O Estado e a Revolução

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Государство и революция
O Estado e a Revolução
O que ensina o marxismo sobre o Estado e o papel do proletariado na revolução
Versão francesa de 1970 e impressa na China.
Autor(es) Vladimir Ilitch Lenin
Idioma Russo
País  União Soviética
Gênero Crítica social
Lançamento 1917[1]

O estado e a revolução (em russo Государство и революция) é um livro de Vladimir Lênin publicado em setembro de 1917, às vésperas da Revolução de Outubro liderada pelo partido Bolchevique.

No livro, Lênin discute a teoria marxista dialogando com os anarquistas e especialmente com aqueles a que chama de oportunistas, os pensadores e partidos socialistas que tendiam a uma interpretação de evolução gradual do capitalismo ao socialismo, defendendo os meios parlamentares como legítimos, quando não o único válido, para a luta do proletariado contra os capitalistas.

Entre os pensadores mais discutidos se encontram Karl Kautsky, Plekhânov e Bernstein. Entre os partidos estão os socialistas-revolucionários e mencheviques da Rússia - então em crise - assim como a ala reformista da social-democracia alemã.

A todos Lênin atribuiu o erro de distorcer as palavras de Marx sobre a revolução da sociedade capitalista para a comunista e de se lançarem em defesa de teorias nacionalistas que vão contra as teses essenciais da luta dos trabalhadores, i.e. o internacionalismo, além de moderarem seus discursos com vistas a cadeiras nos parlamentos burgueses.

Contra os anarquistas, Lênin, apesar de concordar com os objetivos elencado por eles, dizia que nessa interpretação faltava uma compreensão das fases reais da transformação social. Os anarquistas, ao advogarem a abolição pura e simples do Estado e de seu aparato militar e burocrático, não teriam entendido as lições da Comuna de Paris em que se fazia necessária a manutenção de funções administrativas de um estado, que enquanto tal, não seria um estado propriamente dito, ou seja, a organização sistemática da violência de uma minoria dominante sobre uma maioria dominada.

No caso do Estado constituído pela ditadura do proletariado, haveria uma verdadeira democracia: toda a sociedade, ou sua maior parte, teria acesso a governança. Nesse caso, o povo armado, constituído em milícias, seria responsável pela repressão da contrarrevolução perpetrada inevitavelmente pelos segmentos da burguesia reacionária que tentariam acabar com o desenvolvimento da revolução socialista no caso de uma vitória inicial. Sendo assim, o "Estado" proletário não poderia ser perpetuado com a tomada de algumas medidas essenciais para seu futuro definhamento: a destruição do seu aparato burocrático e militar permanente; todas as funções públicas deveriam ser de mandato imperativo e revogável a qualquer momento; nenhum cargo público deveria ser gratificado com um salário maior que o de um operário; e a substituição do parlamento burguês, este dado ao "falatório", por um proletário que concentraria as funções legislativas e executivas;

Ligações Externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Marxist Internet Archive. «O Estado e a Revolução». Consultado em 27 de novembro de 2012. 
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