Steve Vai

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Steve Vai
Steve Vai e sua "triple neck" guitar
Informação geral
Nome completo Steven Siro Vai
Nascimento 6 de junho de 1960 (55 anos)
Local de nascimento Carle Place, Nova Iorque
 Estados Unidos
Gênero(s) Rock instrumental, Hard rock, Rock Experimental, Heavy metal, Rock Progressivo
Instrumento(s) guitarra, guitarra de 7 cordas, violão, baixo, vocal
Modelos de instrumentos Ibanez JEM
Ibanez Universe
Período em atividade 1980 – atualmente
Gravadora(s) Sony Music
Favored Nations
Afiliação(ões) Jimmy Page, Ritchie Blackmore, Jeff Beck
Página oficial Vai.com

Steve Vai (Nova Iorque, 6 de junho de 1960) é um guitarrista, compositor e produtor musical estadunidense. Conhecido por ser um guitarrista virtuoso, Steve Vai é considerado pela crítica e pelo público como um dos melhores guitarristas do mundo. Em 1994, foi premiado com Grammy e, recentemente, em 18 setembro de 2009, recebeu do Musicians Institute (MI) o título de doutor em música[1] .

Cquote1.svg Steve Vai não só inspirou inúmeros músicos de todo o mundo, como desempenhou um papel importante na evolução do rock moderno, ele também incorpora ideais do MI, do artista-educador, que combina a busca incessante de sua visão criativa com um senso de responsabilidade por tutoria a próxima geração.[1] Cquote2.svg
Beth Marlis, Vice Presidente da MI

Carreira[editar | editar código-fonte]

Infância[editar | editar código-fonte]

Enquanto crescia, o jovem Steve começou a se interessar pelos guitarristas famosos da época, como Jimi Hendrix e Jimmy Page o que o levou a aprender a tocar guitarra em 1974. Por indicação de um amigo chamado John Sergio começou a fazer aulas particulares com nada menos que Joe Satriani. O novo aluno logo se destacou. Uma vez, perguntado sobre o aluno Steve Vai, Satriani respondeu:

Cquote1.svg Eu pensava comigo: Este cara deve ter um par de músculos extras ou alguns tendões a mais nas mãos![2] Cquote2.svg
Joe Satriani

Em 1977, aos 17 anos, gradua-se na renomada Berklee School Of Music, seguindo, assim, os mesmos passos de seu mestre, Joe Satriani.

Quando Vai foi aceito na ‘Berklee”, seu pai vendeu sua apólice de seguro de vida para pagar a taxa de matrícula. Vai graduou-se na “Berklee” em 1979 e em 2000 foi premiado com um diploma de doutor honoris causa em música pelo colégio.

Cquote1.svg "Tive realmente sorte de ter uma família que apoiou-me a ir para a faculdade para prosseguir a música. Meu pai especialmente estava lá, pagando as aulas de guitarra e, em seguida, dirigindo-me para Berklee, não importa onde ou quando. Tenho para com minha família uma dívida de gratidão por tudo o que eles fizeram." Cquote2.svg

Como músico, é possível observar influências de muitos guitarristas em suas músicas, como Jeff Beck e o guitarrista de fusion Allan Holdsworth. Ele credita o solo de guitarra da canção "Heartbreaker", do Led Zeppelin, como sua maior influência.

Cquote1.svg "Quando eu escutei aquele solo de guitarra pela primeira vez, eu enlouqueci. Eu disse a mim mesmo: "Eu quero aprender a tocar isto. Eu tenho que aprender a tocar isto!" Cquote2.svg
Steve Vai, sobre o solo de guitarra tocado por Jimmy Page na canção Heartbreaker

Primeiros Passos como Músico[editar | editar código-fonte]

Em 1967, Steve Vai e sua irmã, Lilian Vai, resolveram formar uma banda, chamada “Hot Chocolate”, onde Steve tocava bongos e Lilian tocava violão. Foi nessa época que ele escreveu sua primeira canção, exatamente, “Hot Chocolate”. Isso durou até seus 10-11 anos de idade.

Pouco tempo após iniciar seus estudos com Satriani, Vai se juntou a uma banda da escola, chamada “The Ohio Express”, formada por Frank Stroshol (guitarra, vocal), Steve Vai (guitarra, vocal), Mike Herlihy (bateria, vocal) e Phil (baixista). O grupo ensaiava no porão da casa de Stroshol, mas tempos depois foram proibidos de fazê-lo e a banda terminou, sem se quer, fazer um show.

Tempos depois, Vai entrou para o “Berklee College of Music”, vindo, também, a tocar em inúmeras bandas locais.

Uma dessas bandas foi a “Circus”, que, segundo Vai, foi uma banda muito boa que tocou as notas certas. Um de seus melhores amigos, quando ele estava crescendo, foi John Sergio (baixista). Sergio foi o responsável por abrir os horizontes de Vai musicalmente. Antes dele, Vai era estritamente um cara de “Led Zeppelin”. Foi Sergio quem lhe apresentou bandas como “Queen”, “Jethro Tull”, “Yes”, “Emerson, Lake and Palmer” e tantas outras progressivas.

Foi com a banda “Circus” que Steve Vai fêz sua primeira aparição pública, no “Carle High School”.

Em 1977, Vai formou a “Bold As Love”, com Steve Vai (guitarra), Jimmy Thomas (baixo) e Billy Sullivan (bateria). O “Bold As Love”, foi uma banda cover de Jimi Hendrix.

Entre 1978 e 1979, Vai formou o “Axis”, sendo a primeira banda com a qual ele tocou no “Beklee College of Music”. O grupo era formado por Steve Vai (guitarra), Dave Rosenthal (teclados, guitarra), Eddie Rodgers (bateria) e Stu Hamm (baixo). Foi com esta banda que Vai escreveu muitas músicas que mais tarde seriam gravadas em seu álbum "Flex-Able" e outros.

