Pindorama (São Paulo)

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Município de Pindorama
"Terra das Palmeiras"
Bandeira de Pindorama
Brasão de Pindorama
Bandeira Brasão
[[1]]
Aniversário 21 de março
Fundação 21 de março de 1926
Gentílico pindoramense
Lema Dei, non hominum, gratia. (Por graça de Deus, não dos homens)
Prefeito(a) Nelson Trabuco (Democratas - DEM)
Localização
Localização de Pindorama
Localização de Pindorama em São Paulo
Pindorama está localizado em: Brasil
Pindorama
Localização de Pindorama no Brasil
21° 11' 09" S 48° 54' 25" O21° 11' 09" S 48° 54' 25" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião São José do Rio Preto IBGE/2008 [1]
Microrregião Catanduva IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Catanduva, Palmares Paulista, Itajobi, Santa Adélia e Ariranha
Distância até a capital 370 km
Características geográficas
Área 184,8 km² [2]
População 15 039 hab. Censo IBGE/2010[2]
Densidade 81,38 hab./km²
Altitude 527 m
Clima tropical semi-úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,808 muito alto PNUD/2000 [3]
PIB R$ 188 865 mil IBGE/2009[4]
PIB per capita R$ 12 282,30 IBGE/2009[4]
Página oficial

Pindorama é um município brasileiro do estado de São Paulo. Localiza-se a uma latitude 21º11'09" Sul e a uma longitude 48º54'26" Oeste, estando a uma altitude de 527 metros. A cidade tem uma população de 15.039 habitantes (IBGE/2010).[2] Pertence à Microrregião de Catanduva e à Mesorregião de São José do Rio Preto.

Durante décadas, devido ao natural predomínio do transporte ferroviário, Pindorama foi conhecida como "A Pérola da Araraquarense", dadas sua beleza arquitetônica e clima ameno.

História[editar | editar código-fonte]

A história de Pindorama teve início em 1908, quando o comendador Ferdinando Massimiliano Motta adquiriu do coronel Firmino de Araújo Aguiar, então residente em Casa Branca, uma gleba à margem direita do ribeirão São Domingos. Sabe-se que a escritura da gleba adquirida por Ferdinando Motta foi lavrada no livro de notas 90, fls. 75, do Segundo Tabelião de Jaboticabal, em 15 de fevereiro de 1908, e registrada sob o número 14389, no livro de transcrição 50, no Registro de Imóveis daquela cidade, em 17 de fevereiro de 1908.

Ao chegar àquela que seria Pindorama, onde tudo era mata virgem, Ferdinando Motta encontrou, residindo na Fazenda Areia Branca, os irmãos Gonzaga (Francisco, Pedro e José), ou melhor, os “caboclos”, como eram conhecidos, os quais podem ser considerados os primeiros habitantes daquela pequena zona rural originária. Provavelmente, os irmãos Gonzaga eram descendentes de uma tribo indígena caingangue quase que completamente exterminada em 1864, quando tropas do Exército Imperial cruzaram a região com destino à recém-iniciada Guerra do Paraguai e, não se sabe bem o porque, entraram em confronto com os indígenas locais. Ao que sabe, a maioria dos poucos sobreviventes refugiou-se na região da antiga zona da mata paulista, território no qual hoje está situado o município de Tupã.

O loteamento e traçado de Pindorama (nome sugerido por diretores da estrada de ferro, dada a exuberância de palmeiras e macaúbas do lugar), foi feito por um engenheiro da ferrovia, Dr. Karl (Carlos) Lefer, cidadão alemão, vizinho e amigo de Ferdinando Motta em Araraquara, onde residiam. Este loteamento se limitava entre a atual Avenida Antônio Gonçalves e a Rua João Pessoa, e seguia da Rua Mem de Sá até a Rua 14 de Julho.

Foi Thomaz Lainetti, compadre e amigo de Ferdinando Motta, quem, a seu convite, aceitou a incumbência de administração e venda do loteamento planejado. Construindo sua residência (uma casa de pau-a-pique) na atual Avenida Barão do Rio Branco, esquina da Rua 15 de Novembro, Thomaz Lainetti tornou-se o primeiro morador urbano de Pindorama.

