Born This Way

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Born This Way
Álbum de estúdio de Lady Gaga
Lançamento 23 de Maio de 2011
Gravação 2010 – 2011
Género(s) Pop, electropop, dance-rock, electrorock, dance, electrónica
Duração 61:12 (versão padrão)
99:47 (versão especial)
Idioma(s) Inglês
Formato(s) CD, LP, DVD, USB flash drive, box set, descarga digital, digipak
Editora(s) Interscope, Streamline, Kon Live
Director(es) Gaga, Fernando Garibay
Produção Gaga, DJ White Shadow, Garibay, RedOne
Cronologia de Lady Gaga
Último
Último
The Fame
(2008)
Artpop
(2013)
Próximo
Próximo
Capa da versão especial
Singles de Born This Way
  1. "Born This Way"
    Lançamento: 11 de Fevereiro de 2011
  2. "Judas"
    Lançamento: 15 de Abril de 2011
  3. "The Edge of Glory"
    Lançamento: 9 de Maio de 2011
  4. "Yoü and I"
    Lançamento: 23 de Agosto de 2011
  5. "Marry the Night"
    Lançamento: 15 de Novembro de 2011

Born This Way é o segundo álbum de estúdio gravado pela cantora, compositora e produtora musical norte-americana Lady Gaga. Foi lançado a 23 de Maio de 2011 e distribuído pela Interscope Records como um acompanhamento aos sucessos internacionais The Fame e The Fame Monster. Born This Way é notavelmente diferente dos álbuns anteriores de Gaga, como incorpora uma vasta gama de elementos de vários géneros musicais, inclusive a ópera, o heavy metal, o disco e o rock and roll, e funde os elementos com sons de electropop e dance. Também é fortemente inspirado pelo synthpop e pela música electrónica das décadas de 80 e 90. Na gravação das canções, Gaga trabalhou com vários produtores, incluindo RedOne, Fernando Garibay, Jeppe Laursen e DJ White Shadow, e contou com a participação de artistas como Clarence Clemons e Brian May. Com Born This Way, a cantora teve mais controle de sua direcção musical e composição.

De Born This Way surgiram cinco singles. A faixa homónima alcançou o topo das tabelas de trinta e um países, incluindo os Estados Unidos, onde tornou-se o terceiro single de Gaga a atingir o pico nessa posição. Ele tornou-se o single com a venda mais rápida da história da iTunes Store, tendo vendido mais de um milhão de cópias nos seus primeiros cinco dias. "Judas" atingiu o pico entre as dez melhores colocações de dezanove países, incluindo os EUA. "The Edge of Glory" tornou-se em pouco tempo o terceiro single do álbum devido a boas vendas no iTunes. Estreou no número três nos EUA e liderou as tabelas do Brasil, Eslováquia, Coreia do Sul e Japão. "Yoü and I" estreou nos Estados Unidos no número trinta e seis, tendo mais tarde atingido o pico no número seis. "Marry the Night" estreou na tabela nacional no número setenta e nove, e no Canadá no número noventa e nove. "Hair" foi lançado como o único single promocional do disco.

Considerado um dos álbuns mais esperados de 2011, foi recebido com opiniões positivas pela crítica contemporânea especialista, que elogiou os vocais da artista e os estilos musicais variados do álbum. Porém, o uso repetitivo da palavra "Jesus", bem como o emprego de sinos de igreja e vozes de monge em muitas das faixas, provocaram reacções negativas de algumas sociedades cristãs, incluindo as do Líbano, onde Born This Way foi temporariamente banido. Apesar de tais conflitos, o disco liderou as tabelas em vinte e três países. Estreou no topo nos EUA, com a primeira semana de vendas igual a um milhão e cento e oito mil cópias. Mais de 430 mil destas vendas foram a um preço especial de USD 0,99, que a Amazon.com ofereceu por dois dias durante a primeira semana de lançamento do álbum.

Antecedentes e produção[editar | editar código-fonte]

Contexto e concepção[editar | editar código-fonte]

Em Março de 2010, em entrevista à MTV do Reino Unido, Gaga afirmou que havia começado a trabalhar no seu novo álbum e que já havia terminado de escrever o seu tema central: "Está escrito o tema central do disco, sem dúvida este é o meu melhor trabalho até hoje. A mensagem, a melodia, a direcção, o sentido. É uma libertação total."[1] Três meses depois, em entrevista à Rolling Stone, afirmou que o seu segundo disco tinha sido concluído, mas não seria lançado até 2011. "Eu tenho trabalhado nisto há meses, e sinto fortemente que foi concluído agora. Alguns artistas levam anos. Mas eu não. Foi rápido, pois escrevo todos os dias..."[2] Em uma entrevista em Setembro, ela disse que "o álbum é o melhor trabalho perfeito que alguma vez fiz e estou muito animada com isso."[3]

Cquote1.svg Ele [será] o hino da nossa geração. Ele inclui a melhor música que eu já escrevi. Eu já escrevi o primeiro single do novo álbum e prometo a você que este álbum é o maior da minha carreira.[2] Cquote2.svg

No último trimestre de 2010, Troy Carter, empresário de Gaga, e RedOne deram opiniões pessoais sobre o álbum.[4] Carter disse: "Estamos muito animados. Estamos a começar a reproduzir um pouco para as pessoas e a obter uma sensação sobre ele, e ela fez um trabalho incrível."[4] RedOne adicionou: "Eu acho que este é mais o seu álbum de liberdade. [... Este] disco que ela está a fazer é precioso demais para falar."[4] Inicialmente, Gaga disse que anunciaria o nome do disco no fim do ano, mas essa decisão não se materializou quando a 12 de Setembro de 2010, durante a cerimónia dos MTV Video Music Awards, Gaga recebeu o prémio de "Melhor Vídeo do Ano" por "Bad Romance", tendo de seguida anunciado o nome do seu segundo álbum de estúdio.[5]

Conceito e desenvolvimento[editar | editar código-fonte]

"Born This Way é a minha resposta para muitas questões ao longo dos anos: Quem é você? De que fala você? [...] O tema mais supremo na gravação é eu tentando entender como posso existir como mim própria como alguém que vive entre a fantasia e a realidade ao mesmo tempo."

— Gaga durante uma entrevista sobre Born This Way.[6]

Gaga anunciou a 26 de Novembro de 2010, durante as apresentações da The Monster Ball Tour em Gdansk, que o disco poderia ter até vinte faixas, e prometeu que seria o álbum da década. Acrescentou também que ele estava completamente terminado e cheio de "batidas dançantes".[7] [8] Foi confirmado em uma entrevista à Vogue que das dezassete faixas que foram gravadas para o álbum, somente quatorze delas iriam aparecer na edição final da versão padrão.[9] As três faixas restantes iriam ser lançadas em uma edição deluxe exclusiva na loja digital Target.[10] Contudo, a 9 de Março, foi noticiado que a intérprete havia terminado a sua parceria com a Target, devido a uma doação de 150 mil dólares desta última à organização anti-homossexual Minnesota Forward.[11]

Em entrevista à BBC, a cantora confirmou que o primeiro single seria lançado em Fevereiro de 2011 e que o álbum seria lançado "em breve".[12] A 1 de Março de 2011, a MTV anunciou que a artista iria estrear uma nova canção do álbum no desfile de Thierry Mugler, que decorreu no dia seguinte.[13] O dito finalmente aconteceu, revelando assim "Government Hooker".[14] Sobre isto, DJ White Shadow, que confirmou ser o produtor da mesma, disse que a música era "uma besta" e afirmou que Born This Way "não é um álbum pop, é uma obra de arte de música pop".[15] Em uma entrevista à KISS FM, ela confirmou que o álbum não teria colaborações com outros cantores.[16] A 17 de Abril, a cantora relatou que o disco teria duas versões: uma que é a versão especial que consiste em dezassete canções e cinco remixes, e outra, a versão padrão, com quatorze músicas.[17]

O álbum é a união da música electrónica com melodias com muitas batidas de dança. Está terminado e tudo, [agora] é simplesmente ajuste de afinação a tudo. É como um tipo de etapa pós-operatória do álbum. Já fiz a cirurgia de coração inteiro. Estou apenas costurando-me novamente. Liricamente, acho que este álbum é mais poético. É realmente escrito pelos fãs, que realmente escreveram isso para mim, pois toda noite eles canalizam muito em mim. Então eu escrevi para eles. Born This Way é toda sobre os meus little monsters e também sobre mim, mother monster.
 
