Jaqueline Carvalho

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Jaqueline Carvalho
campeã olímpica
Em 4 de junho de 2010, na 3ª Conferência Nacional do Esporte. Foto:Roosewelt Pinheiro/ABr.
Voleibol
Nome completo Jaqueline Maria Pereira de Carvalho Endres
Apelido Jaque
Modalidade Voleibol indoor
Nascimento 31 de dezembro de 1983 (31 anos)
Recife, PE
Nacionalidade  brasileira
Compleição Peso: 70 kg Altura: 1,86 m
Clube Brasil Sesi-SP[1]
Medalhas
Competidora do Bandeira do Brasil Brasil
Jogos Olímpicos
Ouro Pequim 2008 Equipe
Ouro Londres 2012 Equipe
Campeonatos Mundiais
Prata Japão 2006 Equipe
Prata Japão 2010 Equipe
Bronze Itália 2014 Equipe
Copa do Mundo
Prata Japão 2007 Equipe
Grand Prix
Ouro Sendai 2005 Equipe
Ouro Reggio Calabria 2006 Equipe
Ouro Yokohama 2008 Equipe
Ouro Tóquio 2014 Equipe
Prata Ningbo 2010 Equipe
Prata Ningbo 2012 Equipe
Copa dos Campeões
Ouro Japão 2005 Equipe
Jogos Pan-Americanos
Ouro Guadalajara 2011 Equipe
Prata Toronto 2015 Equipe
Competidora de Osasco
Campeonatos Mundiais
Ouro Doha 2012 Equipe
Prata Doha 2010 Equipe
Campeonato Sul-Americano
Ouro Lima 2009 Equipe
Ouro Lima 2010 Equipe
Ouro Osasco 2011 Equipe
Ouro Osasco 2012 Equipe

Jaqueline Maria Pereira de Carvalho Endres (Recife, 31 de dezembro de 1983) é jogadora de voleibol brasileira, atuando na posição de ponteira-passadora. Atualmente, joga como titular da Seleção Brasileira de Voleibol Feminino. É casada, desde 2009, com o também jogador de vôlei, Murilo Endres com quem tem um filho chamado Arthur.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Aos 11 anos, morando em Recife, Jaqueline jogava, paralelamente, basquete e vôlei na Escola, até que optou somente pelo vôlei, pois estava difícil conciliar as duas modalidades com os estudos. Participando de campeonatos escolares, iniciou sua carreira pelo Sport Club do Recife. Destaque no clube, com 13 anos, "olheiros" vindos de São Paulo a chamaram para fazer um teste em um clube da cidade, o na época, BCN/Osasco. Jaque passou na "peneira" do BCN/Osasco, consequentemente teve que mudar-se de Recife. Com pouco tempo, já estava na categoria adulta do BCN/Osasco. Em 2001, aos 17 anos, foi convocada para a seleção Juvenil e fora eleita a melhor jogadora do Campeonato Mundial de Vôlei Juvenil daquele ano. A jovem jogadora foi apontada por diversos técnicos e pessoas envolvidas no meio do vôlei como grande promessa do esporte no Brasil, o que lhe rendeu a convocação para a seleção adulta, no mesmo ano de 2001. No auge de sua ascensão, no início de 2002, Jaqueline teve uma contratura no joelho, que acabou por deixar a pernambucana numa mesa de cirurgia para tratar a contusão. Ficou por volta de seis meses sem jogar, recuperando-se. Depois desse período, voltou a treinar e no 2º dia após sua volta, torceu novamente o mesmo joelho e mais uma vez foi submetida a uma cirurgia. Jaqueline também teve complicações com a circulação sanguínea de sua mão (uma trombose com possibilidade de amputação do braço), o que a afastou mais ainda das quadras, deixando-a, inclusive, de fora do Campeonato Mundial de Vôlei Adulto de 2002, dos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingos (2003) e dos Jogos Olímpicos de Atenas (2004).

No fim de 2004, já recuperada, porém sem ritmo de jogo, Jaqueline transferiu-se para um clube no Rio de Janeiro, o Rexona/Ades. Depois de uma temporada jogando no clube, a ponteira, que por falta de ritmo estava no banco de reservas, terminou na titularidade do time e conseguiu sua convocação para a seleção brasileira em abril de 2005. Em 2005, no Grand Prix de Voleibol de 2005, foi apontada como estrela da seleção de José Roberto Guimarães, se tornando a jogadora mais completa do time. No ano de 2006, Jaqueline conquistou a medalha de prata no Campeonato Mundial de Vôlei, sendo eleita pela crítica, a melhor brasileira do campeonato.

