Buritis (Minas Gerais)

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Município de Buritis
"A Rainha do Vale do Urucuia"
Igreja Matriz de Nossa Senhora da Pena

Igreja Matriz de Nossa Senhora da Pena
Bandeira de Buritis
Brasão de Buritis
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 1 de março de 1963 (55 anos)
Gentílico buritisense[1]
Lema Liberdade para todos
Prefeito(a) Keny Soares Rodrigues (PDT)
( – 2020)
Localização
Localização de Buritis
Localização de Buritis em Minas Gerais
Buritis está localizado em: Brasil
Buritis
Localização de Buritis no Brasil
15° 37' 04" S 46° 25' 22" O15° 37' 04" S 46° 25' 22" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Noroeste de Minas IBGE/2008 [2]
Microrregião Unaí IBGE/2008 [2]
Região metropolitana Distrito Federal e Entorno
Municípios limítrofes Arinos, Formoso, Unaí, Cabeceiras (GO), Formosa (GO), Flores de Goiás (GO) e Vila Boa (GO)
Distância até a capital 750 km[3]
Características geográficas
Área 5 219,469 km² [4]
População 23 979 hab. IBGE/2013[5]
Densidade 4,59 hab./km²
Altitude 550 m[6]
Clima Clima tropical com estação seca [7] Aw
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,672 médio PNUD/2010 [8]
PIB R$ 378 387,74 mil IBGE/2010[9]
PIB per capita R$ 16 647,80 IBGE/2010[9]

Buritis é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

História[editar | editar código-fonte]

Buritis foi elevado à categoria de município pela lei estadual nº 2764, de 30 de dezembro de 1962, com sede no antigo distrito de Buritis. Em 1 de março de 1963 foi instalado o município.

Índios e escravos[editar | editar código-fonte]

Buritis já foi habitado por tribos indígenas, como os tupis, os guaranis e os caiapós, entre outros, antes da colonização da América pelos europeus. Muitos escravos também habitaram o município desde início, posteriormente, com a lei Áurea foram alforriados. "(...) a abolição da escravatura em 13 de maio de 1888. Supostamente, o Arraial do Burithy ainda possuía para mais de 250 escravos que aos poucos, iam tomando novos rumos por esse imenso sertão afora. (...)".[10]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O município tem esse nome porque o povoado fica ao lado da "Veredinha", que possuía em sua volta uma grande quantidade de pés de coco buriti em áreas alagadas brejosas — as "veredas" mencionadas no livro Grande Sertão: Veredas, de João Guimarães Rosa.

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município situa-se, em Minas Gerais divisa com Goiás. Possui em sua extensão uma parte do Planalto Central brasileiro. Está bem próximo do Distrito Federal, a 240 km de Brasília. Por esta razão o município de Buritis é um dos 3 (três) municípios (ao lado de Unaí e Cabeceira Grande) de Minas Gerais que integra a RIDE - Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal e Entorno.

No município de Buritis, encontram-se a Serra Geral a Leste (estado de Minas, municípios de Formoso e Arinos), e a Oeste as Serras do Planalto Central do Brasil (estado de Goiás, municípios de Cabeceiras e Formosa), também a Sul (município de Unaí) e ao Norte. Assim o município é rodeado de serras por todos os lados. O ponto mais alto do município é de 1069 metros, localizado na Serra do Bonito, próximo a cabeceira do córrego Palmeira.

Buritis por ser parte da Região Noroeste de Minas tem sua vegetação constituída pelo cerrado brasileiro. A fauna local apresenta grande variedade em espécies em todos os ambientes, que dispõem de muitos recursos ecológicos, abrigando comunidades de animais com abundância de indivíduos, alguns com adaptações especializadas para explorar o que fornece seu habitat.[carece de fontes?]

O clima municipal é o tropical. Segundo dados do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), referentes ao período de 1980 a 1984, 1986, 1988 e de 1991 a 2003, a menor temperatura registrada em Buritis foi de 6,7 °C em 18 de julho de 2000,[11] e a maior atingiu 40 °C em cinco ocasiões: 4 de outubro de 1995, outubro de 1999 (17 e 18) e outubro de 2000 (21 e 22).[12] O maior acumulado de precipitação em 24 horas foi de 161,6 milímetros (mm) em 15 de março de 2000. Outros grandes acumulados iguais ou superiores a 100 mm foram 139,8 mm em 17 de novembro de 2000, 119,8 mm em 4 de fevereiro de 2002, 112,1 mm em 8 de abril de 1983, 105,4 mm em 25 de dezembro de 1999 e 103,4 mm em 22 de novembro de 1994.[13] Dezembro de 1998, com 456,6 mm, foi o mês de maior precipitação.[14]

