Layne Staley

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Layne Staley
Informação geral
Nome completo Layne Thomas Staley
Nascimento 22 de agosto de 1967
Local de nascimento Kirkland, Washington
 Estados Unidos
Data de morte 5 de abril de 2002 (34 anos)
Local de morte Seattle, Washington
 Estados Unidos
Gênero(s) Heavy metal, grunge, rock alternativo, metal alternativo[1]
Instrumento(s) Vocal, guitarra, bateria
Período em atividade 1979–2002
Gravadora(s) Columbia Records
Sony Music
Afiliação(ões) Alice in Chains, Mad Season, Class of '99
Página oficial Layne Staley Fund

Layne Thomas Staley (Kirkland, 22 de agosto de 1967 – Seattle, 5 de abril de 2002)[2][3][4] foi um músico americano conhecido por ter sido vocalista e co-compositor da banda Alice in Chains, a qual foi co-fundada por ele ao lado do guitarrista Jerry Cantrell em Seattle, Washington, em 1987. A banda alcançou a fama por ter feito parte do movimento grunge no início da década de 1990, e tornou-se conhecida pelo distinto estilo vocal de Layne, que também foi membro dos grupos Mad Season e Class of '99. Em meados de 1996, Staley sumiu dos holofotes, e nunca mais se apresentou ao vivo. Ele lidou por muitos anos com depressão e uma severa dependência química, o que resultou na sua morte em 5 de abril de 2002.[5]

Início de vida[editar | editar código-fonte]

Layne Thomas Staley nasceu em 22 de agosto de 1967 em Kirkland, Washington, Estados Unidos. Filho de Nancy Elizabeth e Philip Blair Staley, sua infância foi marcada pelos conflitos conjugais de seus pais.

O comportamento errático de Philip Staley terminou por romper o equilíbrio familiar. Estava sempre ausente devido ao trabalho, e quando voltava para casa, levava amigos, com quem ficava festejando até altas horas da madrugada, e quando Nancy acordava, encontrava garrafas de cerveja e drogas espalhadas por toda a casa, e tentava esconder tudo antes que Layne acordasse.

Layne foi descrito como uma criança "brilhante", dotado de uma mente ágil e com diversos interesses, entre eles, obviamente, a música. Aos cinco anos de idade, já cantava em um grupo com seus companheiros da escola. Quando tinha sete anos, seus pais se separaram, depois que Nancy descobriu que seu marido estava envolvido em problemas com drogas e máfia. Layne ficou traumatizado com essa situação pelo resto da sua vida. Em 2002, pouco antes de morrer, descreveu a experiência de ser testemunha do divórcio de seus pais: "meu mundo se transformou em um pesadelo, só havia sombras ao meu redor. Recebi uma ligação dizendo que meu pai havia morrido, mas minha família sempre soube que estava por aí usando diversas drogas. Desde que me ligaram, sempre me perguntava, "onde estava meu pai?", me sentia muito triste e sentia sua falta. Ele desapareceu da minha vida por 15 anos". Na mesma entrevista, ele deu a entender que o divórcio de seus pais e o vício em drogas de seu pai foram em parte responsáveis por seus problemas, e também disse que ele estava convencido que, caso ficasse famoso, seu pai retornaria.

Durante sua adolescência, a personalidade de Layne se tornou mais tranquila: amava pintar, amava a música e a arte, mas era evidente que tinha problemas, de fato, sempre se metia em brigas e não fazia suas tarefas escolares. Foi então que o colégio tomou a decisão de mandá-lo a um instituto para jovens afetados por problemas de socialização, o que causou com que Layne perdesse a fé no sistema de educação.

Carreira musical[editar | editar código-fonte]

1986-1995[editar | editar código-fonte]

Layne começou sua carreira musical aos 12 anos de idade, quando aprendeu a tocar bateria, e tocou em várias bandas de hair metal, sempre com a aspiração de ser vocalista. Trocou a bateria pelo microfone, e sua antiga banda Sleaze se transformou em Alice N' Chains em 1986, tendo certo sucesso na cena de Seattle, fazendo covers de Slayer e outras bandas, além de músicas originais. Enquanto trabalhava em um projeto de funk, Staley, junto a Jerry Cantrell, em 1987, formou Alice in Chains, nome derivado de sua antiga banda. Originalmente, eram uma banda de hair metal, mas adquiriram rapidamente influências do heavy metal, inspirando-se principalmente em Iron Maiden e Black Sabbath, e da cena grunge de Seattle.

