Lia Gama

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Lia Gama (Fundão, Barroca, 28 de maio de 1944), de seu verdadeiro nome Maria Isilda Gama Gil[1] , é uma actriz portuguesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida no concelho do Fundão, veio ainda criança para Lisboa onde completa os estudos secundários. A sua primeira aparição no mundo do espectáculo foi a vender margaridas no foyer do Teatro Monumental, no ano de 1960, como promoção da peça A Margarida da Rua. Em 1963, inicia-se no palco, na peça Vamos contar mentiras encenada por Manuel Santos Carvalho. Em 1965 parte para Paris onde frequenta a Escola de Teatro de René Simon. De regresso a Portugal, integrou o elenco do Teatro Estúdio de Lisboa, onde, sob a direcção de Luzia Maria Martins, participou em várias peças entre 1966 e 1968. Ao mesmo tempo tempo, inicia-se no cinema, sob a direcção de António de Macedo no filme Sete Balas para Selma (1967). Em 1968 vai para o Teatro Experimental de Cascais, onde é dirigida por Carlos Avilez.

Em 1970 faz um interregno na sua carreira, ocupado por um casamento nesse ano com Frederico Maria Oom Moniz Galvão (12 de Setembro de 1946) e um filho, João Carlos Gil Moniz Galvão, nascido em Lisboa, São Sebastião da Pedreira, a 12 de Junho de 1972. Regressa aos palcos no mesmo ano e, a partir daí, percorre uma carreira em diferentes companhias teatrais: Casa da Comédia, Teatro da Cornucópia, Os Cómicos, Teatro da Graça, Grupo 4, Comuna - Teatro de Pesquisa ou Companhia Teatral do Chiado dirigida por nomes tão importantes como João Lourenço, Jorge Silva Melo, Luís Miguel Cintra, Ricardo Pais, Jorge Listopad, Fernando Gusmão, João Mota e Juvenal Garcês.

Nos tempos livres, faz incursões no teatro televisivo e, a partir de 1974, inicia uma carreira regular no cinema, impondo o seu rosto, indelevelmente, no écran[2] .

Principais peças teatrais[editar | editar código-fonte]

Protagonizou o recital de canções portuguesas Remix deLuxe, com Jeff Cohen ao piano e encenado por Cândida Vieira, e integrou o elenco de Conferência de Imprensa e Outras Aldrabices (a partir de Harold Pinter, Antonio Tarantino, Arne Sierens, Irmãos Presniakov, Jon Fosse, Miguel Castro Caldas entre outros), encenado por Silva Melo. Em 2005 e 2006 integrou o elenco da peça de Paula Vogel, com encenação de Fernanada Lapa, A Mais Velha Profissão (Globo de Ouro 2005 para Melhor Produção), também no Teatro Nacional D. Maria II. A sua mais recente interpretação foi no musical O Assobio da Cobra, dirigido por Adriano Luz no (Teatro São Luiz) em 2006.

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Principais trabalhos em televisão[editar | editar código-fonte]

Reconhecimentos[editar | editar código-fonte]

Entre outros, recebeu o Prémio da Casa da Imprensa pela sua interpretação no filme Kilas, o Mau da Fita, a Medalha 25 de Abril da Associação Portuguesa dos Críticos de Teatro e a Medalha de Mérito Cultural do Ministério da Cultura em 2006.

Referências

  1. Lista de associados da Audiogest (em português). Actividades Culturais / Ministério da Cultura (25 de Julho de 2007). Página visitada em 29 de Dezembro de 2013.
  2. Leitão-Ramos, Jorge (28 de fevereiro de 1981). Um Rosto no écran - Lia Gama. Diário de Lisboa.