Monte Pinciano

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Escadaria que leva da Piazza del Popolo até o topo do Monte Pinciano, ao fundo.
Vista da Piazza del Popolo, com o Obelisco Flamínio ao centro, do alto do Monte Pinciano.

Monte Pinciano ou Píncio (em italiano: Pincio; em latim: Mons Pincius) é uma colina no quadrante nordeste do centro histórico de Roma, ao norte do Monte Quirinal e com vista para o Campo de Marte. Do lado de fora dos limites originais da antiga cidade de Roma, o Píncio não era uma das sete colinas de Roma. Porém, já ficava no interior da Muralha Aureliana, construída pelo imperador romano Aureliano entre 270 e 273.

Villas e jardins[editar | editar código-fonte]

Diversas famílias importantes da Roma Antiga possuíam vilas (villas) e jardins (horti) na encosta sul da colina no final da era republicana, incluindo os jardins de Lúculo (Horti Lucullani), os jardins do historiador Salústio (Horti Sallustiani), os jardins de Pompeu (Horti Pompeiani) e os jardins dos Acílios (Horti Aciliorum). Na época, a região ficou conhecida como "Colina dos Jardins" (Collis Hortulorum). Seu nome moderno é uma referência a uma das famílias que ocupou a região no século IV.

Roma moderna[editar | editar código-fonte]

O Monte Pinciano atual é resultado do trabalho realizado entre 1809 e 1814[1]; a Academia Francesa de Roma se mudou para a Villa Medici em 1802. Os pomares foram atravessados por diversas alamedas (viali) para unir alguns monumentos ou edifícios já existentes: uma delas estendeu o eixo do jardim da Villa Medici até o obelisco que fica no centro de uma praça de onde irradiam outras alamedas. O obelisco em si foi erigido em 1822[2] para ser uma referência visual das vistas; é um obelisco romano da época do imperador Adriano (início do século II), construído para o memorial de seu amado Antínoo do lado de fora da Porta Maggiore[3].

Obelisco de Antínoo na Piazza Napoleone.

A Piazza Napoleone — na realidade, o grande exemplo da época de Napoleão foi projetado à distância, pois o imperador jamais esteve em Roma — é um grande espaço aberto com vista para a Piazza del Popolo, que também é obra de Valadier, e tem vistas também para o oeste e para a cidade toda além. Valadier interligou as duas praças com escadarias de amplos descansos.

Em 1873, um hidrocronômetro baseado num projeto de 1867 de Gian Battista Embriaco, O.P., um professor e inventor da Pontifícia Universidade de São Tomás de Aquino, em Roma, foi construído no Monte Pinciano, uma cópia do que já funcionava na universidade. Outra versão fica nos jardins da Villa Borghese (Galleria Borghese).

Foi por iniciativa de Giuseppe Mazzini[1] que as alamedas do Monte Pinciano foram decoradas com bustos de italianos notáveis.

Apesar de Villa Ludovisi ter sido destruída para abrir espaço para novas construções no início do século XX, diversas villas e jardins ainda ocupam a colina, incluindo os jardins da Villa Borghese, que se liga ao Pinciano por uma ponte de pedestres que cruza a Via del Muro Torto sobre uma estreita fenda abaixo; o Muro Torto é o sinuoso trecho da Muralha Aureliana atravessado pela Porta Pinciana na região.

Referências

  1. a b Segundo o Touring Club Italiano, Roma e dintorni 1965:271
  2. «Obelisk of the World» (em inglês) 
  3. «Obelisks of Rome» (em inglês). Rome Art Lover 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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