Hævnen

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Hævnen
Num Mundo Melhor (PT)
Em um Mundo Melhor (BR)
Pôster promocional.
 Dinamarca Suécia
2010 •  cor •  119 min 
Direção Susanne Bier
Produção Sisse Graum Jørgensen
Roteiro Anders Thomas Jensen
Elenco Mikael Persbrandt
Trine Dyrholm
Ulrich Thomsen
Gênero Drama
Thriller
Música Johan Söderqvist
Direção de fotografia Morten Søborg
Edição Pernille Bech Christensen
Morten Egholm
Companhia(s) produtora(s) Zentropa
Distribuição TrustNordisk
Lançamento 26 de agosto de 2010
Idioma Dinamarquês
Sueco
Orçamento DKK 30 milhões
Receita US$ 9 629 826[1]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

Hævnen (dinamarquês: "vingança") é um filme sueco-dinamarquês de 2010 escrito por Anders Thomas Jensen e dirigido por Susanne Brier. O filme é estrelado por Mikael Persbrandt, Trine Dyrholm e Ulrich Thomsen em uma história que se passa em uma pequena cidade da Dinamarca e em um campo de refugiados na África.

Hævnen venceu o Prêmios Globo de Ouro de Melhor Filme Estrangeiro e o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro.

Enredo[editar | editar código-fonte]

Gtk-paste.svg Aviso: Este artigo ou se(c)ção contém revelações sobre o enredo.

Anton é um médico sueco que alterna seu trabalho entre sua idílica cidade na Dinamarca e em um campo de refugiados no Sudão. No Sudão, ele frequentemente atende pacientes mulheres que são vítimas de um sadista senhor da guerra em particular. Um dia o próprio senhor da guerra aparece precisando de tratamento para uma perna ferida. Para horror de sua equipe e outras pessoas ao redor ele mantém seus princípios médicos e trata o homem, depois de exigir que nenhuma arma entrasse no hospital e de que apenas alguns guardas pudessem acompanhá-lo. Entretanto, depois do senhor da guerra mostrar desprezo por suas vítimas, Anton perde a paciência e o expulsa do hospital, permitindo que ele seja linchado pela população local.

Anton é casado com Marianne. Eles têm dois filhos, o mais velho se chama Elias, com doze anos, porém eles são separados e lutando com a possibilidade de um divórcio. Christian é um aluno novo na escola, tendo acabado de se mudar de Londres com seu pai, Claus. A mãe de Christian recentemente perdeu a batalha contra o câncer, e ele está muito abalado por sua morte. Ele culpa seu pai por mentir para ele, prometendo que ela ia ficar bem, e que, em um estado avançado da doença, Claus "queria" que ela morresse. Elias é intimidado na escola até ser defendido por Christian, que bate no intimidador principal e o ameaça com uma faca. Ele dá a faca a Elias, e ambos mentem para a polícia e seus pais sobre o incidente.

Quando Anton separa seu filho mais jovem de uma briga com outra criança, o pai do outro menino, um mecânico, agressivamente manda Anton não tocar em seu filho, dando-lhe um soco no rosto. Motivado por Elias para não deixar isso passar, Anton visita o trabalho do mecânico, acompanhado por seus filhos e Christian, para discutir a questão e para mostrar as crianças que ele não tem medo do homem. O mecânico soca Anton novamente, que não revida.

Christian e Elias decidem se vingar: eles fazem uma bomba para explodir a van do mecânico, em uma manhã de domingo para que ninguém se machuque. Entretanto, com o pavio já queimando, eles veem dois corredores se aproximando, e Elias sai da proteção para avisá-los. A van explode, ele fica inconsciente, porém salva os corredores. Christian é interrogado pela polícia, e depois solto com o incidente sendo considerado essencialmente um caso de extremo vandalismo, que permitiria que serviços sociais cuidassem dos meninos ao invés do sistema de justiça. Ele vai ao hospital para ver Elias, porém Marienne não o deixa entrar, dizendo que ele é um assassino psicopata. Christian, entendendo que Elias está morto, sobe no alto de um silo e contempla a ideia de pular e se matar, porém ele é salvo por Anton. Christian fica aliviado ao saber que Elias está vivo, agora recebendo permissão para vê-lo.

