Déspota (título)

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Despotado)
Ir para: navegação, pesquisa

Déspota (em grego: δεσπότης; transl.: despótes , lit. "senhor", "mestre")[1][2][nt 1] foi um título cortesão sênior bizantino que foi conferido aos filhos ou genros dos imperadores reinantes, e inicialmente denotou o herdeiro-aparente. De Bizâncio espalhou-se através dos Bálcãs (búlgaro e sérvio: деспот, despót), e foi também concedido aos estados sob influência bizantina, tais como o Império Latino, Bulgária, Sérvia, e o Império de Trebizonda. Deu origem a vários principados denominados "despotados" que foram governados tanco como estados independentes ou como apanágios de príncipes portando o título de déspota. O mais proeminente destes foram o Épiro, a Moreia e Sérvia. Em sua forma feminina é grafado despotesa (em grego: δεσπότισσα; transl.: despótissa; sérvio e búlgaro: деспотица, despotítsa), que denotou a esposa de um déspota; outra forma comumente usada como o equivalente feminino é a transliteração despena (δέσποινα, "dona da casa").

O termo não deve ser confundido com seu uso moderno, que refere-se ao despotismo, uma forma de governo em que uma entidade única governa como poder absoluto. A mudança semântica sofrida pelo termo é espelhada por tirano, uma antiga palavra grega originalmente não carregou conotação negativa, e o ditador latino, uma ofício da República Romana sancionado constitucionalmente. Em grego moderno coloquial, a palavra é frequentemente usada para se referir a um bispo.

Origem e história[editar | editar código-fonte]

Imperador Manuel II Paleólogo (r. 1391–1425) com sua família: a imperatriz Helena Dragaš (direita), e três de seus filhos, o coimperador João VIII (r. 1425–1448) e os déspotas Andrônico e Teodoro II

O termo original grego δεσπότης (despótes) significa simplesmente "senhor" e foi sinônimo de κύριος (kýrios). Como o equivalente grego do latino dominus, déspota foi inicialmente usado como uma forma de tratamento indicando respeito. Como tal, foi aplicado para qualquer pessoa de classe, mas num senso mais específico para Deus, bispos e patriarcas, e principalmente os imperadores romanos e bizantinos, sendo também ocasionalmente usado em contextos formais, por exemplo em moedas (desde Leão III, o Isauro) ou documentos formais.[5] Embora tenha sido usado para nobres de alta patente do começo do século XII, o título de déspota começou a ser usado como um título cortesão específico por Manuel I Comneno (r. 1143–1180), que conferiu-o em 1163 para o futuro rei Bela III da Hungria (r. 1172–1196), o genro do imperador e, até o nascimento de Aleixo II (r. 1180–1183), seu herdeiro aparente. De acordo com o historiador bizantino contemporâneo João Cinamo, o título de déspota foi análogo ao título de urum de Bela, ou herdeiro aparente.[6][7]

Deste momento até o fim do Império Bizantino, o título de déspota tornou-se a mais alta dignidade bizantina, que situava seus titulares "imediatamente depois do imperador". No entanto, os imperadores bizantinos, dos Comnenos aos Paleólogos, bem como os imperadores latinos que alegaram a sucessão deles e imitaram seus estilos, continuaram a usar o termo déspota em um senso mais específico de "senhor" em seus selos pessoais e na cunhagem imperial.[8][9][10] De modo semelhante, os titulares dos títulos imediatamente juniores de sebastocrator e césar podiam ser endereçados como déspotas (δεσπότα).[11] O déspota compartilhou com o césar outro epíteto apelatório, euticéstato (em grego: εὐτυχέστατος; transl.: eútychéstatos , lit. "mais afortunado" ou paneuticéstato (em grego: πανευτυχέστατος; transl.: paneutychéstatos , lit. "mais afortunado de todos").[12]

Durante os últimos séculos de existência do Império Bizantino, o título foi concedido aos filhos mais novos dos imperadores (os filhos mais foram foi geralmente coroados como coimperadores, simbasileus) bem como para os genros dos imperadores (gambros). O título implicava extensas honras e privilégios, incluindo o controle de grandes propriedades - os domínios de João Paleólogo, o irmão de Miguel VIII Paleólogo (r. 1259–1282), por exemplo incluía as ilhas de Lesbos e Rodes - para financiar suas extensas famílias. Como os títulos juniores de sebastocrator e césar, o título de déspota foi estritamente uma dignidade cortesã, e não foi ligado a quaisquer funções militares ou administrativas ou poderes.[13] Mulheres não podiam manter um título nobre, mas portar o título de seus maridos. Assim, a esposa de um déspota, a despotesa, tinha o direito de postar as mesmas insígnias que ele. Entre as mulheres da corte, as despotesas também tomaram o primeiro lugar após a imperatriz.[14]

