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Bittencourt Sampaio

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Bittencourt Sampaio
Bittencourt Sampaio
Nome completoFrancisco Leite de Bittencourt Sampaio
Nascimento
Morte
10 de outubro de 1895 (61 anos)

ResidênciaRio de Janeiro
Nacionalidadebrasileiro
ProgenitoresMãe: Maria de Sant'Ana Leite Sampaio
Pai: Francisco Leite de Bittencourt Sampaio
OcupaçãoAdvogado, político, jornalista
Presidente da província do Espírito Santo
Período18671868
PartidosLiberal, Republicano Federal
Religiãoespírita

Francisco Leite de Bittencourt Sampaio (Laranjeiras/SE, 1 de fevereiro de 1834Rio de Janeiro/RJ, 10 de outubro de 1895), foi um advogado, poeta, jornalista, político e espírita brasileiro.

Mais conhecido pelo sobrenome Bittencourt Sampaio, na política foi deputado e presidente (governador) da província do Espírito Santo. Foi ainda o primeiro diretor da Biblioteca Nacional a ostentar este título.[1]

Biografia

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Era filho do português Francisco Leite de Bittencourt Sampaio — que lhe era homónimo — e de Dª Maria de Sant'Ana Leite Sampaio. Iniciou o curso jurídico na Faculdade de Direito do Recife, concluindo-o na Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, em São Paulo/SP, turma de 1859. Ali se destacou pela autoria da letra do Hino Acadêmico, musicada por Carlos Gomes.[1] Ambos também são autores de um clássico da música popular brasileira, a modinha Quem sabe, para canto e piano, ainda hoje uma das obras brasileiras do século XIX mais executadas — e belas.

Homem público de grande projeção ao tempo do Segundo Reinado, foi presidente (governador) da então província do Espírito Santo. E diretor da Biblioteca Nacional.[1]

Foi membro fundador da Sociedade de Estudos Espíritas Deus, Cristo e Caridade (Rio de Janeiro/RJ, 23 de março de 1876), mais tarde denominada Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade (1879).[1] Entretanto, insatisfeito com a instituição, funda, a 21 de março de 1880, com um grupo de confrades, entre os quais, Antônio Luís Sayão, o médium Frederico Júnior e Bittencourt Sampaio, o Grupo Espírita Fraternidade, sob a presidência de João Gonçalves do Nascimento, notável médium curador. Ainda nesse ano, a 15 de julho, Sayão, que tentara, sem êxito, recompor a antiga Sociedade Acadêmica Deus, Cristo e Caridade, fundou, com Frederico Júnior, João Gonçalves do Nascimento, Bittencourt Sampaio e outros, o Grupo dos Humildes, mais conhecido como "Grupo do Sayão". Numa primeira fase, por aproximadamente um ano, realizou proveitosas reuniões. Mais tarde, o grupo denominou-se "Grupo Ismael" e se integrou à Federação Espírita Brasileira, onde existe até os nossos dias.[2][1][3]

Publicou várias obras, entre elas: Jesus perante a Cristandade, e De Jesus para as Crianças — esta última constituída por poemas de cunho moral.[1]

Destacou-se ainda como médium receitista, ou seja, prescrevia homeopatia sob inspiração mediúnica.

Conforme relatado no livro Transição Planetária, ditado pelo espírito Manuel Philomeno de Miranda, pela mediunidade de Divaldo Pereira Franco (2ª edição 2010, editora LEAL, Capítulo 20, Páginas 209 a 221), o nobre espírito Bittencourt Sampaio é o Embaixador de Ismael, o Guia Espiritual do Brasil.

Ver também

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Notas

  1. a b c d e f Zêus Wantuil. Grandes Espíritas do Brasil 3ª ed. [S.l.]: Federação Espírita Brasileira. pp. 244–253 
  2. Para um histórico abrangente, ver Reformador, agosto, 1973.
  3. Alessandro Santos da Rocha, Cézar de Alencar Arnaut de Toledo (20–23 de maio de 2013). «IMPRENSA ESPÍRITA E ELITE LETRADA NO BRASIL OITOCENTISTA» (PDF). VII Congresso Brasileiro de História da Educação. Consultado em 3 de janeiro de 2017. Cópia arquivada em 3 de janeiro de 2017 

Ligações externas

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Precedido por
Carlos de Cerqueira Pinto
Presidente da província do Espírito Santo
18671868
Sucedido por
José Maria do Vale Júnior