Descolamento de retina

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Esta página ou secção não cita fontes confiáveis e independentes, o que compromete sua credibilidade (desde agosto de 2016). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Ambox rewrite.svg
Esta página precisa ser reciclada de acordo com o livro de estilo (desde agosto de 2016).
Sinta-se livre para editá-la para que esta possa atingir um nível de qualidade superior.
Descolamento de retina
Imagem de lâmpada de fenda demonstrando o descolamento da retina em indivíduo com Síndrome de Von Hippel-Lindau.
Classificação e recursos externos
CID-10 H33
CID-9 361
DiseasesDB 11417
MedlinePlus 001027
eMedicine oph/504
MeSH D012163

Descolamento de retina é uma enfermidade oftálmica onde ocorre a separação da retina da parede do fundo do olho.[1] Os indivíduos acometidos apresentam como sintomas um aumento no número dos grumos denominados "moscas volantes", flashes de luz e sombras em parte do campo de visão (devido a deterioração da visão periférica).[2][1] Essa condição pode ocorrer bilateralmente em cerca de 7% dos casos.[3] Sem tratamento, normalmente o quadro evolui para a perda permanente da visão.[4]

A causa mais comum do descolamento é a ruptura da retina, que permite que o humor vítreo extravase e a pressione para a frente. A ruptura pode ocorrer a partir do descolamento do vítreo posterior, traumatismo, glaucoma, em pacientes com cirurgia prévia de catarata, miopia, complicações do diabetes mellitus ou inflamações graves.[1][5] Mais raramente, o descolamento de retina pode ser provocado por tumores de coloide.[6] O diagnóstico é feito por exames de fundo de olho ou de ultrassonografia.[1][4]

Em pacientes com ruptura da retina, utiliza-se a crioterapia ou a fotocoagulação a laser para evitar seu descolamento. Quando o descolamento já ocorreu, o tratamento deve ser feito imediatamente. A terapia de escolha pode incluir introflexão escleral, onde uma esponja de silicone é suturada na esclera, retinopexia pneumática, onde é injetado gás para dentro do olho, ou vitrectomia, onde o vítreo é parcialmente removido e substituído por gás ou óleo.[1][7][8][9]

Descolamentos de retina afetam anualmente entre 0,6 e 1,8 em cada 10.000 pessoas, sendo mais comum em homens entre os 60 e os 70 anos de idade.[1][3] Estima-se que aproximadamente 0,3% da população será afetada por essa patologia em algum momento da vida.[10] Os resultados a longo prazo dependerão do tempo do descolamento e se este atingiu a mácula.[1] Se tratado antes desse evento, o prognóstico é geralmente bom.[4][10]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

Acompanhada de vários sintomas como flashes de luzes, manchas escuras se movendo,conhecidas como moscas volantes, e perda parcial de visão. Sua percepção não determina o descolamento de retina, mas sim pelo aumento desenfreado seguido do surgimento de pequenas manchas, em tom roxo, nas regiões periféricas da visão.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

Se não tratada imediatamente geralmente leva a perda total de visão.

Um oftalmologista deve ser consultado o mais rápido possível. O tratamento pode incluir a utilização de laser, e várias técnicas cirúrgicas específicas

Laser: Nos casos muito iniciais pode-se realizar apenas o bloqueio periférico pelo laser. O laser funciona como uma solda orgânica, provocando queimaduras na retina e nos tecidos adjacentes que, quando cicatrizam, aderem-se uns aos outros.

Pneumo-retinopexia:

Os descolamentos em fase inicial podem ser tratados injetando-se uma bolha de gás que expulsa o líquido sub-retiniano e reaplica a retina. O tratamento é complementado com aplicações de laser ou tratamento com o crio cautério.

Retinopexia (cirurgia convencional)

A técnica mais comum de operar o descolamento da retina é chamada de retinopexia com introflexão escleral. Fixa-se ao redor do olho, sob os músculos, uma estrutura de apoio (chamada cientificamente de órtese), feita de silicone sólido (semelhante a um penu) para calçar a retina, seguida de uma forte adesão usando o crio cautério.

Vitrectomia

As cirurgias de vitrectomia estão reservadas para os casos mais difíceis. Fazem-se três pequenas incisões no olho para trabalhar dentro dele com micro-instrumentos.

Quando realiza-se a vitrectomia , pode-se precisar da ajuda de um líquido pesado para expulsar o líquido sub-retiniano, o perfluoroctano. Às vezes é necessário preencher o olho com óleo de silicone ou gases de longa permanência (SF6 ou C3F8) para manter a retina colada. O gás intra-ocular - e também o óleo de silicone - tendem a flutuar dentro do olho. Se usa essa característica física dos elementos para empurrar a retina para o seu lugar. Após a cirurgia o médico indicará qual a melhor posição de cabeça para obtermos o maior contato das bolhas de gás, ou óleo, com os defeitos da retina. Os gases são absorvidos naturalmente. O óleo de silicone poderá exigir a sua remoção cirúrgica.


Prognóstico

Com as modernas técnicas de cirurgia consegue-se reaplicar a retina em quase 90% dos casos. Às vezes são necessárias várias cirurgias. Os primeiros 40 dias são cruciais. Siga rigorosamente a orientação do seu médico. O repouso e manutenção das posições de cabeça indicada fazem parte do tratamento. Mesmo com o pronto tratamento e retorno da retina a sua posição, costuma haver perda, ao menos parcial, da visão do olho afetado. Em alguns casos, infelizmente, o paciente evolui com cegueira ou visão subnormal. É importante lembrar que o pronto atendimento favorece a melhor recuperação.


Anestesia

A anestesia é local. O paciente é levemente sedado para que fique tranquilo e colabore durante o procedimento.

Referências

  1. a b c d e f g Fraser, Steel 2009.
  2. «Facts About Retinal Detachment». National Eye Institute. U.S. Department of Health and Human Services - National Institutes of Health. 2009. Consultado em 19 de Agosto de 2016. 
  3. a b Mitry et al 2010, p. 678-684.
  4. a b c Gelston 2013, p. 515-519.
  5. Viebahn et al 2016, p. 629-632.
  6. Adegbehingbe 2008, p. 50-53.
  7. Takasaka et al 2012, p. 377-379.
  8. Rosa et al 2006, p. 101-105.
  9. Escarião et al 2013, p. 253-256.
  10. a b Gariano, Chang-Hee 2004, p. 1691-1699.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]