Em 2006/2007, Jaqueline mudou-se para Itália defendendo Monte Schiavo/Jesi. Em julho de 2007, às vésperas dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, Jaqueline, titular da seleção brasileira, foi pega no exame anti-doping. A acusação tinha origem de um exame feito durante as finais dos campeonato italiano, no mês anterior. Jaqueline foi suspensa preventivamente durante 60 dias. Nesse período, houve audiências para se esclarecer o fato, e a atleta usou como defesa o fato de ter tomado um chá para celulite, que tinha a substância sibutramina - proibida para atletas. Na primeira decisão do julgamento, foi dada uma punição de 9 meses para Jaqueline, o que significava a ausência da atleta em grande parte das competições de 2008 e a volta às vésperas dos Jogos Olímpicos de Pequim 2008. Em 18 de setembro de 2007, após ser investigado tudo que a atleta utilizava, Jaqueline mudou sua defesa sobre o caso. O argumento foi que o produto que tinha como componente a sibutramina era o CLA da IntegralMed, remédio que a atleta tomava com receita médica para queimar gordura (o chá, usando como argumento inicial, era realmente natural). Em junho (mesmo mês em que a atleta fez o exame que acusou o doping), o Comitê Olímpico Brasileiro foi informado sobre a suspensão das atividades da empresa Integralmédica S/A, fabricante do CLA, por contaminação de produtos pela substância. Como Jaqueline estava na Itália e não recebeu a informação, continuou a utilizar o remédio. Com isso, foi feita uma nova avaliação sobre a pena a ser aplicada e houve uma redução de 9 para 3 meses, e como Jaqueline já estava suspensa desde julho (a suspensão prévia contou como punição oficial), foi liberada para jogar.

Assim, Jaqueline transferiu-se para o Murcia na Espanha para jogar a temporada 2007/2008, onde conquistou o campeonato espanhol. Em 2008, Jaqueline regressou à seleção, participando da conquista do Grand Prix, e da inédita medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de Pequim, que consagrou essa geração do vôlei feminino como a segunda equipe na história a conseguir vencer todos os jogos na fase de classificação por 3 sets a zero (a primeira foi a equipe japonesa). Na semifinal, a equipe encarou as campeãs Olímpicas de 2004, as chinesas, e com dois aces seguidos de Jaqueline, o Brasil venceu por 3 a 0 e chegou à sua primeira final Olímpica. Na disputa pela medalha de ouro, o Brasil levou a melhor e venceu a equipe norte-americana, terminando a competição sem disputar nenhum tie-break, perdendo apenas um set, exatamente na final. Nesse mesmo ano, Jaqueline retorna à Itália, dessa vez para jogar pelo Scavolini/Pesaro na temporada 2008/2009, sob o comando de José Roberto Guimarães, consagrando-se campeã italiana e melhor jogadora da final do campeonato. No ano seguinte (2009), retorna ao Brasil para defender o Sollys/Osasco, onde tornou-se penta campeã brasileira.

Em agosto de 2012, depois de uma campanha irregular na 1ªfase e impecável na 2ª fase, a Seleção Brasileira de Voleibol Feminino conquistou a 2ª Medalha de Ouro nos Jogos Olimpícos de Londres. Jaqueline, ponteira titular, tornou-se Bicampeã Olímpica de Vôlei, entrando para a história do voleibol mundial. Na final olímpica, novamente diante das norte-americanas, Jaqueline foi considerada a melhor jogadora em quadra (MVP), além de ter sido a maior pontuadora do confronto, com 18 pontos.