O primeiro álbum da banda, Facelift, foi lançado em 21 de agosto de 1990. O primeiro single, "Man in the Box", com letra escrita por Layne, se tornou um grande sucesso, sendo notável por sua melodia sem palavras, onde a voz do mesmo coincide com a guitarra e com a voz secundária de Cantrell. O álbum recebeu um certificado de platina dupla por ter vendido duas milhões de cópias nos Estados Unidos. A banda esteve em turnê para promover o álbum durante dois anos antes de lançar o EP acústico SAP no início de 1992. Em setembro de 1992, Alice in Chains lançou seu segundo álbum, Dirt. O álbum, aclamado pela crítica, se tornou o maior sucesso da banda, e recebeu certificado de quatro vezes platina. A banda não pôde sair em turnê devido ao vício em drogas de Staley, que foi refletido em canções do Dirt como "Sickman" (homem doente) e "Dirt" (lixo). Cantrell contribiu com letras cuja temática eram seus pensamentos em relação a morte. A canção "Would?", em particular, fala sobre a morte de Andrew Wood, vocalista da banda Mother Love Bone, causada por uma overdose de heroína. Duante a turnê de Dirt, o baixista Mike Starr deixou a banda por motivos pessoais e foi substituído por Mike Inez.

Apesar de que Cantrell escreveu quase todas as canções do Alice in Chains, às vezes juntamente aos outros membros da banda, Staley passou a escrever mais letras conforme o tempo, e recebeu crédito por metade das letras do catálogo da banda.

Mad Season (1994-1995)[editar | editar código-fonte]

Em 1994, foi lançado o segundo EP do Alice in Chains, Jar of Flies, que alcançou o primeiro lugar nas paradas musicais. Os outros membros da banda, vendo a saúde de Staley deteriorar, decidiram não sair em turnê. Depois do lançamento, Staley entrou em uma clínica de reabilitação e começou a trabalhar em um projeto paralelo com outros músicos de Seattle, entre eles Mike McCready, do Pearl Jam, e Barrett Martin do Screaming Trees. A banda trabalhou em material por vários meses e se apresentou pela primeira vez no Crocodile Cafe com o nome The Gacy Bunch. Semanas depois, mudaram o nome para Mad Season. Em janeiro de 1995, Mad Season interpretou duas músicas no programa de rádio do Pearl Jam, Self-Pollution, "Lifeless Dead" e "I Don't Know Anything". A banda completou um álbum, intitulado Above, que foi lançado em março de 1995. O primeiro single, "River of Deceit", foi um sucesso na rádio alternativa, e "I Don't Know Anything" foi moderadamente tocada também. Uma apresentação ao vivo da banda no Teatro Moore de Seattle foi lançada em agosto de 1995, assim como um vídeo caseiro, Live at the Moore.

Durante a inatividade do Alice in Chains, relatos do vício de Staley começaram a ganhar ampla circulação nos meios de comunicação, em parte pelas claras mudanças em sua condição física provocadas pelo prolongado uso de heroína. Após uma aparição pública de Staley, o jornal Seattle Post-Intelligencer publicou: "No KISW-FM Rockstock, concerto em Kitsap, um mês após a morte de Kurt Cobain, Staley fez uma aparição surpresa. Parecia doente e levava uma máscara de esqui de lã para ocultar o rosto". Alguns dos rumores mais persistentes e sem fundamento surgiram nesse período. Mark Arm do Mudhoney foi citado como dizendo: "lembro de tê-lo visto em 1995. Ele estava totalmente verde, e meu estômago se revirou ao ver alguém em um caminho que não podia mais sair".

1995-1999[editar | editar código-fonte]

Alice in Chains se reuniram para gravar seu disco homônimo, que foi lançado no fim de 1995. O álbum ficou no topo das paradas nos EUA, e desde então foi platina dupla. Com exceção de "Grind", "Heaven Beside You" e "Over Now", todas as canções do disco foram escritas por Staley, sendo o álbum sua maior contribução ao catálogo da banda.

