Messier 22

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Messier 22
Messier 22 por um telescópio amador
Messier 22 por um telescópio amador
Descoberto por Abraham Ihle
Data 1665
Dados observacionais (J2000)
Constelação Sagittarius
Tipo VII
Asc. reta 18h 36m 24,21s[1]
Declinação -23° 54′ 12,2″[1]
Distância 10 600 ± 1000 anos-luz[2] (3,3 ± 0,3 kpc)
Magnit. apar. 5,1[1][3]
Dimensões 32',0
Características físicas
Massa 105 a 106 massas solares
Raio 50 ± 5 anos-luz
Idade estimada 12 bilhões de anos[4]
Outras denominações
NGC 6656
Messier 22
Sagittarius constellation map.png

Messier 22 (M22, também catalogado como NGC 6656) é um aglomerado globular elipsoidal de estrelas localizado na constelação de Sagitário, próximo à região central da Via-Láctea como observado na abóbada celeste. É um dos mais brilhantes aglomerados globulares visto no céu.

Índice

[editar] História

Messier 22 foi um dos primeiros aglomerados globulares descobertos; em 1665 o astrônomo amador alemão Abraham Ihle descobriu o sistema enquanto observava Saturno na constelação de Sagitário. Em 1764, o francês Charles Messier incluiu o objeto em seu catálogo de objetos de aparência semelhante a cometas.

Messier 22 também foi um dos primeiros aglomerados globulares a ser cuidadosamente estudado pelo astrônomo americano Harlow Shapley, em 1930.[5] Shapley descobriu cerca de 70 000 estrelas no sistema, e afirmou que o objeto tem um núcleo denso. Halton Arp e William P. Melbourne continuou os estudos do aglomerado em 1959.[6] Devido à sua grande propagação de cor de seu ramo de sequência de gigantes vermelhas, que é semelhante à observada em Omega Centauri, o aglomerado tornou-se objeto de intenso controle, iniciando-se em 1977 com James E. Hesser.[2][7]

[editar] Características

Núcleo de Messier 22

Messier 22 é um dos mais próximos aglomerados globulares da Terra, a uma distância de cerca de 10 600 anos-luz. Seu diâmetro na abóbada celeste é de 32 minutos de arco, o que corresponde a um diâmetro real de 50 ± 5 anos-luz. 32 estrelas variávis em brilho foram registradas no aglomerado, e está situada em frente ao bulbo galáctico da Via-Láctea, tornando-o útl como uma microlente gravitacional nas estrelas localizadas no bulbo galáctico.[4]

Apesar de sua proximidade relativa, a luz do aglomerado, pobre em metalicidade, é limitada devido à extinção de poeira, dando uma magnitude aparente ao sistema de 5,1, o que faz de Messier 22 o mais brilhante aglomerado globular observado no Hemisfério Norte.[8] Entretanto, o aglomerado está situado no Hemisfério Sul da abóbada celeste, ocasionando um menor tempo de exposição no céu do Hemisfério Norte, e outros aglomerados globulares, embora menos brilhantes, são preferidas entre os astrônomos amadores, como o Messier 5 e o Messier 13.

[editar] Nebulosa planetária

Messier 22 contém uma característica pouco comum entre os aglomerados globulares; contém uma nebulosa planetária. Apenas quatro aglomerados globulares conhecidos contém nebulosas planetárias, sendo que os outros três são Messier 15, NGC 6441 e Palomar 6. A nebulosa planetária foi descoberta por meio do satélite IRAS em 1986 como uma fonte luminosa, liderado por Fred Gillett,[9] e descoberto como nebulosa planetária três ano mais tarde, também por Gillett. A estrela central da nebulosa planetária é uma estrela azul.[10] Estima-se que a nebulosa planetária tenha apenas 6 000 anos de idade.[2]

[editar] Ver também

Referências

  1. a b c

    SIMBAD Astronomical Database. Results for NGC 6656. Página visitada em 15/11/2006.

  2. a b c Monaco, L.; Pancino, E.; Ferraro, F. R.; Bellazzini, M.. (2004). "Wide-field photometry of the Galactic globular cluster M22". Monthly Notices of the Royal Astronomical Society 349 (4): 1278–1290. DOI:10.1111/j.1365-2966.2004.07599.x. Bibcode2004MNRAS.349.1278M.
  3. Galactic Globular Clusters Database (M22) (em inglês)
  4. a b Gaudi, B. Scott. (2002). "Interpreting the M22 Spike Events". Astrophysical Journal 566 (1): 452–462. DOI:10.1086/338041. Bibcode2002ApJ...566..452G.
  5. Shapley, Harlow. (1930). "The Mass-Spectrum Relation for Giant Stars in the Globular Cluster Messier 22". Harvard College Observatory Bulletin 874: 4–9. Bibcode1930BHarO.874....4S.
  6. Arp, H. C.; Melbourne, W. G.. (1959). "Color-magnitude diagram for the globular cluster M22". Astronomical Journal 64: 28. DOI:10.1086/107848. Bibcode1959AJ.....64...28A.
  7. Hesser, J. E.; Hartwick, F. D. A.; McClure, R. D.. (1977). "Cyanogen strengths and ultraviolet excesses of evolved stars in 17 globular clusters from DDO photometry". Astrophysical Journal Supplement Series 33: 471. DOI:10.1086/190438. Bibcode1977ApJS...33..471H.
  8. I. Ivans, C. Sneden, G. Wallerstein, R. P. Kraft, J. E. Norris, J. P. Fulbright, and G. Gonzalez. (2004). "On the Question of a Metallicity Spread in Globular Cluster M22 (NGC 6656)". Memorie della Società Astronomica Italiana 75: 286. Bibcode2004MmSAI..75..286I.
  9. Gillett, F. C.; Neugebauer, G.; Emerson, J. P.; Rice, W. L.. (1986). "IRAS 18333-2357 - an unusual source in M22". Astrophysical Journal 300: 722–728. DOI:10.1086/163846. Bibcode1986ApJ...300..722G.
  10. Cohen, J. G.; Gillett, F. C.. (1989). "The peculiar planetary nebula in M22". Astrophysical Journal 346: 803–807. DOI:10.1086/168061. Bibcode1989ApJ...346..803C.

[editar] Ligações externas

Science.jpg    NGC 6654  •  NGC 6655  •  NGC 6656  •  NGC 6657  •  NGC 6658   
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