Após o vice-campeonato brasileiro em abril de 2013 pelo time do Osasco, Jaqueline anunciou que estava grávida. Arthur, fruto do relacionamento de 12 anos com Murilo Endres, nasceu em dezembro. A partir do seu nascimento, Jaqueline retomou às atividades físicas, com o objetivo de ainda jogar a fase final da Superliga 2013/2014 pelo próprio time de Osasco, conforme acordo feito pós-anúncio da gravidez. Entretanto, o time alegou entrosamento com as atletas contratadas para aquela temporada, iniciando uma verdadeira saga da atleta por um novo time. O principal empecilho era o ranking de atletas elaborado pela CBV, onde cada jogadora recebe uma pontuação, sendo 7 o teto para as mais valiosas, caso de Jaqueline. Os principais times em São Paulo já tinham duas jogadoras com 7 pontos em seu elenco, e essa quantidade é o limite estabelecido. Jaqueline e outras atletas chegaram a protestar pelo ranking, alegando que essas restrições fazem com que jogadoras importantes saiam do país, caso de Fernanda Garay e Sheilla.

Diante deste cenário, José Roberto Guimarães acolheu Jaqueline na seleção, visando a recuperação do seu ritmo de jogo. Recuperou-se rapidamente e, pela seleção, conquistou o décimo título do Grand Prix e a medalha de bronze no Mundial da Itália, ambos como titular.

Sem opções para sua carreira em clubes no estado de São Paulo, e desejando ficar no Brasil para não separar a família recém-formada com a chegada de Arthur, Jaqueline optou por aceitar a proposta do Minas Tênis Clube, onde jogam a campeã olímpica Walewska e a ex-seleção Carol Gattaz.

Características[editar | editar código-fonte]

Jaqueline tem como principal característica de jogo o seu fundo de quadra, ou seja, a excelência nos fundamentos de recepção e defesa. Na seleção e também no clube onde joga, a pernambucana é a principal jogadora nesses quesitos. Antes de suas contusões no joelho, Jaqueline atuava na posição de oposta, sendo um grande referencial de ataque nas equipes onde jogava. Quando se transferiu para o Rio de Janeiro, após as cirurgias, passou a jogar como ponteira-passadora(além de atacar, adquiriu as responsabilidades de recepção e defesa). A alegria com que joga e a personalidade absolutamente emotiva é o que a consagra como a jogadora mais carismática do grupo brasileiro atual. Sendo assim, a mais requisitada pela imprensa e pelo mercado publicitário brasileiro. Além disso, por sua beleza, feminilidade e sensualidade, é considerada a musa da atual Seleção Brasileira de Voleibol Feminino.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Jaqueline e Murilo Endres se conheceram em 1998, quando ela jogava no BCN/Osasco e ele, no Banespa. Ele, com 16 anos, foi assistir a um treino dela, então com 14 anos, e se encantou. Com ajuda de amigos, pegou o telefone da ponteira da seleção feminina. Desse dia ao início do namoro foram três meses. Depois de anos defendendo clubes na Europa, em 2009, o casal, já noivos, regressou ao Brasil para oficializar a relação que já durava cerca de 10 anos. Assim, em 22 de outubro de 2009, casaram no civil, estabelecendo residência e jogando em clubes em São Paulo. Em maio de 2011, teve uma gravidez interrompida devido a um aborto espontâneo. Superado o trauma, Jaqueline novamente engravidou, e o primeiro filho do casal, Arthur, nasceu em 19 de dezembro de 2013.

Clubes[editar | editar código-fonte]

Clube País De Até
Sport Club do Recife  Brasil 1994 1998
BCN/Osasco  Brasil 1999 2004
Rexona/Ades  Brasil 2004 2006
Monte Schiavo/Jesi  Itália 2006 2007
Grupo 2002/Murcia Flag of Spain.svg Espanha 2007 2008
Scavolini/Pesaro  Itália 2008 2009
Osasco/Nestlé  Brasil 2009 2013
Camponesa/Minas  Brasil 2014 2015
Sesi-SP[1]  Brasil 2015

Principais conquistas[editar | editar código-fonte]

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Clubes[editar | editar código-fonte]

Finasa/Osasco (BRASIL)
Rexona-Ades (BRASIL)
Murcia (ESPANHA)
Scavolini/Pesaro (ITÁLIA)
Sollys/Osasco (BRASIL)

Prêmios e títulos individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Abramvezt, David (30 de abril de 2015). Jaque é do Sesi-SP, Murilo renova, e casal joga pelo mesmo clube: "Sonho" (em português) Organizações Globo GloboEsporte.com. Visitado em 30 de abril de 2015.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]