Para acompanhar o álbum, a banda lançou um VHS, The Nona Tapes, onde fizeram piada com os rumores sobre o vício de Layne, após muitas fontes anunciaram erroneamente a morte do mesmo e o fim da banda. No entanto, mais uma vez, Staley recaiu e assim a banda não pôde sair em turnê. Quando perguntado sobre a frustração em não poder sair em turnê, Cantrell deu a entender que o vício de Staley levou a momentos de tensão entre os membros da banda: "É muito frustrante, mas estamos juntos nisso. Nos mantivemos assim nos bons momentos, e continuaremos juntos nos tempos difíceis. Nunca nos apunhalamos uns aos outros nem fizemos esse tipo de coisa que vemos muito por aí".

Um dos últimos shows de Staley com a banda foi em 1996, no MTV Unplugged. Sua última aparição foi em julho de 1996, em Kansas City, Missouri, enquanto Alice in Chains saía de turnê com o Kiss. Em outubro de 1996, sua ex-noiva, Demri Lara Parrott, morreu de complicações causadas pelo vício em heroína. Sua causa de morte oficial foi endocardite bacteriana. Ela havia anteriormente tido diversos problemas cardíacos, tendo, inclusive, feito uma cirurgia de implante de marcapasso. No entanto, uma overdose de heroína, injetada com uma agulha suja, provou-se fatal. Staley e Parrott estiveram juntos entre o fim dos anos 1980 (ela e seus irmãos são citados nos agradecimentos do Facelift) e foram noivos por um tempo, terminando entre 1994 e 1995. A morte da mesma fez com que Staley se afundasse mais ainda na depressão. Em uma entrevista para a Rolling Stone em 1996, disse: "as drogas funcionaram por mim por anos, mas agora estão se tornando contra mim, e minha vida se tornou um inferno".

Staley manteve-se fora de cena até 26 de fevereiro de 1997, quando ele e os demais membros do Alice in Chains assistiram o Grammy, depois que "Again", de seu último álbum, foi indicada para Melhor Interpretação de Hard Rock. Em setembro de 1998, Staley ressurgiu, gravando duas canções, "Get Born Again" e "Died", a última sobre a morte de Parrott, as últimas músicas do Alice in Chains com Staley nos vocais, que foram lançadas na coletânia Music Bank em 1999.

Class of '99 (1999-2000)[editar | editar código-fonte]

A mídia seguiu noticiando o deterioramento da saúde de Staley. O produtor Dave Jerden, que foi escolhido originalmente pela banda para a produção de Dirt, disse que "Staley pesava 40 quilos e estava branco como um fantasma". Cantrell se negou a comentar sobre a aparência do cantor. Staley parecia deixar para trás seu "auto-exílio", quando, em novembro de 1998, serviu como uma das vozes para um supergrupo chamado Class of '99, com membros do Rage Against the Machine, Jane's Addiction e Porno for Pyros. O grupo gravou as partes um e dois do clássico do Pink Floyd, Another Brick in the Wall para a trilha sonora do filme de terror The Faculty, com um vídeo musical gravado para a segunda parte. Enquanto os outros membros da banda gravaram partes pro vídeo, a aparição de Staley foi tirada do material gravado para o Live at the Moore de Mad Season em 1995. Em 19 de julho de 1999, no programa de rádio Rockline, enquanto havia uma entrevista com Cantrell, Inez e Kiney sobre uma coletânea do Alice in Chains, inesperadamente, Staley ligou para a rádio e juntou-se a discussão.

Entre 1999 e 2002, Staley tornou-se mais recluso, e raramente saía de seu apartamento em Seattle. Pouco de sabe sobre os detalhes de sua vida durante esse período. Os rumores eram de que ele passava a maior parte de seu tempo pintando, jogando video games e usando drogas. Sua mãe é quem possui sua última foto, tomada em novembro de 2001, que conta com ele celebrando o nascimento de seu sobrinho Oscar, no entanto, a foto nunca foi divulgada. Além desse acontecimento, Staley nunca era visto por sua família ou amigos. Em sua última entrevista, ele disse: "não tenho contato com nenhum membro do Alice in Chains, eles não são meus amigos".