Gaga em entrevista à coluna Newsbeat da BBC.[12] .

Gravação[editar | editar código-fonte]

Com as sessões de gravação em autocarros de digressão, as sessões de mixagem e gravação ocorreram em vários estúdios ao redor do mundo. Entre eles: Abbey Road Studios em Londres, Studios 301 em Sydney, Sing Sing Studios em Melbourne, Gang Studios em Paris, Livingroom Studios em Oslo, Allerton Hill no Reino Unido, Warehouse Productions Studio em Omaha, Studio at the Palms em Las Vegas, Officine Meccaniche em Milão, Miami Beach Recording Studio em Miami Beach e Germano Studios em Nova Iorque.[18]

Capa[editar | editar código-fonte]

A 17 de Abril de 2011, Gaga postou no Twitter a sua selecção para a capa do álbum, que apresentava a cantora fundida em uma motocicleta.[19] O seu nome não aparece na capa do álbum — o único texto é escrito na parte superior, a ler o nome do álbum.[20] A capa recebeu uma resposta negativa por parte de alguns críticos e fãs. Sean Michaels, do The Guardian, disse que "... ela se parece mais com um trabalho de Photoshop barato do que de um dos álbuns mais esperados do ano". Ele acrescentou: "... foram-se os óculos futuristas, os cortes de cabelo assimétricos, mesmo até os chifres mágicos de Gaga, ao invés, uma moto mutante com os braços e cabeça de Gaga, além de uma fonte de texto cromado de porcaria". Michaels fez referência a várias mensagens de fãs no fórum oficial de Gaga que expressam o seu desagrado pela capa.[21] Andrew Martin, da Prefix Magazine, refere-se a ela como "uma rejeição do último filme Terminator", bem como Rick Porter, do Zap2it, que acrescentou que ela é "estranha" e muito diferente das capas dos seus lançamentos anteriores.[22] Tris McCall, do The Star-Ledger, disse que ela é "uma das piores artes relacionadas com CD alguma vez feita".[23] A capa da versão especial foi lançada no mesmo dia. Ela apresenta apenas a cabeça de Gaga, retirada da versão padrão. As palavras "Lady Gaga" e "Born This Way" aparecem no canto superior esquerdo, digitadas na fonte Impact, com "Born This Way" em destaque no branco com letras pretas. Nenhuma das palavras "especial" ou "deluxe" aparecem em qualquer lugar da capa, para o gosto de Gaga.[24]

Música e letras[editar | editar código-fonte]

Temas e influências na composição[editar | editar código-fonte]

Canções como "Marry the Night", "Hair", "Highway Unicorn (Road to Love)" e "The Edge of Glory" contêm influências de Bruce Springsteen.

Em termos de composição musical, Born This Way é considerado um afastamento notável dos trabalhos anteriores de Gaga.[25] Em contraste com grande parte de seus álbuns anteriores, que consistem em elementos de electropop, house music e dance-pop, Born This Way incorpora uma ampla gama de elementos multi-géneros, como a ópera,[26] o heavy metal, o rock and roll,[27] o new wave,[28] o europop,[29] o mariachi[30] e o disco.[31] [32] Born This Way também apresenta uma maior variedade de instrumentos e estilos musicais. Por exemplo, um órgão pode ser ouvido enquanto Gaga fecha a faixa-título,[33] um coro vocal masculino inspirado em canto gregoriano é uma característica proeminente em "Bloody Mary",[26] guitarras e violinos em "Americano",[34] e guitarras eléctricas em "Bad Kids".[34] As músicas "Hair" e "The Edge of Glory" são distinguíveis do resto do álbum, como um saxofone pode ser ouvido durante toda a canção.[35] O saxofone foi tocado por Clarence Clemons, um ex-membro proeminente da E Street Band.[35] Em várias entrevistas, a artista expressou que foi inspirada na sua maioria por pessoas como Madonna,[36] Whitney Houston,[37] e Bruce Springsteen.[32] [38] Outras referências de influência musical incluem Iron Maiden, Kiss, Queen,[39] TLC, Pat Benatar[40] e En Vogue.[36]

É como Whitney [Houston], mas imagine se Bruce Springsteen tivesse um bebé com Whitney — é isso que é. [...] E foi isso! Fizemos um bebé. Finalmente. Após toda aquela fornicação miseravelmente longa e tediosa, Fernando [Garibay] e eu finalmente concebemos.
 
Gaga falando sobre "Marry the Night".[37] .

O álbum é composto principalmente por músicas dance de ritmo moderado.[41] Nos meses anteriores ao lançamento do disco, a cantora caracterizou a sua nova música como "algo muito mais profundo do que uma peruca ou um batom ou um maldito vestido de carne", e ao ouvi-lo, Akon afirmou que ela vai levar a música para o "próximo nível".[42] O álbum inclui referências a várias figuras religiosas do Cristianismo, como Judas, Maria Madalena e Jesus.[43] Várias músicas de Born This Way possuem referência a vários temas sociais, incluindo a lei de imigração do Arizona.[30] Mensagens de sexualidade e feminismo estão entre os componentes mais distinguíveis do trabalho.[26] [29] [30] Outros temas referenciados no álbum incluem o individualismo, a igualdade e a liberdade.[44]

Conteúdo e estrutura musical[editar | editar código-fonte]

O álbum abre com "Marry the Night", uma canção escrita como homenagem à Nova Iorque.[45] É uma gravação dance-pop com batida de house music,[46] e foi notada por ter influências de disco, techno e funk.[29] [47] A faixa seguinte, "Born This Way", é sobre como todo mundo é igual, independentemente da cor da pele, sexualidade ou credo, e que cada pessoa pode realizar o seu sonho. A música, que vem sendo comparada com "Express Yourself", foi composta por Gaga e Jeppe Laursen, e produzida pelos dois com o auxílio de Fernando Garibay e DJ White Shadow.[48] "Born This Way" apresenta batidas de eurodisco.[49] A terceira faixa, "Government Hooker", inclui elementos de ópera,[26] e tem uma melodia techno[50] /trance/música industrial,[31] bem como influências de hip hop nas batidas.[50]

"Bem, eu queria empurrar a música pop para uma nova direcção, e você sabe como são as coisas do costume. Eles [os meu fãs] têm se comportado nos últimos dois anos como um culto, um culto de heavy metal. Tenho estado a ouvir metal por um período tão longo, eu fui a muitos shows diferentes, eu vi Iron Maiden ao vivo e fiquei muito inspirada. E percebi que queria criar um álbum híbrido, uma gravação avant-garde techno-rock que é realmente muito pesada e industrial em uma extremidade, e muito alegre e pop em outra. Por isso, é música pop com uma mensagem muito muito muito forte e muito desconfortável."

— Gaga falando sobre a sua inspiração na composição do álbum em uma entrevista ao Yahoo!.[51]

A quarta canção é "Judas", que a artista confirmou ser influenciada pela personagem bíblica Judas Iscariotes. De acordo com o Popjustice, a faixa é uma canção sobre ser traído ("even after three times he betrays me"[nota 1] ), contemplando a vingança ("bring him down, I'll bring him down down, a king with no crown, a king with no crown"[nota 2] ), mas sendo repetidamente atraída para o terror: "I'm just a holy fool, oh baby he's so cruel, but I'm still in love with Judas, baby".[nota 3] [52] A canção desencadeou acusações de blasfémia pela Liga Católica dos Direitos Civis e Religiosos, antes mesmo do seu lançamento.[53] A canção também é, em essência, uma faixa de dance-pop e electropop, com influências de música industrial,[54] bem como um breakdown com influências de techno e do dubstep.[55] A quinta faixa é "Americano", um mariachi com música techno e influências de disco.[31] [32] As letras de "Americano" são bilíngues, cujas línguas são o castelhano e o inglês. Esta canção foi composta por Gaga como uma resposta à lei de imigração do Arizona, Arizona SB 1070. A sexta faixa, "Hair", é uma música para expressar a liberdade através do cabelo e tem uma melodia dance-pop, com influências de rock/heavy metal de artistas como Bruce Springsteen, Iron Maiden e Kiss, e também apresenta Clarence Clemons a tocar o saxofone.[56] A sétima faixa, "Scheiße", contém letras em alemão e tem uma mensagem de feminismo,[29] acompanhada por uma melodia de eurodisco e techno.[26] [32] Depois desta vem a oitava faixa, "Bloody Mary", uma música de ritmo lento com inúmeras referências religiosas e uma melodia com influências de trance.[26] [32] "Bad Kids", a faixa seguinte, contém influências de synthpop dos anos 80 e uma batida de disco comparada com a de Donna Summer, bem como guitarras rock/eléctricas.[31]