Outros chegaram nesse mesmo tempo ou pouco depois, como os Pozzetti e os Rodrigues da Costa, e talvez outros de que não temos conhecimento, fortalecendo os pulmões de uma terra promissora. Note-se que a imigração sírio-libanesa, alemã, austríaca, portuguesa, italiana e espanhola foi, no período, responsável pelo vertiginoso crescimento populacional e, naturalmente, sócio-econômico do município.

Foi exatamente às 16 horas do dia primeiro de maio de 1910, que chegou à estação de Pindorama o primeiro comboio de passageiros, inaugurando oficialmente a ferrovia. Esse comboio era formado de um carro de primeira classe, dois de segunda classe e um de bagagem. A máquina era a de número 9, o maquinista se chamava Florindo Alves e o foguista Benedito Vieira, tendo como chefe-de-trem Carlos de Oliveira e, como ajudante, Alonso de Oliveira.

Esta via férrea chamava-se Companhia Araraquara de Estrada de Ferro, depois Estrada de Ferro São Paulo-Norte, passando mais tarde a Estrada de Ferro Araraquarense, depois FEPASA, FERROBAN, FERRONORTE e, hoje, ALL - América Latina Logística.

Eis aqui um trecho do jornal O Estado de S. Paulo (edição de 19 de agosto de 1909) sobre essa estrada de ferro: “Foram aceitas pelo Governo as denominações de Pindorama e Catanduva para as estações dos quilômetros 65,880 e 76,700 do prolongamento de Taquaritinga a São José do Rio Preto”.

De povoado a Distrito de Paz[editar | editar código-fonte]

Foi a Lei Estadual 1594, de 29 de dezembro de 1917, que criou o Distrito de Paz de Pindorama, cuja sede elevou à categoria de vila, instalada em 23 de março de 1918. O primeiro escrevente e tabelião foi Joaquim Augusto Cotrim. O lado de Areia Branca, margem direita do ribeirão São Domingos, pertencia ao município de Ariranha, comarca de Jaboticabal, depois Monte Alto. O lado esquerdo do rio, Pindorama, pertencia ao município de Santa Adélia, comarca de Taquaritinga. Inicialmente, Areia Branca teve como sub-prefeito o capitão Moura e, como fiscal, Manoel Alves Ferreira. Já Pindorama, teve como sub-prefeito Jader Ribeiro do Val e, como fiscal, Miguel Martins, que também foi o primeiro administrador do matadouro municipal.

Criação e emancipação do Município[editar | editar código-fonte]

Em 1920 organizou-se a primeira comissão popular pró-emancipação e criação do município de Pindorama, formada pelos senhores Thomaz Lainetti, Benedito de Siqueira Cardoso, Manoel Ozório de Oliveira, Antônio Rodrigues Lopes, Jacinto Barroso, Prescivílio Coelho de Oliveira, Dr. Carlos Vieira Lima e José Otaviano da Silva. A comissão referida contratou, como advogado, pela importância de cinco contos de réis, o Dr. Antônio de Castro, decano dos advogados de Taquaritinga. Mas não obteve êxito.

Em 1925 criava-se outra comissão, liderada pelo coronel Francisco Cezário Maurício de Sousa (conhecido como Chico Mauricio, foi avô do cartunista Mauricio de Sousa). Conseguiu-se então a tão almejada emancipação e criação do município de Pindorama, conforme se verifica pela Lei Estadual 2125, de 31 de dezembro de 1925. A instalação do município ocorreu no dia 21 de março de 1926, sediando-se a prefeitura na Rua 21 de março (atual Rua Augusto Jorge Estevam) número 394.

O primeiro prefeito municipal foi José Correa dos Santos, sendo seu vice o Dr. José Baptista de Carvalho. Como secretário-contador, inicialmente, José Augusto de Camargo e como tesoureiro Carlindo Wendling. A primeira Câmara Municipal, também eleita para 1927, assim se constituiu: presidente – coronel Francisco Cezário Maurício de Sousa; vice-presidente – Euclides Pinto Soares.

Durante as décadas de 20, 30, 40 e 50, foi uma das mais ricas e produtivas zonas cafeicultoras do Brasil, destacando-se especialmente nesta lide as famílias Sá (cuja principal propriedade atualmente sedia o Polo Regional do Centro-Norte - APTA), Godas, Dumont (trata-se da família do Dr. Luiz Dumont, irmão do aviador Santos Dumont), Spinola Dias e Busnardo.

