João Acácio Pereira da Costa

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João Acácio Pereira da Costa
Nascimento 24 de junho de 1942
Joinville,  Santa Catarina,  Brasil
Morte 5 de janeiro de 1998 (55 anos)
Joinville, SC
Nacionalidade Brasil brasileiro
Crime(s) 4 assassinatos, 77 assaltos
Pena 351 anos, 9 meses e 3 dias (cumpriu 30 anos, pena máxima no Brasil)
Situação Assassinado

João Acácio Pereira da Costa, conhecido como Bandido da Luz Vermelha (Joinville, 24 de junho de 1942 — Joinville, 5 de janeiro de 1998), foi um notório criminoso brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

João Acácio ficou órfão com apenas quatro anos, dali por diante, sua vida no crime se iniciou. Chegou ao estado de São Paulo ainda na adolescência, fugindo dos furtos que praticou no seu estado natal. Foi morar na cidade de Santos, onde se dizia filho de fazendeiros e bom moço e levava uma vida pacata no lugar que escolheu para morar, mas, ao contrário do "bom moço", praticava seus crimes em São Paulo e voltava incólume para Santos. Sua preferência era por mansões e tinha um estilo próprio de cometer os crimes, como, sempre nas últimas horas da madrugada e cortando a energia da casa, usando um lenço para cobrir o rosto e sua principal marca: carregava uma lanterna com bocal vermelho. Tudo isto chamou a atenção da imprensa, que o apelidou de "Bandido da Luz Vermelha", em referência ao notório criminoso estadunidense Caryl Chessman, que tinha o mesmo apelido.

Gastava o dinheiro obtido nos assaltos com mulheres e boates e a polícia levou seis anos para identificá-lo, conseguindo isso, após ele deixar suas impressões digitais na janela de uma mansão.

Prisão[editar | editar código-fonte]

João Acácio foi preso em 8 de agosto de 1967 na cidade de Curitiba e foi condenado por quatro assassinatos, sete tentativas de homicídio e 77 assaltos, com uma pena de 351 anos, 9 meses e três dias de prisão. Nunca ficou comprovado que Acácio cometeu estupro ou que teve relações sexuais com suas vítimas. Após cumprir os 30 anos previstos em lei, foi libertado na noite do dia 26 de agosto de 1997 e retornou para a cidade de Joinville, mantendo uma certa popularidade, pois tinha obsessão em vestir roupas vermelhas e quando alguém lhe pedia um autógrafo, ele simplesmente escrevia a palavra "Autógrafo".

Morte[editar | editar código-fonte]

Após quatro meses e vinte dias em liberdade, João foi assassinado com um tiro de espingarda no dia 5 de janeiro de 1998, durante uma briga de bar.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

Sua vida de crimes inspirou o filme O Bandido da Luz Vermelha de 1968, do cineasta Rogério Sganzerla, em que foi vivido pelo ator Paulo Villaça. Apesar de ser um filme verídico, o final foi alterado para que o seu personagem cometesse suicídio. Também foi tema do programa Linha Direta Justiça, da Rede Globo.

Virou música nas mãos do grupo de rock Ira! em Rubro Zorro, que abre o terceiro disco Psicoacústica (1988) e a faixa ainda possui algumas falas do filme de Rogério Sganzerla. O cantor de horrorcore, Patrick Horla, também fez uma citação de sua personalidade como base para a canção "O bandido da lupa vermelha".[1]

O bandido foi satirizado pelos humoristas do programa Hermes & Renato, da MTV, onde fez um clipe com "Demo Lock MC" (uma sátira de Satanás).

"Luz nas trevas - "A volta do bandido da luz vermelha", é a sequência do primeiro filme de Rogério Sganzerla e foi um dos selecionados para a competição internacional do 63º Festival de Locarno, na Suíça. O filme tem direção de Ícaro Martins e Helena Ignez, viúva de Rogério Sganzerla, estrelado pelo cantor Ney Matogrosso, tendo sido rodado em 2009 e estreou em 2010[2] [3] [4] [5] [6] [7] .

Referências

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