Em 2000, sua aparência física havia tornado-se pior que antes: havia perdido vários dentes, sua pele estava pálida, e havia emagrecido gravemente. Em uma suposta última entrevista, dada em 2002, meses antes de morrer, Staley admitiu: "sei que estou a ponto de morrer, faz anos que uso crack e heroína. Nunca quis acabar com a minha vida desse jeito", no entanto, o anterior foi extraído de uma série de entrevistas que teriam sido feitas por Adriana Rubio, que foram acusadas por amigos e familiares de serem apenas invenções da mesma, e o livro Get Born Again, lançado por ela, foi criticado por Liz Coats, irmã de Staley, que disse que Staley odiava jornalistas e dar entrevistas. Amigos do cantor também dizem que ele não se expressava da maneira que é colocada no livro. Os últimos anos da vida de Staley podem ser descritos por amigos e familiares, que afirmam que ele não era uma pessoa tão depressiva quanto se é descrito.

Morte[editar | editar código-fonte]

Em 19 de abril de 2002, Layne foi encontrado morto em seu apartamento. Duas semanas haviam se passado desde que ele injetou uma dose letal de "speedball", uma mistura de heroína e cocaína. Tinha apenas 34 anos de idade. Staley, que tinha 1,80 de altura, pesava apenas 39 quilos. Seu corpo, já decomposto em seu sofá, estava rodeado de drogas, e só pôde ser reconhecido por sua arcada dentária. É estipulado que a morte de Layne tenha sido em 5 de abril, exatamente sete anos após o suicídio de Kurt Cobain.

Em 2009, Mike Starr afirmou ter sido a última pessoa a ver Staley vivo, um dia antes de sua morte, no dia 4 de abril, onde os dois passaram um tempo juntos, por ser aniversário de Mike. Os dois discutiram, pois Layne se sentia mal, mas não queria que Mike chamasse a emergência. Transtornado, ele foi embora. Layne depois ligou para Mike, dizendo, "por favor, não vá embora assim". Na mesma entrevisa, Starr pediu perdão à mãe de Layne, que garantiu não culpá-lo. Starr morreu, também de overdose, em 2011.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

O disco solo de Jerry Cantrell, companheiro de Layne no Alice in Chains e um de seus melhores amigos, foi dedicado a sua memória, em 2002. Aaron Lewis, vocalista banda nu metal Staind, dedicou a canção "Layne" em memória do cantor, lançada em 2003. Zakk Wylde, da banda Black Label Society, também escreveu uma música chamada "Layne", lançada em 2004. Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam, gravou uma canção, "20/04/02", dia em que ficou sabendo da morte de Layne, em 2003. James Hetfield, do Metallica, em uma das entrevistas que fazia para promover seu disco em 2008, disse que algumas letras de seu álbum eram inspiradas por amigos e conhecidos que haviam morrido. Apesar de nunca ter conhecido Staley, ouviu sua história através de Cantrell.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Alice in Chains[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Discografia de Alice in Chains

Mad Season[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Alice in Chains». Musicmight. Consultado em 2009-01-30. 
  2. «Layne T. Staley: Death Record from the Social Security Death Index (SSDI)». GenealogyBank. 2012-02-20. Consultado em 2014-07-28. 
  3. Boyle, Mike; Levy, Doug (May 27, 2002). «Music News». CMJ New Music Report 71 (764) [S.l.: s.n.] p. 7. Consultado em 2012-09-23. «Staley died on April 5 — the same day Nirvana frontman Kurt Cobain took his own life in 1994.» 
  4. Erlewine, Stephen Thomas. «Layne Staley - Music Biography, Credits and Discography». AllMusic. Consultado em 2014-08-06. «Since the body had been in the apartment for two weeks and had begun to decompose, it was hard to determine at first the exact date of Staley's passing. Eventually, a date was determined, which proved to be eerie -- April 5, 2002 -- exactly eight years to the day that another leading figure of the early '90s Seattle rock scene also took his life, Kurt Cobain.» 
  5. «Morte de cantor do Alice in Chains teria sido acidental». BBC. 09 de maio, 2002. Consultado em 8 de Setembro de 2015. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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