Em 30 de Novembro de 1944, o Distrito de Roberto (conhecido anteriormente como "Vila Robert" e "Robélia"), então pertencente ao Município de Itajobi, passou a integrar o território de Pindorama.

Origem do nome[editar | editar código-fonte]

Etimologicamente, Pindorama é uma palavra de origem Tupi que significa "Terras das Palmeiras" ou "Terra boa para se plantar". Ressalte-se que era o nome dado ao Brasil pelos índios tupis.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Literatura[editar | editar código-fonte]

Pindorama é a terra natal de muitos e importantes intelectuais brasileiros, entre os quais destacam-se o escritor Raduan Nassar (ganhador do Prêmio Camões) e a filósofa Marilena Chaui, nacional e internacionalmente reconhecidos em suas áreas de atuação.

Entre os escritores locais contam-se, ainda, o Dr. Alexandre Penteado Villar Félix, a Profa. Iracema Aparecida de Siqueira Canhamero, Dayher Bernardo da Silva Giménez, o Prof. Dr. Douglas Ribeiro Simões, o Prof. Me. Eugênio Benito Junior, José Italo Scatena, Luiz Borsatto, a Profa. Ma. Maria da Graça de Almeida, a Profa. Dra. Maria Ivoneti Busnardo Ramadan, Newman Ribeiro Simões, a Profa. Dra. Rosalie Gallo y Sanches, a Profa. Rosamaria Scatena Siqueira Ferreira e a Profa. Dra. Sylvia Jorge de Almeida Martins [5].

Biblioteca Municipal "Jorge Miguel Attab"[editar | editar código-fonte]

A biblioteca possui um acervo de mais de 50.000 mil livros, incluindo exemplares raros e primeiras edições custodiadas na sala "Yvonne Borsatto". Localiza-se na Avenida Barão do Rio Branco, 223, Centro. Fundada na década de 40, seu nome é uma homenagem ao então prefeito Jorge Miguel Attab, um importante político e mecenas local.

Igreja Matriz de Santo Antônio[editar | editar código-fonte]

A matriz católica de Pindorama é considerada um dos mais belos exemplares do neogótico alemão erigidos em solo brasileiro. Seu altar primitivo oitocentista era, todavia, de feições clássicas e barrocas, já que doado pela família Ribeiro de Andrada (a mesma do Patriarca da Independência, José Bonifácio de Andrada e Silva) e mandado por ela buscar em Minas Gerais numa igrejinha sua.

Como curiosidade, vale ressaltar que as capelas laterais foram pintadas pelo célebre pintor udinense Francesco Valzacchi e que os antigos carrilhões de bronze foram em parte doados pela então florescente comunidade espanhola local e em parte pelo conde Francisco Matarazzo.

Mídia[editar | editar código-fonte]

Jornais[editar | editar código-fonte]

  • O Democrático

Emissora de rádio[editar | editar código-fonte]

  • Tropical FM - 104.9 MHZ

Geografia[editar | editar código-fonte]

Possui uma área de 184,8 km².[2]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Dados do Censo - 2010[2]

População total: 15.039

  • Urbana: 14.235
  • Rural: 804
  • Homens: 7.692[6]
  • Mulheres: 7.347

Densidade demográfica (hab./km²): 81,37

Dados do Censo - 2000

Mortalidade infantil até 1 ano (por mil): 8,65

Expectativa de vida (anos): 75,64

Taxa de fecundidade (filhos por mulher): 2,11

Taxa de alfabetização: 88,87%

Índice de Desenvolvimento Humano (IDH-M): 0,808

  • IDH-M Renda: 0,703

IDH-M Longevidade: 0,844

  • IDH-M Educação: 0,877

(Fonte: IPEADATA)

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Ribeirão São Domingos
  • Rio das Onças
  • Rio do Cabral
  • Córrego de São Tomé
  • Córrego de Lorena
  • Córrego do Macaco

Rodovias[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  2. a b c d e «Censo Populacional 2010 - IBGE» (PDF). IBGE.gov.br. Consultado em 31 de agosto de 2011. 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008. 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2005-2009» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 29 dez. 2011. 
  5. «Lançamento do livro Pindoraminhas». BibliASPA. Consultado em 2016-04-24. 
  6. «SIDRA IBGE - Tabela 608 - População residente, por situação do domicílio e sexo». IBGE. Consultado em 31 de agosto de 2011.  horizontal tab character character in |título= at position 26 (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]