Pandemia de COVID-19 em Moçambique

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Ver artigo principal: Pandemia de COVID-19 na África
Pandemia de COVID-19 em Moçambique
Casos por Província[1]
    Províncias com 30 a 299 casos relatados pelo INS
    Províncias com 3 a 29 casos relatados pelo INS
    Províncias com 1 ou 2 casos relatados pelo INS
Doença COVID-19
Vírus SARS-CoV-2
Origem Reino Unido e Portugal
Local Moçambique
Período 22 de março de 2020- Presente
Início 22 de Março de 2020
Estatísticas globais
Casos confirmados 7 589[1]
Casos suspeitos 131 579
Mortes 53
Casos que recuperaram 4 649
terça-feira, 11 de agosto de 2020 (UTC) Página Governamental
Atualizado em 21h36min, sexta-feira, 25 de setembro de 2020 (UTC)

Este artigo documenta os impactos da pandemia de coronavírus de 2020 em Moçambique e pode não incluir todas as principais respostas e medidas contemporâneas.

Casos[editar | editar código-fonte]

Total cumulativo[editar | editar código-fonte]

Novos casos por dia[editar | editar código-fonte]

Casos por faixa etária[editar | editar código-fonte]

Casos por género[editar | editar código-fonte]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Em 22 de março, o primeiro caso de COVID-19 em Moçambique foi confirmado, tratando-se de um homem de mais de 60 anos de idade que havia viajado ao Reino Unido. Mais tarde o governo de Moçambique anunciou que a mulher do primeiro infectado havia sido diagnosticada com COVID-19.[2][3][4]

Mais tarde a esposa de Eneas Comiche, o presidente de Maputo, Lúcia Comiche telefonou a um programa de televisão dizendo que ela estava infectada com a doença e o seu marido era o primeiro infectado em Moçambique.

Em 6 de Abril, Moçambique tinha 10 casos confirmados, 367 casos suspeitos e o primeiro infectado havia sido recuperado. [5]

No dia 8 de Abril, um dia após o Dia da Mulher Moçambicana foram confirmados 7 novos casos, seis na província de Cabo Delgado e os restantes na de Maputo.

O Presidente da República Filipe Nyusi decretou o estado de emergência sem confinamento a partir de 1 de Abril, e tem-no prorrogado sucessivamente: em 29 de Abril prorrogou-o até 30 de Maio;[6] em 29 de Maio de novo até ao final de Junho;[7] e em 28 de Junho prorrogou-o por mais 30 dias até 29 de Julho, com algumas ligeiras aberturas, especialmente no que toca ao ensino.[8]

O número de casos confirmados ultrapassou a barreira de mil em 6 de Julho.[9]

Tal como previsto, o estado de emergência, terminou no final do dia 29 de Julho e até ao dia 4 de Agosto não havia a certeza qual seria o próximo passo, pois esse estado só pode constitucionalmente ser prolongado até 120 dias.[10] No dia 5 de Agosto o presidente decretou um novo estado de emergência que começa em 8 de Agosto e termina a 6 de Setembro. Definiu também um processo de desconfinamento ou abertura progressivo, com três fases, dependendo do risco das actividades abrangidas:[11]

  • 1ª Fase, com início da 18 de Agosto, permite a retomada de aulas no ensino superior e de formação e o aumento do número de participantes em funerais e serviços religiosos.
  • 2ª Fase, com inicio a 1 de Setembro, com a retomada do ensino técnico-profissional, escolas de condução e entertenimento.
  • 3ª Fase, a partir de 1 de Outubro, permite o reinício das aulas da 12ª classe.

Em 6 de Agosto, a cidade de Maputo tornou-se a província moçambicana com o maior número de casos confirmados.[12]

Segundo os resultados preliminares de um inquérito sero-epidemiológico realizado na cidade de Maputo entre 3 a 24 de Agosto, e abrangendo 10.237 indivíduos, as pessoas mais expostas ao coronavírus situavam-se na faixa etária dos 15 a 34 anos, seguidos dos acima da faixa etária dos 60 anos. O inquérito também mediu uma prevalência da doença de 3,79% da amostra.[13] Se extrapolada para a população da cidade, o resultado seria mais de 41.000 infectados.

