Pandemia de COVID-19 na Suécia

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Ver artigo principal: Pandemia de COVID-19 na Europa
Pandemia de COVID-19 na Suécia
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Mapa de condados com casos confirmados de novo coronavírus
Doença COVID-19
Vírus SARS-CoV-2
Origem Wuhan, Hubei, China, Ásia
Local Suécia, Europa
Período 31 de janeiro de 2020
(10 meses e 4 dias)
Início Jönköping
Estatísticas globais
Casos confirmados 236 355
Mortes 6 622
Atualizado em 26 de novembro de 2020
Cartaz "Evite ser contagiado e evite contagiar os outros.
Letreiro no exterior do hospital Sahlgrenska, em Gotemburgo, pedindo aos pacientes que fiquem no exterior e toquem a campainha.
Anders Tegnell - o epidemiologista chefe da Suécia.
Marcadores de distanciamento numa loja em Åmål.
Fazendo f146 461ila para entrar em loja de bebidas alcoólicas.
Tenda de controlo à entrada do hospital de Avesta.

Até o dia 26 de novembro de 2020, a Suécia contava com 236 355 casos confirmados, com um número total de 3 187 internados em cuidados intensivos e de 6 622 mortes.[1][2][3][4][5]

A origem da epidemia na Suécia foi inicialmente atribuída à Itália. Em junho, Karin Tegmark Wisell da Autoridade Nacional da Saúde Pública retificou esse dado, afirmando que a origem desta epidemia estava não só na Itália como na Grã-Bretanha, França, Países Baixos e Estados Unidos, entre outros. [6][7]

A Autoridade Nacional da Saúde Pública (Folkhälsomyndigheten) é a agência governamental responsável pela proteção contra esta doença contagiosa, e pela coordenação de medidas a nível nacional. Uma das suas responsabilidades está no rastreio ativo dos contactos tidos pelas pessoas identificadas como portadoras da doença. No seu trabalho, coopera ativamente com o Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (União Europeia; Estocolmo), e a Organização Mundial da Saúde (Organização das Nações Unidas; Genebra). [8][9][10][11]

Algumas medidas extraordinárias das autoridades suecas[editar | editar código-fonte]

  • Não recomendado fechar escolas. [12]
  • Não recomendado o uso de máscara de proteção, porque não está provada a sua eficácia e porque também poderia dar uma falsa sensação de segurança, podendo contribuir para maior propagação do vírus.[13][14][15]
  • Retiradas as recomendações específicas para as pessoas com mais de 70 anos. [16][17]
  • Proibidos ajuntamentos sociais com mais de 8 pessoas. Inclui restaurantes, cinemas, teatros, salas de espetáculos, ginásios, arenas desportivas, missas, manifestações. Incerto se inclui refeições e festas entre amigos e familiares. (Início: 24 de novembro; Duração: 4 semanas)[18]
  • Alargamento das recomendações agravadas a 20 das 21 regiões da Suécia. Inclui todas as regiões menos a Região Jämtland Härjedalen.[19]
  • Encomendadas 3 vacinas diferentes - Pfizer, Janssen Farmacêutica e AstraZeneca - em volume suficiente para vacinar toda a população da Suécia a partir de janeiro. [20]
  • Reduzido o número de deputados presentes no Parlamento (Riksdagen), de 349 para 55. (16 de março de 2020) [21]


  • Recomendada a limitação por iniciativa pessoal do número de utentes nos transportes públicos. (1 de abril) [22]
  • Recomendado não usar transportes coletivos, mas sim ir a pé ou de bicicleta. (13 de junho) [23]
  • Suspensa temporariamente a apresentação obrigatória de atestado médico para receber subsídio de doença. (13 de março) [24]
  • Recomendado o encerramento das escolas secundárias e dos estabelecimentos de ensino superior, continuando o ensino a ser ministrado à distância. (17 de março) [25]
  • Proibidas entradas na Suécia, de viajantes vindos de fora da Europa, com exceção para cidadãos nacionais, residentes e profissionais com justificações consideradas importantes. (19 de março) [26]
  • Proibidas as visitas aos "lares de idosos" (äldreboende) (1 de abril) [27]
  • Proibidas compras de medicamentos nas farmácias para mais de 3 meses. (1 de abril) [28]
  • Recomendada a limitação do número de clientes nas lojas. (1 de abril) [29]
  • Recomendadas atividades desportivas ao ar livre, e suspensão de jogos. (1 de abril) [30]
  • Recomendado não fazer viagens desnecessárias ao estrangeiro. (3 de abril) [31]
  • Encerramento dos parques de diversões durante o verão e a pandemia de COVID-19. [32]