Em 1979, Vai formou o “Morning Thunder”, com as participações de Steve Vai (guitarra), Dave Rosenthal (teclados, guitarra), Eddie Rogers (bateria) e Randy Coven (baixo). Esta foi a segunda banda que ele tocou no “Berklee College of Music”. Musicalmente o grupo foi intensamente criativo e estimulante para Vai, fazendo e ensaiando músicas o dia inteiro.[3]

Foi nesta época que Vai ouviu pela primeira vez a música de Frank Zappa.

Com Frank Zappa[editar | editar código-fonte]

Steve Vai (tocando guitarra, ao fundo, entre o tecladista e o baterista), Frank Zappa e banda durante um concerto no "Memorial Auditorium", 25-Oct-1980 Buffalo, New York

Steve ficou fascinado com a música de Frank Zappa. Em uma entrevista a revista Guitar Player Norte Americana, Steve disse que inúmeras vezes, telefonou para Zappa tentando contato (sem muito sucesso), contudo, com muita insistência, Frank atendeu o telefone e perguntou o que Steve desejava. Steve disse que não existia ninguém capaz de transcrever em partituras, com tanta perfeição quanto ele, as músicas de Zappa. Então Zappa, curioso, o autorizou e tão logo Steve enviou pelo correio transcrições dos solos de guitarra de Zappa, e uma fita cassete com um overdub da canção The Black Page, para o próprio. Após encontrar Steve pela primeira vez, Zappa ficou tão impressionado com as habilidades do jovem que o contratou para trabalhar transcrevendo suas intermináveis sequências de rock sinfônico experimental. Este trabalho ficou registrado no chamado “The Frank Zappa Guitar Book”, de 1982[4] . Nesse estágio de formação de sua carreira, Steve registrou seu talento em faixas como Moggio e Stevie's Spanking. Zappa creditava o nome de Vai em seus álbuns como "impossible guitar parts" (numa tradução literal, algo como "o cara das partes impossíveis da guitarra")[5] .

Cquote1.svg "Eu me sinto confortável tocando com o Steve Vai; quero dizer, eu gosto do jeito que ele toca. Eu acho que ele é realmente um grande guitarrista. Ele consegue fazer tudo na guitarra que eu não consigo. Ele faz todos os ruídos que uma Stratocaster pode fazer, e ele faz tudo o que Eddie Van Halen sempre sonhou e mais um pouco. Ele lê a música. Ele toca semicolcheias que eu não toco. Eu acho que nossos estilos são uma espécie de complemento. Ele é um excelente músico, quero dizer, é um músico bem treinado. E eu gosto de trabalhar com ele."[6] Cquote2.svg
Frank Zappa, em entrevista dada a revista Guitar World em 1982.

Enquanto trabalhava para Zappa, Steve viajava com a banda em turnê e tomava parte numa espécie de competição com o público, onde pessoas traziam partituras e Steve tentava lê-las à primeira vista.

O sucesso[editar | editar código-fonte]

Após deixar Zappa em 1982, Vai formou o “The Out Band”, com Steve Vai (guitarra), Stu Hamm (baixo), Guy Mann Dude (bateria) e Doug Cameron (violino). Na verdade, essa foi uma banda que só se juntou para ensaios e um único show.

Logo depois, ele se mudou para a Califórnia, onde gravou seu primeiro álbum, Flex-Able. Para divulgar o álbum, Vai formou sua primeira banda na Califórnia, o “The Classified”, com Steve Vai (guitarra, vocal), Stu Hamm (baixo, vocal), Tommy Mars (teclados, vocal), Sue Mathis (teclados, vox), Mike Barsimanto (bateria) e Chris Frazier (bateria). Em 2001, Steve lançaria um álbum com as músicas desta banda no box The Secret Jewel Box (9o CD deste box).

Meses após o lançamento de Flex-Able, Flex-Able Leftovers, foi lançado somente em vinil. Estes 2 álbuns chamaram a atenção de bandas e guitarristas em geral. Assim, em 1985, ele substituiu Yngwie Malmsteen como guitarrista-solo na banda Alcatrazz, liderada por Graham Bonnet, onde participou da gravação do álbum Disturbing the Peace.

Sobre sua participação no Alcatrazz, Vai disse em entrevista que, hoje, se delicia com essa estória, pois na época, ele só teve um dia para aprender todo o set-list para o primeiro show com a banda. Eram três apresentações que eles tinham que fazer, e o primeiro foi em Riverside, California, e ninguém na platéia sabia que Malmsteen não estava mais na banda, e a maioria das pessoas na platéia foram para ver o Malmsteen. Ele informou que ainda se lembra dele se aproximar do palco e ouvir todo o público gritando o nome de Malmsteen (até hoje, Vai possui uma fita com a reação do público, segundo ele, “hilariante”).

Porém, em 1984 (antes, portanto, de tocar no Alcatrazz) Vai formou uma banda chamada “777”, cuja formação era Steve Vai (guitarra), Stu Hamm (baixo) e Chris Frazier (bateria). Segundo Vai, foi uma grande banda de apresentação. Este trio foi o núcleo que fez a maior parte de "Passion and Warfare" (que seria lançado mais tarde). Aliás, segundo o próprio Vai ainda há material dessa época, que um dia poderá ser lançado.

No final de 1985, Steve juntou-se à banda do ex-vocalista do Van Halen, David Lee Roth, e participou de dois álbuns: Eat 'Em and Smile e Skyscraper. Essa passagem pela banda de David o proporcionou grande fama entre o público de rock, uma vez que David estava em uma guerra declarada contra os membros do Van Halen e Steve era inevitavelmente comparado a Eddie Van Halen.

Em 1986, Steve surpreendeu a todos ao tocar com o ex-membro dos Sex Pistols, John Lydon, em seu grupo Public Image Ltd, em seu álbum Album.

Ainda em 1986, Steve apareceu nas telas de cinema, com Ralph Macchio, no filme “Crossroads”, interpretando “Jack Butler”, um guitarrista demoníaco. No clímax do filme, Vai encarava um duelo com Ralph Macchio (este com a guitarra dublada por Ry Cooder). A música neo-clássica intitulada “Eugene's Trick Bag”, com a qual Macchio derrotava Vai e vencia o duelo, também foi composta por Steve Vai. A peça era bastante inspirada no “Caprice No. 5”, de Paganini, e tornou-se uma das favoritas entre os estudantes de guitarra. Esta música seria lançada mais tarde em cd, no álbum The Elusive Light and Sound, Vol. 1, de 2002.

