Tiauanaco

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Pix.gif Centro Espiritual e Político da Cultura Tiwanaku *
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Património Mundial da UNESCO

Tiwanaku1.jpg
Monolito Bennett
País  Bolívia
Critérios (iii)(iv)
Referência 567
Coordenadas 16° 33′ S 68° 40′ W
Histórico de inscrição
Inscrição 2000  (24ª sessão)
* Nome como inscrito na lista do Património Mundial.

Tiwanaku (também grafado Tiahuanaco, Tiahuanacu e Tihunaco) é um importante sítio arqueológico pré-colombiano situado próximo à margem sudeste do lago Titicaca, no município de Tiahuanaco, na província de Ingavi, no departamento de La Paz, na Bolívia, cerca de 72 quilômetros a oeste de La Paz. Estudiosos das culturas andinas classificam esta civilização como os mais importantes precursores do império Inca, florescendo como a capital administrativa e ritualística de um grande poder regional por mais de cinco séculos. O primeiro europeu a registrar a existência do sítio foi o conquistador espanhol Pedro Cieza de León. León deparou-se com os restos de Tiwanaku em 1549 enquanto buscava Collasuyo.[1]

Alguns especulam que o nome moderno "Tiwanaku" é relacionado ao termo aimará taypiqala, que significa "pedra no meio", em alusão à crença de que ficaria no centro do mundo.[2] Entretanto, o nome pelo qual Tiwanaku era conhecida pelos seus habitantes se perdeu, uma vez que esse povo não deixou linguagem escrita.[3][4]

Cultura[editar | editar código-fonte]

A área da civilização Tiwanaku (em azul)

A área ao redor de Tiwanaku pode ter sido habitada já desde 1500 a.C. como uma pequena vila agrícola.[5] A maior parte da pesquisa, entretanto, se concentra nos períodos Tiwanaku IV e V, entre os anos 300 e 1000, período no qual Tiwanaku cresceu muito em poder e influência. Acredita-se que, entre 300 a.C. e 300, Tiwanaku era um centro moral e cosmológico ao qual muitos faziam peregrinações. O prestígio cosmológico foi o precursor do poderoso império Tiwanaku.[1]

A cidade cobriu uma extensão máxima de seis quilômetros quadrados e teve, no apogeu, estimados quarenta mil habitantes. Seu estilo de cerâmica sem igual é encontrado numa vasta área que cobre a moderna Bolívia, Peru, o norte do Chile e a Argentina. No entanto, é difícil dizer se a presença dessa cerâmica atesta o poder político desta civilização sobre esta área ou somente atesta sua influência cultural/comercial.

É considerada também uma cultura precursora das grandes construções megalíticas da América do Sul, cortando, entalhando ou esculpindo pedras pesando até cem toneladas e encaixando-as umas às outras com uma precisão e engenhosidade raramente encontradas mesmo na posterior arquitetura inca.

É evidente a originalidade do estilo da arte Tiwanaku, mas é perceptível alguma correlação com o estilo da cultura de Huari. É certo que ambas as culturas definem o período médio do horizonte das culturas pré-incaicas, parecendo que ambas foram precedidas pela cultura Paracas, que floresceu na bacia norte do lago Titicaca. Alguns estudiosos afirmam ter encontrado laços com a influência cultural e artística da cultura Chimu.

A localização de Tiwanaku entre o lago e o seco planalto fornecia recursos fundamentais de peixes, pássaros selvagens, plantas e pastagens para camelídeos, em especial lhamas.[6] A bacia hidrográfica do Titicaca é a região mais fértil da área, com chuvas certas e abundantes, que a cultura de Tiwanaku aprendeu a utilizar na agricultura. Se deslocando para leste, o altiplano torna-se uma região extremamente árida.[7] A alta altitude da bacia do Titicaca exigiu o desenvolvimento de uma técnica própria de cultivo conhecida como "monte de cultivo" (suka kollu), composta por plataformas elevadas de cultivo intercaladas por canais, que previne problemas de falta de drenagem, inundações e geadas.[8] Essa técnica era aplicada em uma percentagem significativa da agricultura na região, juntamente com as técnicas de campo irrigado, pastos, terraço e agricultura de qocha (lagos artificiais).[9] Montes de plantação artificialmente levantados são separados por canais rasos preenchidos com água. Os canais fornecem umidade para as culturas em crescimento, mas também absorvem calor da radiação solar durante o dia. Esse calor, então, é emitido gradualmente durante as severamente frias noites que sempre produzem geada e que são endêmicas da região, propiciando insolação térmica. Traços de manejo da paisagem também foram encontrados na Planície Beniana.[10] Os canais também eram usados para a criação de peixes, e a lama produzida pelos canais era dragada para ser utilizada como fertilizante.

