Independência (Porto Alegre)

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Independência
—  Bairro do Brasil  —
A Praça Dom Sebastião, com a Igreja da Conceição ao fundo (2007).
A Praça Dom Sebastião, com a Igreja da Conceição ao fundo (2007).
Independência bairro Porto Alegre.JPG
Município Porto Alegre
Área
 - Total 40 hectares
População
 - Total 6,407 hab (2 000)
2,670 homens
3,737 mulheres
    • Densidade 160 hab/ha/km2 
Taxa de crescimento (-) 1,6% (de 1991 a 2000)
Domicílios 2.761
Rendimento médio mensal 21,98 salários mínimos
Fonte: Não disponível

Independência é um bairro nobre próximo do Centro Histórico da cidade brasileira de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Foi criado pela lei 2022 de 7 de dezembro de 1959.

Histórico[1] [editar | editar código-fonte]

As origens da Independência remontam à segunda metade do século XVIII. Sua principal via, a Avenida Independência, inicialmente conhecida como Estrada de Cima e Caminho da Aldeia, foi um caminho que surgiu espontaneamente, como uma das saídas da então Vila de Porto Alegre para a Aldeia dos Anjos, atual cidade de Gravataí. A povoação da região foi impulsionada pela construção de um moinho de vento numa parte elevada da referida avenida, pertencente a um mineiro chamado Antônio Martins Barbosa; o trigo era desde então um produto importante para a economia do Rio Grande do Sul. Por causa desse moinho e de outros que foram construídos, pode-se dizer que a história da Independência está intimamente ligada com a de seu bairro vizinho, o Moinhos de Vento.

No final do século XVIII, implantaram-se linhas de bonde de tração animal na região.

Reconhecido bem cultural de Porto Alegre, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição, inaugurada em 1858[2] [3] , foi outro grande fator para o crescimento do bairro; o templo foi erguido num terreno doado por uma mulher chamada Rafaela Pinto Bandeira, em 1847, e construído em estilo barroco colonial tardio. Hoje é um dos templos mais antigos da cidade, bem como um dos mais bem conservados. Em 1867, a Beneficência Portuguesa[4] [5] fundou sua sede hospitalar própria ao lado da Igreja da Conceição; inicialmente, essa sociedade filantrópica criada para ajudar a comunidade de portugueses em Porto Alegre tinha funcionado numa sala da Santa Casa de Misericórdia. Dentro de seu hospital está instalado hoje o Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul.

Localizado em parte elevada da cidade, próxima do Centro Histórico, o bairro tornou-se o local preferido para moradia das classes média e alta porto-alegrenses do início do século, sobretudo a Avenida Independência, que até hoje concentra casarões e prédios antigos — alguns tombados pela prefeitura, tais como a Casa Torelly (1899) e a Casa Godoy (1907).

Em junho de 1905, instalou-se na Rua Ramiro Barcelos a primeira escola da Independência: o Colégio Nossa Senhora do Bom Conselho, administrado pelas Irmãs Franciscanas da Penitência e Caridade Cristã, as quais já davam, desde 1900, aulas a crianças em uma casa alugada, conhecida como "Escolinha do Bairro Moinhos de Vento". O Bom Conselho, inicialmente, só aceitava estudantes do sexo feminino, tinha classes de ensino em alemão e português e, até o ano de 1960, adotava o regime de internato, tendo recebido muitas alunas oriundas do interior do Rio Grande do Sul e também de outros estados. Após o Bom Conselho, o Colégio Nossa Senhora do Rosário, uma instituição criada em 1904 pelos Irmãos Maristas, instalou-se no bairro em fevereiro de 1927, em frente ao Hospital da Beneficência Portuguesa e ao lado da Praça Dom Sebastião. A partir da década de 1930, a escola passou a oferecer cursos superiores em suas dependências, que deram origem às faculdades da atual Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, a qual se transferiu para um campus próprio em 1967. Além desses dois colégios privados, funciona na Independência uma escola pública de ensino fundamental, a Othelo Rosa, nomeada em homenagem a Otelo Rodrigues Rosa, escritor, jornalista e servidor público.

A partir da década de 1940, o desenvolvimento e urbanização de outros bairros de Porto Alegre fez com a classe média diminuísse seu interesse pela Independência, e um número de casas residenciais deu lugar a grandes prédios de apartamentos e a prédios comerciais. Exemplo desse fenômeno é o Edifício Esplanada, um grande prédio residencial erguido em 1952, em estilo modernista, na confluência da Avenida Independência e da Rua Ramiro Barcelos.

Características atuais[editar | editar código-fonte]

O bairro atualmente dispõe de variado comércio e serviços. Além da Beneficência Portuguesa, o bairro abriga o Hospital Materno-Infantil Presidente Vargas[6] [7] , inaugurado em 1947, e o Hospital Moinhos de Vento, conhecido originalmente como "Hospital Alemão"[8] [9] .

Duas antigas praças fazem parte do bairro: a Praça Dom Sebastião[10] [11] , em frente à Igreja da Conceição, que possui este nome desde 1884, e a bem-conservada Praça Júlio de Castilhos, que é assim conhecida desde 1890.

No bairro também se situa o Instituto Goethe de Porto Alegre[12] .

Pontos de referência[editar | editar código-fonte]

Áreas verdes
Bens tombados
Educação e cultura
Saúde
Outros

Galeria[editar | editar código-fonte]

Limites atuais[editar | editar código-fonte]

Rua da Conceição, da esquina da Avenida Independência até a Avenida Alberto Bins; desta, segue pela Avenida Cristóvão Colombo até a Rua Santo Antônio; desta, até a Rua Gonçalo de Carvalho; desta, até a Rua Pinheiro Machado; desta, segue pela Rua Tiradentes até a Rua Dr. Valle; desta, até a Rua Mostardeiro; desta, até a Avenida Independência; desta, até a Rua Castro Alves; e, de seu prolongamento, em direção leste/oeste, sempre paralelo à Avenida Independência, até encontrar o extremo sul da Praça Dom Sebastião; daí, pela Rua Sarmento Leite até a Avenida Independência, junto à Rua da Conceição.

Referências

Bibliográficas[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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