Em 1989, Steve seguiu os passos do guitarrista Adrian Vandenberg e gravou com a banda britânica Whitesnake, após Adrian ter machucado seu punho pouco tempo antes do início da gravação do álbum Slip of the Tongue.

Steve Vai no Astoria

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Em 1990, Steve lançou seu álbum solo Passion and Warfare, inspirado em uma série de sonhos de Steve. O álbum foi largamente aclamado pela crítica mundial, e teve uma vendagem extraordinária. Isto sedimentou sua posição no topo dos guitarristas "virtuosos".

Após o sucesso de Passion and Warfare, Steve resolveu inovar e em 1993 gravou Sex & Religion com o vocalista Devin Townsend. Além de Devin Townsend, a banda, intitulada "VAI", era composta por T. M. Stevens, no baixo, e Terry Bozzio, na bateria.

Deste álbum foram lançados 2 singles: “In My Dreams With You”, música que Steve compôs em parceria com o grande hitmaker Desmond Child, e “Down Deep Into the Pain”, que contém uma letra que é uma verdadeira viagem ao lado mais cruel da mente humana.

O projeto da banda parecia bom. Vai chamou caras tidos como bam-bam-bans à época. Devin Townsend era um guitarrista que começava a chamar a atenção. Porém, Vai conseguiu enxergar um vocalista nele, descobrindo um talento que daria muito à música no futuro. Os singles chegaram chegaram a tocar bastante na MTV americana e na do Brasil também. Mas o projeto não deu certo.

Várias são as explicações e cada uma diferente da outra, mas a versão contava por Vai parece ser a mais honesta:

Cquote1.svg "Eu estava abalado com a doença e depois a morte do Zappa, juntei caras de temperamento difícil como o meu pra tocar um projeto quase impossível, não tinha como dar certo apesar de todos serem fantásticos profissionais e pessoas maravilhosas". Cquote2.svg
Steve Vai, sobre o fim do projeto da banda VAI

Com a morte de Zappa, o álbum tributo Zappa's Universe - A Celebration of 25 Years of Frank Zappa's Music foi lançado. Steve tocou a música "Sofa", que lhe renderia seu primeiro prêmio Grammy um ano depois.

Com o fim da turnê do Sex & Religion, Steve passou a se dedicar integralmente a outro projeto, que se chamava Fire Coma. Esse projeto era algo realmente grandioso, e tomou quase todo o tempo de Vai em 94 a 96.

Em 1994, Steve foi chamado para compor e tocar no futuro álbum de Ozzy Osbourne, Ozzmosis. O plano era que Steve aparecesse em metade do álbum, e o guitarrista Zakk Wylde na outra metade. Entretanto, Steve pode ser ouvido apenas na faixa My Little Man e na faixa bônus Back On Earth, que apareceu na coletânea The Ozzman Cometh.

Também em 1994, Vai compôs e executou a trilha sonora do filme “PCU”.

Em 1995, Steve lançou o EP Alien Love Secrets. Com o sucesso inesperado do álbum, Vai foi convidado por Bon Jovi para abrir a turnê dele nos Estados Unidos. Para estes shows, Vai contou com a seguinte banda de apoio: Tony Pimental (baixo), Scott Thunes (baixo), Will Riley (teclados) e Chris Frazier (bateria).

Ainda colhendo os frutos do sucesso de Alien Love Secrets, Steve continuou o processo de criação e gravação de Fire Coma. Com o fim da Relativity Records, Vai se mudou para a Epic/Sony, onde lançou o projeto, que acabou sendo chamado de Fire Garden, em 1996.

Steve Vai

Em 96, Steve se juntou ao G3 com Joe Satriani e Eric Johnson. Os shows consistiam em uma apresentação individual de cada um dos músicos e uma jam session entre os três. A turnê foi registrada em 1997, com o lançamento do CD e VHS G3: Live in Concert.

Em 1998, em parceria com a Morley, foi lançado um cd promo (chamado “Bad Squad”) com o sentido de promover o pedal “wah Bad Horsie”, desenhado por Steve Vai.

Em 1999, o álbum The Ultra Zone é lançado.

Anos 2000[editar | editar código-fonte]

Em 2000 foi lançado o cd "The 7th Song - Enchanting Guitar Melodies", que nada mais é que uma coletânea reunindo as faixas 7 dos 7 álbuns de estúdio de Steve Vai lançados até então, além de três músicas inéditas.

Em 11 de Dezembro de 2001 foi lançado um trabalho bem ousado, “The Secret Jewel Box”, uma caixa-box contendo três CDs: “The Elusive Light and Sound”, “Disturbing the Peace” (da ex banda de Vai, “Alcatrazz”, remasterizado; originalmente lançado em 1985) e “Archives Vol. 2 – Original Recordings Of Frank Zappa”. Foram feitas apenas 10.000 caixas. O box set também veio com três das palhetas do guitarrista.

Em 2001, lança, somente em cd, o álbum duplo ao vivo Alive in an Ultra World, gravado durante a turnê The Ultra Zone. Neste cd, todas as faixas são inéditas e cada uma é dedicada a um país pelo qual a turnê passou[7] .

Em 2002, seguindo o sucesso da coletânea "The 7th Song", foi lançado “The Elusive Light and Sound”, aquele mesmo do Box “The Secret Jewel Box”, que devido a grande procura, acabou sendo lançado separadamente, também. Este disco reúne muitas contribuições de Steve Vai à música cinematográfica, incluindo a tão procurada cena de duelo do filme “Crossroads” (o tal duelo de guitarra com Shuggie Otis, que nunca fez isso para o filme). O álbum abre com uma versão do “The Kinks”, "Celluloid Heroes" e "Love Blood" e tantas outras de diversos filmes. Algumas peças são longas, outros contém apenas quinze segundos de duração.

