Microrregião do Agreste de Itabaiana

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Microrregião do Agreste de Itabaiana
Divisão regional do Brasil
Localização da Microrregião do Agreste de Itabaiana
Características geográficas
Unidade federativa  Sergipe
Mesorregião Agreste Sergipano
Regiões limítrofes Aracaju, Agreste de Lagarto, Cotinguiba, Baixo Cotinguiba, Carira, Estância, Nossa Senhora das Dores
Área 1 105,80 km²
População 171 382 hab. est. 2013
Densidade 154,98 hab./km²
Indicadores
PIB R$ 462 947 152,00 IBGE/2004
PIB per capita R$ 2 965,56 IBGE/2004
IDH 0,660 PNUD/2000

A microrregião do Agreste de Itabaiana é uma das microrregiões do estado brasileiro de Sergipe pertencente à mesorregião do Agreste Sergipano. Está dividida em sete municípios.

Municípios[editar | editar código-fonte]

Principais centros urbanos[editar | editar código-fonte]

Posição Cidade PIB em reais População Base da economia
1 Itabaiana 654.074,03 93 572 Agricultura, comércio, pecuária e industrias
2 Areia Branca 82.400,56 18 164 Pecuária e agricultura
3 Campo do Brito 75.458,86 17.858 Agropecuária.
4 Malhador 51.038.85 12 598 Agricultura
5 São Domingos 51.852,28  10 971 Agricultura
6 Moita Bonita 48.228,00 11 395 Agricultura
7 Macambira 28.060,35 6 824 Agricultura

Areia branca[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A receita do município é gerada pela agricultura, principalmente produção mandioca, cana-de-açúcar, manga, maracujá, milho e laranja; pecuária com criação de bovinos, suínos e muares; criação de galináceos; mineração de areia e exploração de petróleo e gás; comércio e indústria (serrarias, casas de farinha de mandioca).[1]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Festejos Juninos e o Forródromo de Areia Branca[editar | editar código-fonte]

Construído no ano de 1992, na gestão do prefeito Ascendino de Sousa Filho, em parceria com o governo do Estado, com um espaço total de mais de 49 mil metros quadrados, ajudou o município a ser conhecido nacionalmente, atraindo milhares de pessoas de várias regiões do país durante os festejos juninos. O forró de Areia Branca foi considerado por muitos anos como o melhor São João de Sergipe, sob a alcunha de "Forró de Paz e Amor" (pois é proibido o manejo de fogos de artifícios no evento). A festa durava a noite e madrugada inteiras, por vários dias; no final da festa era comercializado aos visitantes em uma mesa de 100 metros de comprimento, um café da manhã de comidas típicas (batizada de "Comunhão do Forró"). Atualmente o festejo ainda é realizado, mas de forma muito mais modesta.

Poço das Moças[editar | editar código-fonte]

Balneário natural localizado na Estação Ecológica da Serra de Itabaiana em meio à densa Mata Atlântica, formado por riachos cuja nascente encontram-se no topo da serra e poços esculpidos pela água nas rochas.

Campo do Brito[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Parte de seu território encontra-se dentro do polígono das secas, com temperaturas médias anuais de 24,5 °C e precipitação média de chuvas de 1178,7 mm/ano, mais predominante de março a agosto (outono-inverno). O relevo é caracterizado por uma superfície de pediplanos, com formas mais comuns de tabuleiros, colinas e cristas. A vegetação do município varia da Capoeira, Caatinga, Campos Limpos e Sujos. Campo do Brito está inserido na bacia hidrográfica do rio Vaza-Barris, outros rios importantes da região são o Lombada e Traíras.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

As receitas municipais vêm principalmente da agricultura (mandioca, manga, laranja, maracujá e feijão), pecuária (bovinos, suínos e equinos) e avicultura de galináceos.[2]

Itabaiana[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

Itabaiana é dona de um dos maiores comércios de Sergipe. É considerada a capital do caminhão, por ter o maior percentual de caminhão por pessoa do país.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Suas atividades diversificadas e a rota comercial fazem de Itabaiana a intermediaria do fluxo de sua produção entre Aracaju (capital do estado) e o sertão, atraindo migrantes da Bahia, Minas Gerais, Pernambuco, Alagoas e no estado.