Através de uma agricultura intensiva, os suka kollu produzem colheitas impressionantes. Enquanto a agricultura tradicional da região produz 2,4 toneladas de batata por hectare, e a agricultura moderna (com fertilizantes artificiais e pesticidas) produz 14,5 toneladas por hectare, a agricultura de suka kollu produz, em média, 21 toneladas por hectare.[11]

Significativamente, os campos experimentais recriados nos anos 1980 por Alan Kolata e Oswaldo Rivera (da Universidade de Chicago)[12] sofreram um decréscimo de apenas dez por cento na produção após uma geada que matou entre setenta e noventa por cento do resto da produção da região. As técnicas de proteção contra geada adotadas pela civilizações agrárias são um bem inestimável, e a suka kollu não pode ser menosprezada.

Conforme a população cresceu, nichos ocupacionais foram criados de modo que cada membro da sociedade sabia realizar um ofício e confiava na elite do império para suprir todas as necessidades da população. Havia uma estratificação hierárquica dentro do império.[13] A elite de Tiwanaku vivia dentro de quatro muralhas que eram circundadas por um fosso. Segundo alguns, o fosso visava a criar uma imagem de uma "ilha sagrada". Dentro das muralhas, existiam muitas imagens de origem humana que eram privilégio da elite, embora as imagens representassem o início de toda a espécie humana. A população pode ter entrado nesses recintos apenas para propósitos cerimoniais, pois eles abrigavam o santuário mais sagrado.[14]

Ascensão e queda de Tiwanaku[editar | editar código-fonte]

A cidade e seus habitantes não deixaram história escrita, e a população local atual pouco conhece da cidade e de sua história. Uma teoria baseada na arqueologia propõe que, por volta do ano 400, Tiwanaku, de uma força dominante local, passou a ser a um estado predatório. A cidade, então, teria expandido seus domínios até a região dos Andes orientais (Yunga), disseminando sua cultura e estilo de vida pelas regiões atualmente ocupadas pelo Peru, Bolívia e Chile. Tiwanaku, entretanto, não foi exclusivamente uma cultura violenta. A cidade também usou a política para se expandir, criando colônias, negociando tratados comerciais (que tornaram as outras culturas dependentes de Tiwanaku) e estabelecendo cultos estatais.[15] Muitas cidades foram atraídas para Tiwanaku por motivos religiosos, pois a cidade nunca deixou de ser um centro religioso. A força raramente era necessária para a expansão do império, mas, no extremo norte da bacia hidrográfica, houve resistência. Existem evidências de que as bases de algumas estátuas foram trazidas de outras culturas até Tiwanaku e posicionadas em posição de subordinação perante os deuses de Tiwanaku, de modo a demonstrar o poder de Tiwanaku sobre essas cidades.[16]

Um exemplo de violência que Tiwanaku costumava praticar era a oferenda feita no alto do edifício conhecido como Akipana. Nesse local, pessoas eram mortas, dilaceradas e expostas publicamente, talvez como uma forma de dedicação aos deuses. Pesquisas mostraram que uma das vítimas foi uma pessoa não nativa da região do lago Titicaca, sugerindo que as vítimas, geralmente, não pertenciam à sociedade da região.[17]

A comunidade alcançou proporções urbanas entre os anos de 600 e 800, se tornando um importante poder regional no sul dos Andes. De acordo com estimativas iniciais, na sua máxima extensão, a cidade cobriu aproximadamente 6,5 quilômetros quadrados, e teve entre 15 000 e 30 000 habitantes.[18] Entretanto, imagens de satélite foram usadas recentemente para mapear a extensão de suka kollu fossilizado nos três vales principais de Tiwanaku, chegando-se a uma capacidade populacional estimada entre 285 000 e 1 482 000 pessoas.[19]

O império continuou a crescer, absorvendo culturas mais do que as erradicando. William H. Isbell afirma que "Tiahuanaco passou por uma dramática transformação entre os anos de 600 e 700, quando estabeleceu novos padrões monumentais para sua arquitetura cívica e aumentou grandemente sua população".[20] Arqueólogos notam uma dramática adoção de cerâmicas de Tiwanaku por parte de culturas que se tornaram parte do império de Tiwanaku. Tiwanaku conquistou poder através do comércio que implementou entre todas as cidades que compunham o império.[21] As elites conquistaram seu status através do controle do excedente de comida obtido de todas as regiões e redistribuído para a população. O controle das manadas de lhamas se tornou importante para Tiwanaku, pois elas eram essenciais no transporte de mercadorias entre o centro e a periferia do império. As lhamas também podem ter simbolizado a distância entre a população e as elites.