"Highway Unicorn (Road to Love)", a décima faixa de Born This Way, é uma canção dance-pop que foi notada por ter influências de Bruce Springsteen, e contém tambores poderosos e sintetizadores.[32] A décima primeira faixa, "Heavy Metal Lover", é uma canção electropop/techno que também faz uso de sintetizadores.[29] [32] [57] Depois de "Heavy Metal Lover" vem "Electric Chapel", um heavy metal com influências de música pop que tem sido comparado com as canções de Madonna.[29] [31] A décima terceira faixa é "Yoü and I", uma balada rock and roll de ritmo lento que contém elementos de country rock.[27] "Yoü and I" foi composta por Gaga e produzida por Robert John "Mutt" Lange.[58] Antes dos créditos de produção serem anunciados em Abril de 2011, Gaga falou que "alguém lendário" estaria na produção da faixa.[59] O guitarrista dos Queen, Brian May, também é destaque na faixa,[39] [60] que faz uma amostra da música "We Will Rock You", de autoria da banda.[61] A décima quarta faixa do disco, "The Edge of Glory", é uma música animada de dance-pop e rock electrónico com tendências de synthpop, que também contém um solo de saxofone por Clemons.[62]

"Black Jesus † Amen Fashion" é uma das faixas bónus. É uma canção pop com influências electrónicas da década de 80, e tem sido comparada com as obras de Madonna e Justice.[63] Tem inúmeras referências relativas à moda e a Nova Iorque, incluindo a Broadway.[63] [64] "Fashion of His Love" é outra faixa bónus, que contém uma referência a Alexander McQueen e é uma canção dance-pop que tem recebido comparações com "I Wanna Dance With Somebody (Who Loves Me)".[65] A última das faixas bónus é "The Queen", uma música influenciada por disco-pop que usa sinos.[66]

Lançamento[editar | editar código-fonte]

A artista a interpretar "Yoü and I" no The Today Show a 9 de Junho de 2010.

A 9 de Junho de 2010, a cantora interpretou "Yoü and I" no The Today Show. Ela disse que a música era do novo álbum e que "tem um som diferente das faixas restantes", e também que "foi escrita sobre a pessoa mais importante" que ela conheceu.[67] Segundo especulações, este seria o então namorado da cantora, Luc Carl.[68] A faixa já havia sendo interpretada desde a The Monster Ball Tour, mas a intérprete disse que a canção não era um indicativo do som do novo álbum.[69] Ela afirmou que o mesmo foi concebido para ser "o hino para a geração da próxima década".[69]

Dois meses depois, durante a cerimónia dos MTV Video Music Awards de 2010, ela recebeu o prémio de "Vídeo do Ano" por "Bad Romance" e anunciou o título do álbum. Esta revelação foi seguida por ela a cantar alguns versos da faixa-título: "I'm beautiful in my way, 'cause God makes no mistakes; I'm on the right track, baby, I was born this way".[nota 4] [70] Na véspera de Ano Novo, Gaga anunciou via Twitter as datas do lançamento do álbum e do seu primeiro single, como um "presente de Natal" para os seus fãs.[71] [72] A complementar este anúncio, foi feita uma foto em preto-e-branco onde a cantora aparece nua da cintura para baixo, com os seus cabelos soprando, com uma jaqueta com as estampas "Born This Way", no que parece ser escrito com joias deslumbrantes.[71] Ela revelou a capa do álbum a 15 de Abril de 2011 no Twitter.[73] No plano internacional, Born This Way estreou a 18 de Maio de 2011 no serviço de streaming de música da Suécia, Spotify, na própria Suécia, Noruega, Países Baixos, Finlândia e Espanha, assim como pelo sítio Metro.co.uk no Reino Unido.[74] [75] O álbum foi lançado mundialmente a 23 de Maio de 2011.[76] O Amazon.com ofereceu a versão padrão inteira por USD 0,99 na data de lançamento, para promover o seu serviço de Cloud Drive. Born This Way foi recebido com uma avaliação negativa pelo governo libanês, que considerou o álbum como ofensivo e o acusou de zombar do cristianismo. O disco foi temporariamente proibido no Líbano até 9 de Junho, quando o governo suspendeu a proibição.[77] A artista anunciou a 26 de Novembro do mesmo ano, durante as apresentações da The Monster Ball Tour em Gdansk, que o disco poderia ter até vinte faixas, e prometeu também que este seria o "disco da década".[7] Ela acrescentou ainda que o trabalho estava completamente terminado e cheio de "batidas dançantes". A 20 de Dezembro, em entrevista à BBC, Gaga confirmou que o primeiro single de Born This Way seria lançado em Fevereiro de 2011 e que o álbum iria chegar logo após.[12] [78]

Contribuindo para um desfile de moda do designer Thierry Mugler em Paris em meados de Janeiro de 2011, para o qual Gaga foi nomeada directora musical, ela realizou uma ante-estreia de uma versão remixada de "Scheiße".[79] Ela lançou o conjunto completo de letras para "Born This Way" no Twitter no final desse mês.[80] Os nomes das cinco músicas que aparecem no álbum foram reveladas na edição de Março de 2011 da Vogue.[9] No início desse mês, Gaga, como directora musical em outro desfile de moda de Mugler em Paris, revelou uma ante-estreia de "Government Hooker".[81] "Hair" foi lançada como um single promocional a 16 de Maio.[82] "Marry the Night" foi lançada no jogo virtual FarmVille a 17 de Maio,[83] seguida por "Eletric Chapel" ​​no dia seguinte,[84] e "Fashion of His Love" no dia após este.[85] O remix do DJ White Shadow desta canção tornou-se disponível no Farmville, bem como "Government Hooker", "Americano", "Scheiße", "Bad Kids", "Yoü and I" e "Born This Way (Jost & Naaf Remix)", e foram transmitidas online entre 20 e 23 de Maio de 2011.[86]

Repercussão[editar | editar código-fonte]

Crítica profissional[editar | editar código-fonte]

Críticas profissionais
Pontuações agregadas
Fonte Avaliação
Metacritic 71/100[87]
Avaliações da crítica
Fonte Avaliação
Allmusic 3.5 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar half.svgStar empty.svg[88]
The Washington Post (negativa)[89]
Time (mista)[90]
The Independent 3 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[91]
Los Angeles Times 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[92]
NME (positiva)[25]
Rolling Stone 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[93]
Slant 4 de 5 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svg[94]
Spin 8 de 10 estrelas.Star full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar full.svgStar empty.svgStar empty.svg[46]
Yahoo! Music (positiva)[95]

O Metacritic, um sítio musical que atribui uma classificação normalizada de cem a opiniões críticas, deu ao álbum uma média de pontuação de 71%, com base em 32 comentários, o que indica "geralmente opiniões favoráveis".[87] Dan Martin, da NME, fez uma análise positiva, dizendo que "Gaga não sabe quando reter-se — e isto é uma coisa muito boa", e elogiou a artista por puxar os seu limites musicais até o "último nível".[25] Bill Lamb, do About.com, também fez uma avaliação altamente positiva, dando a Born This Way cinco estrelas a partir de uma escala de cinco, afirmando que "ela descaradamente solda disco e guitarras de metal, a abraçar todas as suas influências musicais em um confronto de estilos loucos com os quais não trabalha frequentemente", e concluiu que "Born This Way começa e termina muito próximo da perfeição".[96]

"Born This Way tem todas as batidas electrónicas e refrães de eurodance que The Fame Monster possui. Mas a surpresa é a forma com que Gaga rouba as letras de Bon Jovi, Pat Benatar, e Eddie Mony. O que torna Born This Way tão grande é que Gaga soa quente e humana. Não há um único momento no disco onde a música não está cheia de detalhes emocionais. Gaga adora as declarações fortes, pela mesma razão que ama a dance e as guitarras do metal pop, porque soam como ecos de seu coração torcido de rock and roll. Essa é a realização de Born This Way."

