Pitirim Sorokin

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Sorokin, 1917.

Pitirim Alexandrovich Sorokin (21 de Janeiro de 1889 - 11 de Fevereiro de 1968) foi um sociólogo russo, perseguido pelo governo czarista, assim como pelo bolchevista, após a revolução de 1917. Oriundo de uma família pobre camponesa, esteve envolvido na revolução russa de 1917, chegando a fazer parte do governo provisório de Kerensky. Em 1923, emigrou para os Estados Unidos, onde fundou o Departamento de Sociologia da Universidade de Harvard. Era um dos opositores das teorias de Talcott Parsons.

Sua obra mais importante é Social and Cultural Dynamics (1937-1941), em quatro volumes, na qual desenvolve uma teoria cíclica do processo social.[1] A tese se opõe ao evolucionismo e à idéia de progresso, tendo sido resumida no seu livro The Crisis of Our Age.

Sorokin coloca a cultura no centro de suas análises e, ao longo da história, distingue – à maneira de Weber – três tipos ideais de cultura: ideacional, sensorial e idealista. As culturas ideacionais baseiam-se em uma perspectiva espiritual, predominando a eternidade, imutabilidade e imaterialidade da realidade, enquanto as sensoriais são materialistas e as culturas idealistas procuram equilibrar-se entre as duas posições. Interpretou a sociedade ocidental contemporânea como sensorial, voltada ao progresso técnico, e profetizou a sua decadência e a emergência de um novo impulso espiritual, de modo que a cultura do Ocidente superararia a sua forma atual passando a uma nova era ideacional ou idealista. Já seu livro The ways and power of love,[2] publicado em 1954, quando dirigia o Harvard Research Centre in Creative Altruism, Sorokin aborda o amor sob sete aspectos: religioso, ético, ontológico, físico, biológico, psicológico e social. Socialmente, o amor é representado pela solidariedade, ajuda mútua e cooperação.

Sorokin teve grande repercussão no pensamento intelectual do Ocidente. Fritjof Capra, em seu livro O Ponto de Mutação, adota a perspectiva de Sorokin em relação ao desenvolvimento histórico da humanidade, para o desenvolvimento de suas próprias reflexões.[3]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • 1928. Contemporary sociological Theories. Harper & Brothers, New York. versão espanhola: Teorías Sociológicas Contemporáneas. Editorial Depalma. Buenos Aires. 1951.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. La crisis de nuestra era. Buenos Aires: 1948. 259p.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. A revolução sexual americana. Rio de Janeiro: Fundo de Cultura, 1961. 174p.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. Achaques y manias de la sociologia moderna y ciencias afines. 2. ed. Madrid: 1964. 458p.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. Fads and foibles in modern sociology and related sciences. Chicago: Henry Regnery, 1956. 357p.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. Novas teorias sociológicas. Porto Alegre: Globo; [São Paulo]: Ed. Univ. S. Paulo, 1969. 608p.
  • SOROKIN, Pitirim Aleksandrovich. Russia and the United States. 2. ed. London: Stevens, 1950. 213p. ((The library of worlf affairs;15))

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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