Seguindo a linha de coletâneas, em 2003 foram lançados mais dois exemplares, com CDs que contêm pequenas contribuições que Vai registrou com vários outros artistas, para bootlegs, B-sides, fitas e reajustes de seu catálogo. É algo como uma pilha de sucata.

O número três (Mystery Tracks – Archives Vol. 3) é uma compilação de faixas bônus em seus cds editados no Japão, juntamente com faixas promocionais, músicas em destaque em outros álbuns e faixas inéditas/demo. Já o quarto (Various Artists – Archives Vol. 4) é uma coleção de canções que Vai contribuiu para outros projetos e registros incluindo a “Public Image Ltd.”, faixas de homenagem a Hendrix em “From The Storm” com a “Orquestra Sinfônica de Londres” e uma colaboração com Chick Corea de canções de “West Side Story”, entre outros.

Ainda em 2003, o baterista Virgil Donati foi substituído por Jeremy Colson.

Em 2004, Vai estreou a trilha sonora do game Halo 2, um jogo-eletronico para o console Xbox. Entre as músicas, destacam-se uma versão pesada de guitarra de Halo 2 Theme, chamada Halo 2 Theme (Mjolnir Mix), e Never Surrender.

Em 2004, Vai lança o DVD "Live at the Astoria, London", com sua performance no teatro Astoria, em Londres, onde participaram Billy Sheehan, Tony MacAlpine, Dave Weiner e Virgil Donati.

Em fevereiro de 2005, Steve estreou uma peça de guitarra e violão que ele escreveu chamada The Blossom Suite com a amiga Sharon Isbin, violonista erudita, no teatro Chatelet em Paris.

Trilogia Real Illusions[editar | editar código-fonte]

Ainda em 2005, lançou o álbum Real Illusions: Reflections, a primeira parte de uma trilogia cósmica e conceitual de álbuns, definida pelo próprio guitarrista como uma "fábula roqueira" e chamada de Real Illusions, que relata sobre uma cidade que recebeu um indivíduo chamado Pamposh, enviado por Deus para difundir sua religião e criar a igreja "Under it All".[8] Essa história parece seguir um fluxo de consciência, mas há traços de linearidade também. O Desenrolar da trama ocorre em múltiplas camadas narrativas, como uma novela.

Cquote1.svg Eu estava querendo fazer um disco conceitual, mas talvez algo mais fora do comum do que os típicos discos conceito. Eu tinha esta história que era bem esotérica e profunda. Eu pensei: "Por que não conto esta história com uma série de uns três discos?" Durante este feito, eu decidi fazer com que as músicas indicassem personalidades, personagens e elementos da história. Eu não queria dar tudo de mão beijada, porém, então as músicas não estão na ordem certa para revelar a história. Para desvendar os elementos da história, você deve ler as notas de rodapé e escutar com cuidado as letras. Este tipo de coisa foi pensado para não ficar martelando as pessoas com histórias esotéricas quando eles só querem realmente ouvir a música. Após eu lançar os três discos, que são mais ou menos as parcelas desta história, eu pensei que talvez pudesse fazer uma embalagem com 4 discos. Eu poderia pegar os três já lançados e colocar as músicas na ordem correta. Eu talvez colocasse as letras em algumas das músicas instrumentais e lançar com um outro disco narrado, ou músicas adicionais. Desta forma você poderia ouvir a história do começo ao fim de uma forma bem linear, e seria algo completamente diferente dos discos instrumentais que eu normalmente faço.[9] [10] Cquote2.svg
Steve Vai, sobre a trilogia Real Illusions

No mesmo ano, ele e a chamada The Breed (nome pelo qual sua banda era chamada na época) embarcaram numa turnê mundial para divulgação do álbum.

O segundo álbum dessa trilogia seria lançado somente em 2012, com The Story of Light: Real Illusions: ...of a...[11] .

Em 07 de abril 2015, lançou o álbum duplo ao vivo Stillness in Motion: Vai Live in L.A., que foi extraído da turnê Story of Light world tour.[12]

Sound Theories[editar | editar código-fonte]

No ano de 2007, Steve lançou o álbum duplo ao vivo Sound Theories acompanhado da famosa Holland Metropole Orkest, gravado ao vivo em 2005. Juntamente com o CD, foi lançado um DVD denominado Visual Sound Theories.

No mesmo ano, Steve realizou uma turnê mundial de divulgação do álbum, com sua nova banda denominada String Theories, que conta com a presença da violinista e tecladista Ann Marie Calhoun, o violinista Alex DePue, o baixista Bryan Beller, e os antigos membros Dave Weiner (guitarra) e Jeremy Colson (bateria).

A faixa de número 10, do Sound Theories, “The Attitude Song”, foi indicada para o “Grammy” de “Melhor Performance de Rock Instrumental de 2008”

Where the Wild Things Are[editar | editar código-fonte]

Em 2009, lança o espetacular álbum ao vivo Where the Wild Things Are, em CD, DVD e Blu-Ray. O álbum foi gravado e filmado no “State Theatre”, em Minneapolis, EUA, durante a turnê de “Sound Theories”.

As faixas que estão presentes no Blu-Ray e no DVD, mas que não aparecerem no cd, foram lançadas em 2010 no cd Where the Other Wild Things Are.

Nesses discos, Vai foi acompanhado por Alex DePue (violino), Ann Marie Calhoun (violino), Bryan Beller (baixo), Jeremy Colson (bateria), Dave Weiner (guitarra base e sitar) e Zack Stiefler (lap steel).

Outros Trabalhos[editar | editar código-fonte]

Em Setembro de 2006, Steve fez uma participação especial no show "Video Games Live concert", realizado no Hollywood Bowl, em Hollywood. Ele tocou 2 canções com a "The Hollywood Bowl Orchestra": Halo Theme, tema do jogo Halo 2, e a música promocional do jogo Halo 3.

Em 2008, tocou a canção Peaches en Regalia, juntamente com a banda Zappa Plays Zappa, que toca músicas compostas por Frank Zappa. Com esta canção, Steve ganha seu terceiro prêmio Grammy (Melhor Perfomance de Rock Instrumental)[13] .

