Luiz Paulo Conde

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Luiz Paulo Conde
Prefeito do Rio de Janeiro
Mandato: 1 de janeiro de 1997
1 de janeiro de 2001
Precedido por: César Maia
Sucedido por: César Maia
Nascimento: 6 de Agosto de 1934 (74 anos)
Rio de Janeiro
Partido político: PMDB
Profissão: Arquiteto
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Luis Paulo Fernández Conde (Rio de Janeiro, 6 de agosto de 1934) é um arquiteto e político brasileiro[1].

Ocupou, por duas vezes, a presidência do Instituto de Arquitetos do Brasil. Foi também presidente da União das Cidades Capitais Ibero-Americanas (UCCI), presidente da Assembléia Geral da União de Cidades Capitais Luso-Afro-Américo-Asiáticas (UCCLA), vice-presidente da Sociedade Mundial das Grandes Metrópoles, membro do Conselho Executivo da União Internacional das Autoridades Locais (IULA), presidente do Conselho Executivo do Plano Estratégico da Cidade do Rio de Janeiro, representante da prefeitura carioca no Conselho para a conquista das Olimpíadas de 2004, membro do Conselho Executivo da Liga das Cidades Históricas, presidente do Centro Ibero-Americano de Desenvolvimento Estratégico Urbano (CIDEU) e diretor da Faculdade de Arquitetura da UFRJ. Como estudante da Faculdade Nacional de Arquitetura da Universidade do Brasil (atual UFRJ), trabalhou no desenvolvimento do projeto do Museu de Arte Moderna do Rio (MAM).

Foram projetos seus as 50 escolas e centros de treinamento poliesportivos para o Governo Carlos Lacerda, o campus da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e as escolas da Fundação Bradesco[carece de fontes?].

Em 1963 foi vencedor de prêmios do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-Rio) com os projetos para as escolas da Fundação Otávio Mangabeira, o bar do aeroporto do Galeão e o Condomínio Residencial Cachoeira da Barra. Em 1987, na II Bienal Internacional de Buenos Aires, ganhou o Prêmio Interieur Forma, com o projeto para o Ginásio Esportivo em Osasco (1989). Em 1997 recebeu da Argentina o Prêmio Vitruvio 96 para a arquitetura latino americana. Também na Argentina ganhou o Prêmio Grand Prix Ambiente concedido pela Fundação CEPA (Centro de Estudos e Proteção ao Ambiente).

Ocupou os cargos de secretário municipal de Urbanismo na primeira gestão de Cesar Maia (1993-1996), secretário estadual de Articulação Governamental no Governo Anthony Garotinho (1999-2002) e secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano do Governo Rosinha Matheus (2003-2006) e secretário de Cultura do Governo Sérgio Cabral Filho. Atualmente é presidente de Furnas [2].

[editar] Carreira política

Ainda desconhecido no meio político, estreante em eleições, o então secretário de urbanismo Luiz Paulo Conde foi lançado pelo PFL à sucessão do então prefeito César Maia. Conde foi escolhido pelo próprio César, sendo apontado por ele como o idealizador de projetos como Rio-Cidade, Favela-Bairro e a construção da Linha Amarela. À época, não havia a reeleição e César procurou lançar Conde com o objetivo de se fortalecer politicamente para a disputa do Governo do Estado, dois anos depois.

Em 1996, logo após o horário político na TV começar, em apenas uma semana saltou de 4 para 39% nas pesquisas, chegando próximo a uma vitória ainda no primeiro turno. Terminou porém derrotando o candidato do governador Marcello Alencar, Sérgio Cabral Filho, então membro do PSDB. Aquela foi uma campanha marcada por ataque pessoais, principalmente de Sérgio Cabral contra Conde.

Conde governou a capital fluminense entre 1º de janeiro de 1997 a 31 de dezembro de 2000. Após a derrota de César Maia para Anthony Garotinho (PDT) em 1998, Conde rompeu com seu mentor político em 1999. A marca de sua administração municipal foi basicamente a continuidade das ações administrativas de seu ex-aliado político, tal como o Favela-Bairro e o Rio-Cidade, embora tenha concluído menos obras que César, o eleitorado o identificou mais com tais projetos. Também foi o responsável pela conclusão das obras da Linha Amarela.

Por conta deste rompimento, César Maia saiu do PFL e ingressou no PTB. Conde continuou na legenda liberal pela qual tentou a reeleição nas eleições de 2000. Liderou a disputa durante quase todo o processo eleitoral, tendo inclusive vencido o primeiro turno. Porém nos últimos dias de campanha para o segundo turno, Conde deu algumas declarações de gosto duvidoso, dizendo que "mentia menos que César Maia" e que "o Metrô da Pavuna foi um erro"[3]. Tais declarações foram exploradas em demasia por seu adversário, que colocou carros com auto-falantes na saída da estação Pavuna repetindo exaustivamente a última frase, vista como preconceituoso pelos moradores da Zona da Leopoldina. Conde foi então ultrapassado por César Maia nas pesquisas de intenção de voto na última semana, sendo derrotado. Após deixar a prefeitura, desligou-se do PFL, abrindo caminho para o retorno de César Maia ao Partido da Frente Liberal.

Conde logo aderiu ao grupo político de Anthony Garotinho filiando-se ao PSB. No Partido Socialista Brasileiro, elegeu-se vice-governador na chapa encabeçada por Rosinha Matheus nas eleições de 2002. Em 2003, Conde acompanhou a decisão de Garotinho de trocar o PSB pelo PMDB, partido pelo qual se candidatou mais uma vez a prefeito, amargando outra derrota, terminando dessa vez em terceiro lugar, atrás de César Maia e Marcelo Crivella. Nessa eleição, cometeu novas gafes, quando no debate promovido pela Rede Globo, disse que quando um amigo passou mal e levou-o a um hospital da Prefeitura, ele não foi bem atendido, no que César respondeu que "ainda bem que você levou seu amigo no hospital da prefeitura, por que sabe que se levasse no hospital estadual aí mesmo é que ele não seria atendido". Após bate-boca com César, Conde disse ser "uma pessoa quente", provocando risos na platéia.

Após passar a vice-governadoria para Luís Fernando de Sousa Conde assumiu, a convite do governador Sérgio Cabral, a secretaria estadual de Cultura, sendo posteriormente indicado pelo PMDB para a presidência de Furnas, onde está atualmente.

Referências

Precedido por
César Maia
Prefeito do Rio de Janeiro
19972001
Sucedido por
César Maia


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