A agricultura em Itabaiana intensificou-se a partir da década de 1980, através da implantação de perímetros irrigados como Jacarecica e Ribeira. Estes perímetros são cultivados por pequenos agricultores e neles são produzidos cereais, frutas e verduras que abastecem todo o Estado.

O município é grande produtor de mandioca, batata-doce, tomate e cebola. Também possui um centro distribuidor de produtos agrícolas que funciona no mercado hortifrutigranjeiro, criado em 1991 e exerce uma grande atuação na microrregião. Esse mercado foi criado com o objetivo de melhor organizar a feira, já que é dela que muitas pessoas tiram o sustento.

A feira[editar | editar código-fonte]

Por muito tempo, mesmo quando Itabaiana elevou-se a categoria de vila, houve no comércio um predomínio de agricultores e comerciantes de secos e molhados (comércio de gênero alimentício).

Os tecidos se destacaram. Não havia confecções industrializadas e sim um número muito grande de alfaiates. Não existiam supermercados, só dois armazéns de secos e molhados, sendo que o principal fica onde é hoje o G.Barbosa e pertencia ao Sr. Euclides Paes Mendonça.

A feira de sábado existe desde 1888 e sua colonização dependia da política dominante. Quando o líder político era José Sebrão Carvalho, a feira era na Praça Fausto Cardoso, pois ele tinha casa comercial ao lado da igreja. E quando seu rival dominava, a feira passava para o largo Santo Antonio.

A feira continuou por muito tempo sem um local fixo. Apenas em 1928 foi definitivamente mudada para o Largo Santo Antonio, onde continua até hoje, e com o crescimento da feira fez-se necessário à criação do Largo José do Prado Franco. O Talho de Carne continuou por muito tempo na Praça Fausto Cardoso. Só em 1947 é que o prefeito Jason Correia construiu o mercado no Largo Santo Antonio. A feira se concentrava dentro do primeiro mercado. Somente em 1939 (aproximadamente) é que foi feito calçamento de pedra da feira e ela ultrapassou o mercado.

Como a feira atraía muita gente de áreas circunvizinhas, no dia 22 de setembro de 1954 foi inaugurada também nos dias de quarta-feira. Em 1956, já existia um grande número de caminhões fazendo viagens para os grandes centros do Estado e para o sul do país, especialmente para o estado de São Paulo. Foi aproximadamente nesta época que se deu o início da expansão do comércio. Isso porque essas viagens proporcionavam acesso a uma variedade de mercadorias.

Comparando diretamente a mercadoria do sul do país, os produtos puderam ser vendidos a preço mais acessíveis. Além dos caminhões de feira, que transportam passageiros e mercadorias para outras cidades, também é comum na feira carroças de burro e carroças de mão, muito utilizados no transporte de mercadorias dentro da própria cidade.

Na feira, adquire-se e comercializam-se produtos dos mais variados: agrícolas, manufaturados e industrializados. O próprio comércio local é beneficiado com as vendas, pois a disposição física da feira, em meio ao centro comercial, contribui para tal.

O maior deslocamento de pessoas se dá aos sábados. Nesse dia, a feira recebe desde comprador da capital, ate os compradores de outros municípios como os já destacados anteriormente no mapa das cidades sob influência comercial de Itabaiana.

Nas quartas-feiras, o movimento é bem menor, porem, tem se registrado um aumento no número de usuários neste dia, devido à variedade de produtos disponíveis no comércio.

Comércio[editar | editar código-fonte]

O comércio de Itabaiana é seguramente o maior do interior do estado de Sergipe, o município ostenta tal condição há mais de meio século quando foi cognominado Celeiro de Sergipe, por ser, à época o que mais se destacava na produção de alimentos e no abastecimento à capital.

O comércio itabaianense é secularmente vigoroso o que comprova incessantes ofícios do Presidente da Província de Sergipe (na era monárquica brasileira), em 1835, para que os feirantes de Itabaiana fossem a São Cristóvão, então Capital de Sergipe, para fazer funcionar a feira livre ali criada em julho daquele ano. Por volta de 1870, Itabaiana era o maior mercado de Sergipe e um dos maiores no abate de gado.

