Terminal Rodoviário de Salvador

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Rodoviária
Vista aérea da Rodoviária em 2012.
Uso atual Ônibus Terminal rodoviário
Administração SINART
Proprietário Brasão do estado da Bahia.svg AGERBA (Estado da Bahia)
Sigla TRS
Área 150 000 m²[1]
Capacidade 12 600 000 pax/ano[1]
Estacionamento sim
Movimento 3 500 000 pax/ano[2][3]
Serviços Acesso à deficiente físico Elevador Restaurante Farmácia Caixa Eletrônico Banheiro Bebedouro Venda de Bilhetes Centro de Informações Achados e Perdidos Estacionamento Táxi
Conexões Ônibus Estação de Transbordo da Rodoviária
Ônibus Estação de Transbordo do Iguatemi
Site www.rodoviariadesalvador.com.br
Informações históricas
Inauguração 4 de setembro de 1974 (42 anos)
Projeto Arquitetônico Emanuel Berbet e José Álvares Peixoto[4]
Localização
Rodoviária está localizado em: Região Metropolitana de Salvador
Rodoviária
Localização do Terminal Rodoviário de Salvador.
12° 58' 39" S 38° 27' 57" O
Endereço Avenida Antônio Carlos Magalhães, Pernambués.
Município  Salvador
País  Brasil

O Terminal Rodoviário de Salvador (TRS), popularmente referido como Rodoviária de Salvador e oficialmente denominado Terminal Rodoviário Armando Viana de Castro,[5][6] é o terminal rodoviário de ônibus intermunicipais e interestaduais da capital baiana.[7] Inaugurado em 4 de setembro de 1974,[1] está localizado no centro financeiro de Salvador, a região do Iguatemi-Avenida Tancredo Neves, e ao lado das estações de ônibus urbanos (municipais e metropolitanos) Iguatemi e Rodoviária Urbana. Constitui exemplo da arquitetura brutalista baiana, cujo projeto arquitetônico é de autoria dos arquitetos Emmanuel Berbert e José Álvaro Peixoto, do escritório Berbert & Peixoto.[5][8]

Concebido pela Organização Odebrecht, é administrado pela SINART, a qual também o construiu.[5] É o segundo maior terminal do Brasil em capacidade operacional, ultrapassado somente pelo Terminal Rodoviário do Tietê,[9] com 12,6 milhões de usuários ao ano[1] e movimento de 3,5 milhões de passageiros ao ano.[2][3] O terminal tem 21,5 mil metros quadrados de área construída, mas o terreno como um todo tem 150 mil metros quadrados.[6][1] O complexo rodoviário abriga supermercado, clínica médica, lojas de roupa e de calçados, farmácia, praça de alimentação, lotérica, correio, ponto de informações turísticas e área verde.[3]

VIsto de cima, tem formato característico de um dodecágono irregular envolto por um anel composto por quatro alas laterais suavemente curvas.[8] Tais seções possuem pé-direito duplo e simples, respectivamente.[8] As alas laterais do anel repartem espacialmente os principais pontos de circulação no terminal: entrada na lateral sul, plataformas de desembarque na lateral oeste e plataformas de embarque nas laterais norte e leste.[8] O restaurante está no centro do pavimento térreo, as bilheterias no mezanino, cujo acesso está restrito a somente três escadas de porte reduzido, e os sanitários, lojas e demais serviços na periferia do dodecágono, no térreo.[8]

História[editar | editar código-fonte]

Rodoviária das Sete Portas[editar | editar código-fonte]

O equipamento situado em Pernambués veio em substituição ao primeiro terminal rodoviário de Salvador, que se localizava nas Sete Portas (rua Cônego Pereira), próxima ao centro de Salvador.[8] A Rodoviária das Sete Portas foi erguida entre 1959 e 1961.[8] Seu projeto arquitetônico começou a ser elaborado ainda em 1958 por Diógenes Rebouças e Assis Reis.[8] Foi pioneira no emprego de estrutura em concreto protendido na Bahia.[8]

Construção[editar | editar código-fonte]

Interior do terminal no fim de 2011
Interior do terminal no fim de 2011

Dez anos depois de inaugurada a primeira rodoviária, foram iniciadas as obras da Estação Rodoviária Armando Viana de Castro.[8] A construção do equipamento fez parte de um conjunto de ações na capital baiana que levaram a formação de novo centro urbano, à época, nos limites da zona urbana.[8] Foram investimentos públicos e privados que concretizaram, na década de 1970, naquela região então periférica, a Avenida Paralela (já em 1971 aberta ao tráfego), o Centro Administrativo da Bahia (1972), os loteamentos do Caminho das Árvores (1973) e Itaigara (1976), o Shopping Center Iguatemi (1975).[8] Assim o projeto elaborado em 1971 teve suas obras concluídas com inauguração no ano de 1974.[8]

Totem com símbolo da SINART na entrada

Em outro aspecto, a Estação Rodoviária Armando Viana de Castro fez parte de uma série de edificações de estilo brutalista.[8] Projetada pelo escritório Berbert & Peixoto Arquitetos Associados, que elaborou pouco tempo depois o Terminal Rodoviário José Rollemberg Leite em Aracaju, compartilha o estilo arquitetônico com outros terminais baianos projetados e erguidos na década anterior (Feira de Santana, Itabuna e Jequié) e com o terminal da capital sergipana.[8]

