uma hélice central com quatro lâminas. A potência foi aumentada para compensar o aumento na dimensão do navio e assim evitar perda de velocidade, lhe permitindo alcançar até 21 nós (39 km/h). Seu maquinário era o maior já construído até então em uma época que a propulsão a vapor estava sendo lentamente substituída por uma propulsão gerada apenas por turbinas.[24]

O Britannic recebeu várias melhorias para corrigir insuficiências observadas no naufrágio do Titanic. O casco duplo ficou mais espesso e foi extendido até o convés F ao longo da parte central do navio. Assim, teoricamente, a água não poderia alcançar as salas das caldeiras em caso de colisão e o centro da embarcação estaria protegido. Os compartimentos estanques também foram melhorados: como seus irmãos o Britannic tinha dezesseis, porém as paredes de alguns compartimentos foram reforçadas, com cinco deles chegando até o convés B (isto é, três convéses acima das do Titanic) e os outros indo até o convés E, vários metros acima da linha d'água. Assim, o navio podia se manter flutuando em caso de até seis compartimentos frontais estarem inundados (enquanto o Titanic podia ter apenas quatro). Dessa forma, os construtores acreditavam que o Britannic estava protegido de todos os perigos que poderiam aparecer contra um navio comercial.[11]

Os turcos dos botes salva vidas eram bem diferentes dos outros dois navios. Na verdade, os barcos não ficavam guardados no convés dos botes mas sim suspensos por turcos gigantes, deteriorando um pouco a estética geral da embarcação. Estes eram capazes de suportar até seis botes cada, com o número total de turcos no projeto sendo de oito: dois na frente do convés, quatro na parte de trás do convés e outros dois na popa.[25] Entretanto, pelas limitações de tempo, apenas os quatro turcos da parte de trás do convés dos botes e um dos turcos da parte da frente foram instalados. Turcos tipo Wellin foram temporariamente adicionados no centro do convés superior e na popa.[23] Os botes em si receberam atenção especial: eram os maiores já colocados em um navio de passageiros até então. Dois barcos a motor também foram colocados abordo em caso de alguma emergência. Tudo isso foi feito para tentar apagar a memória da falta de botes suficientes do Titanic.[26]

A ponte de comando também foi alterada em relação aos dois predecessores: em seu telhado foi colocada uma plataforma para acomodar a bússula.[27] Outro defeito do Olympic e do Titanic consertado no Britannic foi a falta de conexão entre a sala de rádio e a ponte, que originalmente impedia que os operadores transmitissem com facilidade os avisos de iceberg aos oficiais. No novo projeto um sistema de transporte pneumático ligava os dois, evitando que os operadores de rádio tivessem que sair de seus postos.[28] O Britannic carregou durante seu tempo como navio hospital uma placa vermelha com o identificador do navio: G.608 e depois G.618.[29]

Navio de passageiros[editar | editar código-fonte]

Os planos eram para que o Britannic fosse mais luxuoso que seus dois irmãos com o objetivo de competir com os recém lançados SS Imperator, SS Vaterland e RMS Aquitania. Ele foi projetado para acomodar até 2.579 passageiros divididos em três classes. A White Star Line estava antecipando uma provável mudança de clientela e decidiu reduzir o tamanho da terceira classe (destinada principalmente aos imigrantes) em favor de um aumento para a segunda classe, tudo isso quanto comparado ao Olympic e ao Titanic. Além disso, sua tripulação prevista era de por volta de 950 pessoas, enquanto seus dois predecessores ficavam entre 860 e 880.[30]

Desenho do órgão que ficava na grande escadaria do Britannic.

