Marilena Chaui

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Marilena de Souza Chaui
Chauí em 2010 (foto: Ivone Perez/Rede Brasil Atual/flickr)
Nome completo Marilena de Souza Chaui
Data de nascimento 4 de setembro de 1941 (74 anos)
Local de nascimento São Paulo, SP
Nacionalidade  brasileira
Ocupação Filósofa
Magnum opus A Nervura do Real
Cônjuge Michael Hall
Prémios Prémio Jabuti (1995)
Página oficial Currículo Lattes

Marilena de Souza Chaui (Pindorama (São Paulo), 4 de setembro de 1941) é uma filósofa brasileira. É filha do jornalista Nicolau Alberto Chaui, de origem árabe e da professora Laura de Souza Chaui. Foi casada com o jornalista José Augusto de Mattos Berlinck (1938), com quem teve dois filhos - José Guilherme[1] e Luciana[2] . Atualmente é casada com Michael Hall, historiador e professor da Unicamp.[3] .

Histórico acadêmico[editar | editar código-fonte]

  • 1987 Pós-doutorado pela BNP - Bibliotèque Nationale de Paris
  • 1986 Professor Titular pela Universidade de São Paulo na disciplina de História da Filosofia Moderna
  • 1977 Livre-docência em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1971 Doutorado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1967 Mestrado em Filosofia pela Universidade de São Paulo
  • 1965 Licenciatura pela Universidade de São Paulo
  • 1965 Graduação em Filosofia pela Universidade de São Paulo[4]

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Em 2013 causou polêmica em uma palestra em São Paulo ao afirmar que odeia a classe média brasileira e que esta é fascista, violenta e ignorante [5] . Segundo ela, "(...) a classe média é uma abominação política, porque é fascista, é uma abominação ética porque é violenta e é uma abominação cognitiva porque é ignorante." Apesar de ser largamente veiculada uma versão editada de sua fala, o argumento geral de sua palestra é que o conceito de classe média deve ser problematizado, sobretudo para explicar casos extremos em que membros da classe média assumem comportamentos inadequados em espaços públicos e incongruentes à vida em sociedade. Nessa mesma palestra, defendeu programas de concessão governamentais como o Prouni com a intenção de minorar o racismo.[6] Apesar disto ela foi criticada por promover uma política social sem direitos sociais e acabou sendo descrita por isso como defensora de uma associação neoliberal entre Estado e burguesia.[7]

Uma decisão do Supremo Tribunal Federal obrigou a USP divulgar os vencimentos dos seus membros. Assim se tornou público que ela recebe um salário de mais de 23 mil, como docente aposentada, mas atuando em regime de dedicação total à docência e à pesquisa, embora não esteja informado o local onde leciona e as pesquisas que realiza.[8]

Na década de 1980, um artigo de autoria do José Guilherme Merquior, diplomata brasileiro, crítico literário e ensaísta foi publicado no jornal a Folha de S.Paulo onde questionava Marilena Chauí de ter feito um plágio do filósofo francês Claude Lefort (1924-2010). Alguns intelectuais saíram em defesa de de Marilena, incluindo Roberto Romano[9] , professor de ética da Unicamp, e Maria Sylvia de Carvalho Franco. As acusações suscitaram um debate sobre os limites entre influência intelectual e plágio e o episódio rendeu a Marilena um poema chamado a “A Xeroxona”, de autoria de Bruno Tolentino [10] .

Também foi acusada de plágio pelo colunista da revista Veja Reinaldo Azevedo pelo conteúdo de seu livro “Convite à Filosofia”. Em seu blog, Reinaldo reproduziu uma carta em que leitor comunica que o livro de Chauí teria plagiado a obra “Introducción a La Filosofia”, escrita em 1947, de autoria do filósofo espanhol Julián Marías. Segundo a carta, a abordagem dada pelo livro de Chauí às três concepções de verdade (p. 99) seria uma cópia da do livro de Marías, já que a página 104 da 3º edição da versão espanhola da referida obra traz o subtítulo “Três conceptos de la verdad”. Ainda segundo o blog de Reinaldo Azevedo, a afirmação de plágio também teria sido divulgada pelo ensaísta e filósofo Olavo de Carvalho.[11]

Alguns prêmios e títulos[editar | editar código-fonte]

Livros[editar | editar código-fonte]

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Marilena Chauí é autora de vários livros, dentre os quais [por ordem alfabética]:

  • "A Ideologia da Competência",
  • "A Nervura do Real",
  • "Brasil: Mito Fundador e Sociedade Autoritária",
  • "Boas-vindas à Filosofia",
  • "Cidadania Cultural",
  • "Conformismo e Resistência",
  • "Contra a Servidão Voluntária",
  • "Cultura e Democracia, o Discurso Competente",
  • "Da Realidade sem Mistérios ao Mistério do Mundo",
  • "Desejo, Paixão e Ação na Ética de Espinosa",
  • "Dialética Marxista e Dialética Hegeliana",
  • "Direitos Humanos, Democracia e Desenvolvimento",
  • "Eja - Filosofia e Sociologia",
  • "Escritos Sobre a Universidade",
  • "Espinosa: Uma Filosofia da Liberdade",
  • "Experiência do Pensamento",
  • "Filosofia: Volume Único",
  • "Ideologia e Mobilização Popular",
  • "Introdução à História da Filosofia" (Vol. I e II),
  • "Manifestações Ideológicas do Autoritarismo Brasileiro",
  • "O Convite à Filosofia",
  • "O que é Ideologia",
  • "O Ser Humano é um Ser Social",
  • "Política em Espinosa" ,
  • "Professoras na Cozinha",
  • "Repressão Sexual",
  • "Simulacro e poder

Ver também[editar | editar código-fonte]

  • História da filosofia no Brasil

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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