Violão de sete cordas

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Violão de sete cordas brasileiro

Violão de sete cordas é um instrumento musical, consistindo de uma alteração do violão tradicional (com seis cordas) ao adicionar uma corda, mais grave que as demais. Originalmente, a corda adicionada era uma de violoncelo, afinada em , e necessitava o uso de uma dedeira no polegar. Mais tarde começou-se a usar uma corda grave, afinada em si ou em ,[1] feita como as demais cordas graves (bordões) do violão. Muitos violonistas utilizam, no choro, a sétima corda afinada em dó visto que existem muitos choros na tonalidade de dó e poucos em si. Assim um bordão com essa nota em corda solta facilitaria bastante a montagem de acordes e o desenvolvimento de frases na baixaria.

Designs e/ou Modelos[editar | editar código-fonte]

Modelo Brasileiro[editar | editar código-fonte]

Exemplo de "baixaria" na música "Sofres porque queres" (Pixinguinha), gravada em 1919. Pixinguinha na flauta e Tute no violâo de sete cordas.

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O violão de sete cordas brasileiro é um violão usado principalmente no choro e no samba. Foi introduzido no Brasil no final do Século XIX como um violão de corda de aço. O estilo da técnica de contraponto e acompanhamento de "baixaria" foi desenvolvido ao longo do Século XX, especialmente por Dino 7 Cordas, Raphael Rabello e Ventura Ramirez. No início dos anos 80, o guitarrista Luiz Otavio Braga fez uma versão de cordas de nylon, e isso se tornou a norma para a maioria dos músicos contemporâneos de choro, como Yamandu Costa.

O violão de sete cordas brasileiro é tipicamente afinado como um violão clássico, mas com um C adicional abaixo do E baixo.

Segundo Raphael Rabello: "No estilo choro, o violão caracteriza-se por frases de contraponto geralmente em escala descendente, utilizando-se somente as cordas graves. Daí o nome baixaria. Tute sentia necessidade de algumas notas mais graves, daí a ideia de colocar uma corda a mais nos bordões." É bom ressaltar que a baixaria do sete-cordas dá à música um sentido de continuidade, caracterizado pela presença de contracantos com a melodia.

Modelo Russo[editar | editar código-fonte]

Violão de sete cordas russo

O violão ou cigano russo é um violão de sete cordas afinado ao afinamento G aberto (DGBDGBD), [5] que chegou ou foi desenvolvido no início do século XIX na Rússia, possivelmente como um desenvolvimento do Cistre, do kobza e do torban. É conhecido na Rússia como o semistrunnaya gitara (семиструнная гитара) ou carinhosamente como o semistrunka (семиструнка).

Sua invenção foi popularizada por Andrei Sychra, que também escreveu um método para violão, além de mais de mil composições, das quais setenta e cinco foram republicadas na década de 1840 por Stellovsky e, novamente, na década de 1880 por Gutheil.

Guitarra Séptima Mexicana[editar | editar código-fonte]

Há um violão de sete cordas com dois braços, totalizando 14 cordas, conhecido como guitarra séptima. O instrumento ainda é tocado no México, embora tenha se tornado incomum.

Referências

  1. Edmilson Capelupi fala sobre violão no programa Radiola

Ver também[editar | editar código-fonte]

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