Em 2009, logo após a morte de Michael Jackson, Steve fez-lhe uma homenagem tocando uma versão da música Beat It, junto com o também guitarrista Andy Timmons.[14]

Ainda em 2009, tocou juntamente com a cantora/guitarrista Orianthi, o tema "Highly Strung".

Concluindo 2009, em 18 Setembro, ele recebeu do “Musicians Institute” (“MI”) o título de doutor em música.

No dia 09 de Maio de 2015, fez uma participação especial num show do Sepultura, que fez parte da turnê de comemoração aos 30 anos da banda, na primeira edição do Rock In Rio USA, em Las Vegas.[15] [16]

Outros Projetos[editar | editar código-fonte]

"EVO Experience"[editar | editar código-fonte]

A partir de sua turnê pela Europa em 2006, Steve iniciou o que chamou de "EVO Experience": poucos fãs visitam os bastidores com o próprio Steve, que deixa que eles peguem e toquem em sua famosa guitarra "EVO".[17]

Naked Tracks[editar | editar código-fonte]

"Naked Tracks" é uma série lançada pelo guitarrista, em que todos os seus álbuns são remixados, e o som da guitarra principal (lead guitar) é retirado.[18]

Com este "projeto", ele quis dar aos fãs e guitarristas em geral uma extraordinária ferramenta para prática de qualquer guitarrista.

Cquote1.svg "Durante toda a minha carreira, durante a mixagem dos álbuns eu sempre fazia um mix de canções específicas sem a lead guitar. Isso me permitia tocar junto com a base ou fazer loops para usar em jams e, além disso, porque imaginei que outros, algum dia, gostariam de fazer o mesmo." Cquote2.svg
Steve Vai, sobre o projeto Naked Tracks.

Trabalho com Orquestras[editar | editar código-fonte]

Além do já citado trabalho Sound Theories, lançado em CD e DVD, Vai fez vários outros trabalhos com orquestras.

Em julho de 2002, Steve tocou com a Orquestra Sinfônica Metropolitana de Tóquio no Suntory Hall, na cidade de Tóquio, na estreia mundial da peça Fire Strings, escrita por Ichiro Nodaira, um concerto para guitarra e orquestra de 100 integrantes.[19]

Cquote1.svg "Esta peça musical é quase impossível de ser tocada, e é por isso que resolvi tocá-la. Eu acho que alguns guitarristas até poderiam tocá-la, mas eu não apostaria nisto, por conta do tempo e da dedicação que são necessários para tocá-la. Foi sem dúvida uma honra fazer parte deste projeto."[20] Cquote2.svg
Steve Vai, sobre a peça Fire Strings, composta por Ichiro Nodaira

Em 2004, uma série de composições e arranjos orquestrais compostos pelo Vai, incluindo algumas composições não gravadas anteriormente, foram performadas pela The Netherlands Metropole Orchestra em uma série de concertos intitulada "The Hunger Hunger".

Em 21 de setembro de 2006, Vai fez uma apresentação especial no concerto Video Games Live no Hollywood Bowl, em Hollywood. Ele tocou duas músicas com a Orquestra, ambas temas dos jogos da série Halo.[21]

Em outubro de 2010, Steve terminou sua primeira sinfonia completa e perfomou suas composições, juntamente com a "The North Netherlands Symphony Orkest (NNO)" no Steve Vai Festival, em outubro 20-24, 2010.[22]

Em 2011, começou a compor uma intrincada composição para orquestra chamada "The Middle Of Everywhere"[23]

Em 2013, saiu em turnê com a Evolution Tempo Orchestra.[24] Neste mesmo ano, a "North Nederlands Orkest (NNO)" tocou pela primeira vez, no "Stravinsky Festival", a composição "The Still Small Voice", que é a segunda parte da peça "The Middle Of Everywhere".[25]

Rock in Rio 2015[editar | editar código-fonte]

Em 2015, juntamente com a orquestra Camerata Florianópolis (regida pelo maetro Jeferson Della Rocca), a qual, desde 2008 desenvolve o projeto "Rock’n Camerata" (uma releitura acústica dos clássicos do rock) Steve tocará no Rock in Rio, no palco Sunset, no dia 25 de setembro.[26] A princípio, a ideia dos organizadores do Rock in Rio era colocar a Camerata de São Paulo para acompanhar o guitarrista. No entanto, o grupo paulista foi vetado por contar com instrumentos de sopro. O próprio Steve pesquisou na internet e descobriu na Camerata de Floripa exatamente o que procurava. Steve então telefonou para o diretor da orquestra catarinense e feito o convite para a apresentação no Rock in Rio.[27]

Ainda no mês de Abril de 2015, ele veio a Florianópolis ensaiar para esta apresentação. Ele fará dois ensaios na sede mantida pela Camerata num pavilhão situado na rua Joe Collaço, no bairro Santa Mônica.[27] Depois desses ensaios, Steve fará uma única apresentação em Florianópolis, no dia 23 de junho, às 20h, no Teatro do CIC.[27]

Filantropia[editar | editar código-fonte]

Um dos primeiros esforços filantrópicos de Steve Vai foi a “Make a Noise Foundation”, uma organização sem fins lucrativos que ele fundou juntamente com Richard Pike, em 1988. A organização fornece instrumentos musicais e ensino musical para jovens músicos que não podem pagar por eles.

Para financiar o projeto, Vai regularmente realiza leilões.

Cquote1.svg "Me propus a cultivar uma consciência musical rica entre os jovens por causa da experiência que tive no Berklee College of Music. O melhor ensino da música que eu tenho foi a biblioteca de escuta da escola onde eles tinham todo o tipo de música disponível. Ser exposto a diferentes tipos de música foi uma grande contribuição para meu despertar musical. Eu comecei a fazer a Noise, em parte, para ajudar os outros a terem a mesma experiência que tive". Cquote2.svg
Steve Vai, sobre a “Make a Noise Foundation

Seu esforço de caridade mais improvável começou quando Vai transformou seu hobby de apicultura em uma maneira de levantar dinheiro para a “Make a Noise”. Vai conta que "tinha uma apicultura por acaso. Por alguma razão, um monte de abelhas decidiu viver na parede da casa do meu vizinho. Meu vizinho não estava feliz, mas como resultado o jardim da minha esposa ficou fantástico. Quando minha família mudou-se, eu decidi plantar árvores frutíferas e descobri que as abelhas eram a melhor maneira de polinizá-las; assim que eu comecei meu primeiro enxame. Minha família coleta mel anualmente e podemos doar alguns no Natal e o restante para instituições de caridade".