Cronologia[editar | editar código-fonte]

Os primeiros casos[editar | editar código-fonte]

  • O primeiro caso de coronavírus na Suécia foi confirmado em 31 de janeiro. A doente era uma mulher de cerca de 20 anos que tinha voltado à Suécia em 24 de janeiro, depois de ter estado na cidade chinesa de Wuhan, considerada o epicentro do novo coronavírus. Foi colocada em isolamento no hospital de Jönköping, e encontrava-se em estado estável. Foi declarada curada em 3 de março.[33][34][35][2][36][37]
  • Quase um mês depois, no dia 26 de fevereiro, foi confirmado o segundo caso: Um homem de cerca de 30 anos foi internado no hospital Sahlgrenska, em Gotemburgo, depois de ter estado no norte de Itália.[38]
  • Em 29 de fevereiro, foram constatados mais dois casos: um na Västra Götaland e um em Estocolmo.[40]
  • O 14º caso foi confirmado em 1 de março, na Västra Götaland. A vítima é uma pessoa de cerca de 30 anos, que esteve no norte de Itália com outra pessoa também infetada, e viajou de avião para Gotemburgo, com paragem na Alemanha.[41]

Novos casos em novas cidades[editar | editar código-fonte]

Surtos locais[editar | editar código-fonte]

Localização[editar | editar código-fonte]

A região mais atingida é Estocolmo, seguida à distância pela Västra Götaland. [1][46]

Locais[editar | editar código-fonte]

Regiões mais atingidas da Suécia[editar | editar código-fonte]

  • Estocolmo - Região do centro; cerca de 1 900 000 habitante
  • Västra Götaland - Região do sudoeste; cerca de 1 700 000 habitantes
  • Escânia - Região do sul; cerca de 1 300 000 habitantes
  • Östergötland - Região do sul; cerca de 460 000 habitantes

Hospitais envolvidos no surto de coronavírus[editar | editar código-fonte]

Instituições oficiais envolvidas[editar | editar código-fonte]

Mapa animado mostrando casos confirmados de COVID-19 desde 12 de janeiro de 2020

Tentativa de criar imunidade de grupo[editar | editar código-fonte]

O governo sueco rejeitou tomar rígidas medidas de confinamento e apostou na tentativa de criar imunidade de grupo. No início de maio, apenas 7,3% dos habitantes de Estocolmo, tinham desenvolvido anticorpos, algo bastante longe dos 60 a 70% necessários para criar a desejada e esperada imunidade de grupo. [66] [67] [68] [69]

A taxa de mortalidade na Suécia é muito superior à dos países vizinhos, com 379 mortes por milhão de habitantes. A Noruega tem 43, a Dinamarca 96 e a a Finlândia 55. Já Portugal, que tem praticamente o mesmo número de habitantes que a Suécia, tem 123 mortes por milhão. [70]

Em 9 de outubro de 2020, a Noruega e a Dinamarca tinha restrições para os viajantes rumo à Suécia. A Dinamarca desaconcelhava idas às regiões de Halland, Blekinge, Estocolmo, Jämtland-Härjedalen, Kronoberg, Uppsala, Västmanland e Örebro. A Noruega desaconcelhava idas à Gotland, Värmland, Västernorrland e Norrbotten. [71]

Posições polémicas da Suécia[editar | editar código-fonte]