O uso do título espalhou-se também para outros países dos Bálcãs. O Império Latino usou-o para honrar o doge de Veneza Henrique Dandolo e o governante local da região do Ródope, Aleixo Eslavo. Após ca. 1219, foi regularmente portado (é incerto se o título foi concedido pelo imperador ou usurpador) pelos podestàs venezianos em Constantinopla, uma vez que o apoio veneziano tornou-se crucial para a sobrevivência do império.[15] Em 1279/1280, foi introduzido na Bulgária para aplacar o poderoso magnata (e depois tsar) Jorge Terter (r. 1280–1292). Durante o Império Sérvio foi largamente concedido entre os vários magnatas sérvios, com João Olivério sendo o primeiro titular, bem como para principados menores, incluindo os alto-proclamados déspotas albaneses de Arta.[16] No século XV, os governadores venezianos de Corfu foram também denominados como déspotas.[6] Como o título de déspota foi conferido pelo imperador e geralmente implicava um grau de submissão pelo premiado, os imperadores Paleólogos tentaram persuadir os imperadores de Trebizonda, que também reivindicaram o título imperial bizantino, a aceitaram ao invés disso o título de déspota. Apenas João II de Trebizonda (r. 1280–1297) e seu filho Aleixo II (r. 1297–1330), contudo, aceitaram o título, e mesmo assim eles continuaram a usar domesticamente o título imperial comum de basileu.[17]

Com a morte do último imperador bizantino, Constantino XI Paleólogo, em 29 de maio de 1453, a criação de um déspota tornou-se irregular. O título foi concedido pelo papa Pio II a André Paleólogo, herdeiro do trono bizantino em 1465,[18] e pelo rei da Hungria aos herdeiros do Despotado da Sérvia.[carece de fontes?]

Despotados[editar | editar código-fonte]

De meados do século XIV em diante, vários territórios foram dados aos príncipes imperiais com o posto de déspota para governar como apanágios semi-autônomos, alguns dos quais tornaram-se amplamente conhecidos como despotados (sing. em grego: δεσποτάτον; transl.: despotáton); principalmente o Despotado do Épiro e o Despotado da Moreia. É importante salientar que o termo "despotado" é tecnicamente inexato: o título de déspota, como qualquer outra dignidade bizantina, não foi hereditário nem intrínseco a um território específico. Mesmo nos chamados "despotados", um filho de um déspota pode suceder o território de seu pai, mas não poderia manter o título ao menos que ele fosse conferido mais uma vez pelo imperador.[6][19]

No uso bizantino normal, uma distinção clara foi esboçada entre a dignidade pessoal do déspota e quaisquer outros ofícios ou atributos de seu titular. Assim, por exemplo, João II Orsini é qualificado como "o governante da Acarnânia, o déspota João ao invés de "o déspota da Acarnânia" por João VI Cantacuzeno (r. 1347–1354).[20] No entanto, a estreita associação do título e do território começou já pelo final do século XIII e tornou-se difundido por meados do século XIV, com uma sucessão constante de déspota começando a governar sobre o mesmo território.[6][21]

Insígnias[editar | editar código-fonte]

De acordo com o Livro dos Oficios de Jorge Codino de meados do século XIV e as descrições dadas pelo historiador Jorge Paquimeres, as insígnias do déspota foram caracterizadas pelas cores roxa e branca e a rica decoração em pérolas.[22] Em detalhe, as insígnias foram:

  • Um chapéu com aba chamado esciádio cravejado com pérolas, com uma capa de pescoço com o nome do proprietário bordado em ouro e pingentes "similares aqueles do imperador". O esciádio foi uma chapelaria cotidiana, mas foi proibido para déspotas que não tinha alcançado a adolescência para para usá-lo em ambientes fechados.[23] Para cerimônias e festividades, o déspota portou o escarânico cupular, decorado com trabalhos em ouro, pedras preciosas e pérolas.[24]
  • Uma túnica vermelha similar a do imperador, com bordados em ouro do estilo rizai mas sem insígnias militares, leggings vermelhas e um manto vermelho (tampário) com listras largas.[25] Para ocasiões festivas, o longo cafetã chamado cabádio, de cor vermelha ou púrpura e decorado com pérolas, foi usado.[26]
  • Um par de botas levas roxas ou brancas, decoradas com águias imperiais feitas de pérolas sobre o peito do pé. As esporas também foram bicolores, roxa e branca.[27] Em alguns casos, de acordo com o desejo dos imperadores de demonstrarem seu favorecimento a um filho (Constantino Paleólogo sob Miguel VIII Paleólogo e Mateus Cantacuzeno sob João VI Cantacuzeno), estas botas foram substituídas por botas vermelhas como as do imperador, elevando seu titular a um posto indefinido quase-imperial "entre os déspotas" (ὑπὲρ δεσπότας).[28][29]
  • A sela e a mobília do cavalo do déspota foram similares a do imperador, também em roxo e branco, decorado com águias de pérola. O revestimento da sela e a tenda do déspota foram brancas com pequenas águias vermelhas.[30]

O déspota também tinha o direito de assinar suas cartas com uma tinta de cor vermelho escuro (a do imperador foi vermelho brilhante).[31]