Seu trabalho com a “National Academy of Recording Arts and Sciences” (“NARAS”) – lhe dá oportunidade de expandir seu trabalho de caridade e ajudar mais pessoas. Ele serviu no “Conselho de governadores” da “NARAS” por quase três anos e foi promovido ao “Conselho de curadores”.

Produção Musical[editar | editar código-fonte]

Steve é reconhecido também como um grande produtor musical de estúdio. Ele tem dois estúdios, The Mothership (A Nave Mãe) e The Harmony Hut (A Cabana da Harmonia), e suas gravações combinam sua proeza característica na guitarra com composições temáticas e um uso considerável de efeitos de estúdio e gravação, como o Eventide H3000, o programa Pro Tools e sua cadeia de efeitos.

Sy Vy Studios[editar | editar código-fonte]

Desde o primeiro dia que ele descobriu o processo de gravação, ele ficou fascinado com a idéia de possuir um estúdio. O primeiro esteve situado em um apartamento no número 1435 North Fairfax Street, em Hollywood, assim nascendo o “SY VY Studios”.

Stucco Blue Studios[editar | editar código-fonte]

Stucco Blue Studios é o nome do segundo estúdio musical de Vai. Ele montou o estúdio economizando todo o dinheiro que ganhou trabalhando para Frank Zappa (14.000 dólares). A casa situava-se perfeitamente em um beco sem saída, em um lote de esquina, tranquilo.[28]

Steve comprou um livro chamado "The Audio Cyclopedia", uma Bíblia para qualquer coisa que tenha a ver com áudio e estúdios.

Vai comprou equipamentos melhores e a “Carvin” doou um console e um amplificador de guitarra X-100B e Frank Zappa, emprestou toneladas de artes para fazer das gravações uma realidade.

Músicas gravadas e lançadas usando este equipamento inclui o primeiro disco solo "Flex-Able", "Flex-Able Leftovers" e bits e pedaços de coisas que foram lançadas em vários registros posteriores.

The Mothership[editar | editar código-fonte]

Depois que a turne com David Lee Roth terminou, Steve Vai e sua esposa Pia mudaram-se para uma nova casa em Hollywood Hills. A estrutura moderna, com um segundo andar, era perfeita para a construção de um estúdio completo de gravação.

Maquinário ainda mais moderno foi adquirido e gravado algumas faixas de “Passion and Warfare”, todas faixas de “Alien Love Secrets”, todas as guitarras do álbum “Slip Of The Tongue” (do “Whitesnake”), grande parte de “Sex and Religion”, todas de “Fire Garden”, “PCU” e outras.

The Harmony Hut[editar | editar código-fonte]

The Harmony Hut é um estúdio localizado atrás da casa de Vai, em Encino. Embora ele ainda mantenha o “The Mothership” em Hollywood Hills, ele e sua família mudaram-se para Encino no início de 1997.

O “The Harmony Hut” é um pequeno estúdio, perfeito para a escrita e gravação e é onde Steve Vai passa a maior parte de seu tempo.

Favored Nations Entertainment[editar | editar código-fonte]

Em 1999, criou o selo Favored Nations Entertainment, que, em 2002, ganhou a divisão Favored Nations Acoustic e em 2004, Favored Nations Cool.

Álbuns Produzidos por Steve Vai[editar | editar código-fonte]

Em 2001, Steve foi o responsável pela produção musical do álbum No Substitutions: Live in Osaka, de Larry Carlton e Steve Lukather, que, em 2002, ganhou o Grammy na categoria Melhor Álbum de Pop Instrumental[29] .

Em 2004, Steve foi o responsável pela produção musical do álbum Vai: Piano Reductions, Vol. 1, de Mike Kenneally, onde 11 músicas gravadas pelo Vai foram reduzidas para piano.

Participação em Filmes[editar | editar código-fonte]

A música de Steve Vai apareceu em vários filmes, como Dudes, Bill & Ted's Bogus Journey e Ghosts of Mars. Ele apareceu na tela em 1986 com Ralph Macchio no filme Crossroads, interpretando Jack Butler, um guitarrista demoníaco. No clímax do filme, Steve encara um duelo com Ralph Macchio, este com a guitarra dublada por Ry Cooder.

A música neo-clássica intitulada Eugene's Trick Bag, com a qual Macchio derrota Steve e vence o duelo, também foi composta por Steve. A peça é bastante inspirada no Caprice No. 5 de Paganini, e tornou-se uma das favoritas entre os estudantes de guitarra. Ainda neste filme, a canção "Head Cuttin' Duel" contém um barulho de trem feito na guitarra. Este mesmo som seria usado na canção "Bad Horsie", lançada em 1995 no EP Alien Love Secrets. Ao ouvir este som de trem o diretor do filme, Walter Hill, ficou maluco, e disse: "Wow!?! Já temos um vencedor. Depois disso, o duelo chega ao fim antes mesmo de terminar."[30]

Ambas as canções ("Eugene's Trick Bag" e "Head Cuttin' Duel") seriam lançadas em 2002 no álbum The Elusive Light and Sound, Vol. 1.

Steve também compôs e executou a trilha sonora de PCU, em 1994. Ele também contribuiu na partitura de Ghosts of Mars, de John Carpenter, e tocou nas faixas Ghosts of Mars e Ghost Poppin'.

Ibanez Universe, 7 cordas

Estilo Musical[editar | editar código-fonte]

Cquote1.svg "Eu sou conduzido por um vício para criar sons exclusivos – não melhor do que o que outras pessoas fazem, apenas diferente. Para mim, o verdadeiro molho é quando eu ouço um som estranho ou bonito, mesmo que seja na minha cabeça, e em seguida, o torno real usando os dispositivos que tenho como músico. As coisas que nunca tenham sido feitas antes são as que mais me interessam." Cquote2.svg
Steve Vai

Enquanto as contribuições de Steve a outros artistas tem sido restrita ao estilo rock ou hard rock, suas composições próprias são consideravelmente mais esotéricas.

