Carlos Queiroz

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Carlos Queiroz
Iran vs. Montenegro 2014-05-26 (008).jpg
Informações pessoais
Nome completo Carlos Manuel Brito Leal Queiroz
Data de nasc. 1 de Março de 1953 (61 anos)
Local de nasc. Nampula, Portugal África Oriental Portuguesa

fanpage in instagram:http://instagram.com/carlos_brito_queiroz

Informações profissionais
Clube atual Sem clube
Times que treinou
1984
1991–1994
1994–1995
1996
1996–1997
1999
2000–2002
2002–2003
2003–2004
2004–2008
2008–2010
2011–
Portugal Estoril Praia (auxiliar)
Portugal Portugal sub-20
Portugal Sporting
Estados Unidos MetroStars
Japão Nagoya Grampus Eight
=Emirados Árabes Unidos Emirados Árabes
Bandeira da África do Sul África do Sul
Inglaterra Manchester United (auxiliar)
Espanha Real Madrid
Inglaterra Manchester United (auxiliar)
Portugal Portugal
Irã Irão

Carlos Manuel Brito Leal Queiroz ComIH (Nampula, 1 de Março de 1953) é um treinador de futebol português.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascido em Moçambique, jogou futebol nos juniores do Clube Ferroviário de Nampula, frequentou o Liceu Almirante Gago Coutinho e chegou a estudar Engenharia Mecânica, na Universidade de Lourenço Marques, até 1974.

Veio para Portugal em 1975,Ingressou no Instituto Superior de Educação Física de Lisboa (ISEF),[1] pertencente à Universidade Técnica de Lisboa. Aí obteve a licenciatura e o mestrado em Metodologia do treino desportivo, além de leccionar.

Em 1984 foi adjunto do treinador Mário Wilson, no Grupo Desportivo Estoril Praia. Foi convidado em 1987 a integrar os quadros da Federação Portuguesa de Futebol para desempenhar o cargo de seleccionador nacional nas camadas jovens. Carlos Queiroz, que fez muita pesquisa e investigação sobre os métodos utilizados no estrangeiro, apostou forte na formação dos jovens jogadores que tinha a seu cargo e foi o responsável pelo aparecimento de craques como Luís Figo, Rui Costa, Vítor Baía, Paulo Sousa, Abel Xavier, Fernando Couto e João Vieira Pinto.

A 22 de Março de 1989 foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique.[2]

Até 1991 Queiroz esteve à frente das selecções jovens com as quais conquistou por duas vezes o título Mundial Sub-20 de Futebol, em 1989 na Arábia Saudita e em 1991 em Portugal. Foi um feito inédito que marcou o futebol português, nomeadamente porque nessas selecções alinhavam alguns jogadores que viriam a ser dos melhores do mundo e que desde sempre foram acompanhados por Carlos Queiroz.

A Federação Portuguesa de Futebol quis aproveitar o talento de Carlos Queiroz e a seguir à conquista do Mundial Sub-20 de Futebol de 1991 promoveu-o a líder da selecção principal. Mas nem tudo correu bem e Portugal não se conseguiu apurar para a Copa do Mundo de 1994, que teve lugar nos EUA.

Queiroz abandonou a selecção e a federação algo desapontado e ainda nesse ano tentou uma experiência diferente como treinador.

Com Queiroz ao comando o Sporting apenas venceu a Taça de Portugal correspondente à temporada 1994/1995, tendo batido na final, no Estádio Nacional do Jamor, o Marítimo por 2-0.

Carlos Queiroz, alcançou bastante fama a nível mundial, nomeadamente pela sua capacidade de formação de jogadores e isso valeu-lhe vários convites do estrangeiro. Treinou então a equipa norte-americana do MetroStars e a japonesa do Nagoya Grampus Eight, nesse período elaborou um plano detalhado destinado a profissionalizar o desenvolvimento dos jogadores de futebol nos EUA, plano esse que tem o nome de "Q-Report", "Project 2010".[3] [4] Em Julho de 1998 regressou ao comando de uma selecção, no caso a dos Emirados Árabes Unidos, onde esteve cerca de um ano