Concessão à SINART[editar | editar código-fonte]

A Organização SINART ganhou a concessão do governo do estado da Bahia, sendo a mesma responsável pela sua construção e manutenção. O terminal foi novamente licitado pela Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Energia, Transportes e Comunicações da Bahia (AGERBA) a partir do Contrato de Concessão n.º 10/2005 e também vencido pela SINART, sob o prazo de 10 anos com possibilidade de renovação por mais cinco.[2][3][10] Uma vez já findados os dez anos da concessão, o contrato com a SINART foi prorrogado até outubro de 2017, com possibilidade de ser interrompido antes a depender do trâmite da licitação do novo terminal planejado para o bairro de Águas Claras.[11]

Transferência para Águas Claras[editar | editar código-fonte]

O governo estadual planeja transferir o terminal rodoviário para o bairro de Águas Claras, próximo à futura estação metroviária, à BR-324 e à Avenida 29 de Março.[12][13] O terreno atual do equipamento deve ser leiloado ou alienado, enquanto que a área de 70 mil metros quadrados exclusiva para o terminal (são 202 mil metros quadrados incluindo demais equipamentos) em Águas Claras já teve sua utilidade pública decretada e já foi parcialmente desapropriado com as obras da Linha Vermelha. No fim de setembro, foi anunciado para até a primeira semana de outubro lançamento do documento de intenção de licitação pela AGERBA, no qual devem constar dados de engenharia e econômico-financeiros do projeto. O edital licitatório foi previsto, à época, para ser lançado nos quatro primeiros meses de 2017. A licitação abrange a construção e administração do equipamento, e pode incluir uma área próxima para empreendimento comercial, intervenções viárias e administração do terminal atualmente concedido à SINART.[11]

O governo estadual anunciou que o valor recebido da venda do terreno do terminal em Pernambués poderia servir de financiamento para, dentre outros, o projeto do VLT Comércio-Calçada-Paripe-São Luís[14] e a construção de um novo centro de convenções em substituição àquele situado no STIEP.[15]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c d e Sinart.com.br. «Rodoviárias Nordeste». Arquivado desde o original em 17 de março de 2012. Consultado em 23 de julho de 2012. 
  2. a b c Agerba/Ascom (25/5). «Propostas Técnicas da licitação da Rodoviária foram abertas». Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  3. a b c d Ascom/Agerba (5/9). «Licitação da Rodoviária». Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  4. «TERMINAL RODOVIÁRIO». Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  5. a b c «Terminal Rodoviário de Salvador > Sobre o Terminal Rodoviário». www.rodoviariadesalvador.com.br. Consultado em 2016-10-15. 
  6. a b «Como chegar». www.salvadordestination.com.br. Salvador Destination. Consultado em 2016-10-15. 
  7. MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DA BAHIA (25 de maio de 2000). «AÇÃO CIVIL PÚBLICA» (PDF). Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  8. a b c d e f g h i j k l m n o Nivaldo Vieira de Andrade Junior; Aretha Lima Costa; Brunna Karoline Matos de Menezes; Carine de Oliveira Teles Santos; Davi Navarro Celuque; Leila Adorno Borges; Levi Santos Barbosa; Maíra Gomes Dultra; Priscila Santos Nunes. (15-18 out. 2013). "ARQUITETURA BRUTALISTA NA BAHIA: Levantamento e análise crítica" (PDF). X SEMINÁRIO DOCOMOMO BRASIL ARQUITETURA MODERNA E INTERNACIONAL: conexões brutalistas 1955-75. Curitiba: PUCPR. Visitado em 2016-10-15.
  9. SINART.com.br. «Quem Somos». Arquivado desde o original em 3 de novembro de 2014. Consultado em 23 de julho de 2012. 
  10. «RESOLUÇÃO AGERBA N° 08, de 12 de Maio de 2008» (PDF). Diário Oficial do Estado da Bahia (DOE). 13/05/08. Consultado em 17 de Setembro de 2015. 
  11. a b Sotero, Anderson (22/09/2016). «Obra da rodoviária em Águas Claras entrará em nova fase». A Tarde. Consultado em 2016-09-27. 
  12. Dourado, Tatiana Maria. (05/04/2013). "Rodoviária vai mudar para Águas Claras, em Salvador, diz secretário". G1. Visitado em 17 de setembro de 2015.
  13. Garcia, Maria; Teixeira, Luiz Fernando. (5 de Fevereiro de 2015). "Rui anuncia licitação de nova estação rodoviária em Cajazeiras". Bahia Notícias. Visitado em 17 de setembro de 2015.
  14. (22 de Set de 2016) "Sem apoio federal, Rui diz que vai buscar" (em pt-BR). Metro 1. Visitado em 2016-01-15.
  15. «Nova Rodoviária: Audiências públicas começam em outubro, após eleições». www.bahianoticias.com.br. Consultado em 2016-10-15. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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