  • A grande diferença de óbitos entre a Suécia e os países vizinhos depende do facto de os países se encontrarem em diferentes fases da epidemia. (25 de maio de 2020)[72]
  • Não recomendado o uso de máscara de proteção, porque não está provada a sua eficácia e porque também poderia dar uma falsa sensação de segurança, podendo contribuir para maior propagação do vírus.[73][74]
  • Negada assistência médica a muitos idosos com sintomas suspeitos de covid-19. Em numerosos casos, médicos e enfermeiros deram apenas medicamentos para aliviar sintomas, de acordo com diretivas recebidas.. [75][76][77]

Referências

  1. a b «Bekräftade fall i Sverige – daglig uppdatering (Casos confirmados na Suécia - atualização diária (em sueco). Autoridade Nacional da Saúde Pública (Folkhälsomyndigheten) 
  2. a b «Download today's data on the geographic distribution of COVID-19 cases worldwide» (em inglês). Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças 
  3. Johan Ekman et al. «Coronaviruset: Här är de senaste siffrorna». Aftonbladet. ISSN 1103-9000 
  4. «COVID-19 Coronavirus Pandemic» (em inglês). Worldometer 
  5. «Nuläget Sverige (Situação atual na Suécia (em sueco). Televisão da Suécia - SVT 
  6. Arne Larsson (11 de junho de 2020). «Så kom coronaviruset in i Sverige». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Den italienska smittan var betydligt mindre förekommande och istället var det andra länder som skiljde ut sig. Av det kan man nu slå fast att smittan kom in i Sverige från flera olika länder, som Storbritannien, Frankrike, Nederländerna och USA. 
  7. Johan Brun. «Lovande nationell utveckling men fortsatt risk för lokala utbrott» (em sueco). It-hälsa. Consultado em 14 de julho de 2020. Samtidigt som alpresenärerna ställde undan sina skidor och, i de fall de hade besvär, testades och isolerades, kom det in infekterade resenärer från bland annat USA, Frankrike och Storbritannien 
  8. «Måttlig risk för allmän smittspridning av det nya coronaviruset» (em sueco). Västra Götalandsregionen. Consultado em 4 de março de 2020. Omfattande smittspårning pågår i samarbete med Folkhälsomyndigheten och andra regionala smittskyddsenheter. 
  9. «Om Folkhälsomyndigheten (Sobre a Autoridade Nacional da Saúde Pública (em sueco). Folkhälsomyndigheten (Autoridade Nacional da Saúde Pública) 
  10. «Folkhälsomyndighetens uppdrag (Missão da Autoridade Nacional da Saúde Pública (em sueco). Folkhälsomyndigheten (Autoridade Nacional da Saúde Pública). Consultado em 4 de março de 2020. Folkhälsomyndigheten har ett nationellt ansvar för folkhälsofrågor. Vår uppgift är att främja en god och jämlik hälsa, förebygga sjukdomar och skador samt verka för ett effektivt smittskydd och skydda befolkningen från olika former av hälsohot. Särskild vikt ska fästas vid de grupper som löper störst risk att drabbas av ohälsa. 
  11. «Швеция - онлайн карта» (em russo) 
  12. «Covid-19 hos barn och unga - en kunskapssammanställning» (PDF) (em sueco). Autoridade Nacional da Saúde Pública. Consultado em 12 de junho de 2020. Studier visar också att skolstängningar under pågående pandemi inte spelat någon avgörande roll i kontrollerandet av smittspridningen. Däremot får stängda skolor andra negativa konsekvenser för barn och unga. 
  13. «Munskydd» (em sueco). Folkhälsomyndighet. Consultado em 19 de agosto de 2020. Folkhälsomyndigheten avstår från att rekommendera allmänheten munskydd 
  14. TT (7 de junho de 2020). «Munskydd – frågan som vägrar försvinna». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Det finns uppenbara risker om munskydd används fel. Teoretiskt är det inte visat att de har någon effekt... Dessutom kan munskyddet invagga en i falsk trygghet... 
