Brasil Urgente

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Brasil Urgente
Informação geral
Formato Programa jornalístico
Gênero Policial
Duração
  • 200 minutos (São Paulo)
  • 170 minutos (local-rede)
País de origem  Brasil
Idioma original (em português)
Produção
Diretor(es)
Apresentador(es)
Elenco
  • Felipe Garraffa
  • Maicon Mendes, entre outros
Exibição
Emissora de televisão original Rede Bandeirantes
Formato de exibição
Transmissão original 17 de fevereiro de 1997 (21 anos)[1]- presente
Cronologia
Programas relacionados

Brasil Urgente é um programa de televisão jornalístico brasileiro apresentado pela Rede Bandeirantes. Apresentado por José Luiz Datena, o programa exibe o seu noticiário com casos policiais.[2] Trata-se de um telejornal com uma linha popular, tendo bastante entradas ao vivo de repórteres de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Curitiba, Porto Alegre. Além de entrevistas; também é muito utilizado o helicóptero para a cobertura de tragédias, e são exibidas matérias gravadas sobre crimes hediondos e bizarros.

Por causa disso, o programa já foi acusado de desrespeitar inúmeros direitos humanos.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O programa estreou em 17 de fevereiro de 1997, como um formato de programa de auditório, apresentado por Wilton Franco, com o nome de Brasil Verdade.

O programa reestreou em 3 de dezembro de 2001, com o nome atual, apresentando inicialmente pelo jornalista Roberto Cabrini. A partir de 10 de março de 2003, com a saída de Cabrini, José Luiz Datena assumiu o programa.[4]

Após 8 anos no comando do programa policial, Datena deixa a emissora. Em 16 de junho de 2011 Faccioli passou a apresentar o Brasil Urgente.[5] Em 30 de julho, a Band confirma o retorno de Datena a frente do jornalistico .[6]

O programa é conhecido por sua polêmica, com reportagens que podem durar de um minuto a meia hora, segundo a importância dos acontecimentos. A participação de telespectadores também acontece por meio de um serviço de SMS, e as mensagens do telespectador são mostradas ao vivo.[7]

Em 8 de agosto de 2011, para a volta de José Luiz Datena, o programa ganha novo logotipo e vinheta.

Em 19 de junho de 2017, o noticiário ganha nova vinheta, cenário e gráficos.

Em 19 de março de 2018, o espaço entre às 18:00 e 18:05, passa a ser cedido para "A Oração do Crepúsculo com o pastor R.R. Soares", uma espécie de "Momento da Fé", que já acontece em alguns policialescos da RecordTV (especialmente nos jornais locais no horário do almoço), que costumam ceder alguns minutos aos pastores da IURD.

Em 20 de abril de 2018, o José Luiz Datena deixa o comando do policialesco para se dedicar ao entretenimento e torna-se apresentador eventual, com isso, Joel Datena, até então apresentador interino, torna-se titular da atração.

Em 24 de junho de 2018, o José Luiz Datena deixa o programa dominical Agora é com Datena e volta ao comando do policialesco, enquanto o Joel Datena, volta a ser o apresentador eventual do policialesco, e passa a apresentar o Agora é com Datena, mais desta vez, com o nome Agora é Domingo.

Audiência[editar | editar código-fonte]

A audiência do programa sempre esteve entre as maiores audiências da Rede Bandeirantes, e crucial para outros programas da casa. Com a apresentação de Datena, o programa sempre marcou médias acima dos 5 pontos, e disputava diretamente com SBT e Record. O primeiro programa com Faccioli marcou uma média maior do que a do último programa de Datena, que marcou 6, o programa do dia 16 de julho, marcou 6,5 pontos de média, contra 6 da Record e 4,5 do SBT.[8] A alta audiência do programa naquela data, fez a Record antecipar a estreia do Cidade Alerta.[9] Após a estreia de Datena na emissora concorrente o Brasil Urgente caiu para 3,1,[10][11] enquanto o Cidade Alerta na Record manteve as médias que Datena alcançava na Band, em torno de 7 ou 8 pontos, a única emissora que cresceu foi o SBT com a exibição de Chaves, que passou de 5,4 para 7 pontos.[11] A reestreia do programa no comando de Datena no dia 8 de agosto de 2011 não rendeu muitos resultados aonde o programa ficou em 4º lugar e com quatro pontos, atrás do SBT e Record com sete pontos e Globo com 24.[12] Já o segundo dia da reestreia no dia 9 de agosto de 2011 o programa "tomou" o seu lugar no segundo lugar no ibope atrás apenas da Rede Globo e empatando com a Record mas com diferença de 1,6 pontos.[13]

Atualmente o programa vem ficando em terceiro e em quarto lugar em uma briga com a RecordTV que também exibe programa policial.