Enquanto esperou por outro projecto tentador Carlos Queiroz foi convidado por duas vezes para treinar a selecção mundial da FIFA, para a qual são convocados alguns dos melhores futebolistas do Mundo, e para ser consultor técnico da Federação de Moçambique. O regresso ao activo aconteceu Agosto de 2000, para orientar a selecção da África do Sul, que conseguiu apurar para a Copa do Mundo de 2002. Em 2002, assumiu o cargo de treinador-adjunto de Alex Ferguson no Manchester United, contribuindo para o título de campeão de Inglaterra que o clube conquistou. Em Junho de 2003 foi contratado pelo Real Madrid para treinador principal da equipa espanhola, substituindo Vicente del Bosque. Num época bastante agitada, acaba por não conseguir impor a sua filosofia de trabalho. A 12 de Dezembro de 2003 foi feito 140.º Sócio Honorário do Ginásio Clube Figueirense.[5] Regressa ao Manchester United para continuar o seu trabalho com Alex Ferguson, treinador principal do colosso inglês, conquistando vários títulos da Liga Inglesa e em 2008 a Liga dos Campeões da UEFA.

A 11 de Julho de 2008, para ocupar a vaga deixada por Luiz Felipe Scolari, Carlos Queiroz, foi anunciado como treinador da Selecção Portuguesa de Futebol, com o principal objectivo de qualificar a selecção portuguesa para a Copa do Mundo FIFA de 2010.[6]

A 18 de Novembro de 2009, qualificou a Selecção Portuguesa para a Copa do Mundo 2010 na África do Sul, onde disputou a fase de grupos com a Costa do Marfim, Coreia do Norte e Brasil. Na África do Sul, fez uma campanha com dois empates a zero Costa do Marfim e Brasil, marcando golos em apenas uma partida com a Coreia do Norte 7-0, terminando o grupo G em segundo lugar e caindo, nos oitavos-de-final, diante da selecção campeã europeia em título, a Espanha.

Surgiu recentemente a polémica de que Carlos Queiroz perturbara e injuriara a brigada dos médicos de controlo antidoping enquanto esta tentava fazer testes médicos aos jogadores da Selecção Portuguesa de Futebol.[7] O caso tem tido um imenso mediatismo, sendo que, o Conselho de Disciplina avaliou a situação e atribuiu como pena a Carlos Queiroz uma multa de cerca de 1000€, bem como, a suspensão do mesmo do cargo de seleccionador português por 1 mês.[8]

No processo anteriormente referido, Carlos Queiroz fora defendido por algumas das mais reconhecidas figuras do futebol português e mundial como Luís Filipe Vieira (Presidente do SL Benfica), Sir Alex Ferguson (treinador de um dos mais reconhecidos clubes ingleses e até do futebol mundial, Manchester United), Luís Figo (Ex-futebolista português e um dos galardoados melhores jogadores do mundo que já representou a Selecção Portuguesa) e, até, Jorge Nuno Pinto da Costa (Presidente do FC Porto).[9]

A Federação Portuguesa de Futebol anunciou a rescisão de contrato com Carlos Queiroz a 9 de Setembro de 2010.

Foi absolvido pelo TAS Tribunal Arbitral du Sport de todas as acusações que lhe foram imputadas, revelando-se estas, como uma manobra do Governo da época e da Federação Portuguesa de Futebol para arranjarem justa causa para o seu despedimento.

Carlos Queiroz foi apresentado oficialmente como seleccionador de futebol do Irão a 4 de Abril de 2011 e reforçou o objectivo ao alcançar a qualificação para o Mundial 2014, a realizar no Brasil, tornando-se o terceiro treinador do Mundo a classificar três Selecções diferentes para a Copa do Mundo da FIFA.[10] [11] Após a competição, com a eliminação precoce na 1ª fase, deixou o comando da equipe.[12]

Títulos (Treinador Principal)[editar | editar código-fonte]

Títulos (Treinador Adjunto)[editar | editar código-fonte]

Outras honras[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Vicente del Bosque
Treinador do Real Madrid
2003 - 2004
Sucedido por
José António Camacho
Precedido por
Luiz Felipe Scolari
Técnico da Selecção Portuguesa de Futebol
2008 - 2010
Sucedido por
Paulo Bento
Ícone de esboço Este artigo sobre um treinador de futebol é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.


O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Carlos Queiroz