Tess (filme)

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Tess
Tess (PT)
Tess - Uma lição de vida (BR)
 Reino Unido /  França
1979 •  cor •  190 min 
Direção Roman Polanski
Roteiro Gérard Brach
Roman Polanski
John Brownjohn
Elenco Nastassja Kinski
Peter Firth
Leigh Lawson
Género drama de costumes
Idioma inglês
Página no IMDb (em inglês)

Tess (no Brasil, Tess - Uma Lição de Vida) é um filme franco-britânico de 1979, dirigido por Roman Polanski.

Sinopse[editar | editar código-fonte]

Os Durbeyfields são uma família de modestos trabalhadores rurais que vivem no condado de Wessex, na Inglaterra dos anos de 1880. Ficam bastante surpresos quando sabem que são parentes de uma abastada família vizinha e, assim, Tess, a filha mais velha, é encarreguada de ir visitar o seu suposto primo, Alec d'Urberville. Apesar de não existir tal parentesco, Alec decide oferecer a Tess um emprego na sua casa como criada de servir. Tess rapidamente se dá conta do interesse de Alec por ela, e é impotente para resistir aos seus avanços. Depois de ter sido seduzida, Tess abandona a casa de Alec' e, logo mais, aparece grávida.O bebê, contudo, morre. Ela vai procurar trabalho como leiteira em uma fazenda. Aí, ela conhece Angel Clare, filho de um vigário, que sonha em possuir a sua própria fazenda. Os dois apaixonam-se imediatamente e, passado pouco tempo, tornam-se marido e mulher. No dia do casamento, Tess enche-se de coragem para revelar a Angel o seu passado, contudo, a história toma rumos inesperados ecaminha para um final surpreendente. Baseado numa clássico da literatura mundial, sendo um dos melhores filmes já produzidos.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Sobre o filme[editar | editar código-fonte]

Adaptação do romance[editar | editar código-fonte]

O filme parte do romance de Thomas Hardy, Tess of the d'Urbervilles, considerado uma obra-prima clássica da literatura inglesa do século XIX, publicado pela primeira vez em 1881[1]. Desde 1967 que Polanski sonhava em levar à tela o romance de Hardy, uma promessa que havia feito a Sharon Tate, então sua mulher. Só em 1979 conseguiu recursos para transpor "Tess of the d'Urbevilles" ao cinema, numa produção difícil e demorada, durante a qual faleceu o fotógrafo francês Ghislain Cloquet (substituído então pelo inglês Geoffrey Unsworth)[2]. Dedica o filme a Sharon, porque era do amor e da morte que ia falar. Um filme que é uma evocação cinéfila de todas as marcas que o cinema clássico deixou, de todas as influências que o romantismo produziu. Tess é, talvez, o grande filme romântico da década de 1970[3].

Os locais de filmagem[editar | editar código-fonte]

Devido à modernização da sua agricultura, a região de Dorset já não correspondia aos ambientes descritos no romance. Com o diretor artístico Pierre Guffroy, Polanski não hesitou em reconstituir as paisagens britânicas nas regiões francesas da Bretanha e Normandia, onde encontraram pequenas explorações agrícolas, cercadas por muretes e arbustos, de acordo com a descrição do século XIX de Thomas Hardy. Chegaram mesmo a importar terra de Dorset para cobrir as estradas modernas e a implantar árvores e arbustos floridos, para se aproximar mais fielmente da paisagem da época[4]. Os atores passaram semanas a iniciarem-se à agricultura para melhor se identificarem com os personagens. Depois de meses de preparação, as filmagens começaram em 1978 e duraram oito meses para cobrir o ritmo das estações do ano, factor muito importante no longo percurso de Tess.

Principais prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Oscar 1980 (EUA)

  • Venceu nas categorias de melhor direção de arte, melhor fotografia e melhor figurino.
  • Indicado nas categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor trilha sonora original.

BAFTA 1980 (Reino Unido)

  • Venceu na categoria de melhor fotografia.
  • Indicado nas categorias de melhor figurino e melhor direção de arte.

Prêmio César 1980 (França)

  • Venceu nas categorias de melhor filme, melhor diretor e melhor fotografia.
  • Indicado nas categorias de melhor atriz, melhor desenho de produção e melhor música.

Globo de Ouro 1980 (EUA)

  • Venceu na categoria de melhor filme estrangeiro e nova estrela do ano em cinema (Nastassja Kinski).
  • Indicado nas categorias de melhor diretor - cinema e melhor atriz de cinema - drama (Nastassja Kinski).

Referências

  1. Review of Tess of the d’Urbervilles Part One, acedido em 27-12-2009.
  2. Tess, o mais belo filme de Polanski, acedido em 27-12-2009.
  3. Mário Damas Nunes, "Tess", um amor de perdição, Falar de Cinema, Se7e, novembro de 1980.
  4. Sylvie Reymond-Lepine e Daniel Dray, fiche n.º 1014, Filmographe - Loisirs et Culture n. 4, abril-maio 1980.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]