Vitiligo

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Vitiligo
Star of life caution.svg Aviso médico
Classificação e recursos externos
Vitiligo03.jpg
Mão de mulher jovem afetada pelo vitiligo.
CID-10 L80
CID-9 709.01
OMIM 193200
DiseasesDB 13965
MedlinePlus 000831

Vitiligo é uma doença não-contagiosa em que ocorre a perda da pigmentação natural da pele. Sua etiologia ainda não é bem compreendida, embora o fator autoimune pareça ser importante. Contudo, estresse físico, emocional, e ansiedade são fatores comuns no desencadeamento ou agravamento da doença. Patologicamente, o vitiligo caracteriza-se pela redução no número ou função dos melanócitos, células localizadas na epiderme responsáveis pela produção do pigmento cutâneo — a melanina. A doença pode surgir em qualquer idade, sendo mais comum em duas faixas etárias: 10 a 15 anos e 20 a 40 anos.

Essa despigmentação ocorre geralmente em forma de manchas brancas (hipocromia) de diversos tamanhos e com destruição focal ou difusa. Pode ocorrer em qualquer segmento da pele, inclusive na retina (olhos). Os locais mais comuns são a face, mãos e genitais. Os pêlos localizados nas manchas de vitiligo se tornam esbranquiçados. O local atingido fica bastante sensível ao sol, podendo ocorrer sérias queimaduras caso exposto ao sol sem protetor, conferindo um risco para o desenvolvimento de câncer de pele.

Índice

[editar] Prognóstico

A princípio, o vitiligo é um distúrbio crônico. Existem vários tipos clínicos de vitiligo, cada qual com prognóstico próprio. Porém, dependendo do seu tipo clínico, pode haver regressão espontânea ou a partir de tratamento médico. O vitiligo pode permanecer focal indefinidamente ou se generalizar.

[editar] Tratamento

Existem inúmeras opções terapêuticas para o vitiligo, a saber: corticosteróides, trioxsaleno, imunomoduladores, helioterapia, PUVA e enxertos cirúrgicos. Esteróides têm sido usados para remover as manchas brancas, porém não são muito eficientes. Outro tratamento mais radical é tratar quimicamente para remover todo o pigmento da pessoa para que a pele fique mais uniforme.

As terapias psicológicas também têm mostrado bons resultados, uma vez que há uma ligação intrínseca entre estresse e a saúde da pele[1].

[editar] Casos famosos

Jackson dois anos depois que ele foi diagnosticado com vitiligo, aqui nas fases iniciais da doença.

Um dos casos da ocorrência de vitiligo entre artistas famosos foi o do cantor pop norte-americano Michael Jackson. Jackson revelou que possuía a doença no início da década de 1990. Foi aconselhado por médicos a usar tratamentos para tornar a cor de pele mais uniforme e acabar com as manchas, já que a doença estava bastante avançada e afectava o corpo todo — isso contrariou a teoria dos tabloides, que afirmavam que o cantor teria feito cirurgias plásticas para mudar a cor de pele voluntariamente.[2]

O apresentador norte-americano Lee Thomas, da TV de uma afiliada local da Fox Broadcasting Compan, também tem a doença do vitiligo.[2]

No Brasil, o apresentador de televisão e rapper Rappin' Hood, apresenta a doença manifestada em pequenas manchas ao redor dos olhos.[3]

Referências

  1. MÜLLER, Marisa C;SILVA, Juliana Dors Tigre da. (abr-jun 2007). "Uma integração teórica entre psicossomática, stress e doenças crônicas de pele". Estudos de Psicologia (Campinas, SP, BRASIL) 24 (2).
  2. a b Doença muda cor de pele de apresentador de TV, Terra - Vida e Saúde; Acesso em 27 de março de 2009
  3. [1], Comunidade Vitiligo; Acesso em 27 de março de 2009

[editar] Ligações externas

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