Duque de Normandia

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Duque da Normandia
Monarquia
Arms of William the Conqueror (1066-1087).svg
Real brasão de armas do Duque da Normandia
Elizabeth II greets NASA GSFC employees, May 8, 2007 edit.jpg
Titular:
Isabel II
Título: Sua Alteza Real
Herdeiro aparente: Carlos da Cornualha
Primeiro duque: Rollo
Formação: 911


Duque de Normandia é o título dado ao monarca reinante das depêndencias da coroa britânica do Bailiado de Guernsey e do Bailiado de Jersey. O título traça as suas raízes para o Ducado da Normandia (do qual as Ilhas do Canal são remanescentes). Seja o soberano reinante masculino ou feminino, o título permanece "Duque de Normandia".[1]

Rollo, o Viking[editar | editar código-fonte]

Estátua de Rollo

O Ducado da Normandia foi criado em 911 pelo líder Viking Rollo de Normandia.

Depois de participar de muitas incursões Vikings ao longo do Sena, que culminaram com o cerco de Paris em 886, Rollo foi finalmente derrotado pelo rei Carlos, o Simples. Com o Tratado de Saint-Clair-sur-Epte, Rollo aceitou tornar-se um vassalo de Carlos III de França, sendo convertido para Cristianismo e batizado com o nome de Roberto. Carlos então concedeu à Rollo territórios perto de Rouen, que veio a ser chamado mais tarde de Normandia após Northmen (do latinNormanni).

Rollo e seus sucessores imediatos foram denominados como "Condes" da Normandia. Algumas fontes medievais mais tarde se referiram à eles pelo título de dux, a palavra latina da qual a palavra inglesa e portuguesa "duque" é derivada, no entanto, o descendente de Rollo, Ricardo II foi o primeiro a seguramente ser denominado "Duque de Normandia".

Apesar de alguns títulos terem sido utilizados alternadamente durante este período, o título de "Duque" era tipicamente reservado para o posto mais alto da nobreza feudal - tanto aqueles que haviam recebido a homenagem diretamente dos reis, ou para aqueles que eram soberanos independentes (principalmente diferenciado de reis por não possuírem duques como vassalos).

Guilherme, o Conquistador[editar | editar código-fonte]

Guilherme, o Conquistador adicionou o Reino da Inglaterra ao seu reino após a Conquista normanda da Inglaterra em 1066. Isto criou uma situação problemática uma vez que Guilherme e seus descendentes eram reis na Inglaterra, mas um vassalo do rei da França. Grande parte da disputa que mais tarde surgiu em torno do título de Duque da Normandia (bem como outros títulos franceses ducais durante o Período Angevino), provinham desta situação aparentemente irreconciliável.

Após a morte de Guilherme, o Conquistador, seu filho mais velho, Roberto, tornou-se duque da Normandia, enquanto um filho mais novo de Guilherme, Guilherme Rufus, tornou-se Rei da Inglaterra. Após a morte de Guilherme, pois era sucessor de Guilherme II e porque ele havia deposto Roberto em 1106, o irmão mais novo Roberto e Guilherme, Henrique I, reivindicou os dois títulos, Duque da Normandia e Rei da Inglaterra, unindo-os em um só.

Contenda[editar | editar código-fonte]

Em 1204, o rei Filipe II de França confiscou o Ducado da Normandia, na época em posse do rei João de Inglaterra, e os alocando à propriedade da coroa francesa. Apenas as Ilhas do Canal permaneceram sob o controle de João. Em 1259, Henrique III de Inglaterra reconheceu a legalidade da possessão francesa da Normandia continental sob o Tratado de Paris.

Monarcas ingleses fizeram diversas tentativas subsequentes para recuperar suas antigas possessões continentais, particularmente durante a Guerra dos Cem Anos, e até mesmo reivindicações do trono francês.

Com o Tratado de Troyes em 1420, Henrique V de Inglaterra temporariamente recuperou todos os territórios anteriormente detidos pelos Plantagenetas, incluindo a Normandia, e foi feito regente e herdeiro do trono da França. Seu filho, Henrique VI herdou ambos os reinos em 1422 e posteriormente os monarcas ingleses foram estilizados como “Rei da França”. Incluíram também o real brasão de armas da França na lista de brasões reais ingleses, mesmo depois de terem perdido tais possessões francesas (com exceção de Calais) após 1450.

Reivindicações britânicas ao trono da França entre outras reivindicações francesas não foram formalmente abandonadas até 1801, quando Jorge III e o Parlamento, na lei do Ato de União, juntou o Reino da Grã-Bretanha com o Reino da Irlanda e aproveitou para abandonar a alegação obsoleta sob direitos na França. Por esse tempo, a monarquia francesa tinha sido derrubada em 1792 com a criação da República Francesa. A Revolução Francesa também pôs fim ao Ducado da Normandia como uma entidade política, já que foi substituída por vários départements.

Ilhas do Canal[editar | editar código-fonte]

Embora a monarquia britânica afirme que renunciou a Normandia continental e outras reivindicações francesas em 1801, as Ilhas do Canal (exceto Chausey ainda sob soberania francesa) permanecem como dependências da Coroa do Reino Unido. Ao contrário da Ilha de Man, as ilhas não têm nenhum título específico que lhes digam respeito. O Brinde Leal nas Ilhas do Canal é La Reine, notre Duc ou 'A Rainha, o nosso Duque' (ou quando o monarca é do sexo masculino, O Rei, o nosso Duque).

Segundo o site oficial da monarquia britânica, "Nas Ilhas do Canal a Rainha é conhecida como O duque da Normandia. Nas funções oficiais, os ilhéus levantam o brinde leal ao O Duque da Normandia, nossa Rainha ". O site continua a dizer que "Em 1106, o filho mais novo de Guilherme, Henrique I retirou o Ducado da Normandia de seu irmão Robertoo e, desde aquela época, o Soberano Inglês sempre foi o título como Duque da Normandia ... Apesar de as ilhas hoje manterem autonomia de governo, eles devem fidelidade à Rainha em seu papel como Duque da Normandia. "

Lista de Duques da Normandia[editar | editar código-fonte]

Árvore da família dos primeiros Duques de Normandia e reis normandos de Inglaterra
Reis britânicos indicados por asterisco(*)

Primeiros Duques de Normandia (911-1204)[editar | editar código-fonte]

Casa de Plantageneta

Duques da Normandia (1204-1792)[editar | editar código-fonte]

Em 1204, o rei da França confiscou o Ducado da Normandia (exceto as Ilhas do Canal) e os colocou como propriedade da Coroa da França. A partir daí, o título ducal foi usado por vários príncipes franceses.

Em 1332, o Rei Filipe VI de França deu ao Ducado para seu filho João, que se tornou João II em 1350. Ele, por sua vez deu o ducado em apanágio à seu filho Carlos, que se tornou rei Carlos V em 1364. Em 1465, Luís XIV deu o ducado a seu irmão Carlos de Valois; e quando este morreu em 1472, o ducado foi novamente retomando permanente pela coroa.

Referências[editar | editar código-fonte]

  1. http://www.royal.gov.uk/MonarchUK/QueenandCrowndependencies/ChannelIslands.aspx
  2. Charles Cawley (2008-10-28). England Kings. Medieval Lands. Foundation of Medieval Genealogy. Página visitada em 2010-01-20.
  • Onslow, Ricardo (Earl of Onslow). The Dukes of Normandy and Their Origin. London: Hutchinson & Co., 1945.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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