O núcleo do comércio ainda é a feira livre realizada aos dias de sábado e quarta-feira num espaço de mais de vinte mil metros quadrados. Em volta da mesma se concentra metade do comércio lojista e, somente depois da década de 70 é que com abertura de largas avenidas e o vigoroso crescimento do sitio urbano, passou a haver uma maior difusão dos estabelecimentos.

Itabaiana dispõe ainda de um grande número de estabelecimentos comerciais com destaque para o comércio do ouro que é vendido em grande escala e muita variedade a preços acessíveis. Por força desta presença do metal nobre, Itabaiana é considerada a terra do ouro.

Itabaiana se destaca entre uma das principais cidades do estado com maior concentração de atividades comerciais com a presença de estabelecimentos atacadistas, além de varejistas. Os comerciantes itabaianenses compram produtos de fora e revendem, inclusive enviando produtos locais para outras áreas do país. Além disso, Itabaiana é um grande centro de mercadorias comerciais como alimentícios, têxteis, materiais de construção, etc., para os municípios vizinhos e as populações dos povoados do interior do estado.

Pecuária[editar | editar código-fonte]

No que diz respeita a pecuária, Itabaiana não tem na criação de gado sua principal atividade, nos últimos anos ela tem tido grande expressão na criação de aves destinadas ao abate e a produção de ovos, por estar situada próxima a capital.

Indústria[editar | editar código-fonte]

Em Itabaiana há indústrias de pequeno porte (bens de consumo): calçados, bebidas, cerâmica, móveis, algodão, alumínio, de carrocerias de caminhões e implementos rodoviários.

Embora a maior renda esteja concentrada em fretes de caminhão, dando origem a uma grandiosa festa em torno desses profissionais, a "Festa do Caminhoneiro", que contribui para o progresso do município, festa essa culminando com shows artísticos, brincadeiras, café da manha e desfiles de caminhões pelas ruas da cidade.

Macambira[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 10º39'59" sul e a uma longitude 37º32'27" oeste, estando a uma altitude de 282 metros. Sua população estimada em 2004 era de 6 230 habitantes.

Possui uma área de 137,4 km².

Macambira (bromelia laciniosa) também designa uma planta de folhas rígidas e espinhosas que é encontrada na região nordeste do Brasil.

Malhador[editar | editar código-fonte]

A base da sua economia é a agricultura. Um dos principais produtos é o inhame, da família dos tubérculos, que se desenvolve de acordo com a quantidade de água que lhe é fornecida. O forte poder econômico gerado a partir dessa produção pode ser comprovado pelos resultados alcançados pelas famílias envolvidas no plantio. Atualmente Malhador é conhecida como a terra do Inhame.

Moita Bonita[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município está parcialmente incluído na região do polígono das secas, com temperaturas médias anuais de 24 °C e precipitação anual média de chuvas de 1 000 mm, com período mais chuvoso de março a agosto (outono e inverno). O relevo são de pediplanos com ocasionais colinas. A vegetação do município compreende capoeira, caatinga, campos limpos e campos Sujos. O município está inserido na bacia hidrográfica do rio Sergipe. O rio Jacarecica é o principal da região.[3]

Economia[editar | editar código-fonte]

Depende principalmente da agricultura (principalmente mandioca e batata doce, seguida de milho, feijão e manga), da pecuária de bovinos, suínos e muares, além da criação de galináceos.[3]

São Domingos[editar | editar código-fonte]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 10º47'29" sul e a uma longitude 37º34'04" oeste, estando a uma altitude de 200 metros. Sua população estimada em 2004 era de 10 034 habitantes.

Possui uma área de 102,4 km². Faz fronteira com três municípios: Macambira ao norte, Campo do Brito ao norte e a leste, e Lagarto ao sul e a oeste, este através do rio Vaza Barris. Também é encontrada a Serra da Miaba à noroeste do município.

Referências

  1. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome areiabranca
  2. a b Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome campo
  3. a b Projeto Cadastro da Infra-Estrutura Hídrica do Nordeste, Diagnóstico do Município de Moita Bonita, 2002.