— Rob Sheffield na sua análise do álbum.[93] [97]

Sal Cinquemani, da Slant Magazine, disse: "Não há nada de pequeno porte neste álbum. [...] De muitas maneiras, Born This Way é semelhante ao segundo trabalho dos The Killers, Sam's Town: inchado, auto-importante, com orgulho americano, um exercício em excesso extraordinário".[94] James Montgomery, da MTV, elogiou o álbum de maneira positiva por sua mescla eclética de canções, comentando que "minha primeira impressão é esta: Born This Way é um enorme álbum. É valente e audaz, e um pouco tonto às vezes, mas Gaga leva tudo perfeitamente. Você vai dançar com ele e levá-lo para o quarto, provavelmente, chorar com ele, e cantar para ele. É algo para todos."[98] A BBC Music chamou o álbum de uma "gravação maravilhosa", e elogiou Gaga por "realmente colocar um pouco de esforço e imaginação de volta ao pop".[99] Rob Sheffield, da Rolling Stone, elogiou os vocais e o estilo musical da cantora, dizendo que "não há um momento subtil no álbum, mas mesmo em sua maior maluquice, a música é cheia de detalhes emocionais bem acordados... o quanto mais excessiva Gaga fica, mais honesta ela soa."[93] Por outro lado, a Rolling Stone da Espanha deu revisões misturadas ao álbum, dizendo que "houve tanto barulho que quando o fim chega, este disco fica com um gosto antiquado", mas a revista destacou o talento de Gaga, comentando que "ela tem o seu talento musical. Ela pode fazer coros redondos... Lady Gaga é atrevida. Não se reserva quando namorisca com diferentes estilos, e apesar de bruto, Born This Way é variado e divertido às vezes."[100] Diego Mancusi, da versão argentina da Rolling Stone, deu três estrelas a partir de uma escala de cinco ao disco, e disse que Born This Way "é uma espécie de compilação apócrifa de canções — pura [música] épica sintetizada nos anos 80, embarca no gancho e melodia, com um tambor ubíquo negro presente, ideal para um canto inglês de merda no assento de um auto-tuning."[101] Kitty Empire, para o The Guardian, falou sobre a música do álbum, dizendo que "Born This Way é grande, com eternos temas americanos — a liberdade, o romance da estrada, 'o chefe' e até mesmo Neil Young — através da lente afiada da decadente eurodance."[102] Um resenhista da revista Spin escreveu que "excessivo é o jogo musical de apostas ariscado de Gaga, mas também é a sua maior arma", concluindo que "ele [o álbum] está fazendo um argumento convincente de que ela está evoluindo para a nossa estrela pop mais surrealmente brilhante".[46] Adam Markovitz, da Entertainment Weekly, classificou o álbum como "gratificante, mas descontroladamente desigual".[103] Apesar de criticar a cantora por "nunca deixar as habilidades escaparem como uma compositora nem por tão pouco", Stephen Thomas Erlewine, editor do Allmusic, deu ao álbum três estrelas e meia a partir de uma escala de cinco, e elogiou a "sensibilidade" de Gaga na composição e a sua "destreza considerável em entregar o básico".[88] Nick Andersen, para o The Wall Street Journal, concordou com os outros críticos, chamando o disco de "indesculpavelmente enorme".[104]

"...Born This Way vem após um trabalho intenso com The Fame e The Fame Monster nos últimos anos. A faixa homónima apresenta uma visão expandida na personalidade de 'voz das massas' de Gaga que ela constrói desde que explodiu na popularidade..."

— Jeremy Gordon na sua análise de Born This Way para a Prefix Magazine.[105]

No entanto, Greg Kot, do Chicago Tribune, sentiu que o álbum foi feito às pressas, descrevendo-o como "abafado".[106] Kot expressou que ele parecia como "o som de uma grande artista a correr contra o tempo para agradar a todos o tempo todo".[106] Randall Roberts, do Los Angeles Times, opinou que Gaga teve falta de inovação, afirmando que a "aventura musical não é um de seus pontos fortes".[92] Ele continuou: "Ela é nada subtil em sua mensagem, nada subtil em seu vestido, e mais importante, nada subtil esteticamente. [...] Se Gaga tivesse passado tanto tempo a empurrar as fronteiras musicais, Born This Way teria sido muito mais bem sucedido".[92] Chris Richards, do The Washington Post, chamou o álbum de "enfadonho", escrevendo: "Sim, Born This Way é uma audição obscura, densa e surpreendentemente agressiva ... [mas] no seu pior, parece-se com as sobras de algumas bandas sonoras reaquecidas de filmes dos anos 80."[89] James Reed, para o The Boston Globe, chamou o álbum de "o momento mais vazio na música pop neste ano", dizendo que o álbum não tem coesão, e as composições "não têm sabor".[107]

O The Independent deu a Born This Way três estrelas a partir de uma escala de cinco. Embora elogiando seu alcance vocal, criticou a diversidade e afirmou que "quanto mais amplo ela estende suas armadilhas musicalmente, menos distintiva a sua arte se torna."[91] Evan Sawdey, do PopMatters, deu cinco estrelas a partir de uma escala de dez, e apelidou-o de "o seu álbum mais fraco até hoje", comentando que "funde algumas composições ousadas com alguns temas extremamente repetitivos e batidas".[108] Rich Juzwiak, do The Village Voice, comentou que "o sentimento de 'nós-iremos-superar' de Gaga é expresso da forma mais eficaz através da utilização igualitária de batidas de house do que através de seus slogans", que ele achou "banais" e "[não] perspicazes".[109] Em seu guia do consumidor para o MSN Music, Robert Christgau viu o álbum como não emparelhado com The Fame ou The Fame Monster, mas acrescentou que "ambos continuam a crescer, e com seu ímpeto louco e temáticas malucas, este poderia também."[110]

Arwa Haider, para o Metro.co.uk, apontou as faixas "Americano", "Government Hooker" e "Heavy Metal Lover" como futuros êxitos e descreveu o disco como "implacável".[111] Tris McCall, para o The Star-Ledger, não gostou de Born This Way, afirmando que Gaga soa como Bonnie Tyler e descrevendo a produção como "descomunal, um desenho animado, implacável e exaustiva". Todavia, notou "The Edge of Glory" como o melhor trabalho dela.[23] Um resenhista da Time Out fez uma análise mista ao álbum, escrevendo que questiona-se "quanto sentido uma gravação feita tão bem para impacto máximo na pista de dança faz fora da discoteca" e que Gaga "é a coisa mais próxima a Grace Jones que não é Grace Jones. E eu aplaudo-a por isso."[112] Um analista do The Daily Mirror disse que Gaga "reina sem piedade uma mistura de batidas fortes de dance, refrães de banda marcial Cossack, e canções enchidas com referências à liberação sexual, uísque, espíritos rebeldes em voo e iconografia católica romana remodelada."[113] Jacqueline Smith, para o The New Zealand Herald, deu ao disco três estrelas e meia a partir de uma escala de dez e descreveu-o como uma concepção imaculada: "... soa menos notável do que toda a personalidade construída à sua volta."[114]

Claire Suddath, para a Time, chamou as experiências de álbuns de estúdio de Gaga de "fracas", argumentando que Gaga "confia muito em sintetizadores e efeitos vocais, que suavizam todas as suas arestas até ela soar como uma versão eurodance de Madonna ('Scheiße'), Sister Sledge ('Born This Way') ou Whitney Houston nos primeiros dias ('Fashion of His Love')." Suddath disse que "Judas" é um "clichê" e apontou "Born This Way" e "The Edge of Glory" como os destaques do álbum. "Música dance não tem de mudar o mundo, claro. Born This Way tem o seu mérito e irá definitivamente fazê-lo querer mover. Eu queria apenas que fosse muito mais. [...] Eu esperava que a sua música soasse tão interessante como ela parece."[90] Channing Freeman, para o Sputnikmusic, também fez uma análise negativa, opinando que "o álbum foi escrito para os seus little monsters, e eu tenho a certeza que eles vão adorar, mas para todos os outros (a maioria dos seus fãs), não há grande coisa aqui." Freeman achou que "as músicas do disco soam como Gaga, mas são mais abrasivas, menos focadas, e isso não é uma coisa boa. [...] a criatividade desapareceu, modificada a favor de vocais balbuciantes distorcidos e electrónicos que gritam títulos de canções por vezes sem conta."[115] Adrian Thrills, para o Daily Mail, descreveu-o como uma "mistura energética excelente de pop, dança electrónica e rock lustroso dos anos 80" e achou que as influências de Bruce Springsteen foram subtis.[116] Nitsuh Abebe, para a New York Magazine, vê o disco como "tal e qual Law & Order: Special Victims Unit: um formato bem-vestido, esbravejado em sensacionalismo mal-arranjado, parte drama sincero sangrento, parte brincalhão ridículo, e definitivamente esperando que você pergunte bem alto se aquela última coisa realmente aconteceu."[117]