No final de Agosto, os casos confirmados de infecção estavam concentrados na Área Metropolitana de Maputo, em particular na cidade de Maputo e, dentro desta, no distrito municipal de Kampfumo que corresponde ao centro da cidade. Assim, em 30 de Agosto este distrito registava 1.068 casos, ou seja 79,7% do total da cidade (1.340) e mais de um quarto, 28%, do total nacional (3.821).[14]. Este total de casos dever-se-á ao maior número de testes efectuados no distrito, pois o inquérito sero-epidemiológico realizado na cidade indicou o distrito urbano de Kalhamankulo como o mais exposto (5%) e este apenas apurou 23 casos até 30 de Agosto.[13]

Numa comunicação ao país em 4 de Setembro, o Presidente da República decretou que a "Situação de Calamidade Pública" se tornaria efectiva a partir do dia 7 de Setembro por tempo indeterminado, que mantêm todas as medidas de prevenção anunciadas nos anteriores estados de emergência.[15]

O maior aumento quotidiano de casos confirmados foi registado no dia 16 de Setembro, com 281 novos infectados.[16]

Em 25 de Setembro registavam-se 7.589 casos confirmados, 4.649 recuperados, 131.579 casos suspeitos testados e 53 óbitos.[17]

Distribuição geográfica[editar | editar código-fonte]

A distribuição geográfica dos casos confirmados por província é a seguinte:[18]

Província Nº de casos %
Maputo
(cidade+província)
4646 61,2
Cidade de Maputo 3305 43,5
Maputo 1341 17,7
Cabo Delgado 697 9,2
Nampula 579 7,6
Zambézia 386 5,1
Gaza 313 4,1
Tete 257 3,4
Sofala 211 2,8
Inhambane 202 2,7
Niassa 191 2,5
Manica 105 1,4

Referências

  1. a b «COVID-19 - Fica Atento». Consultado em 8 de junho de 2020 
  2. «Mozambique confirms first coronavirus case». National Post. 22 de março de 2020. Consultado em 22 de março de 2020 
  3. «Mozambique confirms first coronavirus case». The Jerusalem Post. 22 de março de 2020. Consultado em 23 de março de 2020 
  4. «Primeiro caso de coronavírus em Moçambique». RFI. 22 de março de 2020. Consultado em 23 de março de 2020 
  5. «Moçambique mantém dez casos positivos do COVID-19». Instituto Nacional de Saúde. 6 de abril de 2020. Consultado em 6 de abril de 2020 
  6. «Filipe Nyusi alarga estado de emergência em Moçambique até 30 de maio». VOA. 29 de abril de 2020. Consultado em 11 de maio de 2020 
  7. «COVID-19: Nyusi prorroga o estado de emergência em Moçambique e pede mais vigilância». VOA. 29 de maio de 2020. Consultado em 30 de maio de 2020 
  8. «PR prorroga Estado de Emergência por 30 dias e anuncia retoma gradual de aulas». O País. 28 de junho de 2020. Consultado em 29 de junho de 2020 
  9. «Moçambique ultrapassa barreira de mil casos da COVID-19». Instituto Nacional de Saúde. 6 de julho de 2020. Consultado em 7 de julho de 2020 
  10. «Comissão Permanente da AR apreciou o relatório de Filipe Nyusi, mas não tem sugestão sobre os próximos passos». Carta de Moçambique. 4 de agosto de 2010. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  11. «Covid-19 em Moçambique: Novo estado de emergência decretado pelo PR». DW. 5 de agosto de 2020. Consultado em 6 de agosto de 2020 
  12. «Boletim Diario Covid Nº142». MISAU. Consultado em 6 de agosto de 2020 
  13. a b «Maior parte das pessoas expostas à Covid-19 não apresenta sintomas». MISAU. 31 de agosto de 2020. Consultado em 31 de agosto de 2020 
  14. «MISAU esconde bairros mais expostos ao novo coronavírus na Cidade de Maputo». A Verdade. 31 de agosto de 2020. Consultado em 1 de setembro de 2020 
  15. «PR decreta Calamidade Pública por tempo indeterminado». O País. 4 de setembro de 2020. Consultado em 5 de setembro de 2020 
  16. «Moçambique regista mais duas mortes e 281 novas infecções de COVID-19». MISAU. 16 de setembro de 2020. Consultado em 16 de setembro de 2020 
  17. «COVID-19 Fica atento». Instituto Nacional de Saúde. Consultado em 25 de setembro de 2020 
  18. «Boletim Diário COVID-19 Nº191». MISAU-Centro Operativo de Emergência. Consultado em 25 de setembro de 2020 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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