O estilo de tocar de Steve Vai é bastante peculiar e teatral, carregado de gestos, e caracterizado por sua facilidade técnica com a guitarra e seu conhecimento de teoria musical.

Steve também tem sido creditado como o responsável pelo ressurgimento da guitarra com 7 cordas. As primeiras antigas foram tocadas pelo guitarrista de jazz George Van Eps, nas décadas de 1930 e 1940, mas o conceito foi reintroduzido no rock por Steve.

Um ponto interessante a ser notado é o compromisso de Steve com o ato de estudar e praticar. Ele declarou em vários textos e a várias revistas especializadas de guitarra que pratica cerca de oito horas por dia ou mais – hábito adquirido nos seus primeiros anos de faculdade.

Ele geralmente usa o lídio, que é seu modo musical favorito, mas também é conhecido por usar o modo "Bartok" da escala menor melódica.

Ibanez JEM 7VWH

Equipamento[editar | editar código-fonte]

Steve Vai é reconhecido também como um grande produtor musical de estúdio. Ele tem dois estúdios, The Mothership (A Nave Mãe) e The Harmony Hut (A Cabana da Harmonia), e suas gravações combinam sua proeza característica na guitarra com composições temáticas e um uso considerável de efeitos de estúdio e gravação, como o Eventide H3000, o programa Pro Tools e sua cadeia de efeitos.

Steve também ajudou a desenvolver sua série de guitarras, conhecida como JEM, com a fábrica japonesa Ibanez. Essas guitarras possuem uma alça de mão (geralmente chamada de monkey grip, ou "pegada do macaco") talhada no corpo da guitarra, fazendo um buraco no mesmo. A guitarra possui uma configuração H-S-H (humbucker-single-humbucker), um sistema de trêmolo de travamento duplo licenciado da Floyd Rose e um extenso e elaborado desenho na escala chamado Vine of Life (Videira da Vida).

Steve também está por trás da versão de 7 cordas da JEM, chamada Universe. Esta guitarra influenciou os guitarristas da banda Korn e os demais do estilo conhecido como new metal, surgido no final da década de 1990. Steve também tem um modelo de violão, o Euphoria.

Steve também trabalhou com a Carvin para desenvolver a linha de amplificadores de guitarra Legacy. Steve queria criar um amplificador superior a todos os que ele já tinha usado, em termos de som e versatilidade.

Ao longo de sua carreira musical, Steve Vai usou e desenvolveu muitas guitarras. Ele já teve seu próprio sangue colocado na pintura psicodélica de uma de suas guitarras JEM, chamada JEM2KDNA (ou simplesmente DNA, em alusão ao DNA presente no sangue) – apenas 300 guitarras foram feitas utilizando esta pintura.

Atualmente, Steve prefere usar sua guitarra JEM7V branca, marcada com a inscrição rabiscada EVO (feita por ele mesmo), usada para distinção entre suas guitarras praticamente idênticas no palco, e sua guitarra FLO (uma JEM floral pintada de branco e equipada com um sustainer Fernandes).

Os pedais de efeito de Steve incluem um Boss DS-1 Distortion modificado, um Morley Bad Horsie, um Morley Little Alligator Volume, um Digitech Whammy WH-1, um MXR Phase 90 Eddie Van Halen, além do seu próprio pedal criado pela Ibanez, o Jemini, que inclui os efeitos Distorção e Overdrive.

Shows no Brasil[editar | editar código-fonte]

Ao longo de sua carreira, Steve Vai esteve várias vezes no Brasil.

# Data Turnê Local Ref.
1 16/11/1995 Sex & Religion Tour Aeroanta, Curitiba [31]
2 10/03/1997 Fire Garden Tour Olympia, São Paulo [32]
3 11/03/1997 Fire Garden Tour Metropolitan, Rio de Janeiro [33]
4 30/11/2000 The Ultra Zone Tour Bar Opinião, Porto Alegre [34]
5 01/12/2000 The Ultra Zone Tour Olympia, São Paulo [35]
6 02/12/2000 The Ultra Zone Tour ATL Hall, Rio de Janeiro [36]
7 03/12/2000 The Ultra Zone Tour ATL Hall, Rio de Janeiro [37]
8 05/12/2004 G3 2004 Tour Credicard Hall, São Paulo [38]
9 05/11/2007 Sound Theories Tour Freegells Music, Belo Horizonte [39] [40]
10 07/11/2007 Sound Theories Tour Hellooch, Curitiba [41] [42]
11 07/12/2013 The Story of Light Tour Circo Voador, Rio de Janeiro [43]
12 08/12/2013 The Story of Light Tour Citibank Hall, São Paulo [44] [45]
13 09/12/2013 The Story of Light Tour Chevrolet Hall, Belo Horizonte [46]
14 09/12/2013 The Story of Light Tour Sala Villa Lobos do Teatro Nacional Cláudio Santoro, Brasília [47]
15 25/09/2015 com a orquestra Camerata Florianópolis Rock in Rio (Palco Sunset) [26]

Bandas (excluindo participações como convidado)[editar | editar código-fonte]

Bandas da Juventude[editar | editar código-fonte]

  • Hot Chocolate (1967)
  • The Ohio Express (1971–1972)
  • Circus (circa 1973 to 1976)
  • Ravge (circa 1973 to 1976)
  • Bold As Love (1977)

Bandas da Berklee[editar | editar código-fonte]

  • Axis (1978–1979)
  • Morning Thunder (1979)

Bandas Profissionais[editar | editar código-fonte]

Bandas "Solo" (Desde 1992)[editar | editar código-fonte]

1992-94 (VAI)

"Sex & Religion" Album:

"Sex & Religion" Tour:

1995
1996-99
2000
2001-02 - "The Breed Band"
2003-04 - "The Breed Band"
2007 - "String Theories Band"
2012 - "The Story of Light Band"

