Layne Staley

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Layne Staley
Staley05.jpg
Layne Staley em 1992
Informação geral
Nome completo Layne Thomas Staley
Nascimento 22 de agosto de 1967
Local de nascimento Kirkland, Washington
 Estados Unidos
Data de morte 5 de abril de 2002 (34 anos)
Local de morte Seattle, Washington
 Estados Unidos
Gênero(s) Heavy metal, grunge, rock alternativo, metal alternativo
Instrumento(s) Vocal, guitarra, bateria
Período em atividade 1979–2002
Gravadora(s) Columbia Records
Sony Music
Afiliação(ões) Alice in Chains, Mad Season, Class of '99
Página oficial Layne Staley Fund

Layne Thomas Staley (22 de agosto de 1967 – 5 de abril de 2002) foi um músico americano conhecido por ter sido vocalista e co-compositor da banda Alice in Chains, co-fundada por ele ao lado de Jerry Cantrell em Seattle, Washington em 1987. A banda alcançou a fama por ter sido parte do movimento grunge no início da década de 1990, e tornou-se conhecida pelo distinto estilo vocal de Layne, que também foi membro dos grupos Mad Season e Class of '99. Em meados de 1996, Staley sumiu dos holofotes, e nunca mais se apresentou ao vivo. Ele lidou por muitos anos com depressão e uma severa dependência química, o que resultou em sua morte em 5 de abril de 2002.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Layne Staley nasceu em 1967 em Kirkland, Washington. Filho de Phil Staley e Nancy McCallum, seus pais se separaram quando ele tinha sete anos. Ele foi criado por sua mãe e seu padrasto, Jim Elmer. Durante o ensino médio, ele usava o sobrenome de seu padrasto, sendo conhecido como Layne Elmer. Em 2001, ele descreveu o efeito do divórcio de seus pais em sua vida: "minha vida se tornou um pesadelo, e haviam muitas sombras ao meu redor. Eu recebi uma ligação, e me avisaram que meu pai tinha morrido, mas minha família sempre soube que ele estava em algum lugar usando todos os tipos de drogas. Eu sempre me perguntei, 'onde está meu pai?', e sentia tanta falta dele. Ele sumiu da minha vida por 15 anos". Na mesma entrevista, ele insinuou que o divórcio dos pais e a dependência química de seu pai foram pelo menos parcialmente responsáveis por seus próprios problemas com drogas, e também disse que ele estava convencido de que se conseguisse ficar famoso, seu pai retornaria.

Alice in Chains e Mad Season[editar | editar código-fonte]

Staley formou uma amizade com Jerry Cantrell, Mike Starr e Sean Kinney. Juntos, formaram a banda Alice in Chains em 1987.

Em 21 de agosto de 1990, Alice in Chains lançou seu primeiro álbum, Facelift, que conta com o super hit "Man in the Box". O álbum recebeu um certificado de platina e vendeu cerca de duas milhões de cópias nos Estados Unidos. Em 1992, foi lançado o EP SAP, que contava com participações de Chris Cornell, vocalista do Soundgarden, e Mark Arm, líder do Mudhoney. Mais tarde, em setembro, a banda lançou seu segundo álbum, Dirt, o mais bem sucedido de sua carreira. A banda adiou a turnê por diversos meses devido à dependência química de Staley. Starr deixou a banda em 1993 e foi susbtituído por Mike Inez.

Em 1994, Alice in Chains lançou outro EP, Jar of Flies. Em função do estado de saúde de Staley, cada vez pior devido ao abuso de drogas, os outros membros da banda resolveram não sair em turnê. Após o lançamento do EP, Staley foi internado em uma clínica de reabilitação. Lá, começou um projeto paralelo ao lado de Mike McCready, guitarrista do Pearl Jam, e Barrett Martin, do Screaming Trees. A banda, que levava o nome de Mad Season, lançou um álbum, Above, em março de 1995, que contém canções como "Lifeless Dead", "River of Deceit" e "I Don't Know Anything".