A primeira classe teve suas instalações melhoradas. As crianças, que anteriormente eram vistas como uma irritação, começaram a ser consideradas como clientes a serem satisfeitos, com uma sala de jogos especial sendo colocada no convés dos botes ao lado do ginásio.[28] Tal como o Olympic e o Titanic, as instalações e acomodações da primeira classe eram servidas por uma majestosa grande escadaria, porém a do Britannic era ainda mais suntuosa: além da cúpula de vidro, dos gradios trabalhados e os painéis decorativos, um órgão de tubo foi encomendado para adornar os convéses mais superiores,[31] enquanto os elevadores ganharam um andar a mais e passaram a chegar até o convés dos botes. O convés A era totalmente dedicado à primeira classe e, além de uma sala de estar e dois cafés que permaneceram inalterados, o navio foi equipado com uma sala de fumantes; porém, era mais estreita que a do Titanic por causa de uma sala técnica. Para compensar a perda de espaço, os fabricantes colocaram um dossel no seu centro para aumentar significantemente a altura do teto.[32] A sala de leitura também foi modificada e teve sua segunda parte removida a fim de abrir caminho para as cabines. Toda uma área dedicada dedicada à beleza e aparência foi colocada no convés B, com um barbeiro, salão de beleza e salão de manicure.[33] Entretanto, a adição mais importante do Britannic em relação aos irmãos diz respeito aos banhos individuais em quase todas as cabines da primeira classe, sendo o primeiro navio da história a ter essa característica (anteriormente, os passageiros tinham que usar banheiros e sanitários públicos).[25]

Inicio de Carreira[editar | editar código-fonte]

Charles Bartlett estava no comando do maior navio do mundo. Bartlett iniciou sua carreira na White Star Line no ano de 1874, ocupando várias posições em diversos navios da companhia, como o RMS Celtic, Teutonic, RMS Oceanic e Georgic. Ele era muito querido no círculo de passageiros frequentes, mas não pela administração da White Star Line, devido sua incansável preocupação com a segurança e não com a velocidade. Na data de 12 de dezembro de 1915, o Britannic recebeu o prefixo "HMHS", e no dia 23 ele iniciaria sua primeira viagem oficial, com destino a Mudros.

Sua primeira viagem foi bem sucedida, levantando a reputação do Capitão Bartlett. Assim se seguiram as demais viagens do navio, sem maiores problemas. Mas isso estava prestes a mudar, já que no final da quinta viagem do navio, Britannic enfrentou mares revoltosos, além de tempestades. Mas conseguiu retornar a Southampton com 3.000 feridos em batalha. Esse foi o primeiro grande desafio de Bartlett com o Britannic. Depois desse incidente, três viagens foram completadas sem nenhum obstáculo que merecesse atenção. Na data de junho de 1916, o transatlântico retornou ao estaleiro, em Belfast, onde foi devolvido para a White Star Line.

Naufrágio[editar | editar código-fonte]

Alguns sobreviventes a bordo do HMS Scourge.

O RMS Aquitania, da Cunard, servia na Guerra ao lado da Inglaterra. Porém, ele sofreu danos graves durante uma tempestade em alto mar, tendo que ser retirado para reparos. Em consequência disso, quando o Britannic estava sendo re-convertido em navio de passageiros, ele foi novamente solicitado pelas Forças Armadas Inglesas, tendo que continuar como navio-hospital.

Ele zarpou de Southampton, e de lá partiu em 12 novembro de 1916, para sua sexta viagem. O clima estava calmo, e o Britannic não levava nenhum ferido. No dia 21 de novembro, ele zarpou do porto de Nápoles, com destino a Mudros. Já próximo das oito horas da manhã, quando atravessava o Canal de Kea, ouviu-se uma enorme explosão na parte inferior da embarcação, provocada por uma mina submarina colocada por um submarino alemão, o U73.[34] Mas uma simples explosão não levaria o maior navio do mundo ao fundo, o que realmente fez o Britannic naufragar, foi uma série de erros, como:

  • Mau funcionamento das comportas a prova d'água.
  • A tripulação deixou as janelas inferiores abertas.
  • Manterem os motores funcionando após a colisão.

O Britannic, com sua estrutura melhorada em relação ao Olympic e o Titanic, poderia navegar com até seis compartimentos inundados, a mina deu origem a um rombo que inundou somente dois compartimentos, o que não seria capaz que afundar o Britannic, no entanto, diversos erros humanos fez o maior navio do mundo desaparecer em 57 minutos.[35] Bartlett tentou ainda encalhar o navio na Ilha de Kea, mas não obteve sucesso, o que fez só piorar a situação do navio. Mas diferentemente do Titanic, a evacuação do Britannic se deu muito mais rápido.[34] Durante o abaixamento dos botes, ocorreram dois incidentes, onde dois botes foram sugados pelas hélices (que ainda estava em funcionamento), o que resultou na morte das pessoas que estavam a bordo.[34]

A última pessoa que deixou o navio foi o Capitão Charles Bartlett, apesar de ter tomado decisões fatais, seguiu o protocolo não-oficial da navegação. Ele nadou até um bote, de onde conseguiu ver seu navio naufragar. Ao todo 1 036 pessoas foram salvas e 30 perderam a vida. Os sobreviventes foram resgatados pelo HMS Scourge.[36]

Descoberta[editar | editar código-fonte]

Localização dos destroços.