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Ateus[editar | editar código-fonte]

Em julho de 2010, Datena fez associações preconceituosas entre criminalidade e descrença religiosa, acusando os que não acreditam em Deus como responsáveis pela degradação da sociedade.[14] No começo de dezembro o Ministério Público Federal em São Paulo moveu ação em tribunal pedindo uma retratação com duração mínima o dobro do tempo dos comentários.[14] Esta declaração fez o programa entrar no 18º ranking "Quem Financia a Baixaria é Contra a Cidadania", que é formado por denúncias de telespectadores e pelo Comitê de Acompanhamento da Programação (CAP), onde estão como representantes mais de 60 entidades que assessoram a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados para criar a lista com o "Ranking da Baixaria na TV".[15][16]

Demissão de repórter[editar | editar código-fonte]

Em junho de 2011, logo após a transferência de Datena para a Record, o repórter Wagner Império foi demitido da Band após ser suspeito de ter repassado informações a vereadores de Taboão da Serra que naquele momento foram acusados de fraude. A acusação era infundada e a justiça arquivou o caso. Wagner acusou a emissora de ser omissa e alegou até a produção de um vídeo institucional apresentado pela NGT na qual o repórter trabalha como diretor de jornalismo.[17]

Caso Mirella Cunha e Paulo Sérgio Silva Souza[editar | editar código-fonte]

Durante uma edição estadual na Bahia com o apresentador Uziel Bueno em maio de 2012,[18][19] uma entrevista da repórter Mirella Cunha com o detento Paulo Sérgio Silva Souza acabou em polêmica,[20] após a apresentadora denegrir a imagem do detendo o acusando de estuprador e divulgando que ele não sabia o que era o exame de corpo de delito e o exame de próstata.[21] A repórter também insistiu em dizer que, se não houve estupro, houve vontade: “Você não estuprou, mas queria estuprar”.[22] Também disse em seguida ao apresentador do programa, Uziel Bueno: "Uziel, depois você não quer que o vídeo vá para o Youtube".[23] O delegado-geral da Polícia Civil baiana, Hélio Jorge Paixão, anunciou apuraria se houve descumprimento pela 12ª Delegacia Territorial (de Itapuã) de portaria que regula a divulgação de ações policiais.[24][25] Um grupo de jornalistas divulgou uma carta se posicionando contra a forma como a reportagem foi feita.[22][26]

Em nota, a Band respondeu que “vai tomar todas as medidas disciplinares necessárias. A postura da repórter fere o código de ética do jornalismo da emissora.[18][23] A apresentadora foi afastada da emissora desde o episódio,[20] e no final do mês de maio ela foi demitida.[27][28] O entrevistado, que tem seis irmãos, é analfabeto e já vendeu doces e balas dentro de ônibus.[29] A repórter também acabou virando alvo do Ministério Público.[30]

Para o Ministério Público Federal, a entrevista apresenta indícios de abuso de autoridade, de ofensa a direitos da personalidade e descumprimento da Súmula Vinculante 11, do Supremo Tribunal Federal (STF), que limita uso de algemas a casos excepcionais.[19] O MPF também solicitou da emissora a gravação original (sem edição) da entrevista,[19] sendo que a Band teria cinco dias para entregar a fita.[19] No entendimento do Ministério Público Federal da Bahia (MPF-BA), houve trangressão à Constituição Federal no seu artigo quinto que trata dos direitos e deveres individuais e coletivos, por conta de suposta violação à imagem e à honra.[18] A pena, se houver, deve ser pecuniária, afirmou o órgão.[18]

Caso Manoel Marques Pereira[editar | editar código-fonte]

Em outubro de 2012, segundo a coluna Zapping do jornal Agora, Datena e a Rede Bandeirantes foram condenados a pagar indenização de R$ 100 mil por danos morais ao ex-motoboy Manoel Marques Pereira. O motivo foi que o apresentador acusou Manoel Pereira de ser "estuprador", "vagabundo", "canalha" e "tarado", após a veiculação da matéria em que foi preso pela Polícia Militar de São Paulo na Grande São Paulo, após uma denúncia anônima em outubro de 2003.