Lista de titulares conhecidos[editar | editar código-fonte]

Império Bizantino[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Conferido por Notas Refs.
Bela III da Hungria 1163–1169 Manuel I Comneno Genro e herdeiro-aparente até 1169, posteriormente rebaixado a césar. [7]
Teodoro Vatatzes Desconhecido Manuel I Comneno Casado com a irmão de Manuel I, Eudóxia. Seu uso do título é atestado apenas no selo de seu filho. [32][33]
Aleixo Paleólogo 1200–1203 Aleixo III Ângelo Genro e herdeiro aparente de Aleixo III, segundo marido de Irene Angelina. Avô materno de Miguel VIII. [34][35][36]
Teodoro I Láscaris 1203–1208 Aleixo III Ângelo Genro de Aleixo III, a ele provavelmente foi concedido o título de déspota após a morte de Aleixo Paleólogo. Ele fundou o Império de Niceia e foi proclamado imperador em 1205, embora não tenha sido coroado até 1208 e ainda foi formalmente déspota até então. [34][37]
Leão Esguro 1203/1204–1208 Aleixo III Ângelo Governante de boa parte do sul da Grécia, ele conheceu Aleixo III após este ser despejado de Constantinopla pela Quarta Cruzada. Esguro casou com Eudóxia Angelina e foi nomeado déspota e herdeiro-aparente do imperador exilado. [34][38]
João Camareto 1208 – desconhecido Aleixo III Ângelo Senhor da Lacônia, mencionado como déspota em uma carta de 1222. Ele foi possivelmente premiado com o título após a morte de Leão Esguro. [38][39]
Andrônico Paleólogo 1216 – Desconhecido Teodoro I Láscaris Genro e herdeiro aparente de Teodoro I. Muito pouco se sabe sobre ele com certeza. Ele casou-se com Irene Lascarina e foi elevado a déspota, mas morreu logo depois. [40][41]
Manuel Comneno Ducas 1225/1227–1230 Teodoro Comneno Ducas Irmão de Teodoro, foi elevado ao posto de déspota após Teodoro coroar-se imperador. Como herdeiro de Teodoro e governador de Tessalônica, Manuel manteve o título de imperador (basileu) após 1230. [42][43]
Constantino Comneno Ducas 1225/1227 – desconhecido Teodoro Comneno Ducas Irmão de Teodoro, foi elevado ao posto de déspota após Teodoro coroar-se imperador. [44][45]
João Comneno Ducas 1242–1244 João III Vatatzes Governador de Tessalônica, ele abandonou o título imperial e reconheceu a suserania de Niceia em 1242, sendo recompensado com o título de déspota. [19][46]
Demétrio Comneno Ducas 1244–1246 João III Vatatzes Herdou o comando de Tessalônica de seu irmão João e a ele foi conferido o título de déspota. Foi deposto por João III em 1246. [47][48]
Miguel II Comneno Ducas Antes de 1246–1267/1268 João III Vatatzes Sobrinho de Manuel, governador do Épiro [49][50]
Nicéforo I Comneno Ducas Antes de 1248/1250–1297 João III Vatatzes Filho e herdeiro de Miguel II do Épiro, foi premiado com o título em seu noivado com Maria, a neta de João III. Ele governou o Épiro a partir da morte de seu pai em 1267/1268. [39][51]
Miguel VIII Paleólogo 1258–1259 João IV Láscaris Líder dos nobres, foi declarado regente após o assassinato de Jorge Muzalon e elevado primeiro a mega-duque e então, dentro de semanas, a déspota. Ele foi coroado imperador em 1 de janeiro de 1259. [52][53]
João Paleólogo 1259 – c. 1273/1275 Miguel VIII Paleólogo Irmão de Miguel VIII, foi elevado ao posto de déspota após sua vitória na batalha de Pelagônia. Ele renunciou as insígnias e privilégios de um déspota, mas não ao título, após sua derrota na batalha de Neopatras em 1273/1275, e morreu logo depois. [54][55]
Demétrio (Miguel) Comneno Ducas Desconhecido Miguel VIII Paleólogo Terceiro filho de Miguel II do Épiro, casou com Ana Paleóloga, uma das filhas de Miguel VIII, e foi nomeado déspota. [39]
Constantino Paleólogo Desconhecido Miguel VIII Paleólogo Terceiro filho de Miguel VIII, é atestado como um déspota em selos. [56]
João II de Trebizonda 1282–1297 Miguel VIII Paleólogo Imperador de Trebizonda, foi persuadido a renunciar sua reivindicação como "imperador dos romanos" e aceitar o título de déspota e a mão de Eudóxia, a filha de Miguel VIII. João visitou Constantinopla em 1282, quando o título foi conferido e o casamento de Eudóxia ocorreu. Ele, no entanto, manteve o título imperial de uma maneira diferente. [17][57]
Tomás I Comneno Ducas 1290–1318 Andrônico II Paleólogo Único filho e herdeiro de Nicéforo I Comneno Ducas [39]
Constantino Paleólogo 1292– anos 1320 Andrônico II Paleólogo Segundo filho de Andrônico II, foi nomeado déspota em seu casamento com a filha de Teodoro Muzalon [58]
João Paleólogo 1294 – desconhecido Andrônico II Paleólogo Terceiro filho de Andrônico II, foi nomeado déspota em 22 de maio de 1294 [58]
Aleixo II de Trebizonda c. 1297–1330 Andrônico II Paleólogo Filho e sucessor de João II de Trebizonda [17]