O poder das elites continuou a crescer juntamente com o excedente de recursos até aproximadamente o ano 950. Nesse momento, ocorreu uma dramática mudança no clima.[22] Ocorreu uma significativa queda de precipitação na bacia do Titicaca, sendo que alguns arqueólogos sugerem a possibilidade de ter ocorrido uma seca. Conforme as chuvas diminuíam, muitas cidades mais distantes do lago Titicaca começaram a gerar menores colheitas para as elites. Com a diminuição do excedente de comida, o poder das elites começou a diminuir. Graças à eficiência dos seus campos agrícolas elevados, a capital se tornou o último reduto de produção agrícola, mas, finalmente, até o inteligente mecanismo dos campos elevados sucumbiu ao clima. Tiwanaku desapareceu por volta do ano 1000 porque a produção de alimentos, fonte de seu poder e autoridade, secou. A terra se tornou desabitada por muitos anos.[23] Em locais isolados, alguns remanescentes do povo de Tiwanaku, como os uros, podem ter sobrevivido até os dias de hoje.

Além da fronteira norte do estado de Tiwanaku, um novo poder começou a emergir no século XIII: o império Inca. Em 1445, Pachacuti, o nono imperador inca, começou a conquista da região do Titicaca. Ele incorporou e desenvolveu o que sobrara da cultura de Tiwanaku, e as autoridades incas se impuseram sobre as autoridades locais. A língua quíchua se tornou a língua oficial e a adoração do sol se tornou a religião oficial. Os últimos traços da civilização de Tiwanaku ou foram integrados ao império Inca ou desapareceram.

Arquitetura e arte[editar | editar código-fonte]

Embarcação Inca.
Receptáculo antropomórfico.

Muitas teorias para a arquitetura de Tiwanaku já foram propostas. Uma delas é que utilizavam uma medida chamada luk'a, um padrão de cerca de sessenta centímetros. Outra possibilidade é a proporção de Pitágoras. Esta ideia pressupõe certos triângulos à proporção de cinco para quatro para três, utilizados nos portais para medir todo o resto. Lastly Protzen e S. E. Nair levantaram a possibilidade de que Tiwanaku tivesse um sistema para elementos individuais que dependia de contexto e composição. Isso se evidencia na construção de portais desde dimensões diminutas a tamanhos monumentais, provando que fatores de escala não atrapalharam a proporção. Com a adição de cada elemento, as peças individuais se deslocaram para encaixarem-se.[24]

Arqueologia[editar | editar código-fonte]

O sítio arqueológico de Tiwanaku encontra-se em mau estado de conservação, já tendo sofrido o saque de escavadores amadores em busca de preciosidades desde a queda da cidade. Esta destruição continuou no século XIX e início do século XX com ações como o uso das pedras monumentais para fabricação de brita para a construção de ferrovias e o seu uso como alvo de tiro em exercício militar.

A Porta do Sol desenhada por Ephraim Squier em 1877. A escala está exagerada neste desenho.

Outro problema para os arqueólogos é a falta de construções sobreviventes no sítio. Existem apenas fundações de construções públicas, não residenciais, com paredes mal reconstruídas. Os blocos polidos utilizados em muitas dessas estruturas eram feitos em grande escala com estilos similares, possivelmente de modo a poderem ser utilizados para vários propósitos. Durante o período de uso do local, alguns prédios mudaram de função, causando a mistura de artefatos encontrados hoje.[24]

Estudos detalhados de Tiwanaku começaram em pequena escala no meio do século XIX. Nos anos 1860, Ephraim George Squier visitou as ruínas e, posteriormente, publicou mapas e desenhos feitos durante sua visita. O geólogo alemão Alphons Stübel passou nove dias em Tiwanaku em 1876, criando um mapa do sítio baseado em cuidadosas medições. Ele também fez desenhos e impressões em papel dos entalhes e outras características arquitetônicas. Um livro contendo grande documentação fotográfica foi publicado em 1892 pelo engenheiro B. von Grumbkow. Com comentários do arqueólogo Max Uhle, o livro de von Grumbkow foi o primeiro estudo científico profundo das ruínas.

Paredes ao redor do templo Kalasasaya.

Esforços de restauração mal dirigidos também contribuíram para a descaracterização do sítio - nos anos 1960, uma tentativa de restauração resultou nas paredes da foto ao lado, em Kalasasaya. As pedras originais seriam mais semelhantes a locais como Stonehenge, com espaçamento regular e posicionadas de pé. Infelizmente, os responsáveis pela reconstrução decidiram deixar Kalasasaya dentro de paredes construídas por eles mesmos. Ironicamente, esta reconstrução moderna é de qualidade muito aquém daquela de que o povo de Tiwanaku era capaz. Vale notar também que a Porta do Sol, hoje em dia em Kalasasaya, foi movida em algum ponto do passado de sua localização original, agora desconhecida.

