Teleférico do Alemão

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
(Redirecionado de Teleférico A da SuperVia)
Ir para: navegação, pesquisa
Teleférico do Alemão
Teleférico do Complexo do Alemão 06 2014 8945.JPG
Diversas gôndolas em operação.
Informações
Proprietário Secretaria de Estado de Transportes (SETRANS)
Local Município do Rio de Janeiro Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Tipo de transporte Estação de Teleférico Teleférico
Número de linhas 1
Número de estações 6
Tráfego 10 mil/dia (2012)[1]
Funcionamento
Início de funcionamento 7 de julho de 2011 (6 anos)[2]
Fim de funcionamento 14 de outubro de 2016 (0 anos)[3]
Operadora(s) Consórcio Rio Teleféricos
Número de veículos 152
Dados técnicos
Extensão do sistema 3,5 km

O Teleférico do Alemão é um sistema de teleférico que opera nas comunidades do Complexo do Alemão, situado na Zona Norte da cidade do Rio de Janeiro. É operado pelo Consórcio Rio Teleféricos desde o dia 7 de março de 2016.[4]

É composto por uma única linha em operação, que possui 6 estações e 3,5 km de extensão. O sistema entrou em operação no dia 7 de julho de 2011.[2] A Estação Bonsucesso possibilita integração com os trens da SuperVia.

O serviço está inoperante desde o dia 14 de outubro de 2016 devido à falta de pagamento ao consórcio por parte do estado e ao desgaste de um dos cabos de tração.[3][5] Está previsto para o segundo semestre de 2017, segundo o governo estadual, a retomada do funcionamento do sistema.[6]

Atende as seguintes comunidades do Complexo do Alemão: Adeus, Alemão, Baiana e Palmeiras. O sistema transportava uma média de 10 mil passageiros por dia em 2012.[1] É operado por 152 gôndolas, com capacidade para dez passageiros cada uma, sendo oito sentados e dois em pé. A viagem da primeira estação (Bonsucesso) à última (Palmeiras) possui duração média de dezesseis minutos.

História[editar | editar código-fonte]

O Teleférico do Alemão, o primeiro sistema de transporte de massa por cabo do Brasil, foi inaugurado no dia 7 de julho de 2011, em cerimônia que contou com a presença da presidente Dilma Rousseff, do governador Sérgio Cabral e do prefeito Eduardo Paes.[2] Sua construção foi inspirada no Metrocable de Medellín que, assim como o Teleférico do Alemão, é integrado com linhas de trem de superfície (Metrô de Medellín e Tranvía de Ayacucho), além de ligar o "morro" com o "asfalto".[7]

Em 2016, a SuperVia anunciou que não iria mais operar o sistema a partir do dia 7 de março de 2016.[8] O sistema é operado atualmente pelo Consórcio Rio Teleféricos.

Em 15 de setembro de 2016, a Secretaria de Estado de Transportes (SETRANS) anunciou que o teleférico ficaria inoperante por cerca de seis meses para manutenção. O motivo da paralisação do sistema seria a evolução do desgaste de um dos cabos de aço utilizados.[5] O sistema teve suas operações paralisadas no dia 14 de outubro de 2016 devido à falta de pagamento do estado ao Consórcio Rio Teleféricos. Segundo a SETRANS, há faturas em aberto desde abril de 2016 e que a prioridade do governo era o pagamento dos salários do funcionalismo.[3]

Estações[editar | editar código-fonte]

O sistema é composto por 6 estações em operação,[9] das quais todas são elevadas. A tabela abaixo lista a sigla, o nome, a data de inauguração, a comunidade que atende, os meios de transporte que são integrados, a posição e as coordenadas geográficas de cada estação:

Sigla Nome Inauguração Comunidade Integração Posição Latitude Longitude
BCO Bonsucesso 7 de julho de 2011 - Estação de Trem Urbano Superfície 22° 52' 03"
S
43° 15' 19"
O
ADS Adeus 7 de julho de 2011 Morro do Adeus - Elevada 22° 51' 54"
S
43° 15' 40"
O
BNA Baiana 7 de julho de 2011 Morro da Baiana - Elevada 22° 51' 30"
S
43° 15' 59"
O
ALO Alemão/Kibon 7 de julho de 2011 Morro do Alemão - Elevada 22° 51' 29"
S
43° 16' 15"
O
IRE Itararé 7 de julho de 2011 Itararé - Elevada 22° 51' 41"
S
43° 16' 19"
O
PMS Palmeiras 7 de julho de 2011 Favela das Palmeiras - Elevada 22° 51' 46"
S
43° 16' 54"
O

Vista panorâmica[editar | editar código-fonte]

Vista panorâmica do teleférico do Complexo do Alemão entre as estações (da esquerda para a direita) Palmeiras - Itararé - Alemão - Baiana - Adeus, de onde a foto foi tirada

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Gomide, Raphael (8 de março de 2012). «Construído por R$ 210 mi, teleférico do Alemão custa R$ 6,70 ao Rio por viagem». Último Segundo. Consultado em 8 de julho de 2017 
  2. a b c Quaino, Lilian (7 de julho de 2011). «Dilma inaugura teleférico do Alemão». G1. Consultado em 8 de julho de 2017 
  3. a b c «Teleférico do Alemão, no Rio, é fechado por falta de pagamento». G1. 18 de outubro de 2016. Consultado em 8 de julho de 2017 
  4. «Teleférico do Complexo do Alemão: 1º dia de funcionamento com o novo operador». Secretaria de Estado de Transportes (SETRANS). 8 de março de 2016. Consultado em 8 de julho de 2017 
  5. a b «Teleférico do Alemão deve ficar parado por 6 meses para manutenção». G1. 15 de setembro de 2016. Consultado em 8 de julho de 2017 
  6. Ribeiro, Gustavo (28 de maio de 2017). «Teleférico do Alemão está prestes a voltar». O Dia. Consultado em 8 de julho de 2017 
  7. Peres, João (21 de dezembro de 2010). «Inspiração para o Rio, teleférico da Colômbia acompanhou políticas públicas». Rede Brasil Atual. Consultado em 8 de julho de 2017 
  8. Lobo, Renata (8 de fevereiro de 2016). «SuperVia não vai mais operar Teleférico do Alemão». Via Trolebus. Consultado em 8 de julho de 2017 
  9. «Testes em teleférico do Alemão começam em setembro». G1. 14 de julho de 2010. Consultado em 8 de setembro de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Teleférico do Alemão