História de Estremoz

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Existem vestígios da presença humana no concelho, pelo menos desde o período Paleolítico. Do Neolítico há diversas Antas que atestam a força deste período em Estremoz, nomeadamente na Serra d' Ossa, onde existe um conjunto muito interessante destes monumentos funerários.

Dos Romanos há sítios arqueológicos como a villa romana de Stª Vitória do Ameixial e o Tanque dos Mouros (estrutura de armazenamento de águas romana, sita na orla de Estremoz). Dos povos germânicos, mais precisamente dos Visigodos, há uma necrópole na Herdade da Silveirona, Santo Estevão.

D. Afonso III outorga foral a Estremoz em 1258.

Neste Castelo foi fundado, provavelmente no séc. XIV por D. Dinis, um Paço Real no qual habitaram Reis e Rainhas, como a Rainha Santa Isabel, D. Afonso IV ou D. Fernando I. A Rainha Santa aqui faleceu em 1336. Também em Estremoz faleceu D. Pedro I, este no Convento dos franciscanos.

Na Revolução de 1383-85 o povo de Estremoz, não querendo ver a então vila nas mãos dos partidários dos castelhanos, tomou-a e entregou-a a Martim Peres, homem de confiança de D. João I.

De Estremoz partiram os homens comandados por Nuno Álvares Pereira para ganharem a batalha dos Atoleiros.

Daqui partiram também as tropas que na Restauração da Independência (1640-1668) venceram embates tão decisivos como a batalha de Montes Claros e a batalha do Ameixial.

Em 1736 o Paço Real é reconvertido, após vultosas obras, em Armazém de Guerra, no qual estavam guardadas cerca de 40.000 armas. Este local foi saqueado em 1808 no decurso das invasões francesas.

Em 1834 neste mesmo edifício são mortos 33 presos liberais. Esta tragédia ocorreu durante a guerra entre irmãos que decorreu em Portugal e que só terminou com a Convenção de Evoramonte em 1834.

A 25 de Abril de 1974, durante o golpe de Estado chamado de Revolução dos Cravos, o Regimento de Cavalaria 3 (sediado em Estremoz) participou neste movimento que finalizou com a Ditadura do Estado Novo.