Ten Little Niggers

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Nota: Para outros significados do título, consulte And Then There Were None (desambiguação); se procura pela adaptação cinematográfica de 1965, consulte Ten Little Indians (1965).
Ten Little Niggers
Autor (es) Agatha Christie
Título em Portugal Convite para a Morte /
As Dez Figuras Negras
Título no Brasil O Caso dos Dez Negrinhos /
O Vingador Invisível /
E Não Sobrou Nenhum
País Reino Unido
Género romance policial
Editora Collins Crime Club
Lançamento 6 de novembro de 1939
Páginas 256 (1ª edição, capa dura)
Cronologia
Último
Último
The Regatta Mystery and Other Stories
Sad Cypress
Próximo
Próximo

Ten Little Niggers, no Reino Unido, ou And Then There Were None, nos Estados Unidos (O Caso dos Dez Negrinhos, no Brasil[1] e Convite para a Morte ou As Dez Figuras Negras, em Portugal) é um romance policial de Agatha Christie, publicado em 1939. É o livro mais vendido de Agatha Christie, e também um dos maiores best-sellers de todos os tempos, com cerca de 100 milhões de cópias vendidas.[2].

O título do livro causou polêmica, principalmente nos Estados Unidos, por conta dos "negrinhos" no título. Por isso, no mercado norte-americano ele é conhecido como And Then There Were None ou Ten Little Indians. O livro chegou a ser publicado no Brasil nos anos 50, com o título de O Vingador Invisível, e em 2008, com o título de E Não Sobrou Nenhum.

O romance foi teatralizado em 1943, com o título de Os Dez Indiozinhos, e encontra-se na forma de peça de teatro no livro A Ratoeira e Outras Histórias (Editora Nova Fronteira - 1976).

Índice

[editar] Enredo

Info Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo (spoilers).

A história passa-se numa ilha deserta situada na costa de Devon, sendo que ela é narrada totalmente na terceira pessoa e descreve a vivência de dez estranhos (entre si) que foram atraídos para a mansão da ilha por um misterioso homem e sua esposa, que têm as mesmas iniciais: U. N. Owen.

No primeiro capítulo do livro (dividido em oito partes) é relatada a viagem de oito dos dez estranhos, que se encontram todos a caminho da ilha. Nesta primeira fase conhecem-se os motivos que as oito pessoas têm de se dirigir à ilha. Na data combinada, os oito chegam no lugar, encontrando-se com os criados do casal U. N. Owen: Mr. e Mrs. Rogers. Os mesmos contam que seus patrões, por motivos pessoais, não puderam vir para a ilha, e que os convidados terão de esperar um pouco pela sua chegada.

Mais tarde, quando os hóspedes terminam o jantar, uma voz vinda de um gramofone colocado junto à parede de uma sala contígua faz acusações contra os dez (os oito convidados e o casal Rogers), todas elas envolvendo a morte de alguém. É eletrizante o fato de que no final é comprovado que todas as acusações, com exceção de uma, eram de fato verdadeiras.

Amedrontados e indignados com o que acabaram de ouvir, os convidados tentam procurar com Mr. Rogers informações sobre o casal U. N. Owen. Mas ele nega com veemência sequer conhecê-los. Eles encontram o disco que tem o nome "O Canto do Cisne". Todos estão assustados e temerosos, com exceção de um deles, um jovem altamente imprudente. Sem maiores dificuldades, todos decidem que a melhor coisa a fazer é sair do local pela manhã. O grande problema é que a única forma de locomoção é um barco que vem do continente, mas que pelo simples fato do mar está agitado não consegue chegar ao local da ilha.

Enquanto estão na ilha, todos vão sendo assassinados. Cada morte segue precisamente ou em parte o que diz um poema emoldurado no quarto de cada um (mostrado abaixo). A medida que as mortes vão ocorrendo, fica claro para os hóspedes que um deles é o assassino e, para piorar a situação, as condições climáticas impedem que eles saiam da ilha ou peçam ajuda.

Quando o clima se torna favorável para um resgate, a polícia chega ao local e encontra dez mortos na mansão. O final mostra a investigação da Scotland Yard para descobrir o que aconteceu na ilha, além de uma carta escrita pelo assassino mostrando como e porque realizou cada assassinato.

[editar] O poema

Dez negrinhos vão jantar enquanto não chove;
Um deles se engasgou e então ficaram nove.
Nove negrinhos sem dormir: não é biscoito!
Um deles cai no sono, e então ficaram oito.
Oito negrinhos vão a Devon em charrete;
Um não quis mais voltar, e então ficaram sete.
Sete negrinhos vão rachar lenha, mas eis
Que um deles se corta, e então ficaram seis.
Seis negrinhos de uma colméia fazem brinco;
A um pica uma abelha, e então ficaram cinco.
Cinco negrinhos no foro, a tomar os ares;
Um ali foi julgado, e então ficaram dois pares.
Quatro negrinhos no mar; a um tragou de vez
O arenque defumado, e então ficaram três.
Três negrinhos passeando no zoo. E depois?.
O urso abraçou um, e então ficaram dois.
Dois negrinhos brincando ao sol, sem medo algum;
Um deles se queimou, e então ficou só um.
Um negrinho aqui está a sós, apenas um;
Ele então se enforcou, e não sobrou nenhum.

[editar] Adaptações para o cinema e televisão

Referências


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