Teodoro Paleólogo Desconhecido Andrônico II Paleólogo Quarto filho de Andrônico II, nomeado déspota em uma data desconhecida, de 1305 marquês de Monferrato. [59]
Demétrio Paleólogo Desconhecido Andrônico II Paleólogo Quinto filho de Andrônico II, nomeado déspota em uma data desconhecida. [59]
Manuel Paleólogo Desconhecido – 1320 Andrônico II Paleólogo Segundo filho de Miguel IX Paleólogo, nomeado déspota em data desconhecida, morto por engano por seu irmão Andrônico III Paleólogo [59]
Miguel Paleólogo Antes de 1341 – desconhecido Andrônico III Paleólogo Segundo filho de Andrônico III, nomeado déspota em uma idade muito jovem [60]
Momchil 1343/44–1345 Ana de Saboia Governante búlgaro do Ródope, premiado com o título pela imperatriz-regente durante a guerra civil bizantina de 1341–1347, de modo a afastá-lo de João VI Cantacuzeno, que intitulou-o sebastocrator. Efetivamente independente até ser derrotado e morto pelo exército de Cantacuzeno. [61]
Manuel Cantacuzeno 1347–1380 João VI Cantacuzeno Segundo filho de João VI, nomeado déspota após a guerra civil de 1341–1347, primeiro déspota da Moreia de 1349 até sua morte. [62]
Nicéforo II Orsini 1347–1359 João VI Cantacuzeno Genro de João VI, nomeado déspota após a guerra civil de 1341–1347, governante do Épiro em 1335–1338 e 1356–1359 [63]
Manuel Comneno Raul Asen Antes de 1358 – desconhecido João VI Cantacuzeno Cunhado de João VI Cantacuzeno, nomeado primeiro sebastocrator por ele e déspota em uma data desconhecida. [64]
João Cantacuzeno 1357 – desconhecido João V Paleólogo Filho mais velho de Mateus Cantacuzeno, nomeado déspota na abdicação de seu pai de seu título imperial. [64]
Teodoro I Paleólogo before 1376–1407 João V Paleólogo Terceiro filho de João V, déspota da Lacedemônia de 1383 até sua morte [65]
Tomás Comneno Preljub 1382–1384 João V Paleólogo Filho de Gregório Preljub, foi dado o título de governante de Janina e sua região por seu sogro Simeão Uroch em 1367. O título de déspota não foi formalmente conferido pelo imperador bizantino até 1382. [66][67]
Esaú Buondelmonti ca. 1385 – 1411 João V Paleólogo (?) Um italiano, esteve possivelmente envolvido no assassinato de Tomás Comneno Preljub, e sucedeu-o como governante de Janina quando casou com a viúva Maria. [68]
Miguel Paleólogo Desconhecido João V Paleólogo Terceiro filho de João V, governante de Mesembria, assassinado em 1376/7 [65][69]
Teodoro II Paleólogo 1406/1407–1448 Manuel II Paleólogo Segundo filho de Manuel II, déspota da Moreia de 1407 e de Selímbria de 1443 até sua morte. [70]
Andrônico Paleólogo 1409 – c. 1424 Manuel II Paleólogo Terceiro filho de Manuel II, déspota em Tessalônica de 1409 até 1423 (denominado "déspota da Tessália" por Ducas), logo depois ele entrou num mosteiro. [71]
Carlos I Tocco 1415–1429 Manuel II Paleólogo Conde palatino de Cefalônia e Zaquintos, após a morte de seu tio Esaú Buondelmonti em 1411, sucedeu-o em Janina. Para formalizar sua posição, em 1415 enviou seu irmão Leonardo Tocco para o imperador Manuel para obter sua confirmação como déspota. Em 1416, Carlos reuniu o antigo Despotado do Épiro ao capturar Arta. [72]
João Paleólogo Desconhecido Manuel II Paleólogo Filho de Andrônico, déspota de Tessalônica. Ele é mencionado como titular em 1419. [73]
Constantino XI Paleólogo Desconhecido – 1449 Manuel II Paleólogo Quarto filho de Manuel II e último imperador bizantino. Déspota em Selímbria até 1443, depois co-déspota na Moreia até 1449, quando sucedeu seu irmão no trono bizantino [18]
Demétrio Paleólogo 1425–1460 Manuel II Paleólogo Quinto filho de Manuel II, déspota em Lemnos de 1425 a 1449, em Mesembria de 1440, co-déspota na Moreia de 1449 até a conquista otomana em 1460. [71]
Tomás Paleólogo 1428–1460 João VIII Paleólogo Sexto filho de Manuel II, co-déspota na Moreia de 1428 até a conquista otomana em 1460. De acordo com Jorge Frantzes, contudo, ele foi intitulado déspota até 1449, quando seu irmão Constantino tornou-se imperador. [74]
Carlos II Tocco 1429–1448 Sucessor de Carlos I Tocco como conde palatino de Cefalônia e Zaquintos e governante do Épiro. Ele reivindicou o título tradicional de déspota, mas ele nunca foi oficialmente conferido por um imperador bizantino. [75]
Manuel Cantacuzeno 1453 Neto de Demétrio I Cantacuzeno, foi aclamado como líder e déspota da Moreia pelos habitantes albaneses e gregos durante a fracassada revolta da Moreia de 1453–1454. Ele foi logo derrubado por João Asen Zaccaria. [76][77]
André Paleólogo Desconhecido – 1465 Papa Pio II (?) Filho mais velho de Tomás Paleólogo e herdeiro da linha paleóloga. De acordo fom Frantzes, ele foi premiado com o título de déspota pelo papa, mas R. Guilland sugere que ele já podia ter recebido antes de 1460. Reclamou o trono bizantino de 1465 até 1494. [18]