Escavações modernas e de acordo com princípios acadêmicos foram realizadas entre 1978 e os anos 1990 pelo antropólogo Alan Kolata, da Universidade de Chicago, e seu contraparte boliviano, Oswaldo Rivera. Dentre suas contribuições, estão os suka kollus, datação mais acurada do crescimento e influência da civilização, e evidência de um colapso da civilização associado a seca.

Hoje, o sítio de Tiwanaku é considerado patrimônio da humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, sendo administrado pelo governo boliviano.

Trabalhos de restauração[editar | editar código-fonte]

Em 2009, um esforço de restauração da pirâmide de Akapana patrocinado pelo Estado boliviano foi paralisado, devido a uma reclamação da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura. A restauração consistia em aplicação de adobe, apesar de não ser claro se o resultado traria a pirâmide a um estado próximo de sua condição original.[25][26]

Lukurmata[editar | editar código-fonte]

Lukurmata foi um importante sítio secundário próximo ao lago Titicaca. Estabelecido quase dois mil anos atrás, cresceu até se tornar um grande centro cerimonial no Estado Tiwanaku, um regime que dominou a região centro-sul dos andes de 400 a 1200. Após o Estado Tiwanaku colapsar, Lukurmata rapidamente declinou, transformando-se novamente em uma pequena vila. O sítio também dá sinais de extensa ocupação antes mesmo da civilização Tiwanakana.

Referências

  1. a b Kolata, Alan L. (December 15, 1993). The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization Wiley-Blackwell [S.l.] ISBN 978-1557861832. Consultado em 9 August 2009. 
  2. Kelley, David H.; Milone, Eugene F. (November 19, 2004). Exploring Ancient Skies: An Encyclopedic Survey of Archaeoastronomy (Nova Iorque: Springer). ISBN 978-0387953106. Consultado em 9 August 2009. 
  3. Hughes, Holly (October 20, 2008). Frommers 500 Places to See Before They Disappear (500 Places) Frommers [S.l.] p. 266. ISBN 978-0-470-18986-3. Consultado em 9 August 2009. 
  4. «Profile: Fabricio R. Santos - The Genographic project». Genographic Project. National Geographic. Consultado em 2009-08-09. 
  5. Fagan, Brian M. 'The Seventy Great Mysteries of the Ancient World: Unlocking the Secrets of Past Civilizations'. New York: Thames & Hudson, 2001.
  6. BRUHNS, K. Ancient South America. Cambridge University Press. 1994. 424 p.
  7. KOLATA, A. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell. 1993.
  8. Scribd. Disponível em https://pt.scribd.com/doc/46779920/suka-kollus. Acesso em 15 de novembro de 2016.
  9. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  10. KOLATA, A. L. The Agricultural Foundations of the Tiwanaku State: A View from the Heartland. American Antiquity 51, 1986: 748-762
  11. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  12. KOLATA, A. L. Valley of the Spirits: A Journey into the Lost Realm of the Aymara. John Wiley and Sons, Hoboken, 1996.
  13. BAHN, P. G. Lost Cities. New York: Welcome Rain, 1999.
  14. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  15. MCANDREWS, T. L. et al. Regional Settlement Patterns in the Tiwanaku Valley of Bolivia. Journal of Field Archaeology 24 (1997): 67-83.
  16. BLOM, D.E. e JANUSEK, J. W. Making Place: Humans as Dedications in Tiwanaku. World Archaeology (2004): 123-141.
  17. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  18. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  19. KOLATA, A. L. Valley of the Spirits: A Journey into the Lost Realm of the Aymara. John Wiley and Sons, Hoboken, 1996.
  20. ISBELL, W. H. Wari and Tiwanaku: International Identities in the Central Andean Middle Horizon. p. 731-751.
  21. MCANDREWS, T. L. et al. 'Regional Settlement Patterns in the Tiwanaku Valley of Bolivia'. Journal of Field Archaeology 24 (1997): 67-83.
  22. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  23. KOLATA, A. L. The Tiwanaku: Portrait of an Andean Civilization. Wiley-Blackwell.
  24. a b Protzen, J.-P., and S. E. Nair, 2000, "On Reconstructing Tiwanaku Architecture": The Journal of the Society of Architectural Historians. vol. 59, no., 3, pp. 358-371.
  25. «Título ainda não informado (favor adicionar)». 
  26. «Título ainda não informado (favor adicionar)». 

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • Posnansky, Arthur. Tiahuanacu: The Cradle of American Man (4 vol., 1945–58). J. J. Augustin: Nova Iorque, 1945.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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