Por outro lado, Joanna Holcombe, para o Yahoo! Music, escreveu que o som de Born This Way "é uma progressão natural dos seus estilismos originais e liricismo", e que não consegue parar de dançar quando ouve o álbum. Holcombe elogiou os ganchos das músicas e terminou a análise dando oito estrelas a partir de uma escala de dez.[95] Melinda Newman, para o HitFix, concordou com Holcombe, como achou que Born This Way é o trabalho mais desafiante de Lady Gaga. No entanto, ela disse que não sentiu empatia com o álbum, "apesar da toda a alma e coração que Gaga colocou dentro dele", e opinou que os refrães das faixas são repetições de outras obras da artista, comparando o de "Judas" com os de "Bad Romance" e "Paparazzi". "Eu admiro muito Born This Way, eu só desejo ter gostado mais."[118] Natalie Kaye, para o Contact Music, achou que as dezassete faixas do álbum poderiam ter sido resumidas em "doze excelentes canções".[119] Sean Daly, para o Tampa Bay Times, classificou Born This Way com um B+ e disse que ele é "tedioso mas não terrível. De facto, é vivo, forte e arrojado. Que pena que não se nota isso em todo o álbum." Daly condenou a intérprete por copiar a música e traje de Madonna "em vez da sua habilidade subestimada: sobrevivência."[120] Möhammad Choudhery, para o Consequence of Sound, deu três estrelas a partir de uma escala de cinco e afirmou que quase todas as faixas do álbum são "fortemente encharcadas pelas mesmas grandes explosões de sintetizadores de discoteca e batidas básicas dolorosas".[121] Thomas Conner, para o Chicago Sun-Times, deu duas estrelas a partir de uma escala de cinco, descreveu o seu novo som como "ambicioso" quando comparado com os seus trabalhos anteriores, e afirmou que o disco "mostra as suas capacidades vocais", além de ter criticado a sua falta de criatividade ao copiar Madonna.[122]

Peter Buchanan, para o portal Examiner.com, escreveu que "Born This Way é o pior álbum por uma grande superestrela desde que Madonna lançou American Life há quase uma década", explicando que a causa principal é a tentativa esforçada de Gaga de emular Madonna e os resultados "desesperados" disto. Contudo, Buchanan apontou "Government Hooker", "Marry the Night" e "Americano" como os destaques do disco.[123] Miguel Dumaual, para o sítio da ABS-CBN, também fez uma análise negativa à obra, chamando a faixa homónima de "cópia". Porém, destacou "Marry the Night" e "Yoü and I".[124] Genevieve Koski, para o The A.V. Club, classificou o álbum com um B a partir de uma escala de A a F, afirmado que ele é "uma declaração de decisão que é indesculpável desde a primeira nota à última" e "o tipo de álbum que apenas poderia vir de alguém que diz, 'Eu prefiro uma dose gigante de treta em qualquer dia do que a verdade.'"[125] Nathan Jolly, para o The Music Networks, escreveu que gostou do álbum, principalmente dos pianos de "Marry the Night" e da influência de Kate Bush em "Government Hooker", mas criticou Gaga por ela tentar imitar Madonna e David Bowie.[126] Craig Jenkins, para a Prefix Magazine, avaliou o disco com um 6 a partir de uma escala de dez, considerando Born This Way como "uma carta de amor gigante para a música dos anos 80." Jenkins apontou que as músicas do álbum não trazem algo de novo e criticou Gaga por deixar as músicas serem influenciadas pelos seus "cometimentos conceituais arrogantes".[127] Elysa Gardner, para o USA Today, deu três estrelas e meia a partir de uma escala de quatro e descreveu o novo som da cantora como sendo "mais frio e mais calculado". Gardner indicou que a nostalgia descarada da obra é o seu aspecto mais ousado.[128] Darryl Sterdan, para o Jam!, ofereceu três estrelas a partir de uma escala de cinco e escreveu: "Se a sua ideia do paraíso são hinos de disco complicados de tum-tum polvilhados com letras absurdas de apertar botões e acenos ruidosos a artistas como Madonna, Queen, Def Leppard, Elton John e até Bruce Springsteen, o disco de uma hora de duração será a sua salvação."[129]

No Brasil, Léo Ribeiro, para o blogue Yes Pop!, achou que este não foi um dos melhores álbuns de Gaga e destacou as faixas "Heavy Mental Lover", "Scheiße" e "Bad Kids" como as melhores, dizendo: "Esse álbum tem algo diferente dos outros aonde Gaga vinha com um instinto dance em suas canções. Dessa vez ela trouxe um lado seu que expressa em todas suas músicas, seja ela em questão de religião ou de si própria. Os ritmos de músicas de igreja se misturam com o ritmo pop, fazendo assim um novo tipo de música... Gaga soa em suas canções como uma motoqueira viajante com suas verdades e isso pode criar uma grande rejeição de fãs e ter novos fãs gostando desse novo som." Ribeiro terminou a resenha dando ao álbum uma avaliação de 7,5 a partir de uma escala de 10.[130]

Desempenho gráfico e comercial[editar | editar código-fonte]

Trajecto de Born This Way nos Estados Unidos durante as suas quarenta e três semanas na Billboard 200.

Born This Way tornou-se um enorme sucesso em todo o mundo, vendendo, até ao fim de 2011, mais de 5 773 100 cópias, além de ter se tornado também num êxito em mais de trinta países, e ter se posicionado entre as cinco melhores posições em quarenta e dois países.[131] O álbum vendeu 2 024 500 cópias no mundo na sua primeira semana de lançamento e 507 100 na sua segunda semana, tendo sido o disco mais vendido das semanas de 23 de Maio a 12 de Junho de 2011.[132] [133]

As estimativas de vendas para a primeira semana do disco eram de 450 mil a 750 mil unidades físicas e digitais.[134] Contudo, o álbum foi além das expectativas, estreando no número um da Billboard 200 com vendas aproximadas de 288 mil cópias no primeiro dia e 1 108 mil cópias na primeira semana, tornando-se no primeiro álbum de Gaga a atingir o número um nos Estados Unidos e na venda mais alta para uma semana de estreia desde The Massacre de 50 Cent, que vendeu 1 141 mil. Este é o décimo sétimo álbum a vender mais de um milhão de cópias em uma semana. Gaga é a quinta mulher a vender um milhão de cópias em uma semana, após Whitney Houston com a banda sonora do filme The Bodyguard,[135] Britney Spears com Oops!... I Did It Again,[136] Norah Jones com Feels Like Home,[137] e Taylor Swift com Speak Now.[138] O Amazon.com vendeu 440 mil cópias em seus primeiros dois dias a um preço de USD 0,99 (uma perda de mais de três mil dólares),[139] algo que contribuiu para as suas 662 mil vendas digitais, a maior da história da Nielsen SoundScan.[140] As vendas digitais ajudaram em 60% do total da primeira semana de vendas de Born This Way.[141] [142] O álbum também tornou-se o oitavo mais vendido da história dos EUA na sua primeira semana de vendas.[143] Antes de estrear na Billboard 200, Born This Way estreou nas dez melhores posições da Dance/Electronic Albums.[144] Na semana seguinte, saltou para a primeira posição, sucedendo The Fame.[145] Na sua segunda semana, manteve-se no número um da Billboard 200, apesar de registar uma baixa de 84.28% nas vendas  — a segunda maior baixa de vendas da tabela, após MDNA de Madonna  — vendendo apenas 174 mil exemplares.[146] [147] Digitalmente, teve uma baixa ainda maior, de 94%, vendendo nada mais que 38 mil exemplares.[148] Na sua terceira semana, caiu para o número dois, sendo substituído por 21 (2011) de Adele, e registando uma baixa de 42% nas vendas, vendendo cem mil exemplares.[149] Na quarta semana, o álbum caiu para o número quatro, registando uma baixa de 33% nas vendas, vendendo 68 mil exemplares.[150] Até 3 de Julho de 2011, Born This Way já havia vendido 1 540 mil unidades nos EUA.[151]

"Sinto-me muito honrada por ter o maior volume de vendas durante a primeira semana em 2011 no Reino Unido. Escrevi o meu primeiro single em Manchester, porque ele foi inspirado pela confiança e pela coragem dos meus fãs. Para o Reino Unido, obrigado por acreditar em mim."

