Salto do Jacuí

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Município de Salto do Jacuí
"capital gaúcha da energia elétrica"
"capital mundial das pedras ágata"
Bandeira de Salto do Jacuí
Brasão de Salto do Jacuí
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 12 de maio
Fundação 1 de janeiro de 1983 (33 anos)
Gentílico saltojacuiense
CEP 99440-000
Prefeito(a) Altenir Rodrigues da Silva (Nico) (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Salto do Jacuí
Localização de Salto do Jacuí no Rio Grande do Sul
Salto do Jacuí está localizado em: Brasil
Salto do Jacuí
Localização de Salto do Jacuí no Brasil
29° 05' 16" S 53° 12' 46" O29° 05' 16" S 53° 12' 46" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Cruz Alta IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Fortaleza dos Valos, Jacuizinho, Estrela Velha e Júlio de Castilhos
Distância até a capital 284 km
Características geográficas
Área 519,197 km² [2]
População 11 880 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 22,88 hab./km²
Altitude 322 m
Clima subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,749 alto PNUD/2000 [4]
PIB R$ 173 896,705 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 13 730,49 IBGE/2008[5]
Página oficial

Salto do Jacuí é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º05'18" sul e a uma longitude 53º12'45" oeste, estando a uma altitude de 322 metros. Possui uma área de 827,62 km² e sua população estimada em 2004 era de 12 481 habitantes.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

Em 1856, a região era chamada de "Rincão do Jacuí" ou, simplesmente, "Jacuí". Em 1886, era chamada de "Rincão do Jacuí Grande". Em 1892, era chamada de "Pontão do Potreirinho". A partir da década de 1950, em referência a uma queda de água do rio Jacuí, passou a ser chamada de "Salto Grande", "Salto Grande do Jacuí" ou "Salto do Jacuí".[6] "Jacuí" é originário do tupi antigo îaku'y, que significa "rio dos jacus" (îaku, jacu e 'y, rio).[7]

História[editar | editar código-fonte]

Sabe-se que, por volta de 1877, oito famílias açorianas fixaram suas moradias no atual município de Salto do Jacuí, vindas de locais vizinhos. A história da formação do município está intimamente ligada ao nome do capitão Joanes Guerreiro de Amaral, que era proprietário de aproximadamente 40 colônias de terras, desde 1870. Residia nas imediações de uma guajuvira (árvore nativa) e dedicava-se à criação de gado e agricultura.

Mais tarde, em 1951, com o início das obras de construção do túnel que liga a barragem com a casa de máquinas pela firma Mantiqueira S/A, ocorreu um processo de aceleramento da povoação da Vila do Salto Grande, formando-se a vila residencial dos funcionários da CEEE, que trabalhavam na usina.[8]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia de Salto do Jacuí se baseia na agropecuária (soja, milho, trigo, criação de gado) e na mineração (extração de pedras preciosas), geração de energia elétrica (Usina Hidrelétrica Leonel Brizola e Usina Hidrelétrica Passo Real). A extração de ágata está em declínio, mas Salto do Jacuí ainda é o maior produtor brasileiro.

O município tem um forte potencial econômico, possui ligação asfáltica pela rodovia RST-471, situando-se entre Cruz Alta e Arroio do Tigre. É o elo mais próximo entre a região das Missões, a região Metropolitana de Porto Alegre e o Porto de Rio Grande.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Salto do Jacuí tem um forte potencial turístico. Suas águas são próprias para atividades náuticas a motor ou a vela (Barragem do Passo Real). Possui áreas para camping e pesca esportiva.

Capital gaúcha da energia elétrica[editar | editar código-fonte]

Conhecida como a "Capital Gaúcha da Energia Elétrica", Salto do Jacuí tem uma relação especial com as águas, pois possui o maior lago artificial do Rio Grande do Sul, chamado de Barragem do Passo Real, e a Barragem Maia Filho. O Complexo Hidrelétrico do Sistema Jacuí é responsável por 65 % da energia gerada pela Companhia Estadual de Geração e Transmissão de Energia Elétrica (CEEE-GT) e aproximadamente 27 % do total consumido pelos gaúchos.

Ágatas[editar | editar código-fonte]

O município possui uma das maiores jazidas do mundo de ágatas, possuindo o título de "Capital mundial das pedras ágata".[9] Além disso, as ágatas gaúchas são consideradas das mais bonitas do mundo, razão pela qual são exportadas para muitos países, seja com suas cores naturais, seja depois de tingidas.

Educação[editar | editar código-fonte]

O município possui duas escolas tradicionaisː Escola Estadual de Ensino Médio Castelo Branco e o Instituto Estadual de Educação Miguel Calmon, fundados há várias décadas e com um forte movimento estudantil, representado pelos grêmios estudantis Miguel Calmon e Castelo Branco. O município também possui a União Municipal de Estudantes Secundaristas (UMESJ). O Instituto Miguel Calmon oferece, gratuitamente, os cursos de técnico em eletromecânica, eletrônica, segurança do trabalho e magistério, com excelentes corpo docente e instalações. Forma profissionais para atuar em manutenção e operação dos mais diversos segmentos industriais.

Administração pública[editar | editar código-fonte]

Prefeitura municipal
Câmara de vereadores

Presidente: Vanusa Bertolo (PDT); Vice-Presidente: Jairo Salgado da Costa (PP) ; 1ª Secretário: Roque Anildo Cavalheiro Revelante (PT).

Vereadores:

  • Claudiomiro Gamst Robinson (PTB)
  • Gelso Soares de Brito (PDT)
  • Roque Anildo Cavalheiro Revelante (PT)
  • Jairo Salgado da Costa (PP)
  • Ana Alice Rodrigues da Paixão (PMDB)
  • Pacífico Olenir Pereira (PDT)
  • José Sérgio Carvalho (PP)
  • Sandro Drum (PMDB)
  • Vanusa Bertolo (PDT)

Reserva indígena[editar | editar código-fonte]

Na fronteira com o município de Pinhal Grande, existe uma reserva indígena guarani com cerca de 234 hectares.[10]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Salto do Jacuí

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 dez. 2010. 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010. 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 dez. 2010. 
  6. Prefeitura municipal de Salto do Jacuí. Disponível em http://www.saltodojacui.rs.gov.br/a-cidade/historia/. Acesso em 21 de junho de 2016.
  7. NAVARRO, E. A. Dicionário de Tupi Antigoː a Língua Indígena Clássica do Brasil. São Paulo. Global. 2013. p. 578.
  8. Texto extraído da base Histórica da Famurs, entidade que coordena os municípios do estado. http://www.portalmunicipal.org.br/entidades/famurs/dado_geral/mumain.asp - Visita em 10/11/2009_20:10
  9. Rede Cidades. Disponível em http://www.saltodojacui.redecidades.net/. Acesso em 21 de junho de 2016.
  10. ZH. Disponível em http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticia/2008/04/expedicao-jacui-os-indios-que-moram-no-paraiso-1842890.html. Acesso em 21 de junho de 2016.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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