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns solo[editar | editar código-fonte]

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

Broom icon.svg
Seções de curiosidades são desencorajadas pelas políticas da Wikipédia.
Ajude a melhorar este artigo, integrando ao corpo do texto os itens relevantes e removendo os supérfluos ou impróprios.
Steve Vai em Maio de 2007
  • Steve Vai é vegetariano [48]
  • Steve Vai pratica sessões de jejum constantemente, e por acaso a gravação da música For the Love of God.[49] caiu na data de uma dessas sessões.
  • Todas as sétimas músicas de seus álbuns são baladas, tanto que lançou um CD-coletânea chamado "The 7th Song, Enchanting Guitar Melodies (Archives Vol. 1)" com todas as músicas de número sete dos álbuns anteriores a este e algumas músicas inéditas.
  • Antes de cada show, para aquecer, costuma tocar por duas horas.[50]
  • Como hobby, cria abelhas no quintal de sua casa[51] . Regularmente produz um pote de mel a ser vendido na sua Make a Noise Foundation.[52]
  • Steve Vai é o dono da Favored Nations, uma gravadora especializada na gravação e divulgação internacional de artistas.[53] [54]
  • Steve é casado com Pia Maiocco, ex-baixista da banda feminina Vixen. Steve e Pia têm dois filhos, Julian Angel e Fire.[55]
  • Ele gravou os sons que seu filho Julian (então com 2 anos) fazia e os imitou com a guitarra na música Ya-Yo Gakk, do álbum Alien Love Secrets.
  • Steve Vai é conhecido por ser bastante atencioso com os fãs; não raro, ele passa do horário em sessões de autógrafos, sempre com um sorriso no rosto junto aos que tiram fotografias ao lado dele. Ele também costuma ir cumprimentar os fãs que esperam do lado de fora antes de suas apresentações.
  • Steve tocou guitarra na música tema do jogo Halo 2, cuja versão foi mais tarde batizada de Halo Theme Mjolnir Mix.
  • A música favorita de Steve Vai é "For the Love of God"


Ver Também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outras mídias sobre Steve Vai

Referências

  1. a b revista.cifras.com.br/ Steve Vai ganha título de Doutor em música
  2. cifraclub.com.br/ Steve Vai: Bio
  3. guitarhd.com/ Steve Vai Remembering Randy Coven
  4. guitarlessons.com/ Steve Vai Biography, Videos & Pictures
  5. guitarworld.com/ Steve Vai: Strings and Things
  6. guitarworld.com/ Frank Zappa Talks Gear, Praises Steve Vai in His First Guitar World Interview from 1982
  7. whiplash.net
  8. Vai, Steve (2005). "Inside Real Illusions: Reflections". vai.com. Retrieved 2014-12-12.
  9. metalforcesmagazine.com/ Steve Vai - Vai "The Revelator"
  10. whiplash.net/ Steve Vai: guitarrista fala sobre novo álbum
  11. geekmusical.com.br/ Steve Vai - The Story of Light faixa a faixa
  12. ultimateclassicrock.com/ Steve Vai announces new live project
  13. D'Andrea, Niki. "Zappa Plays Zappa Stays True to Frank's Vision", Phoenix New Times, Village Voice Media, February 26, 2009. Página visitada em February 20, 2011.
  14. mais.uol.com.br/ Andy Timmons & Steve Vai - Beat It (Michael Jackson)
  15. blabbermouth.net/ Sepultura Joined By Steve Vai On Stage At ROCK IN RIO USA Festival; Pro-Shot Video Available
  16. whiplash.net/ Rock in Rio USA: assista participação de Steve Vai com Sepultura
  17. http://www.bravewords.com/news/76196
  18. musicradar.com/ Steve Vai gets Naked
  19. bravewords.com/
  20. vevo.com/ Biografia do músico no VEVO.com
  21. vai.com/
  22. nno.nu/
  23. vai.com/ “The Middle of Everywhere”
  24. vai.com/ Evolution Tempo Orchestra Tour Reviews
  25. bravewords.com/ Guitar legend STEVE VAI will be touring and performing his new orchestral and rock compositions with THE EVOLUTION TEMPO ORCHESTRA throughout Europe.
  26. a b g1.globo.com/ Camerata Florianópolis tocará com guitarrista Steve Vai no Rock in Rio
  27. a b c tudosobrefloripa.com.br/ Steve Vai virá a Floripa para ensaio com a Camerata para o Rock in Rio
  28. guitarworld.com/ Steve Vai: Flex Appeal
  29. "The Complete List of Winners", February 28, 2002, p. 1. Página visitada em October 19, 2010.
  30. vai.com/answers/
  31. setlist.fm/
  32. setlist.fm/
  33. midiorama.com.br/
  34. setlist.fm/
  35. territoriodamusica.com/ Steve Vai :: Olympia - São Paulo / SP
  36. whiplash.net/ Resenha - Steve Vai (ATL Hall, Rio de Janeiro, 02/12/00)
  37. setlist.fm/
  38. setlist.fm/
  39. whiplash.net/ Resenha - Steve Vai (Freegells Music, Belo Horizonte, 05/11/07)
  40. setlist.fm/
  41. whiplash.net/ Resenha - Steve Vai (Hellooch, Curitiba, 07/11/07)
  42. setlist.fm/
  43. setlist.fm/
  44. whiplash.net/ Steve Vai: A arte da guitarra desembarcou em São Paulo
  45. setlist.fm/
  46. setlist.fm/
  47. setlist.fm/
  48. http://veggies-rock.com/2011/07/steve-vai-a-spiritual-journey-through-vegetarianism/
  49. http://www.cifraclub.com.br/noticias/colunas/s-bioguitar-p2.html
  50. http://www.cifraclub.com.br/noticias/colunas/s-bioguitar-p2.html
  51. Os passatempos mais inesperados de estrelas da música
  52. http://www.cifraclub.com.br/noticias/colunas/s-bioguitar-p2.html
  53. http://en.wikipedia.org/wiki/Favored_Nations
  54. http://www.8notes.com/biographies/vai.asp
  55. http://www.8notes.com/biographies/vai.asp