— O comentário de Gaga após vender 215 mil cópias no Reino Unido.[152]

Born This Way estreou na primeira posição na Irlanda e na Suécia,[153] [154] e no número dois na Finlândia.[155] A obra vendeu 184 mil unidades na sua primeira semana no Japão, estreando no topo da Oricon, e recebeu o certificado de platina dupla pela Recording Industry Association of Japan (RIAJ) pelo transporte de quinhentos mil exemplares.[156] [157] De acordo com a Universal Music, Born This Way vendeu mais de trinta mil cópias nos seus primeiros dois dias de lançamento na Rússia.[158] Na França, estreou no número um na Syndicat National de l'Édition Phonographique (SNEP), com mais de 55 050 cópias vendidas, das quais, 48 251 foram físicas e 6 808 foram digitais.[159] Estas vendas digitais conseguiram bater o melhor recorde de vendas em uma semana desde The Resistance dos Muse, que tinha conseguido vender seis mil cópias digitais em 2009.[159] Por outro lado, no Reino Unido, o disco estreou na primeira posição, depois de atingir 215 639 cópias vendidas, o que fez dele o álbum mais vendido em sua primeira semana em 2011.[152] Naquela semana, a obra vendeu mais do que a combinação do resto dos álbuns que se posicionaram entre as dez melhores colocações, e é a melhor primeira semana da Itália por qualquer álbum de uma artista a solo feminina norte-americana desde Confessions on a Dance Floor de Madonna, que vendeu 217 610 unidades.[152] [160] Durante a sua segunda semana no Reino Unido, o álbum continuou no número um.[161] Na semana seguinte, caiu para o terceiro lugar, onde permaneceu por duas semanas consecutivas.[162] No entanto, de acordo com a edição de 2 de Julho de 2011, que é equivalente à sua quinta semana na lista dos álbuns lançados pela The Official Charts Company (OCC), Born This Way subiu de volta ao número um com mais de 47 183 cópias vendidas, tirando o posto de Progress dos Take That. De acordo com a OCC, até Junho de 2011, o álbum já havia vendido um total de 406 628 cópias.[163]

Em outros lugares, na Oceânia, Born This Way conseguiu ter um grande sucesso desde a sua primeira semana. Na Austrália, estreou no primeiro lugar da Australian Recording Industry Association (ARIA), tornando-se no seu segundo álbum consecutivo a atingir tal posição, após The Fame Monster. Devido ao seu sucesso, recebeu o certificado de disco de platina por suas 70 mil cópias vendidas.[164] Na Nova Zelândia, também estreou no número um, tornando-se, após The Fame Monster, no segundo álbum da cantora a atingir tal colocação no país. Depois de vender quinze mil cópias, recebeu o certificado de disco de platina pela Recording Industry Association of New Zealand (RIANZ).[165]

A 20 de Setembro de 2011, o gerente de Gaga, Troy Carter, afirmou que as vendas mundiais do disco superavam a marca dos 8 milhões de cópias,[166] uma figura que tem sido amplamente relatada na média, mesmo não tendo uma confirmação.[167] Outras fontes alegaram que as vendas provavelmente encontravam-se na região dos 5,4 e os 5,7 milhões de cópias,[168] com embarques de cerca de 8 milhões de unidades.[169] Isto conduziu Melinda Newman, do HitFix, a sugerir que o álbum era "uma bomba rapidamente afundando".[170] No relatório anual "Recording Industry in Numbers" de 2012 da Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI), o selo da cantora recusou-se a fornecer o número de vendas do álbum.[171]

Born This Way foi o segundo álbum mais vendido do mundo em 2011, perdendo apenas para 21.[172] Nos Estados Unidos, foi o terceiro mais vendido, registando 2 101 milhões, e perdendo para os 2 452 milhões de Christmas de Michael Bublé, e para os 5 824 milhões de 21.[173]

De grupos religiosos e censura em países[editar | editar código-fonte]

"Eu acho Gaga irrelevante. Ela pensa que vai ser inovadora. Ela está a tentar arrancar o idolatrismo Cristo para aumentar as suas performances mundanas, chatas e com falta de talento. Outra ex-Católica cuja cabeça está desviada. Isto é uma acrobacia. Pessoas têm talento, e depois vem Lady Gaga. Esta será a única maneira de sabotar a sua actuação? Isto não é normal, estamos próximos da Semana Santa e da Páscoa."

— Bill Donahue na análise do vídeo de "Judas".[53]

Vários grupos religiosos condenaram o álbum, em particular, pela incorporação de ícones religiosos do Cristianismo e pela acomodação da sexualidade. No Líbano, Born This Way foi temporariamente banido pelo Departamento do Secretário Geral, que afirmou que o álbum tem mau gosto e goza do Cristianismo.[77] Abdo Abu Kassm, director do Centro da Informação Católica do Líbano, criticou severamente os temas do álbum, expressando que "se eles vão ofender-nos, nós vamos suspender o álbum".[174] Ele continuou: "Nós não iremos aceitar que alguém insulte a Virgem Maria ou Jesus ou o Cristianismo. [...] Chamem-nos de tradicionais, chamem-nos de antiquados, chamem-nos do que quiserem. Nós não iremos aceitar isso."[174] Este banimento durou até 9 de Junho.[77]

O vídeo de "Judas" foi criticado por Bill Donahue, o presidente da Liga Católica, principalmente pela representação de Maria Madalena por Gaga. Em uma entrevista com a Hollywood Life, Donahue expressou descontentamento pela obsessão de Gaga por Judas e Maria Madalena, chamando esta obsessão de "crescendo irrelevantemente", e atacou Gaga por ter estreado o vídeo enquanto se encontrava em vésperas da Semana Santa e da Páscoa.[53] Pouco tempo após o seu lançamento, "Judas" foi banido no Líbano.[175] Na Malásia, onde a homossexualidade é considerada uma ofensa criminal, o governo criticou o álbum pela acomodação da sexualidade e do feminismo.[176] Pouco tempo após o lançamento da faixa homónima, as estações de rádio por todo o país editaram várias partes da canção, como o ordenado pelo governo.[177] Rosnah Ismail, o vice-ministro da Universidade Malaysia Sabah, condenou a canção, opinando: "O Islão proíbe isto. Nós temos que nos habituar às leis do país."[178]

No entanto, nem todos grupos religiosos reagiram negativamente ao álbum. Helen Lee, do Busted Halo, sentiu que Gaga estava a "espalhar a [boa] nova de Jesus Cristo, quer intencionalmente quer não."[179] Ela resumiu: "Os seus pensamentos sobre o celibato, força pessoal, e individualismo, são certamente audíveis [...] e muito mais compelativo é o que ela tem a dizer sobre a natureza humana e o sofrimento humano."[179]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

A Rolling Stone, na lista dos "50 Melhores Álbuns de 2011", classificou-o em sexto lugar, escrevendo que "nenhum dos exercícios anteriores de Gaga de aumentar o tamanho musical preparou-nos para este tipo de extravagância".[180] O The Guardian, na lista dos "Melhores Álbuns de 2011", listou Born This Way no número trinta e um.[181] A Slant Magazine colocou o disco no terceiro lugar da lista dos "25 Melhores Álbuns de 2011", chamando-o de um "magnum opus" e descrevendo-o como uma "ode sincera aos corações ofuscados dos intrusos do passado e presente".[182] Além disso, a MTV classificou-o como o décimo melhor álbum de 2011, alegando que é "o primeiro álbum pop multi-nacional e multi-sexual do nosso tempo", e chamou-lhe de "a sua afirmação mais grandiosa até à data".[183] O About.com listou Born This Way como o segundo álbum mais pop de 2011, afirmando que é um "marco pop" e uma "montanha-russa louca de música".[184] A revista Spin listou Born This Way como o vigésimo nono melhor álbum do ano de 2011, assim como o melhor álbum pop do ano.[185] Em Fevereiro de 2012, a NME publicou a lista dos "Álbuns Mais Pretensiosos de Todos os Tempos", posicionando a obra no topo.[186]

Prémios e nomeações[editar | editar código-fonte]

Born This Way recebeu nomeações em onze cerimónias de entrega de prémios para treze categorias. Em 2011, foi nomeado para "Álbum Pop/Rock Favorito" nos American Music Awards,[187] e venceu as categorias "Melhor Álbum Dance/Electrónico" e "Melhor Álbum" nos Billboard Year-End Charts Awards e Virgin Media Music Awards, respectivamente.[188] [189] Em 2012, venceu a categoria "Álbum Adult Contemporary do Ano" nos Billboard Japan Music Awards,[190] "Álbum do Ano" e "Álbum Estrangeiro do Ano" nos Japan Gold Disc Awards, e "Álbum Favorito do Ano" nos People's Choice Awards.[191] [192] O disco recebeu duas nomeações nos Grammy Awards: "Álbum do Ano" e "Melhor Álbum Pop Vocal". Porém, perdeu em ambas para 21, de Adele.[193] Em território internacional, recebeu uma nomeação para os Premios Oye! na categoria "Álbum do Ano", e para os JUNO Awards na categoria "Álbum Internacional do Ano".[194] [195] Contudo, nem todas as nomeações foram favoráveis, como a na categoria "Pior Álbum" nos NME Awards, que perdeu para Under the Mistletoe, de Justin Bieber.[196]

Promoção e divulgação[editar | editar código-fonte]

Singles[editar | editar código-fonte]

Clarence Clemons fez uma participação em "The Edge of Glory", bem como no seu vídeo musical, a tocar um saxofone.