Até a prisão, um homem aproximava das mulheres pela moto para depois sequestrar e estuprar-las nas cidades de Santo André, São Bernardo e São Caetano do Sul, mais de 10 mulheres foram vítimas desse estuprador. O "Tarado do Capacete", como ficou conhecido, é um criminoso por estar na moto e nunca tirar capacete na hora dos crimes.[31]

Edições locais[editar | editar código-fonte]

Local Emissora Apresentador
Brasil Rede
 São Paulo
Band São Paulo
 São Paulo (Interior Paulista) Band Paulista Osvaldo Torino
 São Paulo (Campinas) Band Campinas Rodrigo Salomon
 São Paulo (Vale do Paraíba) Band Vale Tony Bleid
 Minas Gerais Band Minas
  • Héverton Guimarães
  • Thiago Reis (eventual)
 Minas Gerais (Triângulo Mineiro) Band Triângulo
  • Edi Silva (Uberaba)
  • José Antonio (Uberlândia)
 Rio Grande do Sul Band RS
 Paraná (Curitiba) Band Curitiba
  • Val Santos
  • Laercio André (eventual)
 Paraná (Maringá) TV Maringá Augusto Canário
 Paraná (Londrina) TV Tarobá Londrina Cid Ribeiro
 Paraná (Cascavel) TV Tarobá Cascavel Léo Júnior
 Amazonas Band Amazonas Katiana Pontes
Bahia Bahia Band Bahia Uziel Bueno
 Amapá TV Macapá Maurício Medeiros
 Acre TV5 Sandro de Brito
 Mato Grosso do Sul TV Interativa Marcos Adriano
 Rio Grande do Norte Band Natal Luiz Almir
 Rondônia TV Meridional Cristiane Lopes
 Roraima Band Roraima Aurino Silva
 Pernambuco TV Tribuna Moab Augusto
 Maranhão TV Caxias Ricardo Rodrigues
Pará Pará RBA TV
  • Ronaldo Porto
  • Isidoro Calixto (Eventual)
 Mato Grosso Rede Cidade Verde Luizinho Magalhães
 Paraíba TV Manaíra Cacá Barbosa

As edições de Bahia, Rio de Janeiro e Distrito Federal foram extintas devido a uma série de cortes de gastos do Grupo Bandeirantes de Comunicação nas emissoras dos referidos locais.

As edições de Londrina e Cascavel são exibidas no horário integral do Brasil Urgente, de 17h50 às 18h50, com a versão nacional passando entre 16:15 17:50 . Em Cuiabá, o jornalístico é denominado "Mato Grosso Urgente", e vai ao ar das 12h30 às 14h00. Situação similar acontece com a versão do jornalístico em Taubaté, que é denominada "Vale Urgente" e é exibida entre 13h15 e 14h00. No Espírito Santo a versão local do Brasil Urgente na TV Capixaba saiu do ar durante a Copa do Mundo e não voltou mais à programação, sendo exibida somente a edição nacional em dois blocos das 17h00 às 18h50 e das 19h10 às 19h20 min de Segunda à Sexta. Aos sábados é apresentado apenas o bloco das 17h00 às 18h50.

Em 2015, a TV Goiânia encerrou a edição local do programa, apresentada por Joel Datena, filho de José Luiz Datena. Com isso, Joel passou a fazer a edição nacional eventualmente.

Também em 2015, a filial da Band em Porto Alegre deixa de exibir a versão local do Brasil Urgente, que já vinha ameaçada desde as saídas de Paulo Bogado e Cláudio Andrade da Band RS. O comentarista de esportes Ribeiro Neto apresentou os últimos quatro meses da versão gaúcha do programa, que saiu do ar na segunda semana de janeiro.

Em 2018, a edição nacional do programa, passou a ser apresentado por Joel Datena, filho do então apresentador José Luiz Datena, devido a ida de José Luiz Datena para o programa dominical chamado Agora É com Datena.

Em 2 de julho, com a saída de José Luiz Datena do programa dominical Agora é com Datena, o apresentador volta ao comando do policialesco.

