Leonora Piper

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Leonore E. Piper ou Leonora Piper (Nascida Symonds, Boston, 1859 - 30 de julho de 1950) foi uma médium espiritualista considerada por alguns como uma das mais famosas médiuns da história do Espiritualismo.1 2 3 .

Biografia[editar | editar código-fonte]

Fotografia de Leonora Piper.

A meninice e a juventude de Leonora Piper foram normais sob todos os sentidos. Era a quarta de seis crianças e foi líder nas brincadeiras e esportes. Na adolescência, aprendeu a costurar. Sempre foi boa aluna. Os pais de Leonora eram profundamente religiosos, membros da Igreja Congregacional. Leonora manteve-se nesta religião até o ano de 1910 quando, durante uma visita à Inglaterra, foi batizada na Igreja da Inglaterra. Seu pai faleceu em conseqüencia de ferimentos adquiridos na Guerra Civil Americana, e sua mãe faleceu de pneumonia, aos 88 anos, em 1925.

Aos 22 anos casou-se com Wiiliam Piper, de Boston. Três anos depois nasceu a primogênita Alta e algum tempo depois a filha Minerva

A este tempo era descrita como pessoa alta, esguia, com uma graça e dignidade difíceis de descrever, de feição grega e com cachos de cabelos dourados, portadora de mediana cultura.

A família nunca fez qualquer objeção às atividades mediúnicas da senhora Piper. O marido sempre esteve muito interessado nos fenômenos provocados por ela. A filha Alta, embora reconheça que foram privadas de muitas horas preciosas da companhia da mãe, recorda-se que apesar de todos os compromissos havia um ritual diário que Leonora Piper jamais deixava de cumprir, que era fazer a prece de boa noite, beijando as filhas e dizendo-lhes: "Deus as abençoe, queridas", antes de entregá-las aos cuidados de uma governanta.

Alta Piper transparece sua admiração materna e conta que desde pequena pedia a Deus fazê-la como a mamãe quando crescesse 4 !

Aos 8 anos de idade, enquanto brincava no jardim de sua casa, sentiu um barulho cortante em seu ouvido direito, acompanhado de um som prolongado e sibilento, escutando então as seguintes palavras: "Tia Sara não morreu, mas com você permanece". Assustada, foi então falar com sua mãe sobre o ocorrido, que procurou distraí-la. Dias após, a família recebeu uma carta de um local muito distante, que dizia que a tia Sara (irmã da mãe de Leonora) havia falecido repentinamente na mesma hora e dia em que o fato ocorrera 5 .

Anos mais tarde, já adulta, Leonora casou-se e se mudou para a cidade de Beacon Hill. Sofreu um acidente de trenó, e alguns anos depois nasce sua filha Alta. Leonora ouviu falar de um clarividente, o senhor Cocke, que estaria chamando a atenção de muita gente na cidade, dando diagnósticos médicos corretos e realizando curas. No dia 19 de junho de 1884, Leonora foi visitar o clarividente, acompanhada de seu sogro, a partir de uma sugestão do marido para tentar a cura dos efeitos que o acidente de trenó houvera deixado. Durante a primeira consulta, porém, a sra Piper relatou que durante o momento em que estava escutando seu diagnóstico, por um momento sentiu-se que estava longe do local, passando então a um estado de inconsciência. Dias após o ocorrido, voltou novamente ao local junto de seu sogro. Todos sentaram-se em torno do clarividente, de forma que cada um colocava as mãos na cabeça uns dos outros. Quando o clarividente colocou as mãos sobre Leonora, este viu uma luz onde surgiram estranhas faces. Ela então saiu da cadeira, pegou um lápis, foi até uma mesa e esceveu rapidamente uma mensagem, que entregou ao senhor Juiz Frost, que morava em Cambridge. Este então lhe disse: "Senhora, sou espiritualista há mais de 30 anos, mas a mensagem que me deu é a mais importante que já recebi. Ela me encorajou a ir em frente, sei agora que meu menino vive". Anos antes, o senhor Frost havia perdido seu filho em trágico a acidente. Antes de falecer, seu filho ficou vários meses inconsciente e não mais reconhecia seus pais. Na mensagem, porém, dizia que "sua cabeça estava tão clara como nunca", reconheceu-o como pai e deu outros detalhes, o que para Frost foi uma prova irrefutável 6 .

Citações[editar | editar código-fonte]

(...) há qualquer coisa de verdade, de real, de autêntico atrás de tudo isto.

—Prof. William James7

(...) à sra. Piper como uma manifestação de agradecimento do mundo à sua longa vida de serviços e de ajuda ao início de uma difícil ciência.

Sir Oliver Lodge8

Referências

  1. The Spiritualists, The Passion for the Occult in the Nineteenth and Twentieth Centuries por Ruth Brandon, Alfred A. Knopf, 1983.
  2. Modern Spiritualism (1902) por Frank Podmore. The foremost history of spiritualism. Reimpresso como Mediums of the 19th Century, vols. 1 & 2 University Books, 1963.
  3. Search for the Soul por Milborne Christopher, Thomas Y. Crowell, Publishers, 1979, página 152.
  4. Os sábios e a sra. Piper, p. 23-24.
  5. Os sábios e a sra. Piper, p. 25.
  6. PIPER, Alta L. - The Life and Work of Mrs. Piper. London, KeaganPaul Trench, Trubner, 1929, 204p.
  7. Os Sábios e a Sra. Piper, p.7
  8. Os Sábios e a Sra. Piper, p.7.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CARVALHO, Antonio Cesar Perri de. Os sábios e a sra. Piper: Provas da comunicabilidade dos espíritos. São Paulo, Casa Editora O Clarim, 1986.