Mitologia cristã

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Mitologia cristã é corpo mitológico, esteja ele no Cânon bíblico ou não, das religiões cristãs. Um mito cristão é uma história que os cristãos consideram ter profundo significado religioso. Para os especialistas, este termo é usado para se referir a todas as crenças do cristianismo.

Problematização conceitual[editar | editar código-fonte]

O termo mitologia designa tanto o estudo, como a totalidade dos mitos. Com o positivismo filosófico (ver Émile Durkheim) as mitologias foram consideradas uma forma de conhecimento primitivo, ultrapassada primeiro pela Metafísica e depois pela Ciência. O termo, portanto, passou a indicar religiões do passado, com clara conotação negativa. Exemplos de mitologias, além da cristã, são: a Mitologia greco-romana e a mitologia nórdica.[1] Sendo assim, o termo mitologia cristã é normalmente utilizado por quem não acredita na religião cristã. Embora os estudiosos concordem que toda religião é formada por um conjunto de mitos, lendas e ritos. [2]

A mitologia cristã inclui o corpo de histórias que se acumularam sobre os personagens do Novo Testamento, assim como da vida dos santos. As histórias bíblicas sobre Pôncio Pilatos são exemplos de mitologia cristã. Muitos detalhes de hagiografias estão nos padrões de mitografia cristã. Essas histórias ilustram temas cristãos, podendo eles estarem ou não na Bíblia. Outras histórias que foram eternizadas para ensinar valores ou tradições espirituais cristãs, também podem ser incluídas na categoria de mitologia cristã, como as histórias de São Jorge e São Valentim.

Mitologemas bíblicos[editar | editar código-fonte]

Mitologema, de acordo com a definição de Károly Kerényi, significa o elemento mínimo reconhecível de um complexo de material mítico. Ou seja, uma pequena parte do mito que possui identidade própria. Seguem-se alguns mitologemas cristãos.

Cristo e Cristologia[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Mito de Jesus

O Cristianismo, como seu próprio nome indica, é uma religião fundada a partir do evento de Cristo. Cristo, entretanto, nada deixou escrito: seus ensinamentos foram fixados na escrita por seus apóstolos, seja através de Evangelhos, Cartas, Profecias ou História dos Apóstolos. Percebe-se, portanto, que o mitologema "Cristo" é o mais importante da mitologia cristã. Seguem algumas das características principais deste mitologema: a) a concepção milagrosa de Cristo e o seu nascimento pela Virgem Maria; b) o batismo de Jesus ; c) a Tentação de Cristo por Satanás; d) a Transfiguração de Jesus; e) a Parábolas de Jesus; f) a Última Ceia; g) a morte de Jesus; h) a ressurreição de Jesus; i) a Ascensão de Jesus e j) a descida do Espírito Santo sobre os discípulos de Jesus depois da Ascensão.

Os relatos dos Evangelhos sobre Jesus Cristo - sua vida e morte - são combinados, na mitologia cristã, com a narrativa de como a teologia cristã "passou a ser", i.e., tornou-se realidade entre os crentes, fez-se carne, veio à terra.

Escatologia cristã[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: escatologia cristã

A palavra "escatologia" é derivada de duas palavras gregas que significam "último" e "estudo", respectivamente: ἔσχατος e λογία. Portanto, significa o estudo dos "acontecimentos últimos". A mitologia cristã é inteiramente orientada pela Parousia (ver Epístolas paulinas) - isto é, pelo retorno de Cristo, ou pelo "acontecimento último" (a salvação ou a condenação) - , chegando o último livro bíblico, o Apocalipse de João - a ser inteiramente dedicado a ela. Para pesquisas mais detalhadas sobre o tema, ver: A vinda do anticristo, A Segunda vinda de Cristo, A ressurreição dos mortos, O Juízo Final e A criação definitiva e total do Reino de Deus na Terra.

Comparação de mitologemas judaicos e cristãos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Tanakh hebraico

Igualdades[editar | editar código-fonte]

Diferenças[editar | editar código-fonte]

Querigma judaico cristão: Cristo, a pedra angular da boa nova[editar | editar código-fonte]

Mitologemas cristãos fora da bíblia[editar | editar código-fonte]

São exemplos de mitologemas cristãos não mencionados no cânone bíblico:

Textos apócrifos[editar | editar código-fonte]

Milagres e santificação[editar | editar código-fonte]

Outros mitologemas[editar | editar código-fonte]

Entidades da mitologia cristã[editar | editar código-fonte]

Fazem parte da mitologia cristã, entidades como: Trindade - Jesus, Deus, Espírito Santo -, anjos, santos, demônios e espíritos de demônios. Também fazem parte da mitologia cristã, entidades judaicas como: anjo da morte, arcanjos, querubins, serafins, anciães celestiais, dragões, feras de sete cabeças, homens gigantes, beemotes, jumento-falante, serpente-falante, serpente-bípede, árvore da vida, maná, cajados virando serpentes, água virando sangue, pessoas voltando dos mortos, o Sol parando por horas, abertura do Mar Vermelho, bruxas, anjos dormindo com humanas, pessoas que passam dias no estômago de uma baleia, entre outros.

Interpretação bíblica[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Eliade, Mircea. Myths, Dreams and Mysteries. Trans. Philip Mairet. New York: Harper & Row, 1967.
  2. Bascom, William. "The Forms of Folklore: Prose Narratives". 'Sacred Narrative: Readings in the Theory of Myth. Ed. Alan Dundes. Berkeley: University of California Press, 1984. 5-29.
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