O primeiro single foi a faixa-título, que foi lançada em Fevereiro de 2011 em formato digital. Declarada pela MTV como o "hino dos marginalizados",[197] foi recebida geralmente com opiniões mistas pela crítica especialista, que notou semelhanças com "Express Yourself" e elogiou-a pela sua "dançabilidade".[198] "Born This Way" estreou na primeira posição da Billboard Hot 100, onde permaneceu por seis semanas consecutivas e tornou-se no terceiro número um de Gaga nos EUA. Ao redor do mundo, alcançou o número um em mais de vinte países, e quebrou várias barreiras de vendas digitais e entradas nas rádios.[199] Um exemplo destes foi a quebra do recorde de single com venda mais rápida da história da iTunes Store, como vendeu um milhão de cópias na primeira semana.[200] Até Maio de 2012, a música já havia vendido mais de 3,7 milhões de exemplares digitais.[201] "Judas" foi confirmada por Gaga como o segundo single em Fevereiro de 2011 no American Top 40.[202] A faixa foi lançada digitalmente em Abril do mesmo ano. Apesar da recepção crítica para a música ser favorável e positiva, alguns críticos repudiaram-na por notarem semelhanças à "Bad Romance" e "Poker Face". A nível comercial e gráfico, "Judas" estreou na Hot Digital Songs com 162 mil exemplares vendidos pela iTunes Store, e atingiu o pico no número dez na Billboard Hot 100. Além disso, alcançou a primeira posição na Coréia do Sul e posicionou-se nas dez melhores colocações de de vários outros países.[203]

"The Edge of Glory" foi lançada a 9 de Maio de 2011 como um single promocional.[204] Mas, devido ao seu sucesso instantâneo nas tabelas do iTunes em todo o mundo, tornou-se no terceiro single oficial do álbum dois dias depois.[204] Esta foi a música que foi melhor recebida pela crítica, que elogiou a sua mensagem e o saxofone tocado por Clarence Clemons. Foi recebida com sucesso comercial elevado, alcançando os dez melhores lugares em dezanove países. Estreou na segunda posição da Hot Digital Songs, vendendo 266 mil cópias,[205] e alcançou o número três na Hot 100.[206] Em Junho de 2011, a canção já havia vendido mais de um milhão de cópias nos EUA. O vídeo musical de "The Edge of Glory", dirigido por Gaga e Haus of Gaga, é notavelmente simples em comparação a seus trabalhos anteriores, como não tem coreografia, bailarinos, e a cantora só usa uma roupa, que foi desenhada por Gianni Versace.[207] "Yoü and I" foi confirmada como o quarto single de Born This Way durante uma entrevista no Jimmy Kimmel Live!.[208] É uma música com tendências de rock e country, e contém amostras de "We Will Rock You".[209] Os críticos reagiram positivamente à "Yoü and I", elogiando principalmente a sua composição musical.[210] "Yoü and I" estreou na UK Singles Chart no número oitenta e nove,[211] e no número trinta e seis nos EUA, depois de vender oitenta e três mil unidades digitais.[212] Até Junho de 2011, a faixa já havia vendido um total de 124 mil exemplares digitais.[213] "Marry the Night" foi confirmada no dia 28 de Setembro de 2011 como o quinto e último single a ser lançado. Os críticos reagiram positivamente à faixa, com alguns aproveitando para chamá-la de um número de dance-pop grande, e notando influências de Giorgio Moroder e Bruce Springsteen.[31] [214] "Marry the Night" traçou em quinze tabelas de diferentes países,[215] incluindo a Hot 100, cujo pico foi no número vinte e nove.[216]

Apresentações ao vivo[editar | editar código-fonte]

Gaga durante a interpretação de "The Edge of Glory" na série de concertos de verão do Good Morning America.

Gaga apresentou "Born This Way" pela primeira vez a 13 de Fevereiro de 2011 nos Grammy Awards.[217] Ela chegou na cerimónia dentro de um ovo gigante, que foi carregado em uma espécie de liteira egípcia por inúmeros modelos vestidos de roupas de plástico. Mais tarde, ela saiu do ovo no palco para realizar a sua actuação, vestindo um top curto e uma saia longa.[218] Seu cabelo estava rosado, com resquícios amnióticos.[219] No final da apresentação, os bailarinos que a acompanhavam despiram as suas roupas de látex, ficando aparentemente nus.[220] A 17 de Abril, Gaga interpretou "Judas" na discoteca Kennedy Lounge em Tampa, após o show da The Monster Ball Tour no St. Pete Times Forum.[221] Também interpretou a canção ao vivo no The Ellen DeGeneres Show a 28 de Abril.[222] Ela estava acompanhada por uma fila de dançarinos masculinos, vestidos de trajes pretos de estilo de monges. A música foi interpretada por um número cheio de dança, com Gaga a cantar as frases enquanto vestia um símbolo azul de látex. Quando a canção terminou, ela fez uma pose antes de dar um beijo na bochecha de Ellen DeGeneres, que veio posicionar-se ao seu lado, copiando a pose e retribuindo o acto.[223]

A cantora no EuroPride em Junho de 2011 na cidade de Roma.

A 3 de Maio, ela interpretou "Americano" durante a apresentação da The Monster Ball Tour em Guadalajara, México, em versão acústica.[224] Dois dias depois, cantou "Yoü and I" e a faixa-título no The Oprah Winfrey Show.[225] Nesta apresentação, usou um piano dourado em forma de calcanhar, e apresentou a versão final da música, que, ao contrário de suas apresentações anteriores da música, teve uma duração mais longa, e foram revelados fragmentos da letra anteriormente desconhecidos.[226] A 21 de Maio, Gaga cantou o primeiros três singles no Saturday Night Live.[227] A artista cantou "Yoü and I" ao vivo no The Today Show a 9 de Julho de 2010, em Nova Iorque, diante de uma multidão de aproximadamente vinte mil pessoas, a maior de sempre a embalar a Rockefeller Plaza.[228] Foi de seguida interpretada a 31 de Julho na paragem de Phoenix, Arizona, da The Monster Ball Tour, onde a intérprete contestou a lei de imigração do Arizona, e dedicou sua actuação da faixa para um rapaz cuja família foi afectada pela lei.[229] No Festival de Cannes de 2011, Gaga cantou a canção no Le Grand Journal.[230] A usar uma roupa embelezada com ouro, um capuz vermelho, e um penteado em preto-e-branco, ela executou uma versão energética da canção, acompanhada por bailarinos do sexo masculino em um palco em frente ao Mar Mediterrâneo.[230] Em Maio de 2011, a cantora realizou um concerto no segmento Big Weekend da BBC Radio 1, em Carlisle, Cumbria.[231] Juntamente com os três primeiros singles de Born This Way, a lista de faixas foi composta por sete outras canções: "Bad Romance", "Alejandro", "Poker Face", "Telephone", "Just Dance", "Speechless", e uma interpretação de "Orange Colored Sky".[231]

A 25 de Maio de 2011, Gaga apresentou a versão final de "The Edge of Glory" na gala final do American Idol, onde foi acompanhada por Clemons em pessoa.[232] Ela apareceu no topo de uma montanha no palco do Idol, vestida com uma capa longa e um capacete embelezado com correntes de suspensão. Um trio de dançarinos executou passos de dança coreografados, enquanto Gaga cantou bem acima deles.[233] Dois dias depois, ela apareceu no Good Morning America, como parte da Série de Concertos de Verão, que teve lugar no Central Park. Enquanto estava lá, ela abriu o show com uma apresentação de "Bad Romance" e executou todas as músicas de Born This Way.[234] A 9 de Junho, ela se apresentou no fim do Germany's Next Top Model, que foi realizado no Lanxess Arena, em Colónia, Alemanha.[235] A cantora, que usou uma peruca azul-verde, cantou pedaços de "Scheiße" e, em seguida, sentou-se ao piano para tocar "Born This Way". Depois da música, ela começou a caminhar ao longo da passarela enquanto cantava "The Edge of Glory".[236] No passeio, tinha colocado duas guilhotinas com as palavras "sexo" e "dinheiro", respectivamente. A cantora passou por elas e, em seguida, evitou uma terceira guilhotina que lia "vaidade".[237] Gaga interpretou "Judas" mais uma vez no The X Factor em Paris, a 14 de Junho de 2011, como uma mistura com "The Edge of Glory". A actuação iniciou com Gaga tocando uma keytar para "The Edge of Glory", usando um casaco franjado, bem como uma peruca cerceta. Ela, de seguida, removeu a keytar e o casaco, revelando uma lingerie que incluía um fio dental, e transicionou para "Judas".[238] [239]

Gaga interpretando "The Edge of Glory" ao vivo nos MuchMusic Video Awards de 2011.