Dados climatológicos para Buritis
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima recorde (°C) 37,5 38,5 37 37 35,6 34,5 35 36,5 39,5 40 39 38,5 40
Temperatura máxima média (°C) 31,4 32,4 31,8 32 31 30 30,5 31,7 33,4 33,9 31,4 30,8 31,7
Temperatura média compensada (°C) 25,2 25,3 25,2 24,9 23,4 21,3 21,4 22,8 25,6 26,6 25,1 24,9 24,3
Temperatura mínima média (°C) 20,8 20,1 20,5 19,4 17,3 14,1 13,4 14,7 18,9 20,8 20,6 20,8 18,5
Temperatura mínima recorde (°C) 16,1 10,6 16,9 13,1 9,1 8,1 6,7 8,3 11,3 7,8 14,8 16,7 6,7
Precipitação (mm) 198,6 129,3 177 58,2 22 4,6 1,1 7,5 26,3 83,6 230,7 243,8 1 182,7
Dias com precipitação (≥ 1 mm) 14 10 12 4 2 1 0 1 2 7 14 17 84
Umidade relativa compensada (%) 76,6 75,9 76,5 73,4 69,5 65,8 61,1 53,7 50,7 57,6 72,7 77,5 67,6
Horas de sol 206,1 201,6 208,4 233,8 251 254,8 252,3 258,4 227,7 222,9 171,4 150 2 638,4
Fonte: Instituto Nacional de Meteorologia (INMET) (normal climatológica de 1981-2010;[15] recordes de temperatura: 01/01/1980 a 31/12/1984, 01/01/1986 a 31/12/1986, 01/01/1988 a 31/12/1988 e 01/01/1991 a 03/09/2003)[11][12]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

As águas nascentes no município e região integram a Bacia do rio São Francisco, "o Rio da Integração Nacional", tem parte de suas nascentes no município de Buritis. Buritis possui dois importantes rios:

Rio Urucuia

Urucuia significa águas vermelhas ou rio vermelho. A palavra é derivada do urucum, que é uma planta nativa na região a qual produz uma tinta vermelha, usada pelos índios para pintar o próprio corpo. O que pode ser deduzido ainda pelo fato de no inverno o rio possuir águas claras esverdeadas, e no verão período chuvoso em razão das enchentes constantes as águas ficam avermelhadas da cor de barro. Este Rio é de grande notoriedade não só para Buritis, para o Estado de Minas Gerais, e para o Brasil, por ser formador da Bacia do Rio São Francisco pois também se fez presente nas obras do escritor mineiro João Guimarães Rosa.[16]

Rio São Domingos

Rio que nasce e deságua dentro do território municipal, tem importantes afluentes como o Ribeirão do Fetal de rara beleza, o Riacho Fundo (Mangues), Manda Saia, Passa Três e outros. Além de quedas d'água como a cachoeira dos Confins, e a queda d'água do Ribeirão Barriguda que mede mais de 90 metros de altitude. Acrescenta-se também, outros inúmeros ribeirões, córregos, muitas nascentes e vertentes d' água que irrigam todo a área do município, e o faz rico em águas fluentes.

O município era grande produtor de peixes, tais como o Surubim, Traíra, Dourado, Piau, Matrinchã, Mandim, Piranhas, Pacú, e outras variedades. Porém, nos últimos anos, a pesca predatória e a omissão dos órgãos estatais responsáveis pela fiscalização, praticamente acabou com os peixes, atividades pesqueiras como arrastão, (prática predatória, de uma grande rede que varre o fundo dos rios e córregos leva tudo que encontra pela frente mesmo filhotes.), pescarias profissionais, e em épocas proibidas por lei (piracema) e outras, dizimou os peixes, hoje peixe passou a ser raridade no território municipal.

Economia[editar | editar código-fonte]

A economia local tem por base a Agricultura, a Pecuária de Corte, e de Leite, comércio local, além de pequenas indústrias.

