GNOME

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GNOME
Gnomelogo.svg
Gnome-3.18.2-showing-overview.png
GNOME 3.18.2
Desenvolvedor Projeto GNOME
Lançamento 3 de março de 1999 (18 anos)
Versão estável 3.24[1] (22 de março de 2017; há 0 dias)
Idioma(s) mais de 50 línguas [2]
Linguagem C, C++, Python, Vala, JavaScript[3]
Sistema operativo Linux com systemd sobre X11 ou Wayland
Gênero(s) Ambiente Gráfico
Licença GPL, LGPL
Página oficial www.gnome.org

GNOME (acrônimo para GNU Network Object Model Environment) é um projeto de software livre abrangendo o Ambiente de Trabalho GNOME, para os usuários, e a Plataforma de Desenvolvimento GNOME, para os desenvolvedores. O projeto dá ênfase especial a usabilidade, acessibilidade e internacionalização.[4]

O desenvolvimento do GNOME é supervisionado pela Fundação GNOME, que representa oficialmente o projeto junto a empresas, organizações e a sociedade como um todo[5]. O projeto conta ainda com uma série de equipes com missões específicas, inclusive com uma equipe de engenharia de lançamentos, responsável pelo característico calendário de lançamentos semestrais.[4]

A comunidade de desenvolvimento do GNOME conta tanto com voluntários quanto com empregados de várias empresas, inclusive grandes empresas como Hewlett-Packard, IBM, Novell, Red Hat, Oracle, entre outras. Por sua vez, o GNOME é filiado ao Projeto GNU, de onde herdou a missão de prover um ambiente de trabalho composto inteiramente por software livre.

Metas[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME dá ênfase à simplicidade, usabilidade, e fazer as coisas simplesmente funcionarem. As outras metas do projeto são:

  • Liberdade - para criar um ambiente de trabalho que sempre terá o código fonte disponível para reutilização.
  • Acessibilidade - assegurar que o ambiente pode ser usado por qualquer pessoa, independentemente de habilidades técnicas, ou deficiências físicas.
  • Internacionalização - fazer o ambiente disponível em vários idiomas. No momento o GNOME está sendo traduzido para mais de 160 idiomas.
  • Facilidade para o desenvolvedor - assegurar que seja fácil escrever um programa que se integra com o ambiente, e dar aos desenvolvedores liberdade de escolher sua linguagem de programação.
  • Organização - um ciclo de versões regular e uma estrutura disciplinada.
  • Suporte - assegurar suporte a outras instituições fora da comunidade GNOME.

História[editar | editar código-fonte]

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GNOME 1, Março de 1999.
GNOME 2.6.

O projeto GNOME foi criado em 15 de agosto de 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quintero, como uma resposta ao Windows 95. O projeto KDE já estava em andamento, mas para ser usado ou desenvolvido era necessário instalar o Qt, um conjunto de ferramentas que na época não tinha uma licença livre. Miguel de Icaza descartou a ideia de reimplementar a API do Qt usando software livre porque projetos análogos, como o GNUstep, Wine and LessTif, mostravam um progresso muito lento. Antes da criação do GNOME, Miguel e Federico tinham tentado colaborar com o GNUstep, mas desistiram por considerar sua comunidade desorganizada, e seu código cheio de erros.

A plataforma de desenvolvimento aproveitou e aprimorou o GTK, um conjunto de ferramentas usado pelo editor de imagens GIMP, em cujo desenvolvimento Federico Quintero estava também envolvido. Miguel de Icaza ficou muito impressionado com a arquitetura COM quanto passou por uma entrevista na Microsoft, e o reflexo foi o desenvolvimento da biblioteca Bonobo, incorporada ao GNOME 1.4. Além de permitir o reaproveitamento de componentes de software, o Bonobo colaborou para que o desenvolvimento de aplicativos para o GNOME pudesse ser feito com qualquer linguagem de programação. Outra característica da plataforma de desenvolvimento do GNOME é ser completamente escrita em C, o que também facilita a criação de bindings para outras linguagens de programação[6]. A plataforma de desenvolvimento do GNOME é escrita principalmente nas linguagens de programação C, C++, Javascript, Python e Vala.[3] Toda a plataforma de desenvolvimento do GNOME usa a licença GNU Lesser General Public License, uma licença livre que permite a utilização da plataforma GNOME por software proprietário[7].

