Kingdom of Heaven

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Kingdom of Heaven
Pôster de divulgação.
No Brasil Cruzada
Em Portugal Reino dos Céus
 Reino Unido ·
Estados Unidos EUA ·  Alemanha

2005 •  cor •  144 min 
Direção Ridley Scott
Produção Ridley Scott
Roteiro William Monahan
Elenco Orlando Bloom
Eva Green
Jeremy Irons
David Thewlis
Brendan Gleeson
Marton Csokas
Liam Neeson
Edward Norton
Gênero ação
guerra
drama
ficção histórica
Música Harry Gregson-Williams
Jerry Goldsmith
Cinematografia John Mathieson
Edição Dody Dorn
Chisako Yokoyama
Companhia(s) produtora(s) Scott Free Productions
Inside Track
Studio Babelsberg Motion Pictures GmbH[1]
Distribuição 20th Century Fox
Lançamento Estados Unidos 6 de maio de 2005
Idioma inglês
árabe
latim
Orçamento US$ 130 milhões[2]
Receita US$ 211,6 milhões[2]
Página no IMDb (em inglês)

Kingdom of Heaven (bra: Cruzada[3]; prt: Reino dos Céus[4]) é um filme de 2005, dos gêneros drama, ação, guerra e ficção histórica, dirigido por Ridley Scott e que conta a retomada de Jerusalém pelos muçulmanos em 1187.

Enredo[editar | editar código-fonte]

No filme, o personagem principal, Balião (Balian), é um ferreiro assombrado pelo suicídio recente da esposa que perdeu o filho e a decapitação do cadáver dela antes do sepultamento por ordem do padre irmão de Balião sem conhecimento dele. Balião se torna Cavaleiro e Barão de Ibelin (um grego na Terra Santa), graças à inesperada visita de seu pai, o nobre Godfrey (Barisan de Ibelin ou Balião I), o qual procurava seu filho bastardo. Após a morte do pai, ele viaja para Jerusalém e, no caminho, mata, em um duelo singular, um experiente guerreiro muçulmano. Em Jerusalém, Balião toma posse de seu feudo, torna-se amigo do rei-leproso, Balduíno IV, Conselheiro Real em Tibérias, Conde de Trípoli, e namora Sibila, irmã do rei de Jerusalém.

Para honrar o seu pai, ele faz tudo que pode para proteger o povo de Jerusalém.

Precisão histórica[editar | editar código-fonte]

A história se passa no final do século XII, época em que o sultão Saladino (de origem Curda) reconquista a cidade de Jerusalém (1187), que os cristãos da Primeira Cruzada (1090) haviam tornado capital de seu Reino Latino.

Na realidade Balião de Ibelin era um dos três filhos de Barisan de Ibelin (e não Godofredo) (de origem francesa ou normando-siciliana) que tinha sido e participava da Alta Corte do Reino Latino de Jerusalém. Não teve um caso com a princesa Sibila de Jerusalém, que era irmã do rei-leproso e mãe do herdeiro do trono, Balduíno V (ainda uma criança e solenemente omitido no filme). Segundo o historiador árabe, Ali ibne Alatir, Sibila apaixonou-se "por um recém-chegado do Ocidente, um certo Guido (de Lusinhão). Ela o esposou e, com a morte prematura de Balduíno V, colocou a coroa na cabeça do marido".

No filme, o Conde de Trípoli (Tibérias), que é o artífice da política de coexistência pacífica com o sultão Saladino, abandona Jerusalém quando Guido sobe ao trono e conduz os cristãos à desastrosa Batalha de Hatim. Mas ibne Alatir nos exibe outra imagem do conde: "ele era muito ambicioso e desejava ardentemente tornar-se rei". Durante algum tempo, o conde (cujo nome real era Raimundo III de Trípoli) foi regente do rei-menino, Balduíno V, mas perdeu prestígio com a ascensão de Guido, o que lhe gerou tanto rancor que escreveu a Saladino oferecendo-lhe sua amizade, em troca do trono de Jerusalém. O máximo que conseguiu foi ter sua fuga para Trípoli garantida pelo sultão.

O grande vilão do filme é Reinaldo de Châtillon, cavaleiro da Ordem dos Templários, responsável pelo ataque a uma caravana muçulmana, fato que levou ao rompimento da trégua construída por Balduíno IV e consequente investida de Saladino contra Jerusalém. Após a Batalha de Hatim, é aprisionado (juntamente com Guido) e morto pelo próprio sultão, sendo este um dos pontos em que os relatos historiográficos e o filme de Ridley Scott não conflitam. Mesmo assim, não é totalmente plausível pois Reinaldo não pertencia à referida ordem de cavalaria embora mantivesse uma boa relação com o seu grão-mestre Geraldo de Ridefort. Segundo o escritor Imadadim de Ispaã, conselheiro de Saladino, que assistiu à sua decapitação, "a cabeça de Reinaldo foi cortada e o seu corpo arrastado diante do rei Guido, que começou a tremer".

Balião foi realmente o responsável pela defesa de Jerusalém, como mostra o filme. O cerco da cidade durou de 20 a 29 de setembro de 1187 e terminou com um acordo entre Balião e Saladino. No filme, o cristão entrega Jerusalém em troca de salvo-conduto gratuito para todos os seus habitantes, sob ameaça de destruir os "lugares santos" da cidade.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Versão estendida[editar | editar código-fonte]

No Laemmle Fairfax Theatre em Los Angeles em 23 de Dezembro de 2005, foi lançada a versão estendida do filme com 194 minutos, conhecida como "corte do diretor", a qual recebeu críticas positivas, ao contrário das críticas mistas recebidas pelo corte lançado primeiro no cinema.[5] O corte estendido foi lançado em DVD em 23 de Maio de 2006. O primeiro blu-ray lançado teve algumas cenas cortadas, possuindo 189 minutos, porém, em 2014 foi lançado o blu-ray "ultimate edition" com os 194 minutos originais.[6]

Referências

  1. «Company Information». movies.nytimes.com. Consultado em 30 de Julho de 2010 
  2. a b «Kingdom of Heaven». Box Office Mojo. Consultado em 13 de janeiro de 2011 
  3. Cruzada no CinePlayers (Brasil)
  4. Reino dos Céus (em português) no CineCartaz (Portugal)
  5. Double Dip Digest: Kingdom of Heaven - IGN (em inglês), consultado em 28 de dezembro de 2019 
  6. Kingdom of Heaven Blu-ray Release Date October 7, 2014, consultado em 28 de dezembro de 2019 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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