Edição de Domingo[editar | editar código-fonte]

No dia 17 de maio de 2015, a Band anunciou que o Brasil Urgente passaria a ter uma edição dominical a ser exibida a partir do dia 21, às 20:00, depois da programação esportiva da emissora, para alavancar a audiência do Pânico na Band que seria apresentado na sequência do jornalístico comandado por Datena. Com baixa audiência em seu primeiro dia, a Band retirou o programa dos domingos.

Referências

  1. «Bandeirantes reformula sua programação jornalística». Folha de S. Paulo. 2 de dezembro de 2001. Consultado em 2 de janeiro de 2016. 
  2. Datena desabafa no "Brasil Urgente" sobre ameaça de morte
  3. «Guia de monitoramento: Violações de direitos na mídia brasileira II | ANDI - Comunicação e Direitos». www.andi.org.br. Consultado em 26 de outubro de 2015. 
  4. «Datena estréia segunda na Bandeirantes». Folha Ilustrada. 8 de março de 2003. Consultado em 2 de janeiro de 2016. 
  5. Band escala Luciano Faccioli para o lugar de Datena no "Brasil Urgente". UOL Natelinha, 16 de junho de 2011.
  6. UOL Natelinha, 29 de julho de 2011.
  7. TV Band Vale Brasil Urgente. Página visitada em 6 de Agosto de 2011.
  8. Na Telinha Luciano Faccioli mantém audiência do Brasil Urgente. Página visitada em 6 de agosto de 2011.
  9. Terra-Diversão Datena perde as férias e tem estreia antecipada na Record. Página visitada em 6 de Agosto de 2011
  10. SRZD [Band aumenta salário de Faccioli, mas audiência do jornal cai]. Página visitada em 6 de agosto de 2011
  11. a b PB Agora Datena na Record sobe audiência de 'Chaves' no SBT. Página visitada em 6 de Agosto de 2011.
  12. AdNews. «Reestreia de Datena deixa Band em quarto lugar». 09/08/2011. Consultado em 9 de agosto de 2011. 
  13. Folha.com - F5. «"Brasil Urgente" reage e Datena fica em 2º lugar no ibope». 09/08/2011. Consultado em 10 de agosto de 2011. 
  14. a b Portal Imprensa (27 de dezembro de 2010). «Datena é advertido pela Justiça de SP por "discriminação homofóbica"». Consultado em 19 de março de 2011. 
  15. Patricia Roedel (9 de outubro de 2007). «Big Brotherlidera 13º ranking da baixaria na TV». observatoriodaimprensa.com.br. Consultado em 1 de novembro de 2016. 
  16. «18º ranking da baixaria na TV». www2.camara.leg.br. 6 de janeiro de 2011. Consultado em 3 de novembro de 2016. 
  17. «"A Band foi omissa", diz repórter demitido do "Brasil Urgente"». Consultado em 9 de julho de 2016. 
  18. a b c d Procurador entra com representação contra Band na Bahia por entrevista
  19. a b c d Jovem vítima de "deboche" em entrevista à Band-BA diz que se sente "humilhado"
  20. a b Repórter Mirella Cunha será processada pelo Ministério Público e demitida da Band, após debochar de preso na delegacia, na Bahia
  21. Preso alvo de deboche de repórter está sem advogado há dois meses
  22. a b Jornalistas repudiam atitude da repórter Mirella Cunha em carta aberta, com carta na íntegra
  23. a b Repórter da Band "debocha" de entrevistado e é acusada de racismo na web, com vídeo
  24. MPF representa contra repórter do Programa Brasil Urgente por indícios de violação de direitos constitucionais de um entrevistado
  25. Paulo Sérgio, alvo de deboche de Mirella Cunha, há dois meses sem advogado
  26. Brasil: Humilhação de Jovem na TV Abre Debate sobre Regulação da Mídia
  27. Repórter da Band é demitida após debochar de entrevistado
  28. Suspeito entrevistado em reportagem polêmica diz que se sentiu humilhado
  29. Paulo Sérgio, acusado de estupro na TV Band: “Chorei porque sabia que iria pagar por algo que não fiz”
  30. Repórter que humilhou preso vira alvo do Ministério Público
  31. Barbosa, Rogério (19 de outubro de 2012). «Datena e Band são condenados a indenizar em R$ 100 mil homem confundido com tarado - Últimas Notícias - UOL TV e Famosos». UOL TV e Famosos. Consultado em 10 de março de 2018. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]