O lançamento do GNOME 2.0 marcou uma guinada nos rumos do projeto, que passou a enfatizar a usabilidade em vez da configurabilidade. A plataforma foi quase inteiramente reescrita, trazendo várias melhorias como melhoria de desempenho, melhor internacionalização (usando Unicode internamente), suavização da renderização de fontes, e principalmente a estreia de sua plataforma de acessibilidade.[8]

Sistemas suportados[editar | editar código-fonte]

Inúmeras distribuições suportam o GNOME, alguns exemplos são Ubuntu, Fedora, OpenSUSE, Debian, Arch Linux e Gentoo.

Suporte experimental ao Wayland[editar | editar código-fonte]

A partir da versão 3.14 do GNOME 3, distros de alta tecnologia (Arch Linux ou Fedora Linux) tem suporte parcial ao Wayland e a partir da versão 3.16 do GNOME 3, terá suporte quase total ao Wayland.

Desenvolvimento de Aplicações[editar | editar código-fonte]

O GNOME conta com uma coleção rica de ferramentas, bibliotecas, e dos componentes para desenvolver aplicações para sistemas baseados em Linux e em Unix.

O Office do GNOME[editar | editar código-fonte]

A distribuição completa do GNOME inclui uma suite para escritório (Office) através da integração de vários projectos independentes: processador de texto (AbiWord), folha de cálculo (Gnumeric), gestão de projetos (Planner), editor de diagramas (Dia), programa para desenhos vetoriais (Inkscape) e de imagem (GIMP).

Críticas ao GNOME 3.x[editar | editar código-fonte]

Devido a mudança "agressiva" de visual e de usabilidade do GNOME 2 para o GNOME 3, vários usuários criticaram a nova versão, dentre eles Linus Torvalds[9], fazendo surgir o ambiente MATE como uma alternativa ao GNOME 3.[10]

Liberdade[editar | editar código-fonte]

O projeto GNOME foi um dos primeiros a oferecer um desktop inteiramente livre para sistemas baseados em Linux e Unix. Software livre significa apoderar os usuários, e garantir direitos sobre os softwares que eles usam. Com Software Livre, o usuário possui vários direitos:

  • O direito de utilizar o software.
  • O direito de redistribuir o software: se você tem um componente de Software Livre, você pode compartilhá-lo com outro (nenhuma taxa de licença é requerida).
  • O direito de alterar o software (todo o código fonte, arquivos de dados e imagens). Por exemplo, usuários podem melhorá-lo, estendê-lo, reduzi-lo, consertar problemas, aprender ou experimentar.
  • O direito de redistribuir suas versões modificadas do software. Isto significa que, uma vez que você tenha feito suas modificações no software, você pode redistribuir estas mudanças para seus amigos, clientes ou qualquer pessoa.

Estes direitos e liberdades estão no núcleo do projeto GNOME. São as mesmas liberdades que o projeto GNU promove e que a Free Software Foundation define.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «GNOME 3.24 Released». GNOME. 22 de Março de 2017. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  2. «GNOME 3.2 Release Notes» (em inglês). Consultado em 9 de dezembro de 2011 
  3. a b «GNOME languages» (em inglês). Black Duck Open Hub. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  4. a b «What is GNOME?» (em inglês). GNOME. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  5. «The GNOME Foundation» (em inglês). GNOME Foundation. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  6. Darren, Kenny (14 de julho de 2006). «Re: Time to heat up the new module discussion» (em inglês). Consultado em 5 de agosto de 2017 
  7. Heard, John (2002). «GNOME Technology Overview» (em inglês). Sun Developer Network. Consultado em 5 de agosto de 2017 
  8. Loli, Eugenia (28 de junho de 2002). «A User's First Look at GNOME 2.0.» (em inglês). OS News. Consultado em 5 de agosto de 2017 .
  9. https://tecnoblog.net/72647/gnome-3-linus-torvalds/
  10. http://mate-desktop.org/

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Commons
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