Grazia Deledda

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Grazia Deledda
Nome completo Grazia Cosima Deledda
Nascimento 27 de setembro de 1871
Nuoro, Sardenha
Morte 15 de agosto de 1936 (64 anos)
Roma, Lácio
Prémios Nobel prize medal.svg Nobel de Literatura (1926)
Magnum opus Mariana Sirca
Campo(s) Poesia

Grazia Maria Cosima Damiana Deledda, conhecida como Grazia Deledda (Nuoro, 27 de setembro de 1871Roma, 15 de agosto de 1936), foi uma escritora e poeta italiana.

Recebeu o Nobel de Literatura de 1926[1] designadamente pela obra Canne al vento (Caniços ao vento), o qual narra as crises existenciais e fragilidades humana das suas personagens, bem como descreve em detalhes e com um realismo claro os costumes e lendas da sociedade agro pastoril da sua amada ilha da Sardenha. Este romance é ambientado na pequena comuna de Galtelli, província de Nuoro, a qual conserva um belo centro histórico e belas paisagens que inspiraram a autora na escrita de sua obra-prima.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Nuoro, na Sardenha, em 28 de setembro de 1871, sendo a quarta de sete filhos[2], em uma família abastada.[3] O pai, Giovanni Antonio Deledda, formado em direito, não exercitava a profissão. Hábil empreendedor, se ocupava do comércio e da agricultura; se interessava em poesia e compunha versos na língua sarda, fundou uma editora e fazia a impressão de uma revista. Foi síndico de Nuoro em 1863.

Sua mãe era Francesca Cambosu. Mulher severa e dedicada à casa, foi a responsável pela educação de Grazia.[4] Depois de frequentar a escola até a quarta classe, Grazia passa a ser educada em casa pelo professor Pietro Ganga, docente de letras italianas, latinas e gregas (e que também falava francês, alemão, português e espanhol). Ganga ensinou-a o básico do italiano, do latim e do francês. Grazia então continuou a sua formação como autodidata.[3]

Obras[editar | editar código-fonte]

  • Nell'azzurro!..., Trevisini, 1890.
  • Stella d'oriente/Ilia di Saint-Ismael, Tip. Edit. dell'Avvenire di Sardegna, 1890.
  • Fior di Sardegna, Perino, 1891.
  • Racconti sardi, Dessì, 1894.
  • Tradizioni popolari di Nuoro in Sardegna, Forzani e c. tipografi del Senato, 1894.
  • Anime oneste. Romanzo famigliare, Cogliati, 1895.
  • La via del male, Speirani e Figli, 1896.
  • L'ospite, Cappelli, 1897.
  • Paesaggi sardi, Speirani e Figli, 1897.
  • Il tesoro, Speirani e Figli, 1897.
  • Le tentazioni. Novella sarda, Cogliati, 1899.
  • La giustizia, Speirani e Figli, 1899.
  • Giaffah. Racconto, Sandron, 1900.
  • Il vecchio della montagna, Roux e Viarengo, 1900.
  • Elias Portolu, Roux e Viarengo, 1903.
  • La regina delle tenebre, Agnelli, 1902.
  • Dopo il divorzio, Roux e Viarengo, 1902.
  • I giuochi della vita, em "Nuova Antologia", 1902; Treves, 1905.
  • Cenere, Nuova Antologia, 1904.
Sepultura de Grazia Deledda na Chiesa della Madonna della Solitudine em Nuoro
  • Nostalgie, Nuova Antologia, 1905.
  • L'ombra del passato, Nuova Antologia, 1907.
  • Amori moderni, Voghera, 1907.
  • Il nonno. Novelle, Nuova Antologia, 1908.
  • L'edera, in "Nuova Antologia", 1908; Treves, 1921.
  • Il nostro padrone, Treves, 1910.
  • Sino al confine, Treves, 1910.
  • Colombi e sparvieri, Treves, 1912.
  • Claro-escuro. Contos - no original Chiaroscuro. Novelle, Treves, 1912.
  • L'edera. Dramma in tre atti, con Camillo Antona-Traversi, Treves, 1912.
  • Canne al vento (Caniços ao vento), Treves, 1913.
  • Le colpe altrui, Treves, 1914.
  • Marianna Sirca, Treves, 1915.
  • Il fanciullo nascosto. Novelle, Treves, 1915.
  • L'incendio nell'oliveto, Treves, 1918.
  • Il ritorno del figlio; La bambina rubata. Novelle, Treves, 1919.
  • La madre, Treves, 1920.
  • La Grazia. Dramma pastorale in tre atti, com Claudio Guastalla e Vincenzo Michetti, Ricordi, 1921.
  • Il segreto dell'uomo solitario, Treves, 1921.
  • Il Dio dei viventi, Treves, 1922.
  • Il flauto nel bosco. Novelle, Treves, 1923.
  • La danza della collana, Treves, 1924.
  • La fuga in Egitto, Treves, 1925.
  • Il sigillo d'amore, Treves, 1926.
  • Annalena Bilsini, Treves, 1927.
  • Il fanciullo nascosto, Treves, 1928.
  • Il vecchio e i fanciulli, Treves, 1928.
  • Il dono di Natale, Treves, 1930.
  • Il paese del vento, Treves, 1931.
  • La vigna sul mare, Treves-Treccani-Tumminelli, 1932.
  • Sole d'estate, Treves, 1933.
  • L'argine, Treves, 1934.
  • La chiesa della solitudine, Treves, 1936.
  • Cosima, Treves, 1937.
  • Versi e prose giovanili, Treves, 1938.
  • Il cedro del Libano. Novelle, Garzanti, 1939.
  • Lettere di Grazia Deledda a Marino Moretti (1913-1923), Rebellato, 1959.
  • Lettere inedite, Fabbri, 1966.
  • Lettere inedite di Grazia Deledda ad Arturo Giordano, direttore della Rivista letteraria, Nemapress, 2004. ISBN 88-7629-023-0
  • Lettere ad Angelo De Gubernatis (1892-1909), Centro di studi filologici sardi-CUEC, 2007. ISBN 978-88-8467-399-2
  • Amore lontano. Lettere al gigante biondo (1891-1909), Feltrinelli, 2010. ISBN 978-88-07-49102-3

Referências

  1. «Nobel Prize in Literature 1926» (em inglês). Fundação Nobel. Consultado em 9 de outubro de 2020 
  2. Massaiu, M. La Sardegna di Grazia Deledda. [S.l.: s.n.] p. 44 
  3. a b Zago, Nunzio. "Introduzione" e "Cronologia della vita e delle opere". Grazia Deledda, Canne al vento, Milano, Rizzoli, 2009, ISBN 978-88-17-02208-8. [S.l.: s.n.] pp. 5–19 
  4. Turchi, Dolores (1994). "Introduzione" e "Nota biobibliografica". in Grazia Deledda, La via del male. Roma: Newton Compton. pp. 9–20 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
George Bernard Shaw
Nobel de Literatura
1926
Sucedido por
Henri Bergson
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