Os destroços do grande navio descansam agora a 107 metros de profundidade ao largo da costa da Grécia (coordenadas: 37° 42' 05" N 24° 17' 02" E) encostado totalmente sobre o seu lado estibordo. Tão raso que a proa bateu no fundo antes dele afundar totalmente. Este foi descoberto e inicialmente explorado por Jacques Cousteau nos anos setenta. É considerado um cemitério de guerra e portanto a sua exploração é limitada embora acessível por mergulhadores. O interior encontra-se bem conservado.

O Britannic é hoje um dos maiores trânsatlanticos afundados. É fácil distinguir o Britannic de seus irmãos, devido aos gigantescos turcos de barco salva-vidas, e também porque a maioria das fotografias suas mostram ele todo pintado de branco com uma faixa verde pintada no casco de proa à popa, separada apenas por três grandes cruzes vermelhas de cada lado, designando-o como um navio hospital. O HMHS Britannic nunca chegou a exerce sua real função, como navio imigrante. Em 1998 uma expedição fotografou e filmou os destroços do Britannic.[37]

Referências

  1. Chirnside 2004, p. 12
  2. a b Piouffre 2009, p. 41
  3. Chirnside 2004, p. 19
  4. Chirnside 2004, p. 14
  5. Chirnside 2004, p. 18
  6. a b Piouffre 2009, p. 307
  7. Chirnside 2004, p. 216
  8. a b Chirnside 2004, p. 217
  9. a b Chirnside 2004, p. 218
  10. Britannic L'Histoire du RMS Olympic , RMS Titanic et HMHS Britannic. Visitado em 29 de julho de 2015. Cópia arquivada em 2009.
  11. a b c Chirnside 2004, p. 220
  12. Chirnside 2004, p. 242
  13. Chirnside 2004, p. 235
  14. Chirnside 2004, p. 238
  15. Chirnside 2004, p. 243
  16. Chirnside 2004, p. 234
  17. Chirnside 2004, p. 239
  18. a b c Chirnside 2004, p. 240
  19. a b Chirnside 2004, p. 241
  20. Piouffre 2009, p. 63
  21. Piouffre 2009, p. 43
  22. Chirnside 2004, p. 223
  23. a b Chirnside, Mark. Hospital Ship Hospital Ship Britannic. Visitado em 29 de julho de 2015.
  24. Chirnside 2004, p. 231
  25. a b Chirnside 2004, p. 227
  26. Chirnside 2004, p. 224
  27. Chirnside, Mark. Boat Deck Hospital Ship Britannic. Visitado em 29 de julho de 2015.
  28. a b Chirnside 2004, p. 225
  29. Chirnside, Mark. HMHS Britannic: Frequently Asked Questions (FAQ). Visitado em 29 de julho de 2015.
  30. Chirnside 2004, p. 296
  31. Michailakis, Michail. A-Deck Hospital Ship Britannic. Visitado em 29 de julho de 2015.
  32. Chirnside 2004, p. 226
  33. Hillen, Remco. B-Deck Hospital Ship Britannic. Visitado em 29 de julho de 2015.
  34. a b c Chirnside 2011, p. 260.
  35. Chirnside 2011, p. 259.
  36. PBS Online – Lost Liners – Britannic PBS. Visitado em 2008-11-09.
  37. Hope, Nicholas (1998). "How We Dived The Britannic", Bubblevision.com. Retrieved 2011-01-01.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Chirnside, Mark. The ‘Olympic’ Class Ships: Olympic, Titanic & Britannic. [S.l.]: Tempus, 2004. ISBN 0-7524-2868-3
  • Piouffre, Gérard. Le Titanic ne répond plus. [S.l.]: Larousse, 2009. ISBN 9782035841964

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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