Império Latino[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Conferido por Notas Refs.
Henrique Dandolo 1204–1205 Balduíno I de Constantinopla Doge de Veneza e a força motriz por trás da captura de Constantinopla na Quarta Cruzada, bem como a eleição de Balduíno como imperador latino ao invés de Bonifácio de Monferrato. [78][79]
Aleixo Eslavo 1208 – após 1222 Henrique de Flandres Governante búlgaro do Ródope [80][81]
Jacó Tiepolo 1219–1221 Iolanda de Flandres (?) Podestà veneziano em Constantinopla, pode ter recebido o título de "déspota do Império da România" (despotes imperri Romaniae) pela imperatriz-regente Iolanda para assegurar o apoio veneziano, ou ele pode se apropriado dele. [82]
Marino Storlato 1222–1223 Roberto de Courtenay Podestà veneziano em Constantinopla [83][84]
Albertino Morosini ca. 1238 Balduíno II de Constantinopla Podestà veneziano em Constantinopla [85]
Filipe I de Tarento 1294/97–1315, 1330–1332 Carlos II de Nápoles Marido de Tamar, a filha de Nicéforo I do Épiro. Na morte de Nicéforo I, a ele foi dado o título de "déspota da România" pelo lado de sua esposa, e governante de todos os territórios sujeitos ou dos Angevinos na Albânia (o Reino da Albânia) e Grécia ao norte do golfo de Corinto (o dote de Tamar na Etólia e Épiro, como vassala angevina). [86][87]
Filipe 1315–1330 Filipe I de Tarento Filho mais velho sobrevivente de Filipe de Tarento, a ele foi concedido o título e reivindicação do "Despotado da România" em 1315 até sua morte. [88]
Martinho Zaccaria 1325–1345 Filipe I de Tarento Senhor de Quios, Samos e Cós, foi premiado com o título de "rei e déspota da Ásia Menor" por Filipe na esperança de alistá-lo em um esforço para reclamar Constantinopla. [89][90]
Roberto de Tarento 1332–1346 Catarina de Valois Filho mais velho sobrevivente de Filipe de Tarento e da imperatriz titular Catarina de Tarento e Acaia, foi após 1346 o imperador latino titular. [91]

Império Búlgaro[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Conferido por Notas Refs.
Jacob Svetoslau Antes de 1261–1275/1277 Possivelmente Constantino Tikh Poderoso magnata e senhor autônomo de Sófia, foi provavelmente nomeado déspota por um governante búlgaro ao invés do imperador niceno. [92]
Jorge I Terter 1278/1279–1292 Miguel VIII Paleólogo Poderoso magnata, ele recebeu o título de déspota junto com a mão da irmã do tsar João Asen III para conquistá-lo em face da revolta de Ivailo. Mais tarde Jorge despôs João Asen e tornou-se tsar. [16]
Aldimir Anos 1280–1305 Provavelmente por Jorge I Terter Irmão mais novo de Jorge I, foi elevado ao posto de déspota por ele, e recebeu (provavelmente após 1298) a região de Kran como um apanágio (Despotado de Kran). [93]
Miguel Shishman da Bulgária before 1313–1322/1323 Teodoro Svetoslav Senhor autônomo de Vidin, nomeado déspota em ou logo depois a morte de seu pai Shishman de Vidin. Tornou-se tsar da Bulgária em 1322/1333 [94]
Belaur 1323 – c. 1331 Miguel Shishman Meio-irmão de Miguel Shishman, sucedeu-o como senhor autônomo de Vidin com o posto de déspota. Ele resistiu ao governo de João Alexandre e foi forçado a fugir em exílio. [95]
Miguel Shishman de Vidin Desconhecido João Alexandre Filho mais jovem do tsar Miguel Shishman, provavelmente sucedeu Belaur como senhor autônomo de Vidin com o posto de déspota. [96]
Dobrotitsa Após 1357 – 1386 João Alexandre Governante do Dobruja

