Mário Bunge
Mário Augusto Bunge (1919) é um físico, filósofo da ciência e humanista argentino, defensor do realismo científico e da filosofia exata. É conhecido por expressar publicamente sua posição contra as pseudociências, entre as quais inclui a psicanálise, a homeopatia e a microeconomia neoclássica (ou ortodoxa) e manifestar críticas contra correntes filosóficas como o existencialismo, a fenomenologia, o pós-modernismo, a hermenêutica e o feminismo filosófico. Atualmente Mario Bunge trabalha na McGill University no Canadá.
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Biografia[editar]
Mario Bunge nasceu na cidade de Buenos Aires em 21 de setembro de 1919. Interessado em filosofia da física, Bunge iniciou seus estudos na Universidade Nacional de La Plata, doutorando-se em ciências físico-matemáticas em 1952. O tema de sua tese de doutoramento versou sobre a cinemática dos elétrons relativísticos.
Em La Plata e na Universidade de Buenos Aires, foi professor de física teórica e filosofia de 1956 a 1963, quando, descontente com o clima político de seu país, tomou a decisão de emigrar.
Por alguns anos lecionou em universidades do México, Estados Unidos e Alemanha. Finalmente, em 1966, estabeleceu-se em Montreal (Canadá), onde leciona na Universidade McGill, ocupando a cátedra Frothingam de lógica e metafísica (Frothingham Professor of Logic and Metaphysics).
Sua obra mais importante são os oito volumes de seu monumental Tratado de Filosofia (Treatise on Basic Philosophy). Trata-se de um autor muito prolífico que, além de expor suas posições em seu Tratado, publicou regularmente as aplicações de sua filosofia em diversas ciências, tanto naturais quanto sociais. Sua produção excede mais de 80 livros e 400 artigos.
Mario Bunge, foi homenageado com dezesseis doutorados honoris causa emitidos por instituições como o Universidade de Salamanca (Espanha) em 2003, a Universidade Nacional de La Plata (Argentina) e a Universidade de Buenos Aires (Argentina) em 2008. Ele também recebeu o Prêmio Príncipe das Astúrias em 1982, e em 2009 o Guggenheim Fellowship, prêmio americano oferecido anualmente a artistas, cientistas e acadêmicos.
Interesses[editar]
Seus interesses incluem a filosofia em geral (semântica, ontologia, epistemologia, metodologia de pesquisa, e praxiologia ética) e aplicada (física, biologia, psicologia e ciências sociais), sem evitar considerações sobre a filosofia da lógica e da matemática como a base não só dos trabalhos científicos mas também filosóficos. Neste contexto, é fundador da Sociedade para a Filosofia Exata, que visa precisamente empregar somente conceitos exatos, definidos mediante a lógica e a matemática. Tenta combater desta maneira a ambigüidade e a imprecisão característica de outros estilos filosóficos, entre eles o fenomenológico e o pós-moderno (especialmente o hermenêutico) e provoca (uma vez que estimula) o tratamento de problemas não-triviais como contraste a gigantesca produção filosófica livresca que interpreta recursivamente as opiniões de outros filósofos ou que brinca com objetos ideais ou mundos possíveis.
Sua postura crítica está equilibrada por suas contribuições originais e pela proposição de caminhos de reconstrução filosófica.
Bibliografia[editar]
- DICIONÁRIO DE FILOSOFIA (1999) - Editora Perspectiva, Coleção Big Bang, São Paulo (SP), 2006 [1]