Agricultura[editar | editar código-fonte]

Buritis é o quarto maior produtor de grãos do estado de Minas Gerais. O município é beneficiado pela fertilidade do solo, com uma grande produção de minérios como calcário, um dos grandes produtores agrícolas do estado de Minas, com produção de grãos, soja, feijão, arroz, milho, sorgo, leguminosas, seringueira (látex), banana, café, mandioca, laranja (citricultura), algodão, e outras variedades, a região possui diversificada produção agrícola;

Pecuária[editar | editar código-fonte]

A pecuária do município, destaca-se pela produção de gado de corte e de leite e seus derivados, que podem ser vistos nas Exposições Agropecuárias que ocorrem no mês de Junho todos os anos, além de grande produção de suínos, equinos, caprinos, ouvinos, galináseas, e outras variedades;

Esportes[editar | editar código-fonte]

No ano de 2014, assim como já ocorria na cidade vizinha Formoso-MG, a pedido de alguns Policiais Militares lotados na cidade de Buritis, tais como Cabo Martins e Cabo Sandoval, foi criado mais um Centro de Treinamento da Equipe Leão Jiu-Jitsu, também liderado pelo professor Faixa Preta Fabrício Bianchi. Com o apoio de pessoas de diversos segmentos, diretores escolares, Sr. Mário (Secretário de Esportes / 2017) e pela advogada Dra. Ana Paula Martins de Melo, a equipe foi expandindo e, atualmente, conta com o Projeto Resgate, liderado pelo faixa Roxa Martins. A Equipe vem formando diversos destaques, os quais disputam campeonatos na cidade e região. O Professor Fabrício Bianchi, através dos instrutores e monitores da equipe, transmite valores aprendidos com o Mestre Leão, do Distrito Federal.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

O município é constituído do distrito de Buritis, outros distritos, vilas e restante da zona rural. A cidade está dividida em 11 bairros:

  • Centro
  • Canaã
  • Veredas
  • Taboquinha
  • São João
  • Israel Pinheiro
  • Jardim
  • Planalto
  • Ipês
  • Ipê 2
  • Residencial extrema

Distritos[editar | editar código-fonte]

O município se divide em três distritos: Buritis, São Pedro do Passa Três e Serra Bonita, além de diversas vilas e pequenos povoados, tais como: Vila Cordeiro, Vila Rosa, Vila Maravilha, Vila São Vicente, Copago, Vila Serrana e Vila Palmeira, e a zona rural, composta por fazendas, sítios e chácaras.[carece de fontes?]

Religiosidade[editar | editar código-fonte]

O municípios possui diversos segmentos religiosos: Católica (romana, carismática); Protestantismo (evangélicos de todas as religiões); Espíritas (Kardecismo, Vale do Amanhecer); Adéptos das religiões Afro-brasileiras (Umbanda e Candomble); Além de outros grupos religiosos.

Buritisenses notáveis[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «IBGE Cidades@». O Brasil Município por Município. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 19 de agosto de 2009. 
  2. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  3. «DERMG». Distâncias BH/Municípios. Departamento de Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER/MG). Consultado em 19 de agosto de 2009. 
  4. IBGE (10 de outubro de 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010. 
  5. «Estimativa Populacional 2013» (PDF). Estimativa Populacional 2013. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2013. Consultado em 25 de outubro de 2013. 
  6. «O Estado: Municípios Mineiros». O Estado: Municípios Mineiros. Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais. Consultado em 1 de março de 2010. 
  7. «World Map of the Köppen-Geiger climate classification». World Map of the Köppen-Geiger climate classification. Institute for Veterinary Public Health. Consultado em 12 de dezembro de 2012. 
  8. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 31 de julho de 2013. 
  9. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2010». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 12 de dezembro de 2012. 
  10. (Fonte: DURÃES, Oscar Reis. Raízes e Culturas de Buritis no Sertão Urucuiano. 1996; Arquivos Públicos do Estado de Minas Gerais).
  11. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura mínima (°C) - Buritis». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  12. a b «BDMEP - série histórica - dados diários - temperatura máxima (°C) - Buritis». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  13. «BDMEP - série histórica - dados diários - precipitação (mm) - Buritis». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  14. «BDMEP - série histórica - dados mensais - precipitação total (mm) - Buritis». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  15. «NORMAIS CLIMATOLÓGICAS DO BRASIL». Instituto Nacional de Meteorologia. Consultado em 2 de julho de 2018. 
  16. DURÃES, Oscar Reis. Raízes e Culturas de Buritis no Sertão Urucuiano, Linha Gráfica Editora, 1996. pág. 201

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Oliveira, Melo. As Minas Reveladas de Paracatu.[vago]
  • Durães, Oscar Reis. Raízes e Culturas de Buritis no Sertão Urucuiano, Brasília, DF: Linha Gráfica Editora, 1996.[vago]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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