Império Sérvio e Estados sucessores[editar | editar código-fonte]

Nome Mandato Conferido por Notas Refs.
João Olivério 1334–1356 Andrônico III Paleólogo Magnata sérvio autônomo, nomeado déspota por Andrônico III após a paz bizantino-sérvia de 1334 [97]
Simeão Uroch 1345/1346–1363 Estêvão IV Duchan Meio irmão de Estêvão Duchan, foi nomeado déspota provavelmente após a coroação de Duchan como imperador. Governador do Épiro, ele proclamou-se tsar em 1356 e tentou tomar o controle da Sérvia, mas falhou. Governante da Tessália e grande parte do Épiro de 1359 até sua morte ca. 1370. [98]
João Comneno Asen 1345/1346–1363 Estêvão IV Duchan Cunhado de Estêvão Duchan, foi nomeado déspota provavelmente após a coroação de Duchan. Governante do Principado de Valona até sua morte. [99]
João Bua Espata c. 1360/1365 – c. 1399/1400 Simeão Uroch Líder do clã albanês, no começo dos anos 1360 foi reconhecido como déspota e governante da Etólia (o Despotado de Angelocastro) pelo imperador sérvio titular e governante da Tessália Simeão Uroch. Ele foi de facto independente, e em 1374 anexou o Despotado de Arta e lançou repetidos ataques mal-sucedidos contra Janina. [100][101]
Pedro Losha c. 1360/1365–1374 Simeão Uroch Líder do clã albanês, no começo dos anos 1360 foi reconhecido como déspota e governante da Acarnânia (o Despotado de Arta) pelo imperador sérvio titular e governante da Tessália Simeão Uroch. Ele foi de facto independente contudo, e atacou Tomás Comneno Preljub em Janina, antes de entrar em termos com ele. Morreu de praga em 1373/1374. [102][103]
Vukachin Mrniavcevic 1364–1365 Estêvão Uroch V Um dos ais poderosos magnatas sob Estêvão Duchan, foi nomeado déspota em 1364 e então rei e coimperador pelo imperador Estêvão Uroch V. Ele tornou-se de facto independente por 1368, e foi morto pelos otomanos na batalha de Maritsa em 1371. [104]
João Uglješa 1365–1371 Estêvão Uroch V Irmão de Vukachin Mrniavcevic, foi nomeado déspota em sucessão a seu irmão e tornou-se governante de Serres junto com a viúva de Duchan, Helena. De ca. 1368, ele foi um governante de facto independente até sua morte na batalha de Maritsa. [105]
João Dragas 1365 – c. 1378 Estêvão Uroch V Primo de Estêvão Uroch V e sobrinho de Estêvão IV Duchan, com seu irmão Constantino Dragas ele governou o noroeste da Macedônia (o Despotado de Velbazhd). Da batalha de Maritsa em diante, ele foi um vassalo otomano. [106]
Despotado da Sérvia
Estêvão Lazarević 1402–1427 Manuel II Paleólogo Governante da sérvia como um vassalo otomano. Ele foi premiado com o título de déspota durante uma visita a Constantinopla em 1402, e governou o Despotado da Sérvia como um líder autônomo até sua morte em 1427. [107]
Jorge I Branković 1429–1456 Manuel II Paleólogo Sucessor de Estêvão Lazarević como governante da Sérvia a partir de 1427, ele recebeu o título de déspota em 1429. Foi vassalo otomano desde 1428. [108]
Lázaro II Branković Anos 1440–1458 Manuel II Paleólogo Filho e sucessor de Jorge I Branković, recebeu o título de déspota durante o reinado de seu pai. [109]
Estêvão Branković 1458–1459 Desconhecido Filho de Jorge I Branković, foi governante da Sérvia. Deposto em favor de Estêvão Estêvão Tomašević.
Estêvão IV da Bósnia April–June 1459 unknown Príncipe da Bósnia, tornou-se o último governante independente da Sérvia após seu casamento com Helena-Maria, a filha de Lázaro II Branković. Ele assumiu o título de déspota (ou talvez foi premiado pela viúva de Lázaro, a princesa bizantina Helena Paleóloga). Sua capital, Semêndria, foi conquistada pelos otomanos poucos meses depois. [109]
Déspotas titulares em exílio sob suserania húngara
Lobo Gargurevitch 1471–1485 Matias I da Hungria Neto de Jorge I Branković
Jorge II Branković 1486–1496 Matias I da Hungria Filho de Estêvão Branković
João I Branković 1486–1502 Vladislau II da Hungria Filho Estêvão Branković
João I Berislavić 1504–1514 Vladislau II da Hungria Casou-se com Helena Jakšić, a viúva de João I Branković
Estêvão Berislavić 1514–1521 Vladislau II da Hungria Filho de João I Berislavić
Radič Božić 1527–1528 João Zápolya
Pavle Bakić 1537 Fernando I de Habsburgo