  15. Viktor Nordblad. «Tegnell står på sig om munskydden: "Inte lätt"». Expressen. ISSN 1103-923X. Consultado em 7 de novembro de 2020. Det skulle till och med kunna öka riskerna för smittspridning. 
  16. «Viktigt att alla tar ansvar när allmänna råd ändras för personer som är 70 år och äldre» (em sueco). Folkhälsomyndigheten (Autoridade Nacional da Saúde Pública). Consultado em 25 de outubro de 2020 
  17. Peter Hjörne. «Peter Hjörne: Det får vara slutfestat nu!». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 25 de outubro de 2020. Samtidigt slopas de särskilda restriktionerna för dem som är äldre än 70 år och personer i andra riskgrupper. Samma restriktioner skall gälla för alla i befolkningen. 
  18. Amanda Dahl e Ossi Carp. «Allmänna sammankomster begränsas till åtta personer». Dagens Nyheter. ISSN 1101-2447. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  19. Amanda Dahl e Ossi Carp. «Allmänna sammankomster begränsas till åtta personer». Dagens Nyheter. ISSN 1101-2447. Consultado em 16 de novembro de 2020 
  20. Jonas Månsson. «Vaccin till hela landet säkrat (Assegurada vacina para todos. Aftonbladet. ISSN 1103-9000. Consultado em 17 de janeiro de 2020 
  21. Karin Runblom. «Riksdagen förändrar arbetet – på grund av coronaviruset» (em sueco). Sveriges Radio. Consultado em 16 de outubro de 2020 
  22. Sanna Arbman Hansing. «Här är nya tuffa åtgärderna mot virusspridningen». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 2 de abril de 2020 
  23. Sanna Arbman Hansing. «Folkhälsomyndighetens nya råd: "Res inte med spårvagn"». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 12 de junho de 2020 
  24. Lena Hennel. «Kravet på läkarintyg för sjuka avskaffas tillfälligt» (em sueco). Arbetet. Consultado em 17 de março de 2020 
  25. Carol Atallah. «Gymnasieskolor och högskolor rekommenderas distansundervisning» (em sueco). SVT Nyheter. Consultado em 17 de março de 2020 
  26. https://mp.uu.se/web/nyheter/-/regeringen-infor-reseforbud
  27. Owe Nilsson/TT, Anna Lena Wallström/TT e Petronella Uebel/TT. «Besöksförbud på äldreboenden fram till juli». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 1 de abril de 2020 
  28. Viktor Andersson/TT. «Nattsvart på svenska museer». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 2 de abril de 2020 
  29. Sanna Arbman Hansing. «Här är nya tuffa åtgärderna mot virusspridningen». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 2 de abril de 2020 
  30. Sanna Arbman Hansing. «Här är nya tuffa åtgärderna mot virusspridningen». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 2 de abril de 2020 
  31. Wiktor Nummelin/TT e Erik Nilsson/TT. «Förlängd reseavrådan till 15 juni». Göteborgs-Posten. ISSN 1103-9345. Consultado em 4 de abril de 2020 
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  40. a b «Detta vet vi om de svenska coronafallen». Göteborgs (em sueco). 1 de março de 2020. Consultado em 2 de março de 2020 
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  57. https://www.svt.se/nyheter/lokalt/uppsala/planerad-vard-stalls-in-pa-akademiska
  58. https://www.expressen.se/nyheter/smittspridning-pa-sjukhus-operationer-stalls-in/
  59. https://www.svd.se/operationer-stoppas-pa-akademiska-i-uppsala
  60. Eva Rogsten. «Coronas grepp: Smitta på över 100 skolor i Göteborg». Göteborgs-Tidningen. ISSN 1402-8050. Consultado em 24 de novembro de 2020 
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  77. «IVO: Allvarliga brister inom äldrevården under pandemin» (em sueco). SVT. Consultado em 29 de novembro de 2020. Äldre som bor på på särskilda boenden har inte fått vård och behandling utifrån den enskildes behov vid misstänkt eller konstaterad covid-19. 

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