A cantora viajou para Roma para realizar um concerto no EuroPride de 2011.[240] Vestindo um top preto lustroso com uma saia xadrez desenhada por Gianni Versace, ela apresentou várias músicas do álbum. Enquanto no evento, denunciou discriminação contra a comunidade LGBT e expressou o descontentamento em relação a países como a Rússia e a Polónia por suas atitudes em relação à homossexualidade.[240] "Judas", "Hair", "The Edge of Glory" e "Born This Way" foram interpretadas no Paul O'Grady Live, em Londres.[241] Gaga fez uma aparição nos MuchMusic Video Awards de 2011, onde recebeu dois prémios.[242] Abriu o concerto com uma interpretação de "The Edge of Glory", e fechou-o com "Born This Way". Ela apareceu no palco dentro de um casulo suspenso, e emergiu a partir dele vestindo uma calça de cintura alta e um top coberto de penas. Perto do fim da canção, tirou a parte superior das penas e a jaqueta amarela debaixo dela.[242] Enquanto em digressão no Japão, "Born This Way" foi apresentada junto com "The Edge of Glory" nos MTV Video Music Aid Japan de 2011. Ela abriu o concerto presa numa teia de aranha, vestida com um sutiã de paetês brilhantes e uma saia longa que dividia cada coxa. Depois de terminar a realização de "The Edge of Glory", fugiu do palco e subiu alguns degraus para alcançar o seu piano, que foi enfeitado até assemelhar-se a uma aranha, antes de cantar uma versão acústica de "Born This Way". Após o primeiro verso, desceu do piano e juntou-se a seus bailarinos para interpretar a versão do álbum da música.[243]

No Taratata, Gaga apareceu enquanto encontrava-se pendurada na janela de sua limusina.[244] Mais tarde, foi ao programa para cantar "Hair", mas mudou de roupa mais uma vez.[245] O desempenho foi lançado no YouTube de Gaga.[246] Durante suas actuações promocionais das canções de Born This Way em Taiwan, ela cantou "Hair" e tocou piano, vestida com um sutiã preto contra o pano de fundo de muitas lanternas vermelhas e um arco vermelho, um conjunto criado especialmente para o concerto. Mais tarde, a intérprete explicou numa conferência de imprensa a inspiração por detrás do desempenho: "Como o senhor [o entrevistador] acabou de mencionar, a lanterna significa prosperidade e é sobre o futuro. Eu estou sempre a pensar no futuro da minha geração e na voz da minha geração, quando eu escrevo música."[247] Em Maio de 2011, a artista disse ao programa de rádio The Kyle & Jackie O Show que estaria a ir para Sydney para realizar um concerto único em Julho de 2011, para promover Born This Way.[248] Depois de uma entrevista com Howard Stern no The Howard Stern Show, Gaga cantou "The Edge of Glory" para fechar o programa a 18 de Julho.[249] Juntamente com os acima mencionados, a artista iria interpretar "Yoü and I" no Jimmy Kimmel Live! alguns dias mais tarde.[208] A canção foi interpretada novamente por Gaga quatro dias mais tarde, terminando um episódio do The View.[250]

Alinhamento de faixas[editar | editar código-fonte]

Versão padrão[251]
N.º Título Compositor(es) Produtor(es) Duração
1. "Marry the Night"   Stefani Germanotta, Fernando Garibay Lady Gaga, Garibay 4:24
2. "Born This Way"   Germanotta, Jeppe Laursen Gaga, Laursen, Garibay, Paul Blair 4:20
3. "Government Hooker"   Germanotta, Garibay, Blair Gaga, Blair, Garibay(a), DJ Snake(a) 4:14
4. "Judas"   Germanotta, Nadir Khayat Gaga, RedOne 4:10
5. "Americano"   Germanotta, Garibay, Blair Gaga, Garibay, Blair 4:06
6. "Hair"   Germanotta, Khayat Gaga, RedOne 5:08
7. "Scheiße"   Germanotta, Khayat Gaga, RedOne 3:45
8. "Bloody Mary"   Germanotta, Garibay, Blair Gaga, Blair, Garibay(a), Clinton Sparks(a) 4:04
9. "Bad Kids"   Germanotta, Laursen, Garibay, Blair Gaga, Laursen, Garibay, Blair 3:50
10. "Highway Unicorn (Road to Love)"   Germanotta, Khayat, Garibay, Blair Gaga, RedOne, Garibay, Blair 4:15
11. "Heavy Metal Lover"   Germanotta, Garibay Gaga, Garibay 4:12
12. "Electric Chapel"   Germanotta, Blair Gaga, Blair 4:12
13. "You and I"   Germanotta Gaga, Mutt Lange 5:07
14. "The Edge of Glory"   Germanotta, Garibay, Blair Gaga, Garibay 5:20
Duração total:
61:12

Versão especial[editar | editar código-fonte]

Notas
Nota a: Denota co-produtores
Nota b: Denota remisturadores

"Yoü and I" interpola demonstrações de "We Will Rock You", interpretada originalmente pela banda Queen.

Desempenho nas tabelas musicais[editar | editar código-fonte]

Vendas e certificações[editar | editar código-fonte]

Créditos[editar | editar código-fonte]

Todo o processo de elaboração do álbum atribuem os seguintes créditos pessoais:[328] [18]

Histórico de lançamento[editar | editar código-fonte]

Born This Way foi lançado mundialmente a 23 de Maio de 2011 através das editoras discográficas Interscope Records e Streamline Records, com a Kon Live Distribution actuando como a distribuidora do projecto. Quinze dias mais tarde, a 7 de Junho de 2011, foi disponibilizado nos EUA através da Interscope e da Streamline.

Região Data Formato Editora Versão
Mundo[329] 23 de Maio de 2011 CD, descarga digital Interscope Records, Streamline Records, Kon Live Distribution Padrão, especial
 Índia[330] Padrão (digipak)
 Colômbia[331] 30 de Maio de 2011 CD Universal Music, Interscope Box set (padrão)
 Estados Unidos[332] [329] 7 de Junho de 2011 CD, LP, descarga digital Streamline, Interscope, Kon Live Caixa de fã
 China[333] 11 de Agosto de 2011 CD Interscope Padrão
 Alemanha[334] 27 de Setembro de 2011 USB flash drive Interscope
 Estados Unidos[335] 3 de Outubro de 2011 Especial
26 de Outubro de 2011[335] LP, descarga digital Limitada de colecionador
 Alemanha[336] 18 de Novembro de 2011 CD+DVD Box set (especial)
 Reino Unido[337] 21 de Novembro de 2011 Polydor Records
 Alemanha[338] Interscope
 Estados Unidos[339] Box set (padrão)
 Japão[340]
 Estados Unidos[341] 27 de Dezembro de 2011 PID Box set (especial)
 Japão[342] 29 de Dezembro de 2011 Polydor

Referências[editar | editar código-fonte]

Notas
  1. Em língua portuguesa: "Mesmo depois de três vezes ele me trai".
  2. Em língua portuguesa: "Derrubá-lo, eu vou derrubá-lo para bem baixo, um rei sem coroa, um rei sem coroa".
  3. Em língua portuguesa: "Eu sou apenas uma tola santa, oh baby ele é tão cruel, mas eu ainda estou apaixonada por Judas, baby".
  4. Em língua portuguesa: "Eu sou bonita da minha maneira, porque Deus não comete erros, eu estou no caminho certo, baby, eu nasci assim".
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