Rosácea (doença)

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Rosácea (doença)
Quadro severo de rosácea com inflamações.
Classificação e recursos externos
CID-10 L71
CID-9 695.3
DiseasesDB 96
MedlinePlus 000879
eMedicine derm/377
MeSH D012393
Star of life caution.svg Aviso médico

Rosácea é uma doença de pele da face humana, que se caracteriza por manchas avermelhadas (eritemas) e inflamações do tecido vascular no rosto (vasculites) causando dilatação dos vasos sanguíneos da face (telangiectasias) em peles mais oleosas.

Quando a pele está infeccionada pode criar pústulas e abcessos. A rosácea piora com a ansiedade e estresse e piora quando há grandes variações climáticas e com a ingestão de álcool, cafeína e comida apimentada. Também piorar com o uso de cremes esteroides, exercício intenso ou durante a menopausa.[1]

É mais comum em mulheres (70% dos casos) e em pessoas acima dos 30-40 anos e com pele branca e rosada, especialmente os nórdicos. O tratamento resume-se a evitar os fatores desencadeantes acima descritos e a tratar as complicações infecciosas.[2]

Características[editar | editar código-fonte]

Principais zonas afectadas

A rosácea manifesta-se através de manchas avermelhadas (eritema) na região central do rosto, bochechas, nariz, queixo e testa. Mais raramente, pode afetar o pescoço, tórax, orelhas e couro cabeludo.[3] .

À medida que a rosácea progride verificam-se outros sintomas, tais como eritemas semi-permanentes, telangiectasia (dilatação dos vasos sanguíneos da face), presença de pequenas bolhas e pústulas avermelhadas, olhos avermelhados, sensação de ardor e queimação e, em alguns casos avançados, lóbulos avermelhados no nariz (rinofima). A doença pode ser confundida e coexistir com o acne e a dermatite seborreica. Pode afetar ambos os sexos, mas é três vezes mais comum em mulheres e manifesta-se principalmente entre os 30 e os 60 anos de idade.

Causas[editar | editar código-fonte]

Não há consenso sobre as causas. Alguns investigadores propõem que seja causada por ácaros do gênero demodex (invisíveis a olho nu) [4] , enquanto outros alegam que múltiplos fatores genéticos, congênitos e hormonais agravam rosáceas. As pessoas mais brancas e com bochechas rosadas, que facilmente ficam mais rosadas de raiva, vergonha ou ao rir, são as mais vulneráveis.[5]

Desencadeadores de crises[editar | editar código-fonte]

Porcentagem de pacientes que relataram agravamento das rosáceas diante do respectivo estímulo [6] :

  • Exposição prolongada ao sol: 81%
  • Estresse emocional: 79%
  • Clima muito quente: 75%
  • Vento forte: 57%
  • Exercício pesado: 56%
  • Consumo de álcool: 52%
  • Banhos quentes/saúna: 51%
  • Clima muito frio: 46%
  • Alimentos picantes: 45%
  • Muita umidade: 44%
  • Ambiente muito quente: 41%
  • Alguns produtos de cuidados da pele: 41%
  • Cafeína: 36%
  • Alguns cosméticos: 27%
  • Alguns medicamentos: 15%
  • Outras condições médicas: 15%
  • Certos alimentos: 15%
Alimentos ricos em histamina

Determinados alimentos ricos em histamina (como vinho tinto, queijos envelhecidos, carne de porco, iogurte e cerveja) podem causar rubor facial persistente até em indivíduos sem rosácea devido a uma condição de intolerância à histamina.

Medicamentos para a pele

Certos medicamentos e cremes aplicados na pele podem rapidamente desencadear rosáceas. Alguns tratamentos de acne e rugas com relatos de terem causado rosácea incluem micro-dermabrasão e peelings químicos, bem como altas doses de isotretinoína, peróxido de benzoíla e ácido retinoico. Rosácea induzida por esteroides é o termo dado a rosácea causado pelo uso de cremes esteroides na pele e nariz, um tratamento comum para a dermatite seborreica. A dosagem deve ser reduzida aos poucos, pois parar imediatamente pode causar agravamento do surto.

Subtipos de sintomas[editar | editar código-fonte]

Existem quatro subtipos identificados de rosáceas[7] e os pacientes normalmente apresentam mais de um subtipo concomitantemente[8]

  1. Erythematotelangiectatic rosacea: (eritema) permanente com tendência para o rubor facial (por esforço físico e de natureza sentimental, como vergonha, raiva e pudor). É comum a presença de pequenos vasos sanguíneos visíveis na superfície da pele facial (telangiectasias) com possíveis sensações de queimação e coceira.
  2. Papulopustular rosacea: Alguma vermelhidão com bolhas vermelhas (pápulas) preenchidas por um pouco de pus (pústulas) (que tipicamente duram entre 1 a 4 dias); esse subtipo pode ser facilmente confundido com a acne.
  3. Phymatous rosacea: Esse subtipo é comumente associado com a rinofima, um aumento do nariz. Os sintomas incluem o espessamento da pele, nódulos superficiais irregulares e aumento do nariz. Phymatous rosacea também pode afetar o queixo (gnatofima), testa (metofima), bochechas, pálpebras (blefarofima), e orelhas (otofima).[9] Telangiectasias também podem estar presentes.
  4. Ocular rosacea: Olhos e pálpebras avermelhados, irritados e secos. Inclui sensações de queimação e coceira nos olhos e pálpebras.

Os portadores de rosácea relatam frequentemente períodos de depressão associados à desfiguração estética causado pela doença. Contribuem para isso a sensação física de queimação e sentimento de perda de qualidade de vida.[10]

Referências

  1. http://www.webmd.com/skin-problems-and-treatments/rosacea-causes
  2. http://www.scielo.br/pdf/abd/v83n5/v83n05a04.pdf
  3. (em inglês)All About Rosacea. National Rosacea Society. Página visitada em 2008-11-10.
  4. http://www.webmd.com/skin-problems-and-treatments/news/20120830/are-mites-causing-your-rosacea
  5. http://www.webmd.com/skin-problems-and-treatments/rosacea-causes
  6. http://www.rosacea.org/patients/materials/triggersgraph.php
  7. (em inglês)Wilkin J, Dahl M, Detmar M, Drake L, Liang MH, Odom R, Powell F. (2004). "Standard grading system for rosacea: report of the National Rosacea Society Expert Committee on the classification and staging of rosacea". J Am Acad Dermatol 50 (6): 907–12. DOI:10.1016/j.jaad.2004.01.048. PMID 15153893.
  8. (em inglês)Marks, James G; Miller, Jeffery (2006). Lookingbill and Marks' Principles of Dermatology (4th ed.). Elsevier Inc. ISBN 1-4160-3185-5.
  9. (em inglês)Jansen T, Plewig G. (1998). "Clinical and histological variants of rhinophyma, including nonsurgical treatment modalities". Facial Plast Surg 14 (4): 241–53. PMID 11816064.
  10. (em inglês)Panconesi, E.. (1984). "Psychosomatic dermatology". Clin Dermatol 2: 94–179. DOI:10.1016/0738-081X(84)90050-6. PMID 6242532.
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