Notas

  1. Literalmente "mestre da cada", de PIE *dṓm, "casa", e *pótis; Predefinição:Cf. grego e latim pósis, sânscrito pátis, "senhor". Despina, ou seja, "potnia da casa", e a contraparte feminina do mundo. Déspota é pensado como sendo atestado - no tablete Tn 316 de Pilos - em grego micênico linear B como 𐀈𐀡𐀲, do-po-ta.[3][4]

Referências

  1. «δεσπότ-ης». Consultado em 22 de julho de 2014 
  2. «despot (n.)». Consultado em 22 de julho de 2014 
  3. «PY 316 Tn (44)». Consultado em 22 de julho de 2014 
  4. Chadwick 1976, p. 95.
  5. Grierson 1993, p. 178.
  6. a b c d Kazhdan 1991, p. 614.
  7. a b Guilland 1959, p. 53–54.
  8. Guilland 1959, p. 54.
  9. Shawcross 2012, p. 201–203.
  10. Van Tricht 2011, p. 63–71.
  11. Guilland 1959, p. 54–55.
  12. Guilland 1959, p. 56.
  13. Guilland 1959, p. 65–67.
  14. Guilland 1959, p. 66.
  15. Van Tricht 2011, p. 174–177.
  16. a b Guilland 1959, p. 77–78.
  17. a b c Guilland 1959, p. 69–70.
  18. a b c Guilland 1959, p. 64–65.
  19. a b Guilland 1959, p. 68.
  20. Guilland 1959, p. 68–69.
  21. Guilland 1959, p. 71-77.
  22. Failler 1982, p. 178–180.
  23. Verpeaux 1966, p. 141–143, 145.
  24. Verpeaux 1966, p. 145–146.
  25. Verpeaux 1966, p. 143.
  26. Verpeaux 1966, p. 146.
  27. Verpeaux 1966, p. 144.
  28. Failler 1982, p. 175.
  29. Guilland 1959, p. 58-59; 62.
  30. Verpeaux 1966, p. 144–145.
  31. Failler 1982, p. 180–185.
  32. Guilland 1959, p. 80.
  33. M. Jeffreys; et al. (2011). «Theodoros Batatzes, husband of Eudokia, daughter of Ioannes II». Prosopografia do mundo bizantino. Consultado em 25 de julho de 2014 
  34. a b c Guilland 1959, p. 55–56.
  35. Macrides 2007, p. 114, 116.
  36. M. Jeffreys; et al. (2011). «Alexios Komnenos Palaiologos, sebastos». Prosopografia do mundo bizantino. Consultado em 25 de julho de 2014 
  37. Macrides 2007, p. 82–83.
  38. a b Macrides 2007, p. 81.
  39. a b c d Guilland 1959, p. 76.
  40. Guilland 1959, p. 57.
  41. Macrides 2007, p. 148–150.
  42. Guilland 1959, p. 74.
  43. Macrides 2007, p. 96–97.
  44. Guilland 1959, p. 75.
  45. Macrides 2007, p. 207, 209–210.
  46. Macrides 2007, p. 216, 219–220.
  47. Guilland 1959, p. 68, 75–76.
  48. Macrides 2007, p. 222–224, 235ff..
  49. Guilland 1959, p. 68, 75.
  50. Macrides 2007, p. 97.
  51. Macrides 2007, p. 97, 249–251.
  52. Guilland 1959, p. 57–58.
  53. Macrides 2007, p. 346–348.
  54. Failler 1982, p. 174.
  55. Macrides 2007, p. 365, 367.
  56. Guilland 1959, p. 79.
  57. Failler 1982, p. 173.
  58. a b Guilland 1959, p. 60.
  59. a b c Guilland 1959, p. 61.
  60. Guilland 1959, p. 62.
  61. Guilland 1959, p. 78.
  62. Guilland 1959, p. 62–63.
  63. Guilland 1959, p. 62, 77.
  64. a b Guilland 1959, p. 63.
  65. a b Guilland 1959, p. 64.
  66. Nicol 2010, p. 143.
  67. Soulis 1984, p. 122–123.
  68. Nicol 2010, p. 157ff., 173.
  69. Trapp 2001, 21522. Παλαιολόγος Μιχαήλ.
  70. Guilland 1959, p. 64, 72.
  71. a b Guilland 1959, p. 64, 71.
  72. Nicol 2010, p. 173, 183–187.
  73. Guilland 1959, p. 71–72.
  74. Guilland 1959, p. 64–65, 73.
  75. Nicol 2010, p. 197ff..
  76. Nicol 1993, p. 396.
  77. Setton 1978, p. 148.
  78. Van Tricht 2011, p. 174–175.
  79. Setton 1976, p. 18–19.
  80. Guilland 1959, p. 78–79.
  81. Van Tricht 2011, p. 177.
  82. Van Tricht 2011, p. 175–176.
  83. Van Tricht 2011, p. 176.
  84. Shawcross 2012, p. 194–195.
  85. Shawcross 2012, p. 195.
  86. Guilland 1959, p. 76.
  87. Topping 1975, p. 106–107.
  88. Longnon 1949, p. 320.
  89. Setton 1976, p. 120.
  90. Nicol 1993, p. 171.
  91. Setton 1976, p. 159.
  92. Fine 1994, p. 175.
  93. Andreev 1999, p. 9.
  94. Fine 1994, p. 268–269.