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Elenco[editar | editar código-fonte]

  • Mikael Persbrandt como Anton
  • Trine Dyrholm como Marianne
  • Ulrich Thomsen como Claus
  • William Jøhnk Juels Nielsen como Christian
  • Markus Rygaard como Elias
  • Kim Bodnia como Lars
  • Wil Johnson como Najeeb
  • Eddie Kimani como doutor
  • Emily Mglaya como enfermeira
  • Gabriel Muli como intérprete
  • June Waweru como paciente
  • Mary Hounu Moat como paciente
  • Synah Berchet como senhora
  • Elsebeth Steentoft como Signe
  • Satu Helena Mikkelinen como Hanna
  • Camilla Gottlieb como Eva

Produção[editar | editar código-fonte]

A ideia para o filme se originou quando Susanne Bier e o roteirista Anders Thomas Jensen tiveram discussões sobre a perceção do mundo de que a Dinamarca possuiu uma sociedade muito harmoniosa. Eles então decidiram escrever uma história onde viradas dramáticas de eventos iriam acabar com a imagem bem-aventurada do lugar.[2] O desenvolvimento da narrativa começou com o personagem Anton, e com a ideia de um idealista que se torna vítima de uma agressão.[3] Os dois não tinham atores em mente ao desenvolver a ideia, porém reescreveram detalhes quando os principais foram escolhidos.[2] O filme foi produzido pela dinamarquesa Zentropa em coprodução a DR2 e as suecas Memfis Film, Sveriges Television, Trollhättan Film e Film i Väst.[4] Ele recebeu sete milhões de coroas dinamarquesas do Instituto de Cinema da Dinamarca, como também financiamento do Instituto de Cinema da Suécia, o Fundo Pan-Nórdico de Cinema & TV e o MEDIA Programme da União Europeia.[4][5] As filmagens começaram em agosto de 2009, com locações em Fiónia e no Quênia.[5]

Temas[editar | editar código-fonte]

De acordo com a diretora Susanne Bier, "Nosso experimento com este filme era ver como tão pouco faz uma criança—ou um adulto—pensar que algo é profundamente injusto. Realmente não é preciso muito, e eu acho isso muito interessante. E assustador".[3]

Crítica[editar | editar código-fonte]

Hævnen foi bem recebido pela crítica. No site Rotten Tomatoes o filme possui uma aprovação de 77%, baseado em 114 resenhas, com uma nota média de 7,1/10. O consendo é "um suntuoso melodrama que aborda alguns difíceis temas humanos e existenciais".[6] Por comparação, no agregador Metacritic o filme possui uma nota 65/100, baseado em 29 resenhas, indicando "críticas geralmente favoráveis".[7]

Referências

  1. «In a Better World (2011)». Box Office Mojo. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  2. a b Pham, Annika (30 de agosto de 2010). «Susanne Bier • Director». Cineuropa. Cineuropa.org. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  3. a b Rifbjerg, Synne (27 de julho de 2010). «I's never just black and white». Det Danske Filminstitut [ligação inativa]
  4. a b «In a Better World (2010)». The Swedish Film Database. Sfi.se. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  5. a b Thorsen, Lotte (21 de agosto de 2009). «Susanne Bier laver ny stjernebesat spillefilm». Politiken. Politiken.dk. Consultado em 17 de outubro de 2011. 
  6. «In A Better World (2011)». Rotten Tomatoes (em inglês). Rottentomatoes.com. Consultado em 1 de agosto de 2012. 
  7. «In a Better World». Metacritic (em inglês). Metacritic.com. Consultado em 1 de agosto de 2012. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]