Edgar Schneider

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Edgar Schneider
Nascimento 5 de março de 1893
Porto Alegre
Morte 30 de abril de 1963 (70 anos)
Porto Alegre
Cidadania Brasil
Ocupação jornalista, advogado

Edgar Luís Schneider, ou simplesmente Edgar Schneider (Porto Alegre, 5 de março de 1893 — Porto Alegre, 30 de abril de 1963 foi um professor, jornalista, jurista e político brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Neto de Johann Adam Schneider, natural da Saxônia, e de Maria Magdalena, era filho de Fernando Jorge Schneider e de Maria Madalena Stock.[1] Realizou seus estudos iniciais em uma escola pública no bairro Cristal, entrando depois para a Escola Normal de Porto Alegre, terminando seus estudos na Escola Superior de Comércio, em 1811.[1] Formou-se depois na Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1920, também formando-se na Academia de Altos Estudos.[1]

Retornou ao Rio Grande do Sul, onde instalou uma banca de advocacia em Passo Fundo, ali casando com Corina Schell Loureiro Lima, em 1921, com quem teve quatro filhos.[1] Em 1924 voltou para Porto Alegre, onde iniciou-se na política, filiado ao Partido Federalista, elegendo-se deputado estadual, em 1926.[1]

Com o Estado Novo abandonou a política, seguindo o magistério, como professor da Faculdade de Direito de Porto Alegre.[1] Exerceu o cargo de reitor magnífico da Universidade Federal do Rio Grande do Sul[2] entre março e setembro de 1943, afastando-se devido a divergências em relação a autonomia da Universidade.[1]

Retornou a política em 1945, com a redemocratização do país, elegeu-se para a 38ª Legislatura da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul[3] e para a Assembleia Estadual Constituinte, que deu um viés parlamentarista à constituição estadual, cujas partes foram depois anuladas na justiça, a pedido do governado Walter Jobim.[1] Foi eleito presidente da Assembleia Legislativa e concorreu ao governo do Estado, em 1950, contra o candidato oficial Ernesto Dorneles, por quem foi derrotado.[1]

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Sul e da Academia Riograndense de Letras. Contribuiu com o jornal Correio do Povo e Diário de Notícias.[1]

Em sua memória, há uma praça no centro de Porto Alegre que leva seu nome.

Referências