Largo di Torre Argentina

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O Templo B, Templo da Fortuna do Dia (Aedes Fortunae Huiusce Diei), é um dos templos que jazem na zona vedada da praça.
Plano
Elevação

O Largo di Torre Argentina é uma praça em Roma, na zona de Campo de Marte, onde constam alguns templos da época da República Romana, e as ruínas do Teatro de Pompeu.

O nome da praça advém de Torre Argentina, que não tem qualquer relação com o país sul-americano, mas sim com a cidade de Estrasburgo, cujo nome original era Argentorato. Com efeito, em 1503, John Burckhardt de Estrasburgo construiu na via do Sudário um palácio (actualmente o número 44), a Casa del Bucardo, anexando uma torre, a Torre Argentoratina, que herdou o nome da sua cidade-natal.

Após a unificação italiana, foi deliberada a reconstrução parcial de Roma (1909), que passaria pela demolição da zona de Torre Argentina, onde constam os restos de uma torre medieval, a Torre Papito ou Torre Boccamazzi. No entanto, durante os trabalhos (1927), foram descobertas uma cabeça e braços em mármore de grandes proporções, cuja investigação traria algum esclarecimento em relação a esta zona, como uma zona sacra datada da era republicana.

Os templos, originalmente designados como A, B, C e D, fazem frente a uma estrada pavimentada, datada da era imperial, após o incêndio de 80 d.C. A área foi delimitada a Norte pelo hecatóstilo (que faz alusão a uma centena de colunas) e pelas Termas de Agripa, a sul pelos edifícios relacionados com o Circo Flamínio, a leste pelo Pórtico de Minúcio, e a oeste pelo Teatro de Pompeu.

O Templo A terá sido construído no século III a.C., e é provavelmente o Templo de Juturna,[nota 1] construído por Caio Lutácio Cátulo após a sua vitória contra os cartagineses a 241 a.C. Seria mais tarde reconstruído como uma igreja, cuja abside ainda subsiste.

O Templo B, circular e com seis colunas ainda presentes, terá sido construído por Quinto Lutácio Catulo em 101 a.C. para celebrar a sua vitória sobre os cimbros; surge referido como Templo da Fortuna do Dia (Aedes Fortunae Huiusce Diei), devotado à Fortuna do Dia. A estátua colossal encontrada durante as escavações, transladada para os Museus Capitolinos, era a estátua da própria deusa. Apenas a cabeça, braços e pernas eram de mármore: as outras partes, cobertas por tecido, eram em bronze.

O Templo C, conhecido como Templo de Ferônia, é o mais antigo dos três, datado do século III ou IV a.C., provavelmente devotado a Ferônia, a antiga deusa da fertilidade dos povos itálicos. Após o incêndio de 80, o templo foi restaurado e os mosaicos brancos e pretos da câmara interior datam dessa restauração.

O Templo D é o maior de todos, datado do século II a.C., já com restaurações do último período da República, o Templo dos Lares Permarinos. No entanto, apenas uma parte foi ainda escavada, devido ao facto de a estrada municipal estar construída sobre si.

Notas

  1. Esta identificação é preferida em relação a Templo de Iuno Curritis, devido à obra Fasti I de Ovídio, em que refere: «Te quoque lux eadem Turni soror aede recepit/Hic, ubi Virginea Campus obitur aqua», portanto, colocando o templo de Juturna perto do Aqueduto da Água Virgem (Aqua Virgo), que confluiria nas Termas de Agripa.

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