Festival Internacional de Cinema de San Sebastián

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Festival Internacional de Cinema de San Sebastián
Palácio Kursaal durante a 53ª edição do Festival de San Sebastián.
Informações gerais
Local San Sebastián, País Basco, Flag of Spain.svg Espanha
Fundação 21 de setembro de 1953 (63 anos)
Prêmios Concha de Oro
Número de filmes 200-250
Idioma Espanhol
Website oficial

O Festival Internacional de Cinema de San Sebastián (em espanhol: Festival Internacional de Cine de San Sebastián; em basco: Donostiako Nazioarteko Zinemaldia), comumente chamado de forma reduzida como Festival de San Sebastián, é um dos mais prestigiados e famosos festivais de cinema do mundo. Ele se enquadra na categoria máxima (A) acreditada pela Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos (FIAPF). O festival acontece todos os anos no mês de setembro, na cidade espanhola de San Sebastián. Sua primeira edição foi em 21 de setembro de 1953 e o grande premiado foi o filme "La guerra de Dios" de Rafael Gil.

O Festival de San Sebastián é o mais importante festival de cinema da Espanha, assim como um dos mais antigos da Europa. Ao longo da história, o festival foi cenário de acontecimentos de importância e interesse de dimensão internacional, como a estreia internacional de Vertigo e a estreia mundial de Intriga Internacional, ambos de Alfred Hitchcock. Em meio século de existência, o festival proporcionou o descobrimento de novos talentos do mundo do cinema. Por exemplo, foi o primeiro festival que participou Roman Polanski no início da sua carreira, além de ter impulsionado a carreira dos diretores Francis Ford Coppola e Pedro Almodóvar.

O principal prêmio do festival é a Concha de Oro, concedido ao melhor filme em competição na sessão oficial, são entregues também a Concha de Plata ao melhor diretor, ator, atriz, além do Prêmio do Júri para filmes nas categorias de melhor fotografia e roteiro. Também é entregue o prêmio Kutxa – Novos Diretores, voltado a obras cinematográficas que sejam os primeiros ou segundos trabalhos de seus diretores.[1]

História[editar | editar código-fonte]

Após ser concebido para sua primeira edição em 1953 como Semana Internacional de Cine, no ano de 1954 adquiriu a denominação de Festival Internacional de Cine, ao ser organizado pelo Sindicato Nacional de Espectáculos e o Ministerio de Información y Turismo, satisfeitos pelos resultados obtidos. Nesta segunda edição, o festival obteve da Federação Internacional de Associações de Produtores Cinematográficos (FIAPF) a categoria B (festival não competitivo), como recompensa aos esforços demonstrados pelo governo franquista para flexibilizar a censura e permitir certos privilégios fiscais aos filmes apresentados no certame.

Em 1955 o festival outorgou pela primeira vez a Concha de Plata como prêmio distintivo da competição — o filme vencedor foi Giorni d'amore, de Giussepe de Santis — primeiro prêmio concedido pelo festival a um filme estrangeiro.

Desde o ano de 1991, o festival é organizado por uma sociedade anônima com a denominação de Festival, cujos acionistas participam em partes iguais, são eles o Instituto de la Cinematografía y de las Artes Audiovisuales (Ministério da Cultura), o Governo Vasco, a Diputación Foral de Guipúzcoa e a Prefeitura de San Sebastián.

Em 2007, depois de várias edições que foram objeto de duras críticas, na 55ª edição, o festival estreou uma nova fórmula que combinava o cinema independente e de qualidade internacional, e muito especialmente o latino-americano, capaz de atrair mais público e de agradar os críticos, com uma maior presença de atores e diretores conhecidos pelos público.[2] Embora esta fórmula tenha permitido o festival recuperar o apoio do governo local e incrementar sua repercussão midiática, a pressão de outros festivais, com financiamentos muito superiores ao de San Sebastián, projeta grandes dificuldades às que o festival terá que enfrentar nos próximos anos.[3]

Seções[editar | editar código-fonte]

O Festival de San Sebastián é constituído de diversas seções competitivas e não-competitivas.

Seções competitivas[editar | editar código-fonte]

  • Seção Oficial (Sección Oficial)
  • Novos diretores (Nuevos directores)
  • Pérolas (Perlas)
  • Zabaltegi - Tabakalera
  • Horizontes latinos
  • Made in Spain
  • Zinemira

Seções não competitivas[editar | editar código-fonte]

  • Retrospectivas
  • Velódromo

Premiações para melhor filme - Concha de Ouro[editar | editar código-fonte]

  • 1953 "La Guerra de Dios", de Rafael Gil (Espanha)
  • 1956 "O Ferroviário"(Il Ferroviere), de Pietro Germi (Itália)
  • 1957 "La Nonna Sabella", de Dino Risi (Itália)
  • 1959 "Uma Cruz à Beira do Abismo" (The nuns story), de Fred Zinnemann (EUA)
  • 1960 "Romeo, Juliet a Tma", de Jiri Weiss (Tchecoslováquia)
  • 1964 "Terra de um Sonho Distante" (America, America), de Elia Kazan (EUA)
  • 1970 "Ondata di Calore", de Nelo Risi (Itália)
  • 1971 "O Joelho de Claire" (Le Genou de Claire), de Eric Rohmer (França)
  • 1972 "O Sistema" (The Glass House), de Tom Gries (EUA)
  • 1973 "O Espírito da Colméia" (El Espíritu de la Colmena), de Victor Erice (Espanha)
  • 1977 "Peça Inacabada para Piano Mecânico"(Mekhanicheskogo pianino), de Nikita Mijalkov (URSS)
  • 1980 "O Maestro"(Dyrygent), de Andrzej Wajda (Polonia)- Prêmio extraoficial
  • 1981 "Crônica de um Amor Louco" (Storie di Ordinaria Follia), de Marco Ferreri (Italia)- Prêmio Extraoficial
  • 1983 "Coup de Foudre", de Diane Kurys (França) - Prêmio Extraoficial
  • 1987 "Núpcias Na Galiléia" (Noce en Galilée), de Michel Khleifi (Palestina/França/Bélgica)
  • 1995 "Margaret's Museum", de Mort Ransen (Canadá/Inglaterra)
  • 1997 "Negócios à Parte"(Rien ne va plus), de Claude Chabrol (França)
  • 1998 "El Viento se Llevo lo Que" de Alejandro Agresti (Argentina/Holanda/Espanha/França)
  • 2000 "La Perdición de los Hombres", de Arturo Ripstein (México/Espanha)
  • 2007 "Mil Anos de Orações"(A Thousand Years of a Good Prayer), de Wayne Wang (EUA)
  • 2008 "A Caixa de Pandora" (Pandoranin Kutusu), de Yesim Ustaoglu (Turquia/França/Alemanha/Belgica)

Referências

  1. Portal Brasil (21 de maio de 2015). «Inscrições abertas para o festival de cinema de San Sebastián». Portal Brasil. Consultado em 9 de junho de 2017 
  2. García, Rocío (17 de setembro de 2010). «San Sebastián capea el temporal». El País (em espanhol). Consultado em 8 de junho de 2017 
  3. Borgo, Karina (29 de setembro de 2013). «El 61 Festival de San Sebastián: menos presupuesto y más sentido del espectáculo». Vox Populi (em espanhol). Consultado em 8 de junho de 2017 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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