  95. Fine 1994, p. 269, 273.
  96. Fine 1994, p. 273.
  97. Fine 1994, p. 299.
  98. Fine 1994, p. 310, 347–348, 350–351.
  99. Fine 1994, p. 310, 347, 357.
  100. Nicol 2010, p. 142, 146–169.
  101. Soulis 1984, p. 116, 122, 126–127, 130, 132.
  102. Nicol 2010, p. 142, 145–146.
  103. Soulis 1984, p. 116, 122, 125–126.
  104. Fine 1994, p. 362–364.
  105. Fine 1994, p. 364–364, 377–381.
  106. Soulis 1984, p. 100, 101.
  107. Fine 1994, p. 428–429, 522–526.
  108. Fine 1994, p. 526–528.
  109. a b Fine 1994, p. 575.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Andreev, Jordan; Lazarov, Ivan; Pavlov, Plamen (1999). Quem é Quem na Bulgária medieval (em búlgaro). Sófia: Petar Beron. ISBN 978-954-402-047-7 
  • Chadwick, John (1976). The Mycenaean World. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0521290376 
  • Failler, Albert (1982). «Les insignes et la signature du despote». Revue des études byzantines (em francês). 40: 171–186. doi:10.3406/rebyz.1982.2136 
  • Fine, John Van Antwerp (1994). The Late Medieval Balkans: A Critical Survey from the Late Twelfth Century to the Ottoman Conquest. Ann Arbor, Michigan: University of Michigan Press. ISBN 0472082604 
  • Grierson, Philip; Bellinger, Alfred Raymond; Hendy, Michael F. (1993). Catalogue of the Byzantine coins in the Dumbarton Oaks Collection and in the Whittemore Collection. Washington: Dumbarton Oaks. ISBN 978-0-88402-045-5 
  • Kazhdan, Alexander Petrovich (1991). The Oxford Dictionary of Byzantium. Nova Iorque e Oxford: Oxford University Press. ISBN 0-19-504652-8 
  • Longnon, Jean (1949). L'empire latin de Constantinople et la principauté de Morée (em francês). Paris: Payot 
  • Macrides, Ruth (2007). George Akropolites: The History – Introduction, Translation and Commentary. Oxford: Oxford University Press. ISBN 978-0-19-921067-1 
  • Nicol, Donald MacGillivray (1993). The Last Centuries of Byzantium, 1261–1453. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-43991-4 
  • Setton, Kenneth Meyer (1976). The Papacy and the Levant, 1204–1571: Volume I. The Thirteenth and Fourteenth Centuries. Independence Hall, Philadelphia, Pennsylvania: The American Philosophical Society. ISBN 0871691140 
  • Setton, Kenneth M. (1978). The Papacy and the Levant (1204–1571), Volume II: The Fifteenth Century (em inglês). Filadélfia: The American Philosophical Society. ISBN 0-87169-127-2 
  • Shawcross, Theresa (2012). «Conquest Legitimized: The Making of a Byzantine Emperor in Crusader Constantinople (1204–1261)». In: Harris, Jonathan; Holmes, Catherine; Russell, Eugenia. Byzantines, Latins, and Turks in the Eastern Mediterranean World After 1150. Oxford: Oxford University Press. pp. 181–220. ISBN 978-0-19-964188-8 
  • Soulis, George Christos (1984). The Serbs and Byzantium during the reign of Tsar Stephen Dušan (1331–1355) and his successors (em inglês). Washington: Dumbarton Oaks. ISBN 0-88402-137-8 
  • Trapp, Erich; Hans-Veit Beyer; Sokrates Kaplaneres; Ioannis Leontiadis (2001). Prosopographisches Lexikon der Palaiologenzeit. Viena: Verlag der Österreichischen Akademie der Wissenschaften 
  • Topping, Peter (1975). «The Morea, 1311–1364». In: Hazard, Harry W. A History of the Crusades, Volume III: The fourteenth and fifteenth centuries. Madison, Wisconsin: University of Wisconsin Press. pp. 104–140. ISBN 0-299-06670-3 
  • Van Tricht, Filip (2011). The Latin Renovatio of Byzantium: The Empire of Constantinople (1204-1228). Leida: Brill. ISBN 978-90-04-20323-5 
  • Verpeaux, Jean (1966). Pseudo-Kodinos, Traité des Offices. Paris: Éditions du Centre National de la Recherche Scientifique