Bandeira europeia

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Bandeira europeia
Bandeira europeia
Aplicação
FIAV 111011.svgFIAV normal.svg
Proporção 2:3
Adoção 8 de Dezembro de 1955 (CdE)
26 de Maio de 1986 (UE)
Cores
  Azul
Ouro
Bandeira europeia.

A bandeira europeia consiste num círculo com doze estrelas douradas num fundo azul. Apesar de a bandeira estar normalmente associada à União Europeia (UE), foi inicialmente usada pelo Conselho da Europa, e pensada para representar a Europa como um todo.

A eleição da bandeira ocorreu mediante um concurso promovido em 1950 pelo Conselho da Europa com a intenção de utilizar-la como veículo de integração e promoção de uma unidade européia.

O autor, Arsene Heitz, católico, francês natural de Estransburgo, inspirou-se na coroa de estrelas citada no texto bíblico de Ap 12,1[1] em que os católicos costumam ler nas festas dedicada à Maria. A Mãe de Jesus é tradicionalmente ornada pela iconografia cristã com a coroa de doze estrelas.

Sua adoção oficial pelo Conselho da Europa realizou-se aos 8 de Dezembro de 1955, dia que coincide com a solenidade da Imaculada Conceição na liturgia católica. Apesar da rejeição formal de referências bíblicas, em 21 de outubro 1956, o Conselho da Europa presenteou a cidade de Estrasburgo , a sua sede oficial, com um vitral

Virgen estrasburgo UE.jpg

para Catedral de Estrasburgo pelo mestre parisiense Max Ingrand. Ele mostra uma Virgem Imaculada coroada de um círculo de 12 estrelas sobre fundo azul escuro.

A Comunidade Europeia (CE) adoptou-a a 26 de Maio de 1986. A UE, que se estabeleceu pelo Tratado de Maastricht na década de 1990 e que veio a substituir a CE e as suas funções, também escolheu esta bandeira. Desde então, o uso da bandeira tem sido conjuntamente controlado quer pelo Conselho da Europa quer pela União Europeia.

A bandeira aparece na face de todas as notas de euro e as estrelas em todas as moedas de euro.

O número de estrelas na bandeira está fixado em doze e não está relacionado com o número de estados membros da UE. Em 1953, o Conselho da Europa tinha 15 membros; foi proposto que uma bandeira futura tivesse uma estrela para cada membro, e que não se alteraria com a entrada de futuros membros. A Alemanha Ocidental discordou já que um dos membros era a área disputada de Saarland e que ter a sua própria estrela implicaria ser uma região soberana. Nesta mesma base, a França também discordou que fossem 14 estrelas já que isso implicaria a absorção de Saarland na Alemanha. Treze está tradicionalmente relacionado com o azar em várias culturas europeias, e com o facto de as primeiras bandeiras dos Estados Unidos da América terem esse número de estrelas. Doze foi o número escolhido, já que não tinha conotações políticas e era um símbolo de perfeição e de algo completo.

Doze é um número especial nas várias culturas e tradições europeias, tais como:

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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