Alice in Chains lançou um terceiro álbum homônimo no fim de 1995. Com exceção de "Grind", "Heaven Beside You" e "Over Now", todas as canções foram escritas por Staley, o que tornou esse o álbum com maior colaboração do mesmo. Para acompanhar o álbum, foi lançado o documentário The Nona Tapes, onde a banda brincou com os rumores sobre os problemas pessoais de Staley - algumas pessoas afirmavam que o mesmo estava sem dedos e com a aparência mudada - no entanto, mais uma vez, a banda não foi em turnê pelos tais motivos. Quando perguntado sobre isso anos mais tarde, Cantrell afirmou: "era frustrante, mas tínhamos que aceitar. Nós éramos amigos nos bons e nos maus tempos. Nunca nos apunhalamos pelas costas".

Um dos últimos shows de Staley foi em 1996, na apresentação MTV Unplugged. Sua última aparição foi em 3 de julho de 1996 em Kansas City, Missouri. Em outubro de 1996, Demri Parrott, ex-noiva de Staley, faleceu, aos 27 anos, de endocardite bateriana (causada por uma overdose de heroína). Ao saber da notícia, Staley foi vigiado por 24 horas, para garantir que este não cometesse suicídio. A morte de Parrott fez com que Staley se afundasse ainda mais em sua depressão e no vício em drogas. Ele afirmou, no mesmo ano, para a revista Rolling Stone: "as drogas funcionaram por anos, mas agora parece que estão se tornando contra mim, e minha vida virou um inferno".

Anos finais: 1997–2002[editar | editar código-fonte]

Staley permaneceu longe dos holofotes até 26 de fevereiro de 1997, quando ele e os membros de sua banda foram ao Grammy devido à indicação de "Again" como melhor performance de hard rock. Em setembro de 1998, ele gravou duas músicas com a banda, "Get Born Again" e "Died", que foram lançadas na compilação Music Bank em 1999. Em novembro de 1998, ele gravou as duas partes da canção "Another Brick in the Wall", originalmente do Pink Floyd, com o supergrupo Class of '99. Naquele ano, foi visto em um show solo de Cantrell, que o convidou para o palco, convite que foi negado. Em 19 de julho de 1999, durante uma entrevista numa estação de rádio com os membros do Alice in Chains, Staley ligou para a estação inesperadamente e se juntou à conversa.

Entre 1999 e 2002, Staley se tornou reclusivo e quase nunca deixava seu condomínio em Seattle. Pouco se sabe sobre sua vida durante esse tempo. Há rumores que Staley passava o tempo criando arte, jogando video games e usando drogas. A última foto do cantor pertence à sua mãe, e o mostra segurando o sobrinho recém-nascido no colo. Com exceção desse raro incidente, Staley não era visto por sua família e amigos. Em sua última entrevista, ele afirmou: "não tente falar com aqueles caras do Alice in Chains, eles não são meu amigos". Kinney comentou sobre esse período: "eu tentava manter contato. Três vezes por semana, eu ligava pra ele, mas ele não atendia. Sempre que estava por perto, eu chamava ele, mas ele não aparecia. Eu não tinha como arrombar a porta dele e tirar ele de casa, embora tivesse vezes em que eu queria fazer isso". Mark Lanegan também comentou: "ele não fala conosco há meses".

Em sua última entrevista, concedida em 20 de dezembro de 2001, quatro meses antes de sua morte, Staley admitiu: "eu sei que estou quase morrendo. Faz anos que eu uso crack e heroína, e eu nunca quis terminar minha vida desse jeito". Sua aparência física também havia piorado: ele havia perdido vários dentes, emagrecido severamente e sua pele estava extremamente pálida. Na mesma entrevista, Staley falou sobre o estrago causado por seu vício em heroína: "eu não estou usando drogas pra ficar chapado, ao contrário do que muitas pessoas pensam. Eu sei que eu cometi um grande erro quando eu comecei a usar essa merda. É muito difícil de explicar. Meu fígado não funciona mais e eu vomito e passo mal o tempo todo. A dor é mais do que eu posso aguentar. É a pior dor do mundo. Meu corpo inteiro dói".

