Said Abrahim Farhat

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa

Saïd Abrahim Farhat (Rio Branco, 12 de novembro de 1920São Paulo, 21 de agosto de 2014) foi um jornalista, advogado e empresário. Presidente da Embratur no governo Ernesto Geisel (1974-1979), foi ministro da Comunicação Social da Presidência da República no início do governo João Figueiredo.[1]

Na iniciativa privada, notadamente no campo da publicidade, ocupou, a partir de 1954, cargos de direção da Standard Propaganda - então a maior agência de propaganda brasileira - no Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo; e na J. Walter Thompson - então a maior agência de propaganda do mundo.

Na área editorial, adquiriu em 1965, com sua mulher, Ray Farhat, a revista Visão, dando início à fase de maior prestígio daquela publicação no panorama editorial brasileiro. A Editora Visão da época foi pioneira em várias iniciativas, hoje incorporadas ao quotidiano editorial do País. Exemplo do arrojo de Farhat no comando da maior revista noticiosa do País, em seu tempo, foi a criação da publicação Quem é Quem na Economia Brasileira. Primeira experiência do gênero, o anuário Quem é Quem inspirou várias muitas publicações espalhadas hoje pelo País, que sobrevivem em seu formato original.

A série de revistas técnicas que compreendiam o Dirigente Industrial, o Dirigente Agrícola, o Dirigente Construtor e o Dirigente Municipal, inaugurou no Brasil o sistema de "circulação controlada" - gratuita, mas acessível somente a pessoas qualificadas. Publicações pioneiras em seu campo, desempenharam, em conjunto, papel decisivo na implantação da imprensa periódica técnica no Brasil.

Farhat criou também o prêmio Homem de Visão, considerado "a mais alta láurea privada existente no Brasil", que contemplou selecionados líderes empresariais e governamentais com atuação destacada em sua área - muitos dos quais ainda vivos.

Em setembro de 1974, Farhat vendeu a Editora Visão ao empresário Henry Maksoud, mas continuou ligado à imprensa, colaborando, durante anos, com uma coluna na própria revista Visão, e em jornais como a Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, além de manter uma coluna semanal na revista Senhor, depois incorporada por IstoÉ. Farhat foi agraciado com as mais altas condecorações brasileiras, como Grã-Cruz da Ordem do Cruzeiro do Sul, Grande Oficial das Ordens de Mérito Naval, Militar e Aeronáutico. Farhat recebeu, ainda, as Grã Cruzes das principais Ordens de mérito da Venezuela, México, Argentina e Chile, além de numerosas outras condecorações nacionais e estrangeiras.

Nos últimos anos, Said Farhat mantinha o site Política e Cidadania, que tornava disponível o conteúdo produzido pelo autor sobre assuntos relacionados à política em seus mais diferentes aspectos. São mais de 1.500 verbetes enciclopédicos sobre o processo político e legislativo no Brasil, livros, artigos, reflexões e opiniões do autor.

Fonte de pesquisa[editar | editar código-fonte]

O fim da longa agonia. Disponível em Veja, ed. 642 de 24 de dezembro de 1980. São Paulo: Abril.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ícone de esboço Este artigo sobre uma pessoa é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.