Morte[editar | editar código-fonte]

Em 19 de abril de 2002, os contabilistas de Staley contataram Nancy McCallum, sua mãe, e a informaram que nenhum dinheiro havia sido retirado de sua conta em uma semana. Ela então chamou a emergência e disse que não ouvia falar do filho há duas semanas. A polícia foi, ao lado de McCallum e seu marido, para a casa de Staley. Um artigo publicado na época noticiou: "quando a polícia arrombou o apartamento de Layne Staley em 19 de abril, lá, no sofá, com a televisão ligada ao lado de várias latas de tinta no chão, não longe de uma pequena quantidade de cocaína ao lado de um cachimbo de crack, repousavam os restos mortais do músico". O artigo também afirmou que Staley, que tinha 1,85 de altura, pesava apenas 39 quilos quando seu corpo foi encontrado. Sua morte foi causada por uma overdose de speedball, uma mistura de heroína e cocaína.

Em uma entrevista, Mike Starr, ex-baixista do Alice in Chains, afirmou que em seu aniversário, em 4 de abril, ele passou um tempo com Staley. De acordo com ele, Staley estava muito doente, mas não queria chamar a emergência. Os dois discutiram, e Starr deixou o local, transtornado. Starr afirmou que Staley o ligou e disse: "por favor, não vá embora desse jeito". Já que é estipulado que Staley tenha morrido um dia depois, Starr afirmou se arrepender de não ter chamado por ajuda para salvar a vida de seu amigo. De acordo com ele, Staley havia dito que nunca mais falaria com ele se Starr chamasse ajuda. Starr foi a última pessoa a ver Staley vivo. A entrevista terminou com Starr pedindo perdão à mãe de Staley, que disse: "ele o perdoaria. Ele diria, 'ei, eu fiz isso, não você'". Apesar disso, Starr ainda se sentia culpado pela morte do amigo. Ele manteve essa história em segredo até 2009. Em 2011, Starr morreu, também de overdose.

Homenagens[editar | editar código-fonte]

Em 20 de abril, foi realizado um memorial informal em sua homenagem no centro de Seattle, que contou com a presença de pelo menos mil fãs e amigos, incluindo Cantrell, Starr, Inez, Kinney e Chris Cornell. Cantrell dedicou seu álbum solo à memória de Staley. Após a morte de Staley, o Alice in Chains se separou oficialmente e se recusou a se apresentar por anos por respeito a Staley. Em 2005, eles se juntaram para um show beneficente e devido às reações positivas, se reuniram em 2006, tendo William Duvall como substituto de Staley.

Tributos em forma de canção para Staley incluem "The Day Seattle Died", da banda Cold, "Layne", da banda Staind, "4/20/02", composta por Eddie Vedder, do Pearl Jam, "Layne", da banda Black Label Society, "Layne to Rest", composta por Kat Bjelland, "Shadow", do Theory of a Deadman", e "Rebel of Babylon", do Metallica. Hank Williams III dedicou o álbum Attention Deficit Domination a Staley.

Layne Staley Fund[editar | editar código-fonte]

Em 2002, a mãe de Staley, Nancy McCallum, e Jamie Richards, orientador de drogas e álcool, formaram o Layne Staley Fund, uma organização sem fins lucrativos que levanta fundos para o tratamento de drogas e trabalha com a comunidade musical de Seattle. O projeto foi dissolvido em 2010 e substituído por Layne–Staley.com. No entanto, os fundos que foram levantados ao longo dos anos foram utilizados em um fundo memorial localizado em diversos pontos de Seattle.

A maior missão do LSF é proporcionar esperança e apoio para aqueles que sofrem de dependência, com recursos para a recuperação e tratamento. A principal arrecadação de fundos para Layne Staley Fund era um tributo anual e concerto beneficente que era tipicamente realizada em agosto, em torno de aniversário de Staley.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Alice in Chains[editar | editar código-fonte]

Mad Season